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Pasienter og pårørende i møte med helsevesenet

In document Hva vet vi om kvinners helse? (sider 40-46)

2. Hva sier forskningen?

2.6 Pasienter og pårørende i møte med helsevesenet

Altura:1,71 Menor peso: 95 data: 12/07 atualmente: 98 KG PI= 64 EP= 61 <PEP = 49% 20 m PEP = 44%

1. Quando você começou a ganhar peso?

R: Olha eu comecei foi na época da faculdade, eu comecei depois dos 20 anos. Que até então eu sempre tive um tipo físico considerado normal, né. Vamos dizer assim, eu tenho esse porte 1,70m , 1,71m, já tinha isso com 15 anos, essa altura e sempre tive em torno de 70kg que para minha altura, eu tenho estrutura óssea muito pesada, família de italiano né, então com 70 kg eu era bem magra. então eu era assim, normal, até magra com 70kg. Aí na época da faculdade eu comecei a ficar assim muito, digamos, sedentária porque eu fazia engenharia e era só estudar, estudar, estudar e comia só porcariada. Não cozinhava, tal, muita junk food, vamos dizer assim. Aí comecei a engordar muito, só estudava e não fazia exercício também, aí comecei a ganhar muito peso. Já na época da faculdade eu comecei a ganhar muito peso e não perder depois. Comecei a ganhar peso e não fazia dieta pra perder o que eu ganhei, vamos dizer assim.

F: você não fazia? R: Não.

2. F: então você acha que engordou então porque não foi fazendo exercício...

R: Eu acho que um pouco foi isso porque eu era muito ativa na época que eu morava no interior com meus pais, então eu tinha uma rotina muito puxada. Era um cidade pequena, né, eu trabalhava o dia todo e estudava à noite. Então eu ia para o trabalho de manhã de bicicleta, voltava de bicicleta, almoçava em casa, né, aí voltava para o trabalho, aí voltava pra casa de bicicleta, tomava banho e ia pra aula à noite de bicicleta e depois voltava pra casa. Eu tinha uma rotina muito agitada e fazia muito exercício involuntário, sem perecer. Porque é uma cidade muito plana mas eu andava muito de bicicleta. E na época da faculdade eu acabei, eu saí da minha casa muito cedo, eu passei no vestibular com 17 anos e fui pra faculdade. E comecei a fazer engenharia período integral, parei de trabalhar, aí tinha aula de manhã e de tarde, né, parei de trabalhar, comecei a rotina de só aula, aula, aula, parei com a bicicleta, ia de condução para a faculdade e voltava e aí comecei aquela rotina da cervejinha da faculdade que eu não bebia antes, sabe aquela coisa da rotina dos universitários de beber, “aprendi a beber, deixei o cabelo crescer”, aquela coisa. Começou a comer muito lanche, coisa que no interior a gente não tem essa tendência a comer muito lanche, come comida da mãe, come melhor, salada coisa e tal. Morar fora a gente acaba comendo muito mal porque não tem a mãe ali supervisionando a comida da gente. Então eu comecei a comer muita porcariada, e gosto de porcariada, tenho a tendência a comer porcariada, sanduíche, né, e tal. Aí ganhei muito...quando eu me formei, você vê, quando eu comecei a faculdade eu tinha 70 kg, com 17 anos. Eu me formei eu já estava com 80kg.

F: você ganhou 10kg nesses 5 anos.

R: Então já em 5 anos eu ganhei 10 kg e eu não estava preocupada com isso. Eu ia tocando a minha vidinha lá. Era tão puxado, tanta coisa que eu falava, “ah, não vou me privar”, sabe assim, tocando minha vidinha lá.

F: e daí quando é que foi que passou? Como é que foi vindo desses 80 para esses 125kg, que foi o peso que você operou?

