Vedtak om endring i delegering av myndighet til Kystdirektoratet og Kystverkets distriktskontorer etter lov om havner og farvann m.v
J. PICQUÉ I CAMPS Formann
Agrupamento de Escolas Rainha Dona Leonor Escola Básica Eugénio dos Santos
Geografia – turma 9º D
Mestranda: Susana Morais | Professor Cooperante: José Calado
Contrastes de Desenvolvimento
“As 85 pessoas mais ricas do mundo têm tanto dinheiro como os 3,5 mil milhões dos mais
pobres do planeta, o equivalente a metade da população mundial.
O alerta é lançado pela Organização Não Governamental Oxfam, num estudo divulgado esta terça-feira, na semana em que os mais ricos e poderosos do mundo reúnem em Davos, na Suíça, para debater os desafios económicos e sociais que os países e as empresas enfrentam a nível global.
"Em muitos países, a extrema desigualdade económica é preocupante devido aos impactos perniciosos que a concentração de riqueza pode ter na equilibrada representação política", defende a organização no estudo.
Assim, a desigualdade económica tem vindo a crescer nos últimos 30 anos em todo o mundo, com quase metade da riqueza da população global a ser agora detida por 1% da população. Alguns dos dados são reveladores da desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres: a riqueza de 1% da população mais rica no mundo detém 81 biliões de euros, ou seja, 65 vezes mais do que a riqueza total de metade da população global.”
20/01/2014 – http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO315006.html
Redação, a pedido do governo português, de uma declaração para uma cimeira da ONU
No âmbito da preparação da próxima cimeira mundial da ONU sobre a pobreza, o governo português pediu a peritos de seis Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD) que redigissem uma declaração sobre as questões do desenvolvimento.
Estas declarações irão mostrar a situação atual no mundo e, desta maneira, contribuir para uma análise mais profunda sobre os contrastes de desenvolvimento a nível mundial.
Tendo sido pedido aos peritos das ONGD que, na sua declaração, alertassem para os contrastes de desenvolvimento no mundo e que dessem pistas sobre o caminho a seguir para a sua redução, o governo português definiu como imprescindível a reflexão profunda sobre um conjunto de questões, nomeadamente:
porque falamos de crescimento e desenvolvimento de um país? como se distingue o crescimento do desenvolvimento de um país? em que consiste o desenvolvimento?
como se mede o nível de desenvolvimento de um país?
quais são os países com os maiores e menores níveis de desenvolvimento no mundo? como se distribuem geograficamente os países com níveis de desenvolvimento diferentes? como se caracteriza a vida nestes dois tipos de países?
como é que as desigualdades de desenvolvimento se manifestam em diferentes escalas geográficas: no mundo, em grandes regiões como a Europa, a América do Norte ou a África …), a nível de um país, como Portugal ou Angola ou até a um nível mais local, como no interior de uma cidade, em diferentes bairros, etc.?
Os peritos concordaram com o governo e confirmaram que, na resposta a estas questões, se poderá vir a encontrar novas formas de luta contra as desigualdades que caracterizam o mundo e as sociedades de hoje.
Através destas declarações, o governo português pretende contribuir para a estruturação de novas formas de encarar o que são os contrastes de desenvolvimento entre os países do mundo e ajudar a pensar como se pode contribuir para reduzir as diferenças de desenvolvimento existentes em diferentes escalas.
As seis ONGD:
As seis ONGD escolhidas operam em países que se encontram em franco crescimento económico, mas que ainda não conseguiram dar o salto para o desenvolvimento justo e igualitário, em que todos/as cidadãos/ãs veem a satisfação das suas necessidades básicas garantidas – saúde, habitação, alimentação, educação, trabalho justamente remunerado.
A fim de avançar com as primeiras ideias para a redação de cada declaração, os peritos das seis ONGD reuniram-se no dia 12 de dezembro de 2013. Nesta reunião discutiram-se vários temas relacionados com os contrastes de desenvolvimento no mundo e foram várias as perguntas que ficaram sem resposta. Cada participante na reunião avançou com várias questões relacionadas com o desenvolvimento e, no final, recolheu-se uma série de palavras que, organizadas das mais diversas formas, permitem perceber quais as maiores preocupações de cada perito e de cada ONGD e que caminho se poderá vir a percorrer para responder às dúvidas que surgiram durante a discussão. As palavras recolhidas encontram-se na imagem que se segue. A dimensão de cada palavra é proporcional ao número de vezes que foi referida pelos elementos das ONGD.
Proposta
A proposta que vos faço é que vocês, alunos do 9º D, ajam como peritos das ONGD e preparem uma declaração bem fundamentada sobre os contrastes de desenvolvimento no mundo.
Estas declarações serão apresentadas na cimeira mundial da ONU, que decorrerá no dia 27 de fevereiro, entre as 17h00 e as 18h30.
Naturalmente que, para a poderem redigir, têm de dominar várias competências, a começar pelo significado de vários conceitos geográficos ligados ao tema. Assim, para vos ajudar na redação da Declaração, além de vos propor uma estrutura a respeitar, irei apresentar-vos uma série de atividades que poderão desenvolver para se familiarizarem com os conceitos e, mais do que isso, poderem conjugá-los de forma a responder às questões-chave. Os conhecimentos que resultarem dessas atividades serão incluídos na vossa declaração.
A declaração deverá respeitar a seguinte estrutura:
1. Apresentação da vossa ONGD – nome, data de fundação, países em que desenvolvem os projetos, domínios de atuação: alimentação, educação, saúde, infraestruturas, etc.
2. Introdução da declaração: apresentação das ideias principais que vão explorar, os objetivos que pretendem alcançar e que encadeamentos vão dar aos assuntos que vão explorar.
3. Desenvolvimento do corpo da declaração – exploração dos temas apresentados na introdução. Resposta às questões-chave (num texto corrido e não numa estrutura de pergunta resposta, em que apresentam os vários factos obtidos na realização das diversas atividades), caracterização do nível de desenvolvimento do país escolhido.
4. Conclusão da declaração – é aqui que apresentam as principais conclusões a que chegaram para cada uma das questões colocadas anteriormente, bem como algumas medidas que poderão ser tomadas para atenuar as desigualdades.
5. Bibliografia – lista dos recursos utilizados para a realização do trabalho – sites pesquisados, livros, artigos de revistas, etc.
Além das recomendações já expressas anteriormente, é importante que a Declaração que irão redigir se apoie em factos e argumentos. Estes são indispensáveis a uma boa fundamentação das ideias que querem transmitir. Só assim conseguirão convencer os representantes de cada país, presentes na cimeira, que o problema é grave mas pode ser atenuado. Sejam também criativos. A criatividade ajuda muito a transmitir as ideias, a passar a mensagem para os recetores. É por isso que às vezes uma frase, uma imagem, um slogan têm o poder de mudar a opinião das pessoas.
Bom trabalho! Susana Melo Morais