Kapittel 2. Moderne pilegrimsreiser……………………………………………………side 5
2.3. Pilegrimsrenessansen
2.3.1. Pilegrimsreiser som en del av nyreligiøsiteten
A caracterização dos volumes de tráfego tem como objetivos a previsão da procura, bem como a classificação da importância relativa ente os vários movimentos (JAE, 1990). O volume de tráfego representa o número de veículos que circulam num determinado ponto da via por unidade de tempo. O fluxo de tráfego não é habitualmente uniforme, variando não só no tempo e no espaço, como também nas características individuais dos condutores. Porém, é possível constatar que há um grande número de condutores que apresentam comportamentos semelhantes, pelo que é possível considerar cada indicador na caracterização dos fluxos de tráfego (Silva et al., 2008).
Em fase de planeamento recorre-se habitualmente ao tráfego médio diário anual TMDA, que consiste na média anual dos volumes de tráfego medidos num determinado local durante 365 dias em ambos os sentidos. Vários estudos recentes têm-se debruçado sobre os volumes de
tráfego para veículos não motorizados, especialmente velocípedes. Uma grande parte desses estudos foca-se em estimar o TMDA com base em contagens de curta duração por meio do cálculo de fatores de ajustamento (e.g. El Esawey, 2014; Miranda-Moreno et al., 2013; Nordback et al., 2013).
A partir da utilização de contagens contínuas podem obter-se informações acerca da flu- tuação do tráfego ao longo dos dias, semanas e meses, o que permite calcular um TMDA de referência, T MDAref, para o local (Ryus et al., 2014).
Na impossibilidade de realizar contagens contínuas, recorre-se muitas vezes a contagens de curta duração, que são utilizadas na obtenção de estimativas de TMDA. Estas contagens podem ser apoiadas em contagens contínuas para a identificação de fatores de expansão. Por meio destes fatores corrige-se individualmente a variação mensal FMi, diária FDi e horária FHi. Complementarmente, devem-se considerar também fatores de crescimento de tráfego. O procedimento de cálculo parte das contagens contínuas com as quais se calculam os fatores de expansão (ver Expressões 4.1 a 4.3) que são multiplicados pelo volume de tráfego recolhido para se chegar a um TMDA estimado (ver Expressão 4.4) (Ryus et al., 2014).
FMi = T M DAref/T M DM x (4.1)
FDi = T M DAref/T M Dy (4.2)
FHi = T M DAref/T M Hz (4.3)
T M DAestimado = Vj× FMi × FDi × FHi × Ci (4.4)
Em que,
Vj - volume de tráfego (por eixos) localização j
FMi - fator de ajustamento mensal para o grupo de estradas i FDi é o fator de ajustamento diário para o grupo de estradas i FHi é o fator de ajustamento diário para o grupo de estradas i Ci é o fator de crescimento de tráfego para um grupo de estradas i T M DAref - Tráfego médio diário anual de referência
T M DM x - Tráfego Médio Diário Mensal para um mês genérico x T M Dy - Tráfego Médio Diário para um dia genérico y
T M Hz - Tráfego Médio Horário para uma hora genérica z
Os fatores de expansão traduzem padrões de comportamento dos utilizadores da ciclovia. Um padrão de utilização utilitário carateriza-se pela existência de dois picos acentuados de volume de tráfego em dias úteis (início da manhã e fim da tarde) e ao fim de semana um aumento de volume mais gradual com pico durante o período de início da tarde. Um padrão de utilização recreacional carateriza-se por ter um pico durante o meio do dia nos dias úteis e um padrão semelhante durante o fim de semana. A junção destes padrões de utilização dá origem a padrões mistos, denotando-se sempre uma maior incidência para deles (ver Figura 4.1) (Miranda-Moreno et al., 2013; Nordback et al, 2013).
Figura 4.1: Padrões de comportamento de ciclistas (adaptado de Nordback et al, 2013) O estudo da distribuição dos volumes numa rede pode constituir uma alternativa viável para estimar o volume em vias onde esse valor não é conhecido. El Esawey et al. (2015) desenvolve um modelo de volumes de tráfego ciclável para a cidade de Vancouver no Canadá com base nos fatores de ajustamento apresentados por El Esawey (2014). O cálculo destes fatores teve por base contagens de mais de 810 000 horas entre 2005 e 2011 através de laços indutivos indutivos em 12 pontos da cidade.
É consensual que o volume de velocípedes é fortemente influenciado por fatores meteoro- lógicos, pelo que diversos estudos correlacionam estes fenómenos com volumes de tráfego. O número de ciclistas diminui com condições meteorológicas adversas e os seus efeitos podem fazer-se sentir mesmo nos dias subsequentes ao fenómeno (Ryus et al., 2014). O volume de tráfego pode variar consideravelmente ao longo do dia, formando geralmente picos respeitante aos movimentos pendulares casa-trabalho em direções opostas. As estradas devem estar con- cebidas por forma a servirem estes períodos de ponta de forma eficientemente. Assim, torna-se necessário caracterizar a hora de maior volume de tráfego, a ponta horária (Silva et al., 2008). Em fase de projeto é habitual considerar-se o volume horário de projeto(VHP), corres- pondente ao volume da 30a hora de ponta por sentido. Este volume horário está relacionado com a capacidade da via (JAE, 1990).
A ponta horária pode ser estimada através das projeções de volumes diários recorrendo para tal a uma constante que traduza a proporção do volume de ponta em relação ao tráfego diário e a outra que traduza a proporção do volume de tráfego na direção principal durante a hora de ponta (Costa e Macedo, 2008).
V HP = T M DA × k1× k2 (4.5)
Sendo,
V HP - Volume horário de projeto (veículos/h); T M DA - Tráfego médio diário anual (veículos/dia); k1 - Fração do TMDA que ocorre na hora de ponta;
A flutuação dentro de cada hora pode ser também relevante para a consideração de con- gestionamentos. Os volumes observados por períodos inferiores a uma hora são definidos como “débitos”. A instabilidade dos valores de débitos obtidos, em especial para volumes mais baixos, pode tornar a leitura gráfica bastante difícil (Costa e Macedo, 2008).
A grande parte dos estudos sobre volumes de tráfego ciclável foram realizados para cidades da América do Norte. Não sendo conhecidos estudos para determinar tráfego diário anual de ciclistas em cidades portuguesas as conclusões são difíceis de extrapolar.