R: Então, aí eu acho que meio que perdi a mão mesmo. Aí, eu me formei, vim para São Paulo e aqui em São Paulo eu comecei a trabalhar e tal e logo depois eu me casei com um namoradinho da época do interior tal, aqueles namoradinhos de infância que era um gordinho, já era um gordinho e eu entrei no ritmo dele. Ao invés dele entrar no meu ritmo e da gente diminuir esse peso foi o contrário. E aí a gente casou, ficamos acomodados e tal e a nossa vida era aquela coisa,

só se encontrar com os amigos pra fazer comidinhas, fazer almoço, fazer churrasco, tudo em torno da mesa. E eu perdi a mão. Ele já era gordinho e engordou mais ainda. Então assim a gente se descuidou completamente. E o pior você não sabe, eu fui me dar conta do tamanho que eu tava quando a gente se separou. Aí eu entrei em pânico completo.

F: quando foi a separação?

R: A gente se separou, mais ou menos, em 2001, mais ou menos. E aí eu falei, “nossa, olha o tamanho que eu estou!”. E ele, faz muito tempo que eu não o vejo, ele é da mesma cidade que eu lá do interior de São Paulo, ele continuou muito grande ainda, ele não tá nem aí com a história. Sabe aquele tipo de pessoa que não está nem aí para a saúde. Eu fiquei preocupada porque eu comecei a ver que a minha pressão subia e tal aí eu entrei em pânico, porque eu tenho muitos, muitas pessoas na família com problema de saúde por causa da obesidade, né. Aí a gente vê que não adianta porque depois com a idade vai piorando.

F: E aí como foi esse processo? Você se deu conta lá em 2001 do tamanho que você estava, você se sentiu mal. E aí como é que foi?

R: Aí eu comecei a fazer dieta coisa e tal. Aí você já sabe, fui em alguns médicos, comecei a tomar remédio pra emagrecer e passei muito mal com aquelas fórmulas, anfetaminas tal. Daí desisti, falei, “não, esse negócio está me fazendo muito mal, não vou tomar isso”, daí eu comecei a fazer dieta por conta própria, aí desistia sempre. É muito difícil, né. Aí você sempre fica...começa a ficar chateada porque tava com muita dor nas costas, começou a afetar muito a coluna, muito peso na coluna. E eu tenho escoliose por causa da coluna, nossa, aí tava muito complicado por causa da coluna, estava doendo demais minhas costas. Tava complicado. Então eu falei, “nossa, não sei o que vou fazer”. Aí tem uma amiga minha aqui da empresa que fez, só que ela fez aquela cirurgia que corta o estômago né, ela fez a radical. Aí ela teve uma reação muito difícil, ela teve aquele dumping e eu fiquei muito preocupada com aquilo, eu não queria fazer aquela cirurgia, eu fiquei assustada com o processo que ela passou sabe. Aí eu fui procurar sobre as cirurgias possíveis e aí eu vi que existia essa né, que você podia colocar o anel que, no último caso ela poderia até ser reversível, né. Claro que você não vai por um negócio desse e depois tirar né. Mas eu achei quer era uma coisa que não era tão drástica, apesar que não era uma decisão tão fácil mas você imagina tomar uma decisão com uma mãe que nunca deixou você quebrar um unha sem a permissão dela, aquela super mãe italiana sabe, e convencê-la a ir contigo, aquela mãe italiana do interior (risos), “eu não acredito que você vai fazer isso, você nunca quebrou um dedo, como você vai lá tomar uma anestesia geral!”, sabe aquele drama? Aí convenci a mãe pra ir comigo tal, pra ir fazer a consulta, tal, “vamos lá mãe, dá uma força aí”, aí, né, fui, né, fiz a consulta, conversei para ver como é que era, porque eu precisava de um estímulo, né. Você vê que é uma coisa super radical, né, mas sabe quando você está cansada assim, não via um outro jeito? Eu achei super radical a decisão mas tava muito cansada.

F: por exemplo isso que você falou, né, acho que parece que está no centro da sua decisão, você não via outro jeito. Fala mais disso?

