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PAPERS I-IV

In document Ultrasound Detection of Pneumothorax (sider 85-126)

2.3.1. Instrumentos de Recolha de Dados

Neste estudo foram utilizados como instrumentos de recolha de dados: um questionário socio-demográfico e de informação médica; entrevistas semi-estruturadas e a recolha áudio-visual da consulta.

a) Questionário Demográfico e de Informações relativas a Questões de Saúde da Criança

O Questionário Demográfico e de Informações relativas a Questões de Saúde da criança foi utilizado com o objetivo de recolher informação pertinente acerca dos dados demográficos, historial clínico e dados relativos à história clínica e de consultas médicas da criança (Anexo I).

O questionário é constituído por duas partes, sendo a primeira relativa aos dados demográficos (idade e género) a ser respondida pela própria criança. A segunda parte refere-se a informações relativas a questões sobre a dados da saúde da criança e sobre a consulta médica, incluindo: o motivo da consulta, frequência da consulta,quem acompanha a criança nas idas ao médico, existência ou não de doença crónica, história de hopsitalizações; tratamentos regulares e/ou cíclicos terapêo hospitalizada e porquê e à toma de medicação regular. Esta segunda parte do questionário é respondida pelo/a acompanhante da criança.

b) Entrevistas Semi-Estruturadas

Considerando o objetivo específico 1, que inclui a exploração das crenças da criança sobre a consulta médica, a primeira entrevista semi-estruturada inclui três domínios: (1) a compreensão do motivo da consulta; (2) a utilidade da consulta médica; e (3) a caracterização da consulta .

O primeiro domínio inclui três questões de partida que procuram apurar o que a criança pensa ser o motivo da consulta se esta conversou com alguém acerca do motivo da consulta; e, se sim, o que foi discutido.

O segundo domínio engloba duas questões relativas à utilidade da consulta, nas quais a criança é questionada sobre a finalidade de ir ao médico e quando é que que considera que as pessoas devem ir ao médico.

O terceiro domínio é composto por três questões com a finalidade de caracterização da consulta por parte da criança. A criança é questionada acerca daquilo que se faz no médico, é-lhe perguntado quem é que fala com o médico no decorrer da consulta e é-lhe pedido que relate como é a consulta.

Relativamente ao objetivo específico 3, a segunda entrevista semi-estruturada inclui a exploração da informação que a criança/adolescente lembra das recomendações médicas imediatamente depois da consulta. Esta entrevista é constituída por dois domínios: (1) o relato da consulta e (2) a memorização/compreensão dos conteúdos da consulta.

O primeiro domínio consiste numa única questão, na qual é pedido à criança que descreva a consulta.

O segundo domínio é composto por duas questões: o que foi dito pelo médico e se há alguma coisa que a criança terá de fazer em casa.

A terceira entrevista foi realizada uma semana depois da consulta, por contacto telefónico. Esta foi utilizada como instrumento de recolha de informação com o objetivo de explorar aquilo que a criança recorda da consulta, uma semana após a mesma ter ocorrido.

Esta entrevista integrou quatro questões: na primeira, é perguntado à criança se se recorda de ter conversado com a entrevistadora uma semana antes; a segunda questão procura explorar se a criança se recorda do motivo pelo qual foi ao hospital; na terceira questão, a criança é questionada acerca do que lhe foi dito para fazer em casa; e na última questão é-lhe perguntado se tem cumprido com as recomendações.

As respostas dadas às Entrevistas Telefónicas encontram-se no Anexo IX.

As respostas às Entrevistas Semi-Estruturadas foram gravadas em formato áudio e as suas transcrições podem ser encontradas no Anexo VII.

c) Observação através de Gravação Áudio e Vídeo

Considerando o caráter observacional do presente estudo, foi utilizada a gravação das entrevistas semi-estruturadas através do formato áudio e a gravação das consultas através do formato de vídeo e áudio. Segundo Fontana & Frey (2000), as perspetivas multimetodológicas são cada vez mais utilizadas de forma a obter resultados mais amplos. A metodologia observacional permite atingir dados mais objetivos e autênticos que outros métodos (Cohen, Manion & Morrison, 2005), tendo em conta que a observação é feita em ambiente natural, não havendo qualquer manipulação dos dados.

As transcrições das consultas podem ser encontradas no Anexo IX.

Sendo o presente estudo um projeto de continuidade do estudo de Sousa (2013), intitulado Crenças Infantis Sobre a Consulta Médica e a Intervenção da Criança na

Consulta, no Hospital de Faro, foi levada a cabo uma renovação das autorizações

recolhidas aquando do início do estudo de 2013. Perante a apresentação dos novos objetivos deste estudo, foi renovada a autorização do Diretor do Serviço de Pediatria do Hospital de Faro, assim como a autorização da Direção do Hospital, da Comissão de Ética para a Saúde (Anexo IV) e da Unidade de Investigação do Centro de Formação, Investigação e Conhecimento (Anexo V).

Seguidamente, foi feito o contacto com a Médica Coordenadora da Consulta Externa de Pediatria, que prontamente autorizou a investigação e sugeriu datas para a recolha de dados. O estudo foi igualmente apresentado à Enfermeira Chefe da Consulta Externa de Pediatria. A recolha de dados ocorreu entre os dias 5 a 8 de maio e 19 a 28 de junho de 2014, durante os quais foi apresentado o estudo e pedida a autorização aos médicos das especialidades consideradas pertinentes para a investigação. Todos os médicos abordados deram autorização para a realização da investigação nas respetivas consultas.

Em seguida, foi feita uma busca no sistema informático, com a ajuda da Enfermeira Chefe e da secretária da Consulta Externa de Pediatria, das crianças com marcações para as consultas pertinentes para o estudo com idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos. Após o registo dos nomes das crianças, estas foram abordadas na sala de espera, onde se encontravam com os seus acompanhantes. O estudo foi apresentado às crianças e aos acompanhantes, seguido de um convite a participar no estudo. Perante a aceitação das crianças e dos acompanhantes, procedeu-se à assinatura do Consentimento Informado (Anexo VII) por parte dos mesmos. Todos os pais consentiram a realização do estudo; três crianças recusaram participar.

Após a assinatura do consentimento, a criança e o respetivo acompanhante dirigiram-se a uma sala designada pela Enfermeira Chefe, onde foram realizados o Questionário Demográfico e a primera da Entrevista Semi-Estruturada,. Após a Entrevista, a criança foi chamada para a consulta, onde já se encontrava a câmara de filmar; no final da consulta, a criança e o acompanhante dirigiram-se novamente à sala designada para a realização da segunda entrevista. Finda a entrevista, foi pedido ao

acompanhante um contacto telefónico para a realização da Entrevista Telefónica uma semana depois.

Sete dias após a consulta, as crianças foram contactadas através do número cedido pelos acompanhantes para a realização da Entrevista Telefónica.

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