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3 En innføring i balansert målstyring

3.4 Hovedtrekkene ved balansert målstyring

3.4.2 Perspektivene

Há muito tempo, dois temas envolvem teóricos, pesquisadores e Chefes de Estado em busca de soluções que possam solucionar problemas: o analfabetismo e o analfabetismo funcional. O primeiro, já fora historicamente conhecido como uma “vergonha nacional”; o segundo, atualmente em alta na mídia nacional, torna-se preocupante por apresentar gradativamente um aumento no índice apresentado pelos órgãos de pesquisa autorizados pelo governo.

Buscando conceituar analfabetismo, recorro ao conceito pensado por Ferraro (2009) que diz: nem o analfabetismo se reduz à simples ausência de alfabetização ou a mero desconhecimento da técnica de ler, escrever e contar, nem a alfabetização se limita à aprendizagem e domínio da técnica do ler, escrever e contar. (FERRARO, 2009, p. 21). Assim, pode-se entender que o analfabetismo pode estar ligado à falta de oportunidade que muitas pessoas não têm na idade própria e/ou por algum motivo não buscam em tempo oportuno.

Paiva (2015) trata o tema do analfabetismo absoluto como algo a ser vencido pela aprendizagem de lecto-escritura e de operações matemáticas simples, afirmando que este é um conceito do século XX. (p. 412). Com isso, inclui-se neste conceito o indivíduo privado de tais conhecimentos.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) em 2013, o Brasil registrou 13 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais – contingente de pessoas que supera a população da cidade de São Paulo (11,8 milhões) e representa 8,3% do total de habitantes do país. (IBGE, 2013).

Entretanto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12.63 milhões de brasileiros com pelo menos 25 anos não sabem ler e escrever. Os dados regionais mostram que o número de analfabetos caiu em todas as partes do país. Nas regiões Norte e Nordeste, a queda foi mais acentuada. No Norte, o índice de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais caiu de 10% para 9,5%. No Nordeste, a taxa recuou de 17,4% para 16,6% entre 2012 e 2013, mas a região ainda mantém o nível mais alto do país.

Segundo a Câmara de Educação Básica – CEB (2000a), o Brasil continua exibindo um número bastante elevado de analfabetos. Apesar da queda anual e de marcantes diferenças regionais e setoriais, a existência de pessoas que não sabem ler ou escrever por falta de condições de acesso ao processo de escolarização deve ser motivo de autocrítica constante e severa. [...] É de notar que, segundo as estatísticas oficiais, o maior número de analfabetos se constitui de pessoas: com mais idade, de regiões pobres e interioranas e provenientes dos grupos afro-brasileiros. A seguir, apresento um quadro que trata da taxa de analfabetismo na Paraíba.

Quadro 3 - Taxa de analfabetismo pela faixa etária na Paraíba de pessoas que não sabem ler e escrever

Pessoas de 15 anos ou mais de idade. Taxa de 15 a 24 anos 4,67% Pessoas de 15 anos ou mais de idade. Taxa de 25 a 59 anos 21,10% Pessoas de 15 anos ou mais Taxa de 60 a 69 anos 43,46% Pessoas de 15 anos ou mais de idade. Taxa de 70 a 79 anos 50,28% Pessoas de 15 anos ou mais de idade. Taxa de 80 anos e mais 59,03% Fonte: DATASUS/IBGE – 2010.

O quadro abaixo trata da taxa de analfabetismo em Mamanguape.

Quadro 4 - Taxa de analfabetismo em Mamanguape de pessoas que não sabem ler e escrever.

Pessoas de 15 anos ou mais de idade. Taxa de 15 a 24 anos 8,3% Pessoas de 15 anos ou mais de idade. Taxa de 15 anos ou mais 27,9% Pessoas de 15 anos ou mais de idade. Taxa de 25 a 39 anos 24,0% Pessoas de 15 anos ou mais de idade. Taxa de 40 a 59 anos 36,9% Pessoas de 15 anos ou mais de idade. Taxa de 60 anos ou mais 57,2% Fonte: CENSO – DEMOGRÁFICO – 2010.

