O estabelecimento do Romantismo no Brasil estimulou a construção da identidade nacional do país que foi marcada por dois grandes momentos da História Brasileira: a transferência da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, e a proclamação da
Independência do país, em 1822. O primeiro trouxe à colônia portuguesa um significativo desenvolvimento social, político e, sobretudo, cultural. Enquanto que o segundo contribuiu para despertar o sentimento de anti-lusitanismo e que se caracterizou pela valorização dos caracteres brasileiros, como a natureza e o nativo indígena.
Esses dois momentos da história do Brasil, conjuntamente com o Romantismo, foram fundamentais para a construção de um sistema literário que vinha se estabelecendo desde o Arcadismo. Para a consolidação desse sistema articulado, foi necessária a “existência do triângulo ‘autor-obra-público’, em interação dinâmica e de certa continuidade da tradição” (CANDIDO, 2006, p. 17-18). Antes disso, a produção literária no Brasil era composta por “manifestações literárias” isoladas de autores que mal se conheciam e que tinham um público muito restrito. Apenas com o Arcadismo, devido à maior interação entre os autores, ao aumento do público leitor e a uma melhor circulação das obras, passamos a observar uma “literatura propriamente dita” que possibilitou a “formação da continuidade literária” (CANDIDO, 2006, p. 25).
No Brasil, devido a esse momento de construção da identidade nacional, o Romantismo apresenta um comprometimento em retratar aspectos nacionais. Desde os pré- românticos, havia já o desejo de construir uma literatura que expressasse o país e demonstrasse a liberdade obtida politicamente também no âmbito cultural. Alguns autores árcades chegaram a prenunciar alguns dos temas do Romantismo, configurando um pré- Romantismo. Segundo José Aderaldo Castello (2004, p. 126), entre os autores ditos pré- românticos, podemos citar “Pe. Antônio Pereira de Sousa Caldas, Frei Francisco de São Carlos, José Bonifácio de Andrada e Silva, Domingos Borges de Barros e Antônio Peregrino Maciel Monteiro”. Os dois primeiros produziram poemas com temática religiosa e os outros três seguintes produziram uma poesia com aspectos líricos e patrióticos, demonstrando um apego ao passado e traços de melancolia, temas que foram desenvolvidos posteriormente pelo movimento romântico.
No Romantismo, o desejo de uma literatura como expressão nacional se consolidou e o resultado foi uma produção que exprimiu as especificidades da nova nação, através da celebração da pátria e do nacionalismo, que se configurou através da exaltação das belezas naturais e da caracterização da figura do nativo. Por esse motivo, Candido (2006, p. 312) afirma que foi no Romantismo que houve um “grande processo de tomada de consciência nacional”. Desse modo, o movimento foi consagrado o marco da independência literária, que vinha sendo prenunciada no Arcadismo e que veio a se estabelecer em definitivo no
Modernismo, assim como afirmou Antonio Candido no ensaio “Literatura e cultura de 1900 a 1945”:
Na literatura brasileira, há dois momentos decisivos que mudam os rumos e vitalizam toda a inteligência: o Romantismo, no século XIX (1836-1870) e o ainda chamado Modernismo, no presente século (1922-1945). [...] Mas, enquanto o primeiro procura superar a influência portuguesa e afirmar contra ela a peculiaridade literária do Brasil, o segundo já desconhece Portugal, pura e simplesmente [...] (CANDIDO, 2010, p. 119)
Desse modo, os autores brasileiros ao renegarem Portugal como fonte de influência, mudaram a sua referência e passaram a ter, principalmente, como modelos do movimento romântico a França e a Inglaterra.
Os primeiros a defenderem a necessidade da independência da Literatura Brasileira foram dois escritores estrangeiros: o francês Ferdinand Denis e o poeta português Almeida Garrett21. Segundo Candido (2002), Denis no Résumé de l’histoire littéraire du Brésil (1826) “fundou a teoria e a história da nossa literatura, baseado no princípio, então moderno, que um país com fisionomia geográfica, étnica, social e histórica definida deveria necessariamente ter a sua literatura peculiar, porque esta se relaciona com a natureza e a sociedade de cada lugar” (CANDIDO, 2002, p. 21). Por esse motivo, deveriam ser destacados na Literatura Brasileira a natureza do país e o índio, seu representante mais puro e atrelado as suas origens. Garrett lamentou no Parnaso lusitano (1826) o fato de os brasileiros não estarem, até aquele momento, valorizando os seus caracteres locais e se preocuparem em manter uma tradição clássica que não lhe correspondia. Por esses motivos, tanto Denis quanto Garrett se postaram a “favor da liberdade e da nacionalização da literatura brasileira” (COUTINHO, 1999, p.20) e seus comentários demonstraram-se como fundamentais no processo de tomada de consciência nacional.
Anos mais tarde, as propostas de Ferdinand Denis e Almeida Garrett foram retomadas em textos escritos por brasileiros que tiveram experiência na Europa. Esses textos compreendiam artigos, ensaios e alguns poemas que eram publicados em jornais e revistas que circularam no Brasil divulgando os ideais do Romantismo. Nesses impressos, eles compartilhavam alguns dos temas e formas utilizadas pela estética romântica. O impresso que mais se destacou nesse momento, mesmo tendo apenas dois números publicados, foi a “Nitheroy, Revista Brasiliense”, publicada em Paris, no ano de 1836. Essa revista trazia
21 Vale ressaltar que Garrett introduziu o Romantismo em Portugal, com a publicação do poema Camões (1825), e que um trecho dessa obra é tomado para epígrafe de Terra Natal, como veremos no capítulo seguinte.
artigos dos jovens intelectuais brasileiros: Domingos José Gonçalves de Magalhães, Francisco de Sales Torres Homem e Manuel de Araújo Porto Alegre.
Um dos participantes da revista “Nitheroy, Revista Brasiliense”, Gonçalves Magalhães, publicou, naquele mesmo ano, a obra Suspiros poéticos e Saudades. Essa obra demarcou historicamente o início do Romantismo no Brasil, apesar de ainda possuir muitos traços neoclássicos e praticamente nenhuma inovação temática ou estética, assim como ressaltou Massaud Moisés (2008, p. 340). O prólogo dessa obra pode ser considerado uma espécie de “manifesto do Romantismo”, pois apresenta alguns temas do movimento, como o nacionalismo e a religiosidade, bem como comenta a forma e a linguagem utilizadas para expressar o olhar romântico acerca do mundo.
De modo didático, muitos críticos e historiadores de nossa Literatura, a exemplo de Alfredo Bosi (2006) e Massaud Moisés (2008), têm delimitado o Romantismo brasileiro em três fases. Segundo Moisés (2008), a primeira fase se inicia em 1836 com a publicação de
Suspiros poéticos e Saudades, de Gonçalves Magalhães; a segunda em 1853, com a
publicação de Obras poéticas, de Álvares de Azevedo; e a terceira em 1870, com a publicação de Espumas Flutuantes, de Castro Alves e se estende até meados de 1881, com o fim do Romantismo e início do Realismo, demarcado pela publicação de O Mulato, de Aluísio Azevedo, e Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Na primeira fase, houve uma forte valorização dos elementos nacionais com o predomínio da “descrição da natureza, o panteísmo, a idealização do selvagem, o indianismo” (COUTINHO, 1999, p. 21) como forma de afirmação do Brasil diante de Portugal, na construção de uma independência não só política, mas também cultural. Os autores que se destacaram nesse momento foram Gonçalves Dias e José de Alencar.
A poesia de Gonçalves Dias teve como temas principais a exaltação da natureza, em especial, na sua conhecida “Canção do exílio”, e a idealização da figura do nativo22, como no poema “I – Juca Pirama”. Gonçalves Dias foi o primeiro poeta do Romantismo com qualidade estética reconhecida pelos críticos, pois retratou em sua poesia os temas e as formas românticas, em contraposição a alguns autores que ainda demonstravam um apego ao clássico. Sua poesia lírica expressou a relação do eu poético com a figura feminina aos
22 O indianismo de Gonçalves Dias tem algumas peculiaridades quando comparado ao de José de Alencar. Muitos dos poemas de Gonçalves Dias (mas não todos) idealizam o índio, a exemplo da obra “I - Juca Pirama”, na qual foi relatado um momento anterior a chegada dos portugueses às terras brasileiras. Em obras como Os
Timbiras, Gonçalves Dias critica a relação entre o índio e o português colonizador, mostrando a grande perda no
número de nativos em virtude da violência, como também a perda cultural sofrida pelos aborígenes em virtude das intervenções portuguesas.
moldes medievais, tais como a “passividade, subserviência à mulher amada, amor-melancolia, amor-desilusão, amor de perdição” (MOISÉS, 2008, p. 344) que remontam a poesia trovadoresca, como podemos ver no poema “Ainda uma vez, adeus”.
A influência de Gonçalves Dias na produção de Ferreira Itajubá, autor central deste trabalho, pode ser percebida, principalmente, através da demonstração de apreço à terra natal, na medida em que a exalta através da natureza exuberante, variada e a engradece ao compará- la as outras.
A segunda fase do Romantismo se caracterizou pelos seguintes aspectos: “individualismo e subjetivismo, dúvida, desilusão, cinismo e negativismo boêmio” (COUTINHO, 1999, p. 22). Essa fase ficou comumente conhecida como “mal do século” e ultra-romântica. Seu principal autor foi Álvares de Azevedo, que expressou em suas poesias um forte subjetivismo centrado nas dores, medos e na desilusão diante da vida. Nessa geração, houve “pouco interesse pelo patriotismo ornamental e pelo indianismo, permanecendo vivo o sentimento da natureza e surgindo a atração pela morte” (CANDIDO, 2002, p. 51).
Álvares de Azevedo fez parte de um grupo de jovens que se reuniam em “associações culturais e pequenos periódicos, como Revista do Ensaio Filosófico Paulistano (1850-1864?) e Ensaios do Ateneu Paulistano (1852-1860)” (CANDIDO, 2002, p. 53, grifos do autor). O eu-lírico dos poemas de Álvares de Azevedo esteve envolto pelo medo e pela desilusão diante da vida, por isso desenvolveu a sensação de tédio e pessimismo. A solução encontrada foi a evasão, principalmente para os sonhos. Em seus poemas, imaginava diversas musas que lhe despertavam desejos, uma espécie de expressão dos anseios reprimidos que ele não conseguia alcançar na vida real. Na Lira dos vinte anos (1853), o sentimento de culpa, desenvolvido em função de seus sonhos, foi redimido através da religiosidade. Além desse aspecto, Azevedo apresentou em diversos poemas um tom mórbido e melancólico e, por muitas vezes, enxergou a morte como a solução de suas dores.
Casimiro de Abreu foi incluído na segunda geração por alguns críticos em virtude do individualismo presente em sua poesia. Mas o seu modo de retratar os temas românticos divergiu da produção de Álvares de Azevedo, pois Casimiro não expressou as mesmas angústias e desilusões que o poeta melancólico. Os poemas de Primaveras (1859), sua obra principal, apresentavam um tom de sensibilidade ao retratar temas como a saudade da pátria e da natureza, e o gosto pelo passado, principalmente do momento da infância. Esses mesmos temas também podem ser observados em Terra Natal. Inclusive há semelhanças nas obras dos dois poetas até mesmo na construção formal, que podemos observar ao compararmos alguns trechos do canto XVIII de Terra Natal com o conhecido poema de Casimiro “Meus oito
anos”, que retrata o tema da saudade da infância, semelhanças que veremos no capítulo seguinte desta dissertação.
Nos poemas lírico-amorosos de Casimiro se “configura a teoria burguesa do amor” na qual “devem ficar subentendidos os aspectos carnais mais diretos, devendo, ao contrário, ser manifestado com o maior brilho e delicadeza possível” (CANDIDO, 2006, p. 513). Para Massaud Moisés (2008), toda a poesia de Casimiro de Abreu conflui para um único aspecto: a infância. É ela a responsável pela relação do eu-lírico com a sua mãe, que freudianamente a procura na pátria, na natureza, na infância, no passado e nos amores irrealizáveis. Por isso, esse intenso desejo de voltar às suas origens, ao ventre acolhedor e protetor de sua mãe, ou até mesmo ao “nada anterior ao nascimento” (MOISÉS, 2008, p.351).
A terceira geração romântica apresentou um toque mais social, um pouco esquecido pelas gerações anteriores, aspecto que a aproximou do movimento literário posterior ao Romantismo: o Realismo. Essa geração deixou de lado a figura do índio, bastante presente na primeira, voltando-se para o negro, principalmente na obra de seu maior expoente: Castro Alves, que em vida publicou um único livro Espumas Flutuantes (1870). Na poesia castroalvina, fica expressa a luta contra a escravidão e a denúncia dos sofrimentos pelos quais os negros passaram. A influência do poeta francês Victor Hugo é perceptível principalmente por levantar a causa do condoreirismo e pela defesa da liberdade. Além disso, sua poesia lírica superou o platonismo dos primeiros românticos e apresentou uma mulher mais concreta e palpável, imersa em situações e encontros mais sensuais, um pouco semelhante àquela apresentada por Ferreira Itajubá em alguns de seus poemas, inclusive, como veremos mais adiante, em algumas caracterizações da personagem Branca, em Terra Natal.
Acerca do gênero romance, percebe-se que ele começa a aparecer no Brasil a partir do Romantismo através das primeiras traduções de romances estrangeiros, publicados na forma de folhetim, em jornais da época, por volta dos anos 1830. O primeiro romance consagrado na Literatura Brasileira foi A moreninha (1844), de Joaquim Manoel de Macedo, que retratou os costumes urbanos da sociedade carioca daquela época. Além de Macedo, surgiram outros romancistas de expressão, a exemplo de José de Alencar (considerado o maior da época), Franklin Távora, Bernardo Guimarães e Visconde de Taunay, autores, respectivamente, de O
observamos a semelhança do fim trágico de Inocência e de Branca, noiva do eu-lírico de
Terra Natal, pois ambas morrem em virtude da impossibilidade de concretização do amor.23
Apesar de ter sido Joaquim Manoel de Macedo o pioneiro do romance brasileiro, o romancista de maior destaque foi José de Alencar, não só pela variedade de temas, mas também pelo volume e qualidade da obra produzida. Seus romances traçaram um panorama social e histórico do Brasil no século XIX e podem ser classificados, didaticamente, como urbanos, indianistas, históricos e regionalistas. Em seus romances indianistas ─ O Guarani (1857), Iracema (1865), Ubirajara (1974) ─, José de Alencar construiu a figura de um indígena de forma mítica e idealizada, assim como algumas produções indianistas de Gonçalves Dias, bem aos moldes dos cavaleiros andantes medievais europeus. O tema da natureza local é bastante presente nesse estilo de romances, em especial em Iracema, no qual a caracterização da sua personagem principal é construída através de comparações com elementos da natureza. Além dos romances indianistas, Alencar ainda produziu outros estilos de romance: histórico, como por exemplo: As Minas de Prata (1862), Alfarrábios (1873) e A
Guerra dos Mascates (1873), que procuravam retratar o momento histórico vivenciado na
época; regionalista O Gaúcho (1870), O Sertanejo (1875), Til (1872) e O Tronco do Ipê (1872), que seguiam uma linha semelhante aos indianistas ao se referir ao vaqueiro e ao gaúcho de maneira idealizada; e urbanos, que retrataram os costumes da sociedade carioca, tais como Cinco Minutos (1856), A Viuvinha (1857), Diva (1864), Lucíola (1862) e Senhora (1875).
No capítulo seguinte, faremos referência aos romances de José de Alencar que se aproximam em algum aspecto de Terra Natal, como é o caso de Iracema, no que diz respeito à influência da lenda na construção das duas histórias, bem como no que diz respeito a configuração do amor; e nos romances Cinco Minutos (1856) e A Viuvinha (1857), acerca da presença do gênero carta na constituição de seus enredos.
Após essa contextualização do Romantismo no Brasil, iremos nos voltar para a repercussão tardia desse movimento no estado do Rio Grande do Norte. Para tanto, iniciaremos com comentários sobre o início da produção literária no Rio Grande do Norte, no que se refere aos aspectos que contribuíram para o início da produção literária local, como também comentaremos como ocorreu a circulação inicial das produções por meio de periódicos e a organização de alguns grêmios literários, bem como considerações sobre os principais autores do período em que se estabeleceu o Romantismo tardio, que vai,
23 Faremos um comentário sobre esse tema no Capítulo 3, em específico na análise do canto IX, no qual nos pautaremos sobre a figura de Branca e tema do amor em Terra Natal.
aproximadamente, desde a segunda metade do século XIX até as duas primeiras décadas do século XX.
2.3 O ROMANTISMO NA LITERATURA NORTE-RIOGRANDENSE
2.3.1 Contexto inicial de produção
O contexto colonial brasileiro não propiciou condições para que um sistema literário, conforme propôs Antonio Candido (2006), se constituísse. Não havia imprensa, museus nem bibliotecas. A aquisição de livros era pouco viável, o ensino era precário e para poucos. Em algumas províncias, a chamada “literatura de informação” foi produzida por alguns portugueses que participaram do processo de colonização. Esse tipo de texto apresentava uma descrição do ambiente brasileiro, em específico, sobre a sua natureza e seus habitantes, com o intuito de reconhecimento da terra.
Tempos depois, a permanência da corte portuguesa no Brasil, entre 1808 e 1821, propiciou significativas mudanças políticas, econômicas, sociais e culturais no país, como ressaltamos na seção anterior. Essas mudanças permitiram a superação das limitações do período colonial e criaram “condições indispensáveis à nossa expansão cultural e intelectual”, como ressalta José Aderaldo Castello, tais como:
contatos diretos com o estrangeiro, abrindo perspectivas de intercâmbio; fim da ação estranguladora da censura; importação de livros e seu comércio; estabelecimento de tipografias, dando início à atividade editorial e à implantação da imprensa periódica – jornais e revistas; formação de bibliotecas públicas e particulares; criação das primeiras escolas superiores; desenvolvimento do gosto pelo teatro, música e oratória religiosa nas frequentes solenidades da Igreja; museus, arquivos, associações culturais; e sobretudo a melhoria das condições de vida social e a presença de estrangeiros. (CASTELLO, 2004, p. 159-160)
Mesmo que essas mudanças tenham atingido apenas os principais centros urbanos do país, como Recife, Olinda, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte, elas também chegaram, porém num ritmo mais lento. O reflexo da criação da imprensa a nível nacional ocorreu no Rio Grande do Norte em 1832, com a publicação de seu primeiro periódico, “O Natalense”. Apenas em 1852, foi criada a primeira tipografia do estado. Anteriormente, tanto “O Natalense” quanto os atos administrativos do governo eram impressos em outros estados como Pernambuco, Maranhão e Ceará, como afirmou Luiz Fernandes na obra A imprensa periódica no Rio Grande do Norte (1998, p. 29). Com a