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2. A SHORT TREATISE ON RELEVANT BIOINFORMATIC METHODS

2.3. P HYLOGENETICS

No primeiro ofício do arcebispo, Dom Adauto, enviado ao prefeito Guedes Pereira, detalhou como queria que fosse formato da nova igreja das Mercês. A planta baixa deveria assumir uma forma de cruz e, o seu entorno deveria ficar livre de outras edificações.

Esta igreja deverá ser em forma de cruz tendo o comprimento da Igreja da Mãe dos Homens, uma Residência para quatro Sacerdotes e quatro irmãos leigos, que regerão a nova freguesia e as escolas profissionaes, e murado a todo o terreno com mais de três palmos de altura alem da cumieira para que a meia água fique mais alta e espaçosa para as oficinas que serão firmadas em columnas de cimento em trilhos. Grifos nossos. 69

Não é por acaso que o prelado faz essa exigência ao poder público, na elaboração do projeto do novo conjunto arquitetônico a ser edificado, mas se alinha as normas tridentinas, traduzidas nas Instruções de São Carlos Borromeu (1985, p.6), conhecidas pelo prelado. O formato de cruz fazia alusão, às basílicas romanas, evitando as formas arredondadas, pois estas remetem aos templos pagãos, segundo a mentalidade da época.

O jornal oficial do governo, publicou no dia 25 de janeiro de 1936 o prospecto do projeto da nova igreja. A planta baixa seguiu, exatamente as orientações do arcebispo Dom Adauto, conforme figura 48.

Seguindo a mesma linha publicitária, o jornal divulgou no dia 20 de março, o resultado final do projeto elaborado pelos técnicos da prefeitura, resultando na composição da fachada principal e a planta baixa da nova Igreja das Mercês, conforme imagem 4.

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Arquivo Eclesiástico da Paraíba. Fundo Chacelaria, Série: Atos do Governo Arquidiocesano, Série

Correspondência. Sub-série: Expedida 1900-1984. C: a/6 (001)E 1, P1.

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Fonte: Arquivo Eclesiástico da Paraíba. Fundo Chacelaria, Série: Atos do Governo Arquidiocesano, Série Correspondência. Sub-série: Período 1894-1990. C: a/6 (001)E 1, P1.

Figura 48: Recorte do jornal a Uniao, em evidência a planta baixa da Igreja Mercês.

Fonte: A União, 25 de Janeiro de 1936. Acervo IHGP

Figura 49: Recorte do jornal a Imprensa, em evidência a fachada da Igreja Mercês.

Depois de aprovado projeto da nova igreja, passaram-se três anos para sua conclusão, sendo entregue a arquidiocese no dia 01 de novembro de 1939, em solenidade realizada pelo poder público e a igreja católica, conforme notícia no jornal a União em 04 de novembro do mesmo ano: “Entregue pela Prefeitura da Capital a Arquidiocese a nova Igreja das Mercês”. A notícia destaca a importância de três figuras (,prefeito Fernando Nóbrega, Arcebispo Metropolitano, Dom Moisés Coelho e Guedes Pereira), as quais representavam a convergência de interesses no desfecho do caso, anteriormente analisando. Não é mencionada representação da Irmandade das Mercês, representada por seus membros. O texto não deixa claro se estes não se faziam presentes, ou foi omitida a participação dos irmãos. Porém, ressalta que a nova igreja passa a incorporar o patrimônio da Arquidiocese.

Figura 50: Inauguração da nova Igreja das Mercês, 1939.

Fonte: A União, 04 de Novembro de 1939. Acervo IHGP..

Figura 51: Inauguração da nova Igreja das Mercês, em 01 de Novembro de 1939.

Fonte: Acervo IHGP.

A nova igreja das Mercês é construída no final da década de 1930, em um contexto de elaboração dos planos urbanísticos que previam a expansão das cidades brasileiras, os quais levavam em conta a abertura de vias que interligassem a cidade antiga à nova, dentro de plano global que refletisse as questões de ordenamento da cidade que se expandia rapidamente, conforme vinha sendo feito nas grandes cidades, Leme (1999, p.25).

A cidade de João Pessoa se insere nesse contexto, quando o interventor Anthenor Navarro convidou o urbanista Nestor de Figueiredo70 para elaborar um plano urbanístico para a capital paraibana. Segundo Araújo (2007, p.195), o plano elaborado por Nestor de Figueiredo tinha objetivo de “construir uma cidade jardim, com separação de usos e organização funcional da cidade, e a sua expansão”.

O urbanista destaca no seu plano a criação do Parque Solon de Lucena, como um espaço que servirá de articulação entre a cidade antiga com as áreas em expansão, e a igreja nova das Mercês, é inserida no espaço urbano, se tornando um referencial para a cidade, não tanto quanto foi o antigo templo, Figura 52.

Figura 52:Vista da antiga igreja das Mercês, indicada pela seta em vermelho. Fonte: Acervo Humberto Nóbrega.

A figura 53, mostra que nova igreja das Mercês, tornou-se um marco para a cidade em expansão, graças à luta da sociedade que se mobilizou, não aceitando sua transferência para um bairro distante. Ao mesmo tempo, tornou-se porta de entrada para a nova cidade que se revestia de uma nova configuração urbana e arquitetônica.

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URBANIZAÇÃO de João Pessoa e Cabedello: a exposição do esboço elaborado pelo urbanista Nestor de Figueiredo perante a commissão encarregada de collaborar no plano. A União, 10 de março de 1932.

Figura 53:Vista da nova igreja das mercês, a partir da visão do parque Solon de Lucena. Fonte: Acervo Humberto Nóbrega.

A nova Igreja das Mercês, sendo inaugurada como um referencial para a Cidade da Parahyba, aos poucos, com o processo de adensamento, passa a conviver com as novas edificações, as quais a neutralizam, impondo-se como novos referenciais no entorno da igreja, como mostram as figuras 54 e 55.

Figura 54:Vista da nova igreja das mercês, a partir da visão do parque Solon de Lucena. Fonte: Acervo Humberto Nóbrega.

Figura 55:Vista da nova igreja das mercês, a partir da visão do parque Solon de Lucena. Fonte: Acervo Germana Galvão.