De acordo com os quadros apresentados acima, ou seja, quadros 3 e 4, é possível perceber que a taxa de analfabetismo ainda é muito alta, tanto em nível de estado quanto em nível de município, e esta é uma dura realidade que precisamos enfrentar com o objetivo de melhorar tais estatísticas. Tratando do Analfabetismo Funcional, Paiva (2015) traz um conceito que nos convida a refletir cuidadosamente quando tratamos do fato:

Dito de outro modo, o conceito de analfabetismo funcional nasce da decepção com as grandes campanhas que nos primeiros anos atendem à demanda reprimida pelo domínio das técnicas de lecto-escritura e de cálculo, ou seja, àquelas pessoas que efetivamente buscavam oportunidades de aprendizagem devido a necessidades sentidas na vida profissional, política ou social – arrastando ao longo de muitos anos progressiva decadência e um passivo visível no rastro de ineficiência manifesto pelos elevadíssimos índices de regressão ao analfabetismo por desuso entre seus alunos. (PAIVA, 2015, p. 409).

Portanto, para a autora o analfabetismo funcional surge a partir da ineficiência dos métodos adotados e da não utilização adequada do que fora apreendido, assim como alerta para o fato de que só se buscava conhecimento a partir da necessidade do indivíduo, de inserir-se no meio social através de uma profissão ou da política; ou seja, buscava-se aprendizagem visando a uma oportunidade de melhorar de vida.

Outro conceito apresentado também pela mesma autora assemelha-se ao citado inicialmente, Paiva (2015):

O conceito de analfabetismo funcional passa a ser utilizado para designar não a ausência absoluta de conhecimento por seus destinatários, mas a falta de domínio daqueles conhecimentos básicos necessários à realização de suas tarefas profissionais (ou seja, aqueles que teriam o seu uso garantido). (PAIVA, 2015, p. 409).

De acordo com dados da Pesquisa nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), feito pelo IBGE, 18,3% dos brasileiros eram classificados como analfabetos funcionais em 2012. No entanto, o Instituto Paulo Montenegro, organização vinculada ao IBOP, estimou que cerca de 27% dos brasileiros eram analfabetos funcionais em 2012. Estes índices variam muito entre os estados do país. (IBGE, 2012).

O quadro vem se desenhando no cenário nacional em níveis preocupantes, ao ponto de envolver estudantes universitários, haja vista que, em 2012, o Instituto Paulo Montenegro e a ONG Ação Educativa divulgaram o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) entre estudantes universitários do Brasil e este chegou a 38% – o que refletiu expressivo crescimento de universidades de baixa qualidade durante a última década. (IPM, 2012).

Ainda, segundo o mesmo Instituto, esses índices tão altos de analfabetismo funcional no Brasil se devem à baixa qualidade dos sistemas de ensino público, à falta de infraestrutura das instituições de ensino (principalmente as públicas) e à falta de hábito e interesse de leitura do brasileiro.

Assim, nesta ordem de raciocínio as políticas públicas educacionais têm mais um grande desafio pela frente, que é além da luta histórica de erradicar o analfabetismo no Brasil, acrescentar-se o desenvolvimento de meios que sejam capazes de sanar mais um preocupante problema que vem se encadeando no sistema educacional brasileiro: o analfabetismo funcional. Pensando dessa maneira, nada melhor do que incentivar o alunado na prática da leitura e escrita por meio dos gêneros textuais, uma vez que, tomando conhecimento desses aspectos, os mesmos certamente em pouco tempo estarão fora dessas estatísticas; para tal, devem cultivar o hábito de ler e, consequentemente, escrever, ao longo de suas vidas. Aqui enfatizo a Educação de Jovens e Adultos. Em seguida, apresento os gêneros textuais e sua atuação estratégica em meio ao ensino da escrita.