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Hva påvirker holdningen til nynorsk?

Conforme registrado anteriormente, na condição de estudante do ensino fundamental e médio de uma cidade interiorana da Paraíba, não me lembro do desenvolvimento de atividades ligadas ao meio ambiente no âmbito escolar, era como se fosse um problema alheio, sem grande relevância e que não merecesse atenção da escola.

Na verdade, não era porque não existiam problemas ambientais no mundo e, principalmente, naquela região. Porém, não se via como um problema que necessitasse de um destaque no ensino. Com o olhar de hoje, sei que existiam queimadas, desmatamento, processo de desertificação, poluição de rios, assoreamento, entre outros, mas a população não atinava para as consequências de seus atos e na escola não se via a necessidade de um ensino voltado para conscientização dos estudantes sobre os problemas ambientais e muito menos trabalhos voltados para a preservação do meio ambiente.

Somente quando entrei na graduação em Enfermagem é que esta problemática veio fazer parte da minha vida. Mesmo que de forma pontual, tive uma disciplina que me abriu os olhos para as questões ambientais, era a Saúde Ambiental. Nela, pude perceber como as pessoas são prejudicadas pelos agravos acarretados ao meio ambiente. Tive a oportunidade de conhecer e desenvolver trabalhos que se relacionavam com a preservação do meio ambiente (estação de tratamento de esgoto) e com a sua degradação (poluição causada por uma indústria de cimento).

Essas experiências me alertaram para as consequências advindas do descaso e degradação do meio ambiente. Com o olhar de uma futura profissional da saúde, passei a me preocupar imensamente com a preservação dos ecossistemas, pois a população e os animais estavam adoecendo e morrendo em virtude do descaso quanto às questões ambientais. O nosso ar estava poluído, as nossas águas e alimentos estavam contaminadas e o nosso clima estava insuportável. Comecei a perceber que era necessário fazer algo que fosse além de um trabalho que seria apresentado a algumas dezenas de pessoas, era preciso participar de mobilizações e fazer a minha parte. Entretanto, a disciplina chegou ao fim. Fui tomada por uma rotina de atividades intensas em hospitais e unidades de saúde, e, com isso, o desejo de preservação do meio ambiente se assentou em ações pontuais, no dia-a-dia.

Quando comecei a lecionar na graduação em Enfermagem, foi ofertada uma disciplina chamada Saúde e Planetaridade. Na realidade, se referia à Saúde Ambiental. Na ocasião, a centelha da preservação ambiental reacendeu, agora fazendo parte do meu dia-a-dia de trabalho. Com isso, a minha responsabilidade aumentava, pois agora era preciso pensar em empolgar, fazer com que os alunos sentissem a necessidade de abraçar a causa e lutar pela preservação ambiental. Através dessa disciplina, era possível fazer algo que iria além das minhas ações individuais, era possível trabalhar um grupo que poderia vir a se tornar multiplicador.

Quando dessa disciplina, eu já era detentora de alguns conhecimentos acerca da Educação Biocêntrica e vi que a disciplina Saúde e Planetaridade poderia ser planejada, integralmente, nos moldes da concepção biocêntrica, proposta por Rolando Toro. Além disso, a faculdade na qual ministrei as aulas me deu carta branca para o uso de algumas ferramentas didáticas importantes como cartolina, lápis de cor, música, vídeos, entre outros. Também pude tirar os alunos da sala de aula e levá-los para outros espaços como a praia e o Jardim Botânico. Percebi que todas essas ferramentas eram importantes para sensibilizar o alunado, pois era preciso sentir a natureza para aprender a amá-la e respeitá-la.

Rolando Toro formou-se como professor em 1940, na Escola Normal José Abelardo Nuñez, de Santiago do Chile. Durante 16 anos, atuou como docente no ensino primário em várias escolas. Ao longo do tempo, foi sentindo que importantes aspectos estavam ausentes do processo de educação tradicional. Para preencher a lacuna que sentia existir no ensino, dedicou-se ao restabelecimento do vínculo das crianças com a natureza, ao desenvolvimento de intensas atividades de criatividade artística, sobretudo a pintura. Durante as férias escolares, em 1952, Rolando Toro escreve uma carta para sua esposa:

Minha adorada Pilarcita: por momentos saí pelo pátio a procurar-te, a pensar em ti (...). Aqui a escola está muito vazia. Na próxima segunda feira chegarão as crianças. Tive a ideia de uma ciência rítmica que ordene musicalmente os movimentos naturais do corpo, sobretudo os atos, de modo que, sob formas nobres e espirituais, distribua o tempo, a intensidade e a força. Algo assim como provocar a musicalidade do ser (TERREN; TORO, 2007).

Este documento revela o nascimento da concepção biocêntrica, registrado em uma carta de amor. Do ofício de professor, buscando fugir das amarras de uma educação tradicional, no pátio de uma escola, Rolando Toro planta a semente do que, posteriormente,

designaria de Biodança. No interior desse pensamento, constroem-se simultaneamente os pilares de uma nova pedagogia. Para Toro (2012), o processo de aprendizagem se dá na vivência intensa do momento presente, na transcendência do encontro. Por meio do vínculo afetivo encontra-se o prazer maior que possibilita o criar e o transformar.

Por meio da experiência vivenciada com a turma de Saúde Ambiental, ficou ainda mais forte a concepção do processo vivencial no contexto da aprendizagem. Envolver o corpo no processo de aprendizagem se caracterizava, para mim, como perceber o movimento do que se tinha e do que era possível adquirir quanto aos novos conhecimentos. Era preciso entender o que era Saúde Ambiental e sentir o meio ambiente e seus benefícios para si próprio e para o planeta, era preciso modificar o fazer em Educação Ambiental (Saúde Ambiental). Nascia em mim, os princípios da Educação Biossustentável. Porém, para este estudo, senti a necessidade de compreender a Educação Ambiental desde as suas origens, percorrendo desde a sua criação até os dias atuais. Acredito que isso é importante, pois me dará alicerces na formulação da Educação Biossustentável.