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3.2 Gjennomgang og samanlikning av partiprogramma – 1977

3.2.2 Partiprogrammas syn på, og tiltak mot trafikkforureining – 1977

e grupos de projetos quanto por seus elementos de gover- nança e sustentabilidade

(Plano 2025:2006,p.147)

A importância da participação da mídia e dos veículos de comunicação são evidentes no estabelecimento de parcerias, notadamente constatado na estratégia do Plano 2025, ao fortalecer e destacar como projeto âncora a “divulgação da imagem”. Naturalmente existe entre os setores, público e privado uma conexão efetuada sempre por intermédio dos meios de comunicação. O destaque para a questão do discurso na preparação do território para a especialização produtiva será tratado com mais detalhes no capítulo 5.

3.2 As inte rfa c e s e ntre Esta do e m e rc a do : o m o vim e nto e m pre - sa ria l “ES e m a ç ã o ”

Um dos parâmetros ideológicos mais relevantes no processo de especiali- zação do território manifestado no Plano 2025 é a parceria entre Estado e mercado. A conjuntura política e econômica atual, caracterizada pela con- vergência dessa integração do público e do privado no âmbito das ações, e a crescente tendência de produção do espaço pelo mercado têm resul- tados evidentes na conformação sócioespacial da metrópole contemporâ- nea. Em geral, essa parceria se faz por meio de uma postura programática e conceitual que se apropria do discurso desenvolvimentista com base no crescimento econômico para imprimir e adicionar “valor” aos seus empre- endimentos, particularmente naqueles casos que envolvem ou requerem a negociação de benefícios e contrapartidas entre diversos atores sociais. Assim, cada objeto técnico tem um potencial de impacto que depende, para sua efi cácia, da regulação dos atores envolvidos.

O processo de globalização tende a reforçar o poder das grandes empre- sas; entretanto, a necessidade de assegurar estabilidade, em âmbito inter- no de cada subsistema nacional, requer crescente efi ciência e sofi sticação na ação dos Estados. Estas relações entre mercado, Estado e sociedade são nitidamente reconhecidas e desejadas na própria concepção do Plano 2025 (ES), conforme o discurso:

O Espírito Santo alcançará e sustentará um novo ciclo de desenvolvimento pela ampliação de capital social – confi an- ça, cooperação e co-responsabilidade entre os atores públi- cos, privados e do terceiro setor – e melhoria substancial da qualidade de suas instituições nos próximos 20 anos [...] A participação de atores sociais não estatais na formulação e implementação de políticas públicas será essencial. Papel decisivo neste terreno caberá aos meios de comunicação, tanto na fi scalização e cobrança da ação pública, como na divulgação de casos de sucesso de atuação das instituições públicas estatais e não-estatais. [...] um dos frutos desta construção idealizada e planejada será o fortalecimento da identidade e uma substancial mudança da imagem do Es- pírito Santo. 59

(PLANO 2025, 2006)

Para que possamos entender a negociação entre as grandes empresas e o estado do Espírito Santo, especialmente no contexto atual de grandes investimentos em projetos tecnológicos, é preciso, em primeiro lugar, de- fi nir basicamente quais os interesses das corporações e quais os interesses do Estado em termos de comércio internacional. Em geral, o sistema in- dustrial formado em torno de um mercado basicamente apoiado no exte- rior é emblemático das economias subdesenvolvidas.

Para a teoria Neoliberal, os Estados são os principais atores das relações internacionais. Além disso, os atores não estatais são considerados rele- vantes para a compreensão das relações que se estabelecem no território, como as empresas multinacionais, organizações internacionais governa- mentais e não governamentais (OIGs e OINGs), partidos políticos, que, cada vez mais, estão construindo políticas externas próprias e indepen- dentes das políticas de seus Estados. O conceito básico corrente é de que a habilidade dos Estados de se comunicar e cooperar uns com os outros depende da construção de instituições, que podem variar em termos de suas naturezas e forças.

Waltz (1979, p.80) afi rma que a estrutura da regulação política do territó- rio pelo mercado é defi nida pela forma com que as partes se arranjam (se posicionam), ou seja, a posição dos Estados uns em relação aos outros no 59 GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. SECRETARIA DE ESTADO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO. Espírito Santo 2025: Plano de Desenvolvimento. Vitória. 2006

sistema internacional é mais importante do que as características intrín- secas de cada um deles, como seu regime político ou a qualidade de sua liderança. O sistema internacional é defi nido em termos de sua estrutura, ou seja, a regra de posicionamento das unidades uma em relação às outras, mais o padrão de relacionamento entre as unidades.

Os mecanismos de regulação se fazem também pelas grandes corporações privadas. Na visão de Strange (1988), quatro são os pilares do poder das Relações Econômicas Internacionais: segurança, conhecimento, produção de bens e serviços e provisão de crédito e dinheiro, sendo a tecnologia (conhecimento) considerada como o grande impulsionador das mudanças estruturais da economia internacional. Assim sendo, os atos corporativos que controlam a pesquisa tecnológica acabam aumentando os seus pesos no sistema econômico internacional, ao mesmo tempo que os Estados vão perdendo poder na determinação das decisões econômicas.

Pela Teoria da Dependência (CARDOSO e FALETO, 1967)60 , as empre- sas multinacionais têm o relevante papel de serem os grandes agentes entre os países centrais e os periféricos. A expressão mais clara do poder estru- tural das empresas multinacionais em relação aos Estados está associada às decisões de entrada ou saída das empresas e à decisão de fechamento ou abertura de linhas de produção e serviços. Segundo Sarfati (2006, p.4), “a globalização impulsionada pela liberalização conduzida pelos Estados, o rápido desenvolvimento da tecnologia têm sofi sticado a lógica da ação das empresas nas relações internacionais impulsionando dois fenômenos: a auto-regulamentação e o lobby transnacional (diplomacia corporativa)”. À medida que essas empresas se expandem em seu processo de interna- cionalização, diversas empresas nacionais acabam desaparecendo em meio a processos de aquisição e fusão. Desse modo, o custo de fi car de fora da economia global é muito maior do que o custo da vulnerabilidade cres- cente.

A hipótese geral verifi cada por Sarfati61 permite ver a ação das grandes

60 CARDOSO;FALETO,1967, apud SARFATI ,2006, p.22.

61 SARFATI, Gilberto. O terceiro xadrez: como as empresas multinacionais negociam nas relações