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Os elementos do mobiliário urbano são classificados, segundo o Manual para implantação de mobiliário urbano na cidade do Rio de Janeiro (1996: 19), em seis categorias diferentes de acordo com seus aspectos funcionais:

1. estruturas: são conjuntos de dois ou mais elementos, independentes, que se complementam para o desempenho de uma só função. As estruturas são compostas de um ou mais elementos de fixação – que não tem significado próprio, mas são fundamentais à prestação do serviço que se propõem a cumprir – e o equipamento em si, seja ele suporte para a rede de distribuição de infra-estrutura e sinalização, acessório de apoio a esta infra-estrutura ou elemento utilitário à prestação de serviços de limpeza e comunicação.

O Manual (1996) divide essas estruturas foram em três conjuntos distintos:

Suportes: são estruturas fixas dispostas em rede ou cadeia, que sustentam elementos repetidos dos sistemas de energia elétrica, telecomunicações, iluminação e placas de orientação vertical de trânsito. São prioritários na organização dos espaços públicos, sendo também predominantes em escala, função e quantidade. (op. cit., 1996: 24)

x poste de distribuição de rede elétrica x poste de distribuição de rede telefônica x poste de iluminação pública

x sinalização vertical de trânsito (op.cit. 1996: 19)

Acessórios: são equipamentos implantados em espaços públicos por órgãos e/ou concessionárias prestadoras de serviços (telecomunicações, engenharia de tráfego, bombeiros, gás encanado). O Manual não os define e tampouco faz recomendações para sua implantação. (TINOCO, 2003: 51)

x armário de distribuição de telefone x armário de controle de semáforos x hidrantes

x respirador

x caçamba de lixo (op. cit., 1996: 43)

Utilitários: este grupo contém elementos importantes que equipam o espaço público garantindo conforto e facilidade de acesso aos serviços de limpeza e comunicação. Sua localização é flexível, podendo sofrer deslocamentos para atender a necessidades de circulação, respeitando, ainda, a arborização, sem prejudicar seu desempenho. (op. cit., 1996: 32)

x telefone público

x caixa coletora de lixo x suporte de lixo domiciliar x parquímetro (op. cit, 1996.: 19)

2. engenhos publicitários: elementos usados como objetos independentes um do outro, com a função de anunciar produtos, serviços, estabelecimentos e, eventualmente, utilizados para campanhas educacionais e eleitorais.

Concordamos com Tinôco (2003: 52) quando afirma que,

Levando em conta o teor predominante das informações contidas em esta (sic) categoria de elementos, consideramos mais adequada a denominação Engenhos Informativos ou Suportes Comunicacionais e sugerimos dividir a categoria em três conjuntos: informativos funcionais, publicitários e temporários.

Embora sejam usados como uma fonte alternativa de captação de recursos financeiros para os órgãos públicos, seu aspecto funcional e estético pode ser questionável na medida em que alguns desses elementos comprometem paisagens, dificultem ou restrinjam a acessibilidade e a circulação de pedestres e veículos, além de atuar como um fator de distração para os motoristas.

De acordo com Tinôco (2003), os engenhos publicitários podem ser classificados do seguinte modo:

Informativos funcionais: bandeiras informativas de eventos culturais; identificador de logradouros; jornal eletrônico; painel informativo (mapas, percursos); pontos de parada de transporte coletivo; sinalização horizontal; sinalizador de acesso veicular

Informativos publicitários: outdoor; painel luminoso; publicidade em fachadas; relógio digital; totem publicitário

Informativos temporários e/ou móveis: elementos informacionais; faixas; tabuletas

3. cabines e quiosques: são elementos do mobiliário urbano que guardam semelhanças com a arquitetura. Sua função é proporcionar proteção dos meios naturais e conforto às pessoas, constituindo-se em pequenos módulos facilmente identificáveis pela sua finalidade.

Foram subdivididos em dois grupos: Fixo e Móvel. (op. cit., 1996: 20)

Fixos: abrigo de ponto de ônibus; abrigo de ponto de táxi; acesso a Metrô ou estacionamento subterrâneo; banca de jornal; cabine de informação turística; cabina de telefone; cabina de polícia; cabina de terminal de ônibus; cabina de banco 24h; coreto; guarita; quiosques com funções variadas; sanitário público

Móveis: barraca de camelô/tabuleiro; barraca de feira; carro de ambulante/trailer; stand móvel em eventos públicos (TINOCO, 2003: 53)

4. separação de meios: são elementos usados para a ordenação do espaço público. Sua função é proporcionar segurança, conforto e proteção ao pedestre e ao sistema viário. Foram subdivididos em dois grupos: Permanente e Temporário. (op. cit., 1996: 21)

Ao oferecerem segurança e proteção aos pedestres, impedindo que veículos ocupem áreas destinadas a circulação de pessoas, como as calçadas, algumas dessas estruturas por vezes acabam se tornando um empecilho à acessibilidade de cidadãos com necessidades especiais ou pessoas que conduzem crianças em carrinhos ou ainda idosos com dificuldades de locomoção e com bengalas, podendo causar acidentes por não apresentarem um sistema de codificação ou informação que alerte o pedestre da existência e posicionamento daqueles elementos na via.

Permanente: frades; grampos; rampa; escada; guarda-corpo; peitoril; cerca; grade; defensa; cancela

Temporário: cavalete; tapume; cone

5. elementos paisagísticos: são os elementos do mobiliário urbano que incluem os artefatos artísticos com um significado simbólico para a cultura da cidade, função de orientação cívica ou de composição da paisagem urbana. Fazem também parte desta categoria os artefatos de proteção e delimitação do espaço de plantio do elemento vegetal das calçadas, praças e jardins. (op. cit. 1996: 21)

Funcionais: adornos comemorativos (natal, carnaval); bebedouro; gola de árvore; jardineira/floreira; protetor de árvore; protetor de canteiro; relógio de sol; mastro

Marcos: monumentos; escultura; estatuária; pedestal; obelisco; arco; pórtico; fonte; chafariz; bica

6. equipamentos de lazer: são elementos do mobiliário urbano destinados a funções esportivas e recreativas.

ƒ banco e mesa em praças ƒ banco de jardim

ƒ mesa e cadeira de uso comercial em calçadas ƒ bicicletário

ƒ equipamento esportivo

ƒ equipamento infantil (op. cit., 1996: 22)

A classificação anteriormente proposta para o mobiliário urbano tem por finalidade facilitar a compreensão individual de cada elemento, levando-se em consideração sua finalidade básica. Porém, é importante que tais estruturas sejam analisadas em conjunto para poderem exercer plenamente suas funções intrínsecas, relacionando-se também com a paisagem e o contexto onde estão inseridos, buscando satisfazer as necessidades dos cidadãos na cidade.

Análise do Mobiliário Urbano proposto para o