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Del II: Lesingar

7.2 Madonna med barn: det ”perfekte” samlivet

7.2.2 Personleg morsoppleving?

__________________________________________________________________ Como bem aponta McQuail (1993:153), o modelo em questão necessita ser compreendido a partir de três suposições iniciais, que a estrutura da disponibilidade das opções da programação ofertada é fixa, que a televisão é um bem livre; então que programas simultâneos disponíveis têm o mesmo custo para o receptor, e que o modelo é específico ao indivíduo a um único ponto no tempo.

As escolhas sobre os conteúdos partem das preferências e são levadas a cabo com a relação de fatores estruturais da programação ofertada; da disponibilidade para a exposição do receptor, das suas necessidades ou motivações, da sua consciência sobre a programação disponível, e da constituição do grupo para a audiência.

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A audiência segundo o modelo é iniciada pela disponibilidade do receptor e pela oferta dos conteúdos em sincronia. As escolhas seriam levadas a cabo sobre os tipos de programa ao qual o receptor tem afinidade. A experiência relacionada às preferências dos programas é o fator das “necessidades e interesses dos receptores”, que se refere mais especificamente aos seus “motivos”, ideia esta que será mais bem explicitada quando os princípios de “Usos e Gratificações” forem abordados. A composição do grupo que acompanha a atividade de consumo do receptor (família, amigos) é outra variável contida no modelo como tão preponderante quanto à consciência do receptor sobre a programação, e todas as alternativas disponíveis aos conteúdos a que ele pode e gosta de se expor, em todos os canais que é a ele possível ter acesso.

Os fatores que influenciam as escolhas dos conteúdos se encontram relacionadas, e muitas vezes fluem de forma bidirecional (ver nas setas de duas pontas). A explicitação das características de cada um dos elementos do modelo é posta como se segue:

1. A estrutura das opções de conteúdos

Um dos apontamentos mais significativos no modelo é que a estrutura da oferta da programação circunscreve a escolha do conteúdo a ser assistido. As escolhas sobre a programação de fato se encontram restritas às agendas das emissoras televisivas que podem, por exemplo, transmitir os mesmos tipos de conteúdos no mesmo horário das suas concorrentes, limitando assim, as opções ofertadas ao receptor. Teoremas como “lealdade ao canal” (ver em HEETER e GREENBERG 2008) que conceitua a tendência do receptor para assistir à programação ofertada por um canal específico, em detrimento de outros conteúdos que são ofertados em outros canais, se baseiam na observação das escolhas da audiência pura e simplesmente sobre a estrutura de transmissão.

2. A disponibilidade do receptor

A escolha de um programa de preferência pode esbarrar na disponibilidade do receptor para a audiência. Como aponta os autores, a disponibilidade do receptor é o maior responsável pela ausência de padrões de consumo baseado nos conteúdos

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transmitidos, como da mesma forma, é responsável em outros casos, pelo padrão de audiência baseado na simples estrutura de oferta da programação.

Esta é obviamente uma super simplificação da possível previsão da atividade de audiência, afinal, tais questões acima mencionadas são extremas e nada comuns, considerando-se, sobretudo, o ambiente mais complexo em que se reconhecem as predileções; e que pode favorecer, por exemplo, a recuperação dos conteúdos que parecem apreciáveis ao receptor, ou a simples eleição de conteúdos substitutos em canais emissores distintos.

3. Audiência em grupo

O consumo em grupo tem também sido reconhecido como mediando às escolhas pessoais do receptor. Receptores em condição de audiência em grupo tende a “conceder” a escolha do conteúdo que lhe é apreciável para agradar ou respeitar o restante do grupo. Os autores descrevem como o modelo da audiência em grupo intervém no processo das escolhas ou preferências bem como de outra forma, a natureza do grupo pode ser a causa das preferências dos programas específicos, interferindo assim, na programação assistida.

4. Consciência do receptor

Tal item seria outro elemento que interferiria no processo das escolhas do receptor: o não conhecimento de todas as alternativas de opções dos programas televisivos. Sem a devida consciência da variedade de opções disponíveis, “as decisões dos receptores são mais dependentes dos conteúdos específicos assistidos do que necessariamente seria o caso” (WEBTER e WAKSHLAG, 1983:441), o que faria deste elemento, mais um determinante das escolhas televisivas.

Estes componentes descritos são postos de fato, como um guia para decifrar os possíveis padrões de seleção e audiência dos receptores, não podendo prever de fato, o comportamento televisivo da audiência. Também esta “iniciativa integradora” de

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Webter e Wakshlag demonstra que o rumo da pesquisa praticada pelos profissionais da indústria e comércio já possuía, desde há muito tempo atrás, uma relação afinada com o conhecimento gerado no ambiente acadêmico, como aqueles envolvidos com as teses de Usos e Gratificações (ver MCQUAIL 1993, e WEBTER e WAKSHLAG, 1983), ao assumir, por exemplo, que a audiência possui padrões de audiência baseados em interesses e preferências.

Apesar das indicações trazidas por Webster e Wakshlag, traçar o caminho do desenvolvimento das pesquisas de mercado sobre a audiência é uma tarefa das mais árduas por dois motivos; as pesquisas por terem fins comerciais, excluem o seu conhecimento público porque são vendidas exclusivamente para os seus solicitantes e, adicionalmente, os resultados empíricos traçados em tal material não visam gerar teorias sobre o comportamento da audiência, apenas produzir o seu retrato temporal. Assim, a pesquisa em tal âmbito deixa apenas “pistas” da evolução dos seus métodos e técnicas utilizados para a captação e análise de dados.

A produção de teoremas ou teorias de pequeno alcance como ilustrada pela “lei do duplo perigo” (ver em BARWISE e EHRENBERG, 1988:44), que acusa que programas seriados com baixos índices de audiência acabam por possuir também, baixos níveis de audiência continuada, é uma iniciativa que eventualmente demarca o caráter dos estudos estruturais, porém, a produção mais evidente da investigação aqui enunciada é aquela cuja pesquisa mapeia a composição e tamanho da audiência dos veículos de comunicação. Dentro da tradição dos estudos estruturais, mais abundante que a sua produção, somente a difusão de críticas pontuadas em sua direção. Estas sim podem ser recuperadas e retratadas com maior precisão, pois seus registros foram amplamente difundidos permitindo a sua recuperação e exposição.