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Pålitelighet og sårbarhet

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Tracei o perfil de cada docente tendo por base os itens contidos no roteiro das entrevistas: nome, idade, naturalidade, local de residência, início da docência, tempo de atuação na profissão, escolas em que cada um atuou e situação profissional atual.

Conforme já dito anteriormente em nota de rodapé, optei por colocar os seus nomes verdadeiros e o modo como são conhecidos. Esclareço ainda que dada à predominância de mulheres nos cursos de formação de professores primários, consegui entrevistar apenas um

dos homens que cursou o Normal no GVT. A sequência dos nomes obedeceu à ordem alfabética, suas idades e outras informações foram colocadas considerando-se o ano de 2016, momento em que a maioria das entrevistas foi realizada, exceto das professoras Antonia e Helena, cujas entrevistas foram feitas no ano de 2017. Isso posto, eis o perfil de cada docente entrevistado.

Ana Maria do Nascimento (professora Ana Nascimento) tem 66 anos, nasceu na

zona rural de Aracoiaba/CE, num lugar chamado Encosta, e reside atualmente na sede do município. Iniciou a carreira docente no ano de 1965, trabalhando nas seguintes escolas: Ginásio Escola Normal Virgílio Távora, Escola Isolada do Encosta, Escola de Ideal, EEM Almir Pinto, CNEC de Antonio Diogo e Redenção. Fez o Curso Normal e Estudos Adicionais no GVT e cursou Pedagogia na UECE. Conseguiu cursar Especialização em História do Ceará, Metodologias, Fontes e Pesquisas na FECLESC de Quixadá, unidade da UECE, concluindo assim sua trajetória acadêmica. Atuou durante 37 (trinta e sete) anos na docência e atualmente está afastada da rede estadual de ensino aguardando a aposentadoria.

Apesar da formação em Pedagogia, sempre ensinou Matemática, dada a carência de professores nessa disciplina. Para tanto, fazia cursos intensivos realizados pelos órgãos de educação. Outra característica da professora é o fato de ser escritora, com 04 livros publicados e um opúsculo já feito. Faz parte da Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará (ALMECE), da Academia Afrocearense de Letras (AAFROCEL), da Academia Feminina de Letras (AFL) e da União Brasileira de Trovadores (UBT), da qual é delegada. Esse seu envolvimento com as letras fazia com que incentivasse seus alunos a produzirem poemas, participarem de concursos de poesias, trovas, prosas, etc. Por isso, ainda hoje continua realizando esse tipo de atividade, o que a deixa sempre próxima à educação, pois gosta muito.

Antonia Malaquias Braga de Paula (professora Antonia) nasceu na cidade de

Guaraciaba do Norte, região da Serra da Ibiapaba, porém, morou durante algum tempo em Baturité e atualmente reside na cidade de Fortaleza. Tem 66 anos e iniciou suas atividades profissionais no ano de 1978. Ela exercia a função de biblioteconomista, mas também trabalhou como professora por um período de 10 anos, inclusive ensinando no GVT, local onde cursou o Normal e Estudos Adicionais no final da década de 1970. Trabalhou como docente nas seguintes escolas: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora e Escola Monsenhor Manoel Cândido, em Baturité; Ginásio Escola Normal Virgílio Távora, de Aracoiaba; além da EEM Adauto Bezerra de Fortaleza. Fez graduação em Pedagogia, mas ainda não apresentou o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Atualmente está aposentada, porém como é bastante

católica, sempre realiza juