2.3 Additional analysis during validation
3.1.3 Permeability
Informação é inteligência, que é significativa e útil para as pessoas para as quais ela é gerada. A informação tem valor para as empresas e seus gerentes pelo fato de que ela é necessária para a tomada de decisões e para induzir ações desejadas. Informação é derivada
do processamento de dados. Dados são os fatos, números e mesmo símbolos brutos, que juntos formam as entradas para um sistema de informação. (WILKINSON et al., 2000).
A informação tem valor porque reduz a incerteza a respeito das condições ambientais em que a empresa atua. A redução de incerteza permite a tomada de melhores decisões. (GUERREIRO, 1989).
Segundo Arima (2002) dado pode ser conceituado como um elemento em estado bruto, primário e isolado, que não tem um significado para gerar uma ação. Informação é um dado trabalhado e processado dentro das especificações exigidas pelos usuários com significado próprio, relevante e utilizada para gerar uma ação derivada do processo de tomada de decisão. A informação tem a sua validade como tal, quando faz parte do processo decisório dentro de uma organização.
O interesse específico da utilidade da informação nas empresas é uma função direta do processo de gestão, como variáveis – seja interna ou externa – que serão os inputs nos modelos decisórios nas tomadas de decisão requeridas. (ALMEIDA, 2001).
Em um mercado de alta competitividade, faz-se necessário o uso de informações econômico-financeiras para o processo de tomada de decisão e gerência das atividades empresariais. (IUDÍCIBUS, 1995).
Guerreiro (1989, p.105) observa que as respostas às questões de como a informação deve ser obtida, gerenciada, processada, disponibilizada, quando, em que momento e para quem, conduzem-nos à necessidade da definição de um modelo de informação.
Um modelo de informação pode ser entendido como uma representação abstrata de como devem ser concebidas as informações nas organizações, orientando a estruturação do sistema de informações. (PEREIRA, 2001).
O modelo de informações é impactado pelos modelos de decisão e de mensuração, na medida em que a informação deve incorporar todos os atributos e características que atendam aos requisitos dos modelos de decisão e mensuração. (GUERREIRO, 1989).
"Sistema de informação é um conjunto de subsistemas que atuam coordenadamente para, com o seu produto, permitirem as organizações o cumprimento de seus objetivos principais". (RICCIO, 1989, p.11).
Um sistema de informação pode ser definido tecnicamente como um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta (ou recupera), processa, armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões; a coordenação e controle de uma organização. Além de dar suporte à tomada de decisões, à coordenação e ao controle, esses
sistemas também auxiliam os gerentes e trabalhadores a analisar problemas, visualizar assuntos complexos e criar novos produtos. (LAUDON; LAUDON, 2004).
Nas empresas é necessário estabelecer um conjunto de procedimentos que possibilitem captar as ocorrências internas e externas, aos assuntos relacionados à sua gestão, de maneira estruturada e subsidiando os gestores nas decisões requeridas no processo de gestão. (ALMEIDA, 2001).
Um sistema de informação pode ser definido como um conjunto de subsistemas de informação interdependentes, que interagem na consecução de um objetivo comum, que é fornecer, eficientemente, informações úteis aos seus usuários. (GUERREIRO, 1989).
Figura 3 − Modelo de Sistema de Informação. Fonte: Arima (2002, p.81)
Segundo Arima (2002, p. 81) um sistema de informação é um conjunto de procedimentos estruturados, planejados e organizados que, uma vez executados, produzem informações para suporte ao processo de tomada de decisão (Figura 3).
Para o referido autor, cada nível de informação (Estratégico; Tático ou Gerencial; e Operacional, na figura 4) é suportado por algum tipo de sistema de informação, que auxilia o processo de tomada de decisão. Tais decisões ocorrem em função da natureza dessas informações, ou seja, do nível estratégico para operacional, as decisões têm tido características de não estruturadas para estruturadas, respectivamente. Quanto às decisões de nível tático ou gerencial, tem-se caracterizado como uma combinação das outras duas, isto é, semiestruturadas. Assim de acordo com o nível a que se destinam, os sistemas de informação têm características próprias com as seguintes denominações: sistema de informações operacionais; sistema de informações gerenciais e sistema de informações estratégicas (Figura 5).
Dados Sistema de Informações Informações
Figura 4 − Níveis em que se encontram as informações Fonte: Arima (2002)
Figura 5 − Localização dos Sistemas de Informações em relação à Hierarquia das Informações. Fonte: Arima (2002)
A finalidade dos sistemas de apoio a transações é proporcionar a automação das atividades operacionais, assim como tratar a base de dados e fornecer informações para os sistemas de nível tático ou gerencial. Como exemplo temos: os sistemas de faturamento; estoques; compras; contas a receber; contas a pagar; folha de pagamento, etc. (ARIMA, 2002).
Os sistemas de informações gerenciais (Management Information System − MIS) satisfazem os gerentes de uma empresa em suas necessidades de informação. O objetivo do MIS é ajudar esses gerentes em decisões relacionadas as suas responsabilidades. Como exemplo temos os sistemas de projeção de vendas, controle de produção, análise de custos, etc. (WILKINSON et al., 2000; ARIMA, 2002).
Conforme Arima (2002), os sistemas de informações voltados para o nível estratégico suportam as decisões empresarias, relacionadas com o mercado em que a organização está inserida. Esses sistemas fornecem informações sintéticas provenientes do ambiente interno
Estratégico Tático ou Gerencial Operacional Estratégico Tático ou gerencial Operacional
Sistema de informação executiva Sistema de apoio à decisão
Sistema de informações gerenciais
correlacionado com o externo, permitindo ao executivo corrigir ou melhorar a colocação da empresa em relação ao mercado em que atua.
Os primeiros sistemas que fizeram parte dessa família foram desenvolvidos no início da década de 70 por Morton (1978), sob a denominação de Decision Support System (DSS), conhecidos no Brasil como sistemas de apoio às decisões (SAD). Os SADs passaram a se caracterizar por sistemas interativos e comunicativos, baseados no uso de computadores, que auxiliam os tomadores de decisões a resolver problemas não estruturados. Para isso, utilizava- se de modelos e dados por meio de um alto nível de diálogo, que permitiam aperfeiçoar a produtividade e incrementar a eficiência dos tomadores de decisões. Ainda fazendo parte da família de sistemas de informações estratégicas temos o Executive Information Systems (SIE), conhecido entre nós como sistemas de informações executivas (SIE), ou sistemas de suporte aos executivos (SSE). Esses sistemas têm sido uma das mais poderosas tecnologias para apoiar o processo decisório de executivos e que, em muitos pontos, se assemelha aos argumentos dos SADs/DSSs. (ARIMA, 2002).
Os sistemas de suporte à decisão (DSS ou SADs) são sistemas de informações baseados em computador que ajudam os gerentes a tomar decisões ad hoc que envolvem significante incerteza. Permite ao tomador da decisão executar manipulações com ou mais modelos de decisão, usando dados que são, muitas vezes, gerados pelo MIS. (WILKINSON et al., 2000).
Sistemas de suporte a decisão (DSS) é uma área da disciplina de sistemas de informação que é focada em suportar e melhorar a tomada de decisão gerencial. É sobre desenvolver e entregar sistemas baseados em tecnologia da informação para suportar o processo de decisão. (ARNOTT; PERVAN, 2008).
Os SADs auxiliam o processo de decisão gerencial combinando dados, ferramentas e modelos analíticos sofisticados, bem como software amigável ao usuário. Tudo isso em um único e poderoso sistema que pode dar suporte à tomada de decisões semiestruturada e não estruturada. Um SAD fornece aos usuários um conjunto flexível de ferramentas e capacidades para analisar dados importantes. (LAUDON; LAUDON, 2004).
Um sistema de informação executiva (SIE) fornece aos gerentes (executivos) informações que são customizadas para as suas necessidades e interesses. Já que o EIS é interativo e baseado em computadores, a informação é geralmente muito tempestiva. Os gerentes para os quais o SIE é desenhado podem facilmente acessar a informação, analisá-la em várias maneiras, gerar gráficos e executar outras manipulações. (WILKINSON et al., 2000).
Com um SAD é menor o esforço para ligar os usuários aos fluxos de informações estruturadas e há uma ênfase correspondente maior em modelos, pressuposições, consultas ad
hoc e apresentações gráficas. O SAD dá apoio à análise de problemas semiestruturados e não-
estruturados. (LAUDON; LAUDON, 2004).
Os sistemas de informações executivas (SIEs) primeiro apareceram na cena do suporte à decisão em meados da década de 80. Esses sistemas foram desenhados para fornecer aos executivos um fácil acesso as informações internas e externas que são relevantes para os fatores críticos de sucesso. Ao longo dos anos 90, os SIEs evoluíram com as mudanças nas tecnologias e abordagens para o planejamento organizacional e controle. Os SIEs agora acessam muitos de seus dados de Data Marts e/ou Data Warehouses. Esses armazéns de dados torna mais fácil o acesso a dados limpos, consistentes e integrados. (SINGH et al., 2002).
Os sistemas de apoio a executivos auxiliam os gerentes no caso de problemas não estruturados, focalizando as necessidades de informação da alta administração. Combinando dados de fontes internas e externas, esses sistemas, criam um ambiente generalizado de computação e comunicação, que pode ser focado e aplicado a um conjunto mutável de problemas. Um sistema de apoio a executivos pode ajudar a alta administração a monitorar o desempenho organizacional, rastrear as atividades de concorrentes, localizar problemas, identificar oportunidades e prever tendências. (LAUDON; LAUDON, 2004).
Avanços nos softwares para os EISs têm aumentado a quantidade e qualidade da informação fornecida para os usuários. Muitos softwares para os EISs usam um WEB browser para a interface do usuário, que fornece acesso fácil aos dados na intranet de uma companhia e também aqueles vindos da internet. As capacidades OLAP (Online Analytical Processing) permitem aos usuários executar análises multidimensionais com a funcionalidade de Slicing
and Dicing (se refere à habilidade de combinar e recombinar as dimensões para ver
determinadas fatias da informação). Capacidades de Data Mining podem fornecer uma melhor compreensão sobre os relacionamentos que estão escondidos nos dados. O conceito de
Balanced Scorecard tem influenciado o desenho e conteúdo de um EIS. O Balanced Scorecard realça a importância de monitorar medidas financeiras, de clientes, operações
internas e de inovação e aprendizado. (SINGH et al., 2002).
O processo de gestão estratégica é complexo e não estruturado. Ele requer inputs de vários stakeholders da organização e um grande compromisso dos recursos. Os executivos precisam de informação relevante para executar, de uma forma bem sucedida, esse processo, e algumas dessas informações são potencialmente fornecidas pelo EIS. (SINGH et al., 2002).
A chave de sucesso para um EIS é que ele deveria fornecer suporte para os objetivos organizacionais. (SINGH et al., 2002).
Gould (2003, p.19) menciona que os requerimentos dos executivos quanto às informações podem incluir informações externas e internas, assim como financeiras e não financeiras. Como um resultado, os gerentes seniores requerem:
Flexibilidade substancial no tipo e formato da informação que eles podem obter de seus sistemas de informação. Os tipos de informação que os gerentes requerem para fins de planejamento estratégico podem variar ao longo do tempo.
Capacidades de modelagens flexíveis para permitir analisar os dados e informações, de qualquer maneira que eles consideram apropriado em dadas circunstâncias.
O benefício mais visível dos sistemas de apoio a executivos é a sua capacidade de analisar, comparar e destacar tendências. A fácil utilização de recursos gráficos permite ao usuário examinar mais dados em menos tempo, com maior clareza e percepção do que o faria com sistemas em papel. Os recursos que os sistemas de apoio a executivos dispõem permitem navegar por vários níveis de agregação de dados (drill down) e distinguir tendências; também podem aperfeiçoar a qualidade dessas análises e acelerar o processo de decisão. (LAUDON; LAUDON, 2004).
Um SIE não é usado para definir os objetivos organizacionais; melhor, ele é mais útil em monitorar se os objetivos estão sendo atingidos e em suprir informação que ajudem as pessoas a atingir os objetivos. Esse uso do EIS suporta as seguintes fases do processo de gestão estratégica: formulação estratégica; mapeamento ambiental; implantação da estratégia; e controle estratégico. (SINGH et al., 2002).
Algumas características apontadas por Arima (2002, p.85) como comuns aos sistemas de informações estratégicas são: - procuram não estruturar problemas específicos voltados à gerência de alto nível; - utilizam modelos e técnicas analíticas; - são orientados para dispositivos que facilitem o uso do computador por pessoas sem conhecimento sobre tecnologia de informação,; - dão maior ênfase à flexibilidade e à adaptabilidade a mudanças do ambiente e do processo decisório do usuário; - devem ser individualizados para cada tomador de decisão; - devem ser comunicativos, sendo que a qualidade do diálogo passa a ser um fator preponderante no uso do respectivo sistema; - devem ser interativos e responder a questões do tipo “o que – se” (what – if).
Segundo Arima (2002) os sistemas como SAD e SIE são resultados da evolução dos sistemas de informações gerenciais (SIG).
Os SADs e SIEs fazem parte de uma categoria especial de sistemas de informação explicitamente projetados para aperfeiçoar o processo de decisão gerencial. (LAUDON; LAUDON, 2004).