1 INTRODUCTION
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Antes da formação da USINA como instituição de assessoria técnica, os profissionais que a fundaram participaram conjuntamente de trabalhos junto a movimentos sociais de luta por moradia, desde o início dos anos 80, em outras instituições e laboratórios universitários.
A partir de 1982, na formação do Laboratório de Habitação do Curso de Arquitetura da Faculdade de Belas Artes de São Paulo – o Lab-Hab das Belas Artes –, criado por iniciativa de alunos e professores, estes profissionais assessoraram movimentos populares nas questões ligadas à moradia popular e acompanharam grupos sociais na definição de estratégias e formas de organização. O trabalho desenvolvido e as experiências acumuladas foram fundamentais para a definição das diretrizes da política habitacional adotada pela administração do Partido dos Trabalhadores na Prefeitura de São Paulo entre 1989 e 1992. Com o fechamento do Laboratório de Habitação, seus integrantes buscaram alternativas para a continuidade do trabalho com movimentos populares, sendo uma delas o Laboratório de Habitação da Universidade Estadual de Campinas, através do Núcleo de Desenvolvimento de Criatividade. Um dos principais objetivos deste Laboratório era desenvolver uma tecnologia de construção específica para habitação popular. Membros da futura Usina trabalharam neste laboratório até o ano de 1989 e, como resultado, avaliaram a possibilidade de uma estrutura própria independente que garantisse sua autonomia. Neste ano, o grupo prestou assessoria técnica a Associação Comunitária “Terra é Nossa”, elaborando os projetos para implantação de um conjunto de moradia para 520 famílias em Osasco/SP, a ser construído de forma autogerida. Este projeto, desenvolvido junto à associação, permitiu estruturar a metodologia de trabalho e postura profissional que caracterizaria a atuação do grupo. Como conseqüência, em junho de 1990, é fundada a USINA, na forma de uma organização não-governamental.
Nestes dezoito anos de existência, a USINA assessorou movimentos de moradia na cidade de São Paulo para organização, projeto e construção de conjuntos habitacionais por mutirão e autogestão. Assessorou fóruns de movimentos populares para sua estruturação,
formação política e organização de grupo. Assessorou movimentos rurais para construção de habitações populares, estruturação de cooperativas, planejamento de agrovilas e a construção de uma escola de agroecologia. Realizou cursos, oficinas, pesquisa, seminários e palestras no intuito de discutir, divulgar e ampliar essas experiências.
O principal objetivo da USINA é promover, junto aos movimentos sociais urbanos e rurais, a melhoria das condições de vida das populações de baixa renda e colaborar para sua formação política e na luta por direitos sociais.
Constituem-se objetivos específicos da USINA, definidos em seu estatuto:
• Atuar em Arquitetura, Urbanismo, Engenharia, Tecnologia, Direito Urbanístico e Educação Popular, com ampla participação das comunidades envolvidas e equipe técnica multidisciplinar, na procura de atividades de produção coletiva e reflexões constantes e qualificadas.
• Aprimorar e ampliar as áreas de atuação ao prestar serviços a movimentos populares, associações, sindicatos, instituições culturais, escolas etc.
• Aproximar de entidades com atuações semelhantes, através de convênios e intercâmbios, para prestação de serviços e/ou produção de trabalhos conjuntos. • Atuar na formação política e social dos movimentos sociais com os quais trabalha,
discutindo a inserção ativa do grupo no contexto social e político da cidade e dos assentamentos de reforma agrária e os resultados obtidos através do trabalho de gestão do ambiente habitado.
• Promover discussões, divulgações e debates dos temas envolvidos através de cursos, seminários, publicações, debates e pesquisas, em parceria com escolas, poder público, movimentos sociais, instituições culturais, universidades etc.
Dentro desses objetivos, as principais linhas de atuação são:
1. FORMAÇÃO E AUTOGESTÃO. 2. PROJETO E CANTEIRO.
3. REFORMA URBANA E PARTICIPAÇÃO POPULAR. 4. POLÍTICAS HABITACIONAIS NO CAMPO E NA CIDADE
Quadro 4.1- Principais Projetos Executados
ANO TÍTULO LOCAL
1989 Associação TERRA É NOSSA Jardim Piratininga, Osasco-
SP 1990 Jardim CAZUZA, Associação Comunitária de
Diadema-SP
Diadema-SP
1991 Associação de Construção, 26 DE JULHO Fazenda da Juta, SP-SP 1991 TALARA – Associações: Pró-Moradia Zona-Sul,
dos Moradores do Jardim Comercial e Adjacências, Pró-Moradia do Jardim das Palmas e Pró-Moradia Parque Fernanda
Guarapiranga, SP
1992 COPROMO, Associação por Moradia de Osasco Jardim Piratininga, Osasco- SP
1992 Associação de Moradores CASA BRANCA Guaianazes, SP
1993 Associação UNIÃO DA JUTA Fazenda da Juta, São
Mateus, SP
1994 Associação JUTA NOVA ESPERANÇA IDEM
1994 Associação Núcleo Habitacional MACAÚBA Diadema, SP 1998 COOPTERRA- Coop. Mista de Produção e
Trabalho.
Osasco,SP
1998 MST e Cooperativa de Construção Assentamento em Rio
Bonito, PR 1999 Ass. de Const. Comunitária PAULO FREIRE Guaianazes, SP 2002 UNIÃO POPULAR e CLUBE DE MÃES DE
VILA SIMONE
IDEM
2002 Projeto de Desenvolvimento Urbano Cidade Tiradentes, SP
2003 Favela 2 de MAIO SP,SP
2004 INOVA RURAL Itapeva, SP
2005 Escola de Agroecologia do Estado de São Paulo IDEM
2006 Favela Jardim PANORAMA SP,SP
2006 Assentamento DOM TOMÁS BALDUINO Franco da Rocha, SP
2007 COMUNA URBANA DOM HELDER
CÂMARA
4.2.1.1. Principais instituições parceiras.
1. MOVIMENTOS SOCIAIS
• desde 1991: União de Movimentos por Moradia do Estado de São Paulo – UMM
• desde 1991: Movimento Sem-terra Leste I (filiado à UMM) • desde 1992: Fórum dos Mutirões da Cidade de São Paulo
• desde 1998: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra - MST
2. PARCEIROS PÚBLICOS.
• Departamento de Habitação da Prefeitura do Município de Diadema – SP • Prefeitura do Município de São Paulo – SP
• Companhia Urbanizadora (URBEL) da Prefeitura do Município de Belo Horizonte – MG
• Prefeitura Municipal de Santo André-SP • Prefeitura Municipal de Diadema-SP
• FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos & CNPq - Centro Nacional de Pesquisa
3. OUTRAS ENTIDADES PARCEIRAS
• CDG - Carl Duisberg Geselschaft e Universidade Agostinho Neto – UNAN • NOVIB – Organização Holandesa para Cooperação Internacional de
Desenvolvimento
• ARRUAR - Assessoria de Urbanização Popular (Recife/PE) e CEARAH. Periferia - Centro de Estudos, Articulação e Referência em Assentamentos Humanos (Fortaleza/CE)
• FASE - Federação de Órgãos de Assistência Social e Educacional
• Programa de Gestão Urbana (PGU) do Centro das Nações Unidas, regional América Latina e Caribe – Habitat – ONU
• Cities Alliance – Banco Mundial