Del III: Komparative analyser
3 Teoretisk rammeverk
3.6 Pedagogiske tekster – ei innsirkling av begrepet
Os sujeitos da pesquisa enfatizaram o que significou participar das atividades que envolveram o Pacto Nacional para o Fortalecimento do Ensino Médio no Brasil e a contribuição do Pacto para educação brasileira. Para os alunos a experiência foi agradável e desafiante, mas observou-se insegurança por parte de alguns professores. Já para os professores, é necessário maior aprimoramento, reflexão e formação, e os gestores
relataram que houve melhoria no quadro geral dos professores com relação ao aprofundamento teórico, inovação e novas práticas pedagógicas na escola.
3.1 Pacto Nacional do Ensino Médio na Escola
O Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio no Brasil representou uma experiência promissora para alunos, professores e gestores. Todavia, sua efetivação perpassa pela continuidade da execução desta política pública que garanta a formação continuada dos professores e o desenvolvimento de práticas pedagógicas de ensino e aprendizagem que fomentem maior comprometimento e preparo do coletivo escolar com a pesquisa e o desenvolvimento da autonomia do aluno. Quanto ao Seminário Integrado, todos foram unânimes quanto à importância dos projetos que incentivam a pesquisa como princípio educativo e o desenvolvimento da autonomia do aluno, porém um número ainda pouco expressivo de professores conhecem e comprometem-se com a proposta contextualizada e interdisciplinar. Com relação às mudanças ocorridas no desenvolvimento dos alunos, constatou-se que houve uma iniciação à pesquisa, desenvolvimento da autonomia dos alunos e comprometimento com a construção do conhecimento.
3.2 Seminário Integrado
Com relação a metodologia utilizada no Seminário Integrado desenvolvida no Pacto, relataram os aspectos evidenciados na sala de aula a partir do Seminário Integrado e da pesquisa, e a importância da prática pedagógica na atualidade. Para os alunos foi uma excelente experiência que prepara para a pesquisa, mas necessita de maior rigor por parte dos professores. Já para os professores, houve maior comprometimento por parte dos alunos, com a busca do conhecimento pela pesquisa. Para os gestores, ainda há bastante resistência por parte dos docentes com a nova proposta, consideraram uma excelente metodologia, mas ainda é pouco o incentivo ao aluno para a prática da pesquisa.
As contribuições a partir do Pacto Nacional do Fortalecimento do Ensino Médio ao desenvolvimento, melhoria da aprendizagem e a transformação do contexto escolar como um todo. Segundo os alunos, percebeu-se maior conexão da teoria com os problemas da realidade vivida. Para os professores, houve uma tênue melhora na aprendizagem e mudança nas práticas pedagógicas. Já os gestores, perceberam que a prática de uma metodologia interdisciplinar auxiliou o desenvolvimento da aprendizagem, a partir dos projetos, da ampliação das pesquisas e do protagonismo dos alunos.
4. Conclusões
A pesquisa revelou que o Pacto Nacional do Ensino Médio representou uma experiência promissora para alunos e professores, porém sua efetivação perpassa por novas práticas pedagógicas de ensino e aprendizagem que exigem maior conscientização, comprometimento e preparo do coletivo escolar. Importante é fortalecer a autorregulação da aprendizagem e a autonomia dos alunos.
Avançamos no acesso à educação, perseguimos a permanência do aluno na escola e assumimos o desafio de fortalecer a qualidade do processo de ensinar e aprender com equidade, e a efetivação de políticas públicas de valorização da educação e de seus profissionais. Estamos conquistando espaços dialógicos e de pesquisa nas salas de aula, entretanto ainda precisamos continuar lutando por políticas públicas que assegurem uma maior estruturação de todo o sistema educacional, em uma perspetiva que fortaleça o desenvolvimento de um projeto de educação e um mundo mais justo, ético e menos excludente.
A autorregulação, quando considerada num contexto de aprendizagem, relaciona-se com o processo que abarca a ativação e a manutenção das cognições, motivações, comportamentos e afetos dos alunos, planejados ciclicamente, e ajustados com a finalidade de alcançar os seus objetivos escolares (Schunk, 1989; Zimmerman, 1989a, 1989b, 2000).
Com relação às mudanças no desenvolvimento dos alunos, constatou-se maior motivação e comprometimento na busca da construção do conhecimento. Enfatizamos a relevância do tema e a necessidade de efetivação de políticas públicas que garantam a formação contínua e valorização dos professores, estimulando nas escolas o desenvolvimento de metodologias voltadas à pesquisa, à rigorosidade epistemológica e a
aprendizagem significativa, promotoras de uma educação mais crítica, democrática e humanizada.
Referências Bibliográficas
Fernandes, C. M. B. (2008). À procura da senha da vida-de-senha a aula dialógica?. In Ilma Passos A. Veiga (Org.), Aula: Gênese, dimensões, princípios e práticas. Campinas: Papirus.
Freire, P. (2005). Pedagogia do oprimido (40ª ed). Rio de Janeiro: Paz e Terra. Freire, P. (2013). Extensão ou comunicação?. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
Freire, P. (1984). Educação: o sonho possível. In C. R. Brandão, O educador: vida e morte (3ª. ed.). Rio de Janeiro: Edições Graal.
Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
Freire, P. (1992). Pedagogia da esperança: Um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
Frigotto, G. (2012). Educação, crise do trabalho assalariado e do desenvolvimento: Teorias em conflito. In G. Frigotto (Org.), Educação e crise do trabalho: perspectivas de
final de século (12ª ed., pp. 25-54). Petrópoli: Vozes.
Garcia, S. R. O. (2013). Ensino médio e educação profissional: Breve histórico a partir da LDBEN nº 9394/96. In J. C. Azevedo & J. T. Reis, Reestruturação do ensino
médio: Pressupostos teóricos e desafios da prática. São Paulo: Fundação Santillan.
Marx, K. (1974). Manuscritos econômico-filosóficos. In Manuscritos econômicos
filosóficos: textos escolhidos. São Paulo: Abril Cultural.
Nascimento, M. E. P. (2013). Apresentação. In J. C. Azevedo & J. T. Reis (Orgs.),
Reestruturação do ensino médio: pressupostos teóricos e desafios da prática. São
Paulo: Fundação Santillan.
Schunk, D. H. (1989). Self efficacy and academic motivation. Educational Psychologist,
26(3/4), 207-231.
Zimmerman, B. J. (1989a). Models of self-regulated learning and academic achievement. In B. J Zimmerman & D. H. Schunk, Self-regulated learning and academic
achievement: Theory, research and practice: Progress in cognitive development research (pp. 1-26). New York: Springer-Verlag.
Zimmerman, B. J. (1989b). A social cognitive view of self-regulated academic learning.