R: É foi uma coisa assim, sabe quando você...eu tava num processo assim, e é engraçado que...eu acho que muita gente passa por isso, é eu sou uma pessoa animada para um série de coisas, sou super decidida no meu trabalho, na minha vida pessoal, tudo, mas nesse processo de emagrecimento eu não conseguia ver solução. E é engraçado que eu não sou, eu nunca me imaginei como uma pessoa depressiva, mas nesse aspecto eu acho que eu estava porque eu não conseguia ver solução. E eu sou uma pessoa super prática, mas eu não conseguia ver solução e a única solução que eu conseguia ver era essa. Eu sei que é super radical, sabe assim, não é a solução pra ninguém, até porque eu já ganhei peso, já perdi peso de novo, sabe assim. Não é a solução pra ninguém porque se você deixar de se cuidar você ganha peso de novo, você não tá vacinada. Ainda mais essa do anel, né. Mas por um outro lado naquele momento pra mim foi importante. É engraçado isso, é um processo interessante, você que é psicóloga deve entender melhor do que eu essa história. Pra mim foi muito importante aquele momento, foi muito importante. Eu fui muito bem apoiada sabe, naquela época. Para mim foi a melhor decisão naquela época, eu acho.

F: a importância que isso teve pra você, você entende? Que importância foi essa?

R.: Naquele momento foi assim, é uma coisa que te resolve muito rápido. É um momento que você está cansada de tentar coisas, sabe assim, você quer uma solução rápida, como diz um amigo meu, “se você tivesse tomado sopa por dois meses você tinha emagrecido também”, que é o que

acontece. Você vai lá, põe um negocinho amarrando seu estômago, toma sopa por dois meses, você acha que não vai emagrecer? Ele falou, “você toma sopa por dois meses tinha emagrecido, não precisava ter feito isso.” , brincando comigo.

F: mas você vê uma diferença entre fazer e não fazer.

R.: Claro que sim, eu não conseguiria tomar sopa por dois meses se não tivesse colocado o negocinho no meu estômago, você concorda? Né? Sabendo que o negocinho se eu não tomasse sopa eu ia morrer com aquele negocinho lá, né.

F: ia morrer como?

R.: Porque assim, é claro que têm pessoas com problemas psicológicos que forçam pra comer uma coisa que não pode com aquele anelzinho lá que está cicatrizando. Tem gente que tem outro tipo de problema. Tem até um senhor que colocou o anel no mesmo dia que eu e no dia seguinte, dois dias depois, comeu um hambúrguer. Aí deu um problemão, né. Até isso a gente chegou a presenciar lá.

F: Então, R., pelo que você está falando o que te segurou muito naqueles dois primeiros meses foi o medo de dar algum problema no processo de cicatrização?

R.: Sim, de dar algum problema no pós operatório, porque eu sabia que tinha todo um processo depois que você tinha que obedecer, etc, etc, que depois você podia passar mal, né

F: e isso te ajudou a se segurar você acha?

R.: Sim. E esse processo me ajudou a me reeducar.

F: como é que vem sendo então? Você colocou a banda, como é que vem sendo o seu tratamento desde então?

R.: Então, o primeiro ano eu fiz muito direitinho, o acompanhamento da nutricionista, tal. Nos dois primeiros anos eu fui no acompanhamento periódico com o médico, com a nutricionista, tal, acompanhamento regular, tal, tudo perfeito. Depois eu tive um problema grave pessoal, uma coisa assim muito triste com família, tal, uma perda muito grande pra família, uma perda pra família toda, faleceu a minha irmã caçula e foi um baque emocional pra todos...

F: entendo.

R.: Aí foi que mexeu muito com todo mundo, minha família, tal. Aí eu dei uma balançada assim no processo, vamos dizer.

F: você estava com quantos tempo de operada quando isso aconteceu?

R.: Ah, devia ter uns...um ano e meio, um ano e oito meses. Mas é que o problema todo foi que foi uma coisa muito...de uma maneira muito difícil, muito triste, né. A gente já tava sofrendo com a maneira que ela sofria também, porque minha irmã teve transtorno bipolar, então foi um processo muito difícil pra família toda, né, e ela sofreu por um período muito longo, ela começou a desenvolver a doença muito cedo, com 20 anos e tentou se matar várias vezes, tudo, e com 24 anos ela acabou conseguindo...

F: pôxa...

R.:...é, e foi de uma maneira muito difícil, muito triste, muito feia. Em casa, sabe assim, a mãe encontrou, uma coisa muito complicada assim.

F: entendi.

R.: Então foi um trauma pra todos, né. E aí fica todo mundo fica se sentindo culpado, é uma coisa muito complicada mesmo.

F: é verdade.

R.: Então assim, eu fiquei nesse processo do pós operatório, todo tratamento eu fiquei bem, tinha parado de beber, tava muito legal assim, minha alimentação, tava super bem. E aí eu meio que eu sabotei o processo. Porque é assim, a banda é bacana porque se você comer legal...ele regulou bem a banda, você come bem, se alimenta bem e...só que você consegue sabotar a banda de várias maneiras se o teu psicológico não tiver legal. Você pode beber, bebida alcoólica tem um potencial calórico muito grande, mas no meu caso passa tudo, não é que nem uma pessoa que cortou o estômago, né, você consegue tomar o quanto você quiser, passa tudo.

F: sim.

R.: E isso engorda? Engorda, o quanto você quiser. E dá a impressão que as vezes a gente quer se punir de algum jeito, eu acho que o processo de punição minha tem a ver com o engordar. F: você percebe uma relação?

R.: É, tava pensando nisso, parece que, quando você se sente culpada por alguma coisa, eu no meu caso parece que quando me sinto culpada por alguma coisa o processo de querer engordar aumenta.

F: é? O que você sente?

R.: É, porque eu estava bem, eu tinha emagrecido bem, a minha idéia era voltar pelo menos com uns 80kg, um peso bom pra mim. Quando eu tava com 85 ao invés de abaixar eu aumentei! F: mas como é que isso acontece na prática? O que você vê acontecendo?

R.: Eu deixo de me cuidar, eu descuido né. F: como é que é isso?

R.: Ah, começa a comer mal, voltar a comer comida de junk food, começa a beber bebida alcoólica novamente, que não beberia né porque é super calórico e o que vai fazer? Fazer a alimentação errada, né.

F: mas você começa a sentir mais vontade de comer? É isso?

R.: É um processo meio...a sensação que dá, que eu tenho é que é meio auto destrutivo. Acho que a relação com a comida...todo mundo que tem esse problema com o peso é uma coisa meio de...uma relação meio de...eu sinto muito isso, de...comigo é uma coisa assim, de ganhar peso e de perder peso tem a ver com essa coisa de estar bem ou estar mal. Comigo tem tudo a ver. O meu lance tem a ver com isso: se eu estou bem, eu me alimento bem, se eu estou mal é uma espécie de punição ou não.

F: e você sente que é uma punição? Essa é a palavra que você dá? R.: Pra mim é.

F: você está se punindo.

R.: É. A má alimentação pra mim...porque eu sei o que eu posso comer e o que é certo pra mim. Por quê que eu como mal? Por quê que eu me alimento mal? É uma espécie de punição, uma coisa que tá errada, que eu tô fazendo de errado. Uma coisa muito estranha.

F: então você acha que naquele período que você engordou muito depois do casamento você acha que não tava bem? Você faz essa conexão?

R.: Sim, é porque eu fiz a coisa errada. Mas isso é claro pra mim. Eu fiz, tomei a decisão errada com a pessoa errada.

F: ah, você acha que casou com a pessoa errada?

R.: Sim, sim. Tanto é que depois eu tomei a decisão da separação. Isso tá muito claro pra mim. Tanto que durou o quê, três anos, só isso. Mas sabe aquela coisa de você achar que porque você namorou milhões de anos você é obrigada a casar com a pessoa?

F: entendi.

R.: Porque a família inteira tá esperando isso de você. Hoje, depois de trinta anos, a gente descobre umas coisas.

F: e aí então em situações onde você não está legal você começa a comer. Por exemplo depois da perda da tua irmã você voltou a comer, foi isso, voltou a beber e voltou a comer?

R.: Isso, comer mal, porque por exemplo, quando eu estou bem eu me alimento super bem, como frutas, como comidas que eu sei que são boas pra minha saúde, sabe assim, tomo mais suco, mais alimentos com mais fibras, tudo o que eu sei que é bacana. É muito engraçado porque eu sei tudinho, eu sou uma mulher inteligente isso que é o pior, entendeu. Eu fico com raiva porque é uma sabotagem, é uma sabotagem. Porque se eu não soubesse, se fosse uma pessoa ignorante tinha graça entendeu? Mas não é. Complicado, né. É um negócio completamente ridículo, né, saber tudo isso e mesmo assim sabotar...

F: você não entende esse processo? R.: É um mecanismo psicológico pesado.

F: e como é que você faz pra lidar com esse mecanismo hoje R.?

R.: Hoje eu tô numa fase melhor, porque tô com uma pessoa muito bacana que me ajuda bastante a entender alguns processos, assim que eu passei. Acho que tem algumas coisas de infância que atrapalham, têm algumas coisas de culpa que a gente bota na cabeça que às vezes são coisas da cabeça da gente que a gente se culpa e não são culpa da gente. E é uma pessoa bastante madura que tem me ajudado bastante a compreender que muitas coisas não são culpa minha. Então às vezes ter uma pessoa bacana na vida da gente ajuda muito né?

R.: Um ano mais ou menos. Um homem muito bacana, muito maduro, mais velho um pouco que eu, pouca coisa uns 6 anos, mas bem vivido que já passou por várias coisas também e tal e que me abriu uma perspectiva diferente das coisas. E que tem muita paciência comigo. Que eu sou gêmeos com ascendente em gêmeos, imagina, ninguém merece.

F: e o quê é isso?

R.: Isso é conviver com quatro pessoas ao mesmo tempo. F: Você se sente assim, com quatro pessoas dentro de você?

R.: Não, é, porque assim eu tenho n idéias o dia inteiro, uma hora eu quero ir no shopping, no meio do caminho eu mudo de idéia, depois eu quero fazer outra coisa, andar de bicicleta, depois eu quero fazer outra coisa, depois eu quero fazer outra coisa, sabe? Então tem que ter muita paciência comigo porque eu tenho n idéias o dia todo e não é todo mundo que tem saco, por isso. Então eu peguei uma pessoa muito paciente dessa vez (risos).

F: entendi.

R.: E é assim, minha mãe que fala que toda panela tem sua tampa, agora eu acho que achei a minha. E é bacana quando você encontra uma pessoa legal e isso tem me dado uma, uma base legal assim. Acho que faltava muito isso para mim também, encontrar uma pessoa legal, um companheiro bacana. E é bacana, quando você encontra alguém legal que também segura a sua mão e tal isso é muito importante. Porque eu não tinha tido essa sorte até então. Tive um relacionamento muito conturbado e isso é difícil também.

F: mas aí como você vê essa passagem porque você falou que largou a mão depois da perda da sua irmã. Como e que você acha que foi recuperando, como é que foi essa passagem?

R.: Então, aí foi um processo muito de conhecimento mesmo dos limites da gente tudo. Cada um tem um conhecimento interno. É um coisa, não é fácil, acho que isso é uma questão de maturidade mesmo, cada um tem um tempo, acho que é maturidade mesmo, é de cada um. Eu também tô chegando aos 40, tá precisando ter um pouco de maturidade, quase 40 anos (risos).

F: como é que você foi recuperando o cuidado de novo com você, foi retomando o tratamento? R.: Isso foi muito, foi muito por mim mesmo, foi uma coisa pessoal mesmo, independente de tá sozinha na época tudo, foi muito por minha conta, não tava nem com ninguém na época. Faz bastante tempo que eu retomei, depois que apareceu essa pessoa, que o relacionamento é longo e aí...agora, já faz que eu tô nesse peso, quase o mesmo de quando eu operei e diminuí o peso, já faz mais ou menos um ano que eu estabilizei.

F: mas depois da perda da sua irmã você estava com 95, você chegou a ganhar muito peso? R.: Cheguei a ganhar uns 10.

F: uns 10 kg. E daí quando é que você começa a perder o peso de novo?

R.: Demorei, porque assim, entre esse período eu fiquei um ano, eu engordei uns 10, mais ou menos assim um ano, largada. Porque foi aí que eu engordei os 10 kg mais ou menos.

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