Chapter 2: The Problem of Phenomena 2
V. The Perceiving of the World
No ano de 2010 a análise foi feita utilizando-se um modelo DEA com retornos constantes de escala (CCR), com orientação a output.
A Tabela 2 mostra a saída do resultado feito pelo software DEAP, com os cálculos das eficiências técnicas para cada universidade. Os resultados apresentam as IFES que estão na fronteira de eficiência, ou seja, são as que possuem eficiência técnica igual a 1,0. As IFES ineficientes também aparecem nessa tabela com eficiência técnica menor que 1,0.
Tabela 2: Resultados da Eficiência Técnica das IFES no Ano de 2010
Código SIGLA das IFES Eficiência Técnica
1 FURG 0,882 2 UFABC 1,000 3 UFAC 1,000 4 UFAL 1,000 5 UFAM 1,000 6 UFBA 1,000 7 UFC 0,979 8 UFCG 1,000 9 UFCSPA 1,000 10 UFERSA 1,000 11 UFES 0,835 12 UFF 1,000 13 UFG 0,958 14 UFGD 0,858 15 UFJF 1,000 16 UFLA 1,000 17 UFMA 0,935 18 UFMG 1,000 19 UFMS 1,000 20 UFMT 0,992 21 UFOP 1,000 22 UFPA 0,959 23 UFPB 0,843 24 UFPE 0,962 25 UFPel 0,910 26 UFPI 0,935 27 UFPR 1,000 28 UFRA 0,796 29 UFRGS 1,000 30 UFRN 0,905 31 UFRPE 0,960 32 UFRR 0,994 33 UFRRJ 0,929 34 UFS 1,000 35 UFSC 0,948 36 UFSCar 1,000 37 UFSJ 1,000 38 UFSM 0,945 39 UFT 0,993 40 UFU 0,955 41 UFV 1,000 42 UFVJM 1,000 43 UnB 1,000 44 UNIFAL 1,000 45 UNIFAP 1,000 46 UNIFEI 1,000 47 UNIR 1,000 48 UNIRIO 1,000 49 UNIVASF 1,000 50 UTFPR 1,000 Média 0,969
Fonte: Elaboração própria, com base na saída do software DEAP 2.1
A Tabela 2 mostra que em 2010 foram encontradas 29 IFES consideradas eficientes, representando 58% das IFES que estão na fronteira de eficiência. Sendo que sete dessas IFES serviram de referência (benchmark) por
mais de cinco vezes para as outras IFES ineficientes. Veja a lista completa de referências no Anexo A. As sete IFES são, por ordem decrescente de quantidades de vezes que serviram de referências, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS (17 vezes), a Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL (14 vezes), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR (14 vezes), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA (10 vezes), a Universidade Federal de São Carlos – UFSCar (9 vezes), a Universidade Federal de Campina Grande – UFCG (7 vezes) e a Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP (7 vezes). Isso mostra o grau de importância dessas IFES em relação às que são eficientes. Quanto às 21 IFES que não são eficientes e, que representam 42% da amostra, podemos destacar as seis mais ineficientes (valores de eficiência abaixo de um) que são a Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN (0,905), a Universidade Federal do Rio Grande – FURG (0,882), a Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD (0,858), a Universidade Federal da Paraíba – UFPB (0,843), a Universidade Federal do Espírito Santo – UFES (0,835) e a Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA (0,796).
Para o conjunto das 50 IFES no ano de 2010 houve uma redução, em média, da eficiência de 3,1%, ou seja, a média do nível de eficiência em 2010 foi de 0,969.
Para o ano de 2015, a análise foi feita utilizando-se um modelo DEA com retornos constantes de escala (CCR), com orientação a output, na base de dados. A tabela 3 apresenta os resultados da eficiência das IFES nesse ano.
Tabela 3: Resultados da Eficiência Técnica das IFES no Ano de 2015
Código SIGLA das IFES Eficiência Técnica
1 FURG 0,763 2 UFABC 1,000 3 UFAC 1,000 4 UFAL 1,000 5 UFAM 0,889 6 UFBA 0,916 7 UFC 1,000 8 UFCG 0,856 9 UFCSPA 1,000 10 UFERSA 0,890 11 UFES 0,844 12 UFF 0,980 13 UFG 0,894 14 UFGD 0,837 15 UFJF 0,877 16 UFLA 1,000
17 UFMA 0,888 18 UFMG 1,000 19 UFMS 0,752 20 UFMT 0,814 21 UFOP 0,902 22 UFPA 1,000 23 UFPB 0,829 24 UFPE 0,902 25 UFPel 1,000 26 UFPI 0,939 27 UFPR 1,000 28 UFRA 1,000 29 UFRGS 1,000 30 UFRN 0,882 31 UFRPE 0,868 32 UFRR 0,984 33 UFRRJ 0,887 34 UFS 0,753 35 UFSC 1,000 36 UFSCar 0,919 37 UFSJ 1,000 38 UFSM 0,866 39 UFT 1,000 40 UFU 0,950 41 UFV 1,000 42 UFVJM 1,000 43 UnB 0,903 44 UNIFAL 0,949 45 UNIFAP 1,000 46 UNIFEI 0,945 47 UNIR 0,791 48 UNIRIO 1,000 49 UNIVASF 0,810 50 UTFPR 1,000 Média 0,926
Fonte: Elaboração própria, com base na saída do software DEAP 2.1
No total das 50 IFES analisadas no ano de 2015, conforme verificado na Tabela 3, vinte universidades mostraram-se eficientes, pois estavam na fronteira de eficiência, o que representa 40% da amostra. Para ordenar as IFES eficientes, podemos destacar aquelas que nos cálculos serviram de referência para as ineficientes. As IFES que serviram de referências (benchmark) por mais de cinco vezes para as ineficientes foram a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO (28), a Universidade Federal do Tocantins – UFT (27), Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG (17), a Universidade Federal de Pelotas – UFPel (14), a Universidade Federal de Viçosa – UFV (10), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR (10), a Universidade Federal de Lavras – UFLA (8), a Universidade Federal de Alagoas – UFAL (7) e a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM (6). Veja a lista completa de referências no Anexo B.
As nove IFES com os menores níveis de ineficientes são a Universidade Federal do Espírito Santo – UFES (0,844), a Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD (0,837), a Universidade Federal da Paraíba – UFPB (0,829), a Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM (0,814), a Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF (0,810), a Universidade Federal de Rondônia – UNIR (0,791), a Universidade Federal do Rio Grande – FURG (0,763), a Universidade Federal de Sergipe – UFS (0,753) e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS (0,752).
Para o conjunto das 50 IFES no ano de 2015 houve uma redução da eficiência de 7,4% em média, ou seja, a média do nível de eficiência em 2015 foi de 0,926.
A comparação com outros trabalhos sobre eficiência não é possível fazer de uma forma direta, por causa dos períodos analisados, das variáveis utilizadas e até da metodologia, mas é possível verificar os percentuais de eficiência encontrados em outros estudos que também analisaram a eficiência das IFES, utilizando indicadores do TCU.
De acordo com Costa et al. (2012), nos seus estudos referente a 2008, dividiu-se as IFES em dois grupos, nos quais no primeiro grupo formado por 28 IFES, constam 19 (68%) que foram considerados eficientes, sendo que as IFES que serviram de referência, por mais de três vezes, para as ineficientes foram a UFMG e a UFPA. As três IFES com os menores níveis de ineficientes foram a UFAL (0,77), a UFES (0,81), a FURG (0,81). No segundo grupo formado por 21 IFES, constam 15 (71%) que foram considerados eficientes, sendo que as IFES que serviram de referência, por mais de três vezes, para as ineficientes foram a UFRA, a UFCSPA, a UFSE e a UNIRIO. As três IFES com os menores níveis de ineficientes foram a UNIR (0,74), a UNIFEI (0,78), a UFERSA (0,84).
Segundo Oliveira (2013) em seu trabalho que contou com uma amostra de 50 IFES, em 2010, as 15 IFES (30%) que apresentaram eficiência técnica igual a um foram: UFCSPA, UFBA, UNIFAL, UFCG, UNIFEI, UFMS, UFMG, UFSCAR, UFSJ, UFS, UFAC, UFRJ, UFRGS, UFTM e UTFPR. As cinco IFES que apresentaram os mais baixos graus de ineficiência foram: UFRA (0,696), UFES (0,776), UFAL (0,825), UFPB (0,834), e UFAM (0,839). Em 2012, as 12 IFES (24%) que apresentaram eficiência técnica igual a um foram: UFT, UFCG, UNIFEI, UFMS, UFMG, UFOP, UFSJ, UFAM, UFPR, UFRJ, UFRGS, UFTM e
UTFPR. As cinco IFES que apresentaram os mais baixos graus de ineficiência foram: UFES (0,740), UNIFAP (0,805), UFMS (0,814), FURG (0,8159), e UFAL (0,829).
Esta comparação foi feita para se verificar quais das IFES que estavam se destacando, aparecendo em outros estudos como eficientes ou ineficientes, mesmo que nos estudos fossem em períodos, variáveis e métodos diferentes.