Como debatido ao longo do trabalho desenvolvido, é crucial que se aproveite o conhecimento dos estucadores tradicionais para salvaguardar o seu saber inigualável, permitindo que perdure por muito mais gerações. Assim, era interessante realizarem-se entrevistas a estucadores do norte de Portugal, para se poder percepcionar a eventual existência de diferentes formas de trabalhar ao longo do território. Como referido anteriormente, é no Norte de Portugal que se situa o berço dos estucadores Portugueses, pelo que seria de esperar que não existissem diferenças significativas.
Era pertinente, também, arranjarem-se outros casos de estudo para, se possível, comparar os resultados obtidos no presente trabalho, nomeadamente de épocas construtivas mais recentes e mais de acordo com a cronologia da vida activa dos estucadores entrevistados (maioritariamente anos 40 a 70 do século XX). Relativamente à campanha experimental, é proposto que se avalie a porosidade e a porometria dos fragmentos referentes a cada tipo de acabamento. Tal estava previsto ter sido efectuado através de ensaios de porosimetria de mercúrio, que não foi possível pelo equipamento do DEC FCT UNL se encontrar avariado.
Generalizando um pouco, seria de interesse a avaliação e o estudo de outras profissões ligadas à construção civil que deixaram de existir - como por exemplo os carpinteiros - e que, de forma análoga aos estucadores, os seus trabalhos permitiram enobrecer o edificado nacional. É de salientar que esta profissão também tinha a sua componente de secretismo bem marcada e que, actualmente, tanto os estucadores como os carpinteiros existentes, estarão disponíveis para ensinar saberes, outrora envoltos no maior sigilo.
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