IV. DESARROLLO DEL ESTUDIO
2. ANÁLISIS FINANCIERO
2.3 Tensiones a corto plazo
2.3.3 Ratio períodos medios
2.3.3.2 Período medio de inventario
A formação dos professores será desenvolvida em duas etapas: uma etapa presencial, a ser desenvolvida em um ambiente externo à Unidade Educacional, em um centro de formação - a Efaer será o local ideal - e outra etapa à distância, que será desenvolvida na escola em momentos distintos: um nos momentos de aula atividade na escola, planejando sua prática, e outro na sala de aula, colocando em prática o que foi discutido e planejado nos momentos de formação.
O quadro 6 mostra a estruturação do PAE para os Professores Alfabetizadores.
Quadro 6 - Estruturação do Plano de Ação Educacional – PAE (Público alvo: Professores Alfabetizadores)36
Mês
Período Modalidade Local Responsável
pela ação Atividade
1ª semana do mês Etapa presencial (4h) Efaer Orientadores de Estudo
Momento de estudo com os pares: aprofundamento teórico, socialização de experiências. 2ª semana do mês Etapa distância – na a escola (4h) Escola (momento de aula atividade) Professor Alfabetizador/ Coordenador Pedagógico
Registro da prática; preparação do material para socialização; elaboração, criação de material para o desenvolvimento das atividades solicitadas no momento presencial. Desenvolvimento das atividades obrigatórias do Simec. 3ª semana do
mês Etapa presencial (4h) Efaer Orientadores de Estudo Momento de estudo com os pares: aprofundamento teórico, socialização de experiências. 4ª semana do mês Etapa distância – na a escola (4h) Escola (momento de aula atividade) Professor Alfabetizador/ Coordenador Pedagógico
Registro da prática; preparação do material para socialização; elaboração, criação de material para o desenvolvimento das atividades solicitadas no momento presencial. Desenvolvimento das atividades obrigatórias do Simec.
Permanente Sala de aula Escola (momento de aula normal)
Professor
Alfabetizador Desenvolvimento das atividades planejadas no momento presencial e a distância.
Total de carga horária mensal
16 horas Fonte: elaboração própria.
O quadro 6 mostra a estruturação do PAE para os Professores Alfabetizadores. A proposta é que este PAE seja iniciado em março de 2017, independente do calendário de formação do Pnaic nacional. Os Orientadores de Estudo tomarão como base para o início das formações os materiais trabalhados nos anos anteriores: Alfabetização em Língua Portuguesa (PNAIC 2013); Alfabetização Matemática (PNAIC 2014) e Interdisciplinaridade (PNAIC 2015), além de outros materiais cujo foco seja a alfabetização.
Quando o Pnaic nacional tiver início, as turmas do Pnaic municipal já estarão organizadas e dentro de um ritmo de formação. Os novos conteúdos serão inseridos dentro da proposta em andamento.
Na etapa presencial os professores terão oportunidade de aprofundamento teórico, troca de ideias, socialização de experiências e compartilhamento de recursos com seus pares; na etapa à distância, os professores terão oportunidade de refletirem sobre o seu fazer pedagógico e sistematizarem os conhecimentos adquiridos nos momentos presenciais, através dos registros de suas práticas, ressignificando, desta forma, a relação entre a teoria e a prática. É uma oportunidade também de resgatar a função do “Professor autor, aquele que produz o conhecimento para si, para e com seus pares, para a escola – como lócus de sua formação e exercício da profissão – seus alunos e para a sociedade” (PAULA, 2014, p. 127).
Consideramos importante que o professor tenha, em seu processo de formação, oportunidade de participar de cursos e treinamento oferecidos pelas redes a qual estão vinculados, no entanto entendemos que uma formação de professores, para ser completa e atender de fato às suas necessidades, não pode se resumir a estes momentos. Não podemos desconsiderar a riqueza que o ambiente escolar oferece diariamente ao professor e observamos que algumas propostas de formação ignoram essas vivências levando o professor a discutir/estudar a realidade de outros, quando
poderiam estar discutindo ou estudando a sua própria realidade, tomando-a como objeto de pesquisa, resgatando o papel de pesquisador e produtor de conhecimentos. Acreditamos que o ambiente escolar é o cenário perfeito para a realização de uma formação mais adequada para o professor, no entanto acreditamos também que “a eficácia dessa formação depende também da atitude do professor, de se compreender como alguém que, por profissão, precisa estar em contínua formação” (BRASIL, 2002, p. 102), ou seja, é necessário que o professor esteja implicado neste processo do começo ao fim.
De acordo com Nóvoa (1997, p. 14),
O diálogo entre os Professores é fundamental para consolidar saberes emergentes da prática profissional. Mas a criação de redes coletivas de trabalho constitui, também, um fator decisivo de socialização profissional e de afirmação de valores próprios da profissão docente. O desenvolvimento de uma nova cultura profissional dos Professores passa pela produção de saberes e de valores que deem corpo a um exercício autónomo da profissão docente.
O objetivo deste PAE vai além da ampliação do número de participantes nas formações do Pnaic; pretende também contribuir para a construção da identidade do Professor Alfabetizador e fortalecer as relações nos ambientes escolares, levando para este espaço a oportunidade de ser tomado como objeto de estudo. Acreditamos que, desta forma, conseguiremos envolver mais do que os Professores Alfabetizadores no processo formativo, mas também toda a equipe técnico-pedagógica, assim como todos os demais professores de outros ciclos, em um clima de estudo, pesquisa e produção.
Sobre a escola, enquanto espaço de formação, McBride (1989 apud NÓVOA, 1992, p. 18) diz que
(...) o desafio consiste em conceber a escola como um ambiente educativo, onde trabalhar e formar não sejam atividades distintas. A formação deve ser encarada como um processo permanente, integrado no dia-a-dia dos Professores e das escolas, e não como uma função que intervém à margem dos projetos profissionais e organizacionais.
A nossa expectativa é de que, através deste PAE, possamos contribuir para a elevação da autoestima do professor, à medida que será dada visibilidade ao trabalho que desenvolve em seu cotidiano e, consequentemente, despertar nele o prazer pelo
estudo, levando-o a reconhecer-se como produtor da sua profissão, tal como Nóvoa (1992, p. 17) disse:
Os Professores têm que se assumir como produtores da "sua" profissão. Mas sabemos hoje que não basta mudar o profissional; é preciso mudar também os contextos em que ele intervém. Isto é, da mesma maneira que a formação não se pode dissociar da produção de saber, também não se pode alhear de uma intervenção no terreno profissional. As escolas não podem mudar sem o empenhamento dos Professores; e estes não podem mudar sem uma transformação das instituições em que trabalham. O desenvolvimento profissional dos Professores tem que estar articulado com as escolas e os seus projetos.
Com esta estrutura o Professor Alfabetizador terá realizado, a cada mês, 16 horas de formação: 8 horas presenciais e 8 horas a distância. Todas as demandas do Programa serão atendidas (leitura, socialização, produção de material, entre outros) e será resolvido um problema, que fez com que muitos professores deixassem de participar das formações: o tempo. Basicamente toda a carga horária será desenvolvida dentro do turno de trabalho do professor, com exceção das atividades ligadas ao registro da prática e à realização das atividades obrigatórias solicitadas pelo Simec, que poderão ser desenvolvidas fora do turno de trabalho, num local e tempo a critério do professor. A participação do professor na íntegra em todas as etapas fará jus ao recebimento da bolsa oferecida pelo Programa.