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Pensjonsgivende inntekt i offentlig sektor

In document Reform av offentlig tjenestepensjon (sider 57-60)

6. Utviklingen i opptjeningsgrunnlaget

6.3. Pensjonsgivende inntekt i offentlig sektor

A estética relacional surgiu quando Nicolas Bourriaud decidiu cercear os moldes de produção artística dos anos 1990, década caracterizada pela primazia dos bens de informação e da divisão de trabalho. Em suas pesquisas sobre artistas da época, o filósofo percebeu o retorno das idéias de participação dos espectadores nas obras de arte. Experiência proposta anteriormente pelos artistas dos anos 1960, teorizada por happenings e performances de um coletivo artístico chamado Fluxus. As teorias de Marcel Duchamp a respeito do campo de intervenção do espectador na obra de arte intitulada “coeficiente da arte” também, segundo Bourriaud, encontra nos dias de hoje um terreno fértil para a sua propagação. O transitório do objeto cultural se encontra na cultura interativa contemporânea como um feito estabelecido. Assim, a interatividade é constante não só na produção artística, mas também nos campos comunicacionais que vão além do fazer artístico.

Em contraposição, portanto, para Bourriaud, posteriormente à sociedade do espetáculo, temos agora uma sociedade de figurantes, a qual sustenta a ilusão de democracia interativa diante de novas técnicas, como a internet e os multimídia. As tecnologias da informação indicam aspirações de instauração de novos tipos de transações em relação aos objetos culturais, bem como a criação de novos espaços de sociabilidade.

Bourriaud não defende a arte como um sistema de relações próprias as quais são determinadas entre membros pertencentes somente ao “mundo da arte”. Para ele, o fazer artístico se dá por meio das trocas entre “mundo da arte” e os “mundos externos”. Essas trocas com membros exteriores terminam por produzir a ordem definitiva das relações internas da arte. “La red ‘Arte’ es porosa y son las relaciones de esta red con el conjunto de los campos de producción de las que determinan su evolución” (BOURRIAUD, 2006, p. 30).

Porém, o filósofo adverte que essas relações da arte com o mundo externo aconteciam desde o princípio, em um mundo transcendente, no qual a arte era instrumento de comunicação com o divino. Através das imagens produzidas, a arte passava a ser a interface entre o homem e o mundo invisível. Essa relação posteriormente passou a ser do homem com

o mundo – na Renascença – ao privilegiar a situação física do homem no universo antes dominado pelas forças desconhecidas do divino. Na evolução das relações entre a arte e o mundo externo a ela, o cubismo rompeu com os ideais do Renascimento e proporcionou a análise das relações visuais. O cubismo utilizava objetos do cotidiano, como instrumentos musicais, taças, pratos, para recompor os mecanismos móveis de nosso conhecimento de objetos, a partir de um realismo mental. Dessa forma,

la historia del arte puede ser leída como la história de los sucesivos campos relacionales externos, substituídos luego por práticas surgidas de la evolucíon interna de esos mismos campos: es la historia de la produción de las relaciones con el mundo, mediatizadas por una suerte de objetos y práticas específicos. (BOURRIAUD, 2006, p. 31)

Posteriormente, as práticas artísticas – citadas ao longo da história e que abarcaram sucessivamente a relações entre humanidade e divino e entre humanidade e objeto –, artísticas centraram-se, a partir dos anos 1990, nas trocas entre os indivíduos. A arte concentra-se em focar suas ações nas relações interpessoais. Concentra-se no trabalho artístico que atingirá o público através da criação de modelos sociais.

Assim, a criação de modelos sociais pelos artistas abarca o surgimento de novos domínios formais. Todos os grupos que pregam modos de estar junto – festas, manifestações, encontros, diferentes colaborações entre pessoas – representam, hoje, modelos suscetíveis de serem estudados como acontecimentos estéticos formais. Segundo Bourriaud, muito além do caráter relacional inerente à obra de arte, a esfera das relações humanas se converte em “formas” artísticas plenas (BOURRIAUD, 2006).

Com o pensamento relacional calcado nas relações sociais não há primazia de meios para que as ações artísticas sejam propostas. Tanto um jantar quanto um encontro ou uma manifestação podem ser meio de produção de arte. Os meios, nas bases relacionais, são escolhidos de maneira que sejam apropriados a cada projeto artístico, pois criam situações específicas, particulares de cada proposta. Assim, não existe diferença quanto à escolha de meios de produção. A arte relacional é regida pelos processos flexíveis da vida comum. Normalmente, os artistas relacionais utilizam os bens de comunicação de forma contrária aos meios comunicacionais vigentes, estabelecendo uma mudança na sensibilidade coletiva.

Dessa forma, colocam o low tech contra o high tech, o tátil contra o visual, o grupo contra a massa. Para os artistas relacionais, as experiências diárias são hoje um terreno mais fértil que a “cultura popular”, forma que só pode existir contra a “alta cultura” e a raiz dela (BOURRIAUD, 2006).

Não se pode, porém, confundir a arte relacional com a arte conceitual ou minimalista ou do Fluxus. Apesar de muitos artistas recorrerem a certas bases teóricas dos movimentos citados, eles somente o fazem como recorrência léxica ou para misturar modos de pensar que não têm relação com os seus. Normalmente se perguntam quais são os meios de exposição adequados em relação com a história da arte atual e o contexto cultural. Os artistas relacionais trabalham sobre uma plataforma tríplice regida por três bases: a estética, a histórica e a social.

Outra questão importante é que a forma relacional não celebra a imaterialidade, como fazia a arte conceitual. Seus projetos não têm como base a imaterialidade ou o projeto sobrepujado ao objeto de arte. Não focam suas ações no processo artístico como faz a process

art. Ao contrário dessas vertentes, a arte relacional utiliza-se muitas vezes da base objetual como meio de acesso às relações interpessoais. O objeto trabalha como um propulsor das relações com o outro. Explica Bourriaud,

Los objetos y las instituciones, los horarios y las obras, son a la vez el resultado de las relaciones humanas – ya que concretan el trabajo social – y de los productores de relaciones, ya que, a cambio, organizan modas para las relaciones sociales y regulan os encuentros humanos. El arte hoy nos obliga a pensar de manera diferente las relaciones entre el espacio y el tiempo: es lo esencial, allí reside su mayor originalidad. (BOURRIAUD, 2006, p. 58)

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