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DEL I: Styring i T-banen

5.6 Personellutvikling og opplæring

Capítulo 9 do livro Cancer Causing Viruses and Their Inhibitors, 1st edition, lançado em Maio de 2014 pela editora CRC, Flórida, Estados Unidos.

6. COMENTÁRIOS, CRÍTICAS E SUGESTÕES

O convite da minha orientadora, Dra. Ana Katherine Gonçalves, no ano de 2009 para pesquisarmos sobre a incidência de câncer em pacientes imunossuprimidos através de revisão sistemática e metanálise resultou em um artigo publicado em revista internacional de alto impacto, sendo considerada pelos editores como uma das melhores metanálises publicadas no ano de 2011.

O mestrado foi um grande desafio e ao mesmo tempo uma grande oportunidade para despertar em mim o gosto pela pesquisa e para o meu crescimento pessoal e profissional.

Ao iniciar o mestrado pesquisando sobre câncer ginecológico em portadores de HIV e transplantados, percebi que muitas dúvidas sobre a evolução dos carcinomas genitais ainda desafiam a comunidade científica mundial e precisam ser esclarecidas através de pesquisas que encontrem novas formas para se reduzir a incidência e a morbimortalidade dessas doenças que afetam milhares de mulheres no mundo.

No programa de pós-graduação em ciências da saúde (PPGCSA) da UFRN e como participante do grupo de pesquisa em infecções genitais, coordenado pela minha orientadora, encontrei pesquisadores interessados como eu em melhorar a prevenção e o diagnóstico de lesões de colo de útero induzidas pelo HPV.

Dessa forma, antes da conclusão do mestrado a Dra. Ana coordenou a formação de um grupo para pesquisar sobre a acurácia dos atuais métodos para diagnósticos de neoplasias intraepiteliais, novos métodos para melhorar a avaliação diagnóstica e prognóstica do carcinoma cervical, fatores imunológicos e genéticos envolvidos com a carcinogênese induzida pelo HPV e novas terapias contra o vírus.

Com isso, formamos um grupo coordenado pela Dra. Ana Katherine e composto por professores doutores de diferentes departamentos da UFRN, que contemplava a interdisciplinaridade do PPGCSA. Fazem parte dessa equipe a Dra. Janaína Crispim do departamento de Farmácia, a Dra. Maria da Conceição Cornetta do departamento de Tocoginecologia, o Dr. Carlos Jatobá

do departamento de Patologia e o Dr. José Veríssimo Fernandes do departamento de Biociências. Além desses pesquisadores uma orientanda de mestrado da Dra. Ana, Maria do Socorro Nobre e eu como orientando do doutorado, ambos ginecologistas e interessados em pesquisas que permitam maior conhecimento sobre a infecção causada pelo HPV e a progressão das lesões induzidas por ele.

Com um projeto de pesquisa com o objetivo de estudar se a pesquisa do HPV por técnicas de biologia molecular, da expressão de biomarcadores e do polimorfismo genético em mulheres com lesões intraepiteliais de baixo grau, alto grau e câncer de colo uterino podem melhorar a prevenção e o diagnóstico do carcinoma cervical e reduzir sua incidência nos deparamos com a primeira dificuldade para colocá-lo em prática, recursos financeiros.

Ao terminarmos o projeto tínhamos um orçamento de 30 mil reais necessários para a compra de equipamentos e materiais fundamentais para a execução do estudo. Assim, precisávamos de financiamento e a Dra. Maria da Conceição Cornetta como a única pesquisadora do grupo sem projeto financiado vigente pôde se candidatar ao edital Primeiros Projetos (PPP) da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (FAPERN) em 2011.

Entretanto, apesar de o edital contemplar recurso suficiente para custear nosso orçamento, tivemos o projeto aprovado apenas com 10 mil reais, que representavam um terço do que calculamos precisar.

Portanto, iniciava meu doutorado enfrentando uma realidade comum no Brasil que é a escassez de recursos públicos para financiamento de pesquisas, fato que afasta muitos profissionais da saúde como eu que ficam desestimulados com as dificuldades para se pesquisar no país.

Por outro lado, fui selecionado em um programa bem avaliado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e fazia parte de um time de professores coordenadores de diferentes departamentos da UFRN que prontamente se dispuseram a disponibilizar os equipamentos da instituição, bem como os materiais disponíveis em seus laboratórios que fossem necessários para o estudo, ficando o valor recebido da FAPERN apenas para custear o que faltasse.

Sendo assim, buscamos a aprovação do CEP e iniciamos em 2011 o primeiro estudo sobre a acurácia da citologia oncológica, através da comparação dos

exames citológicos e histopatológicos de mais de três mil mulheres, artigo 1 na seção 5 dessa tese. Posteriormente, iniciamos os projetos-pilotos sobre o polimorfismo do gene FOXP3 e sobre a expressão dos biomarcadores, concluindo no final de 2013 a coleta em 55 pacientes, restando 42 por desistência ou por exclusão de acordo com os critérios.

No início de 2014, iniciaria a análise dos resultados do piloto para a definição da amostra final necessária. Estes resultados são apresentados nos artigos 2 e 3 da seção 5. Cumprido esse passo teríamos a definição de quantas pacientes ainda precisaríamos para a conclusão da pesquisa e do doutorado. Contudo, em Fevereiro desse ano a minha orientadora me informou que o edital do concurso para professor associado do departamento de Tocoginecologia da UFRN estava aberto com uma vaga para doutor e que era minha oportunidade de ingressar na universidade onde me formei como mestre e concluirei o doutorado.

Por ter decidido fazer mestrado e doutorado para seguir a carreira acadêmica me inscrevi e tive a felicidade de ser aprovado no início de Abril, precisando antecipar a qualificação e a defesa da tese para poder tomar posse como professor universitário.

Todavia, pude concluir todas as etapas exigidas para a conclusão e durante esse tempo tive contato com a pesquisa básica, pude aprender técnicas de laboratório, trocar experiências com professores e alunos da Farmácia, Biologia, Biomedicina e outras especialidades da Medicina, ou seja, posso dizer que sou um pesquisador mais preparado que quando iniciei e não deixarei de seguir pesquisando sobre HPV e outros temas.

Enfim, o período como aluno do PPGCSA me proporcionou o convívio com profissionais de diferentes áreas do saber acadêmico, como estatísticos, bioquímicos, enfermeiros, nutricionistas, educadores físicos, dentistas, sanitaristas, engenheiros, entre outros. Esta interdisciplinaridade é enriquecedora e possibilita a formação de mestres e doutores mais preparados para trabalhar em equipe, compartilhar conhecimentos em prol da comunidade científica e da sociedade civil e renovar o corpo docente das universidades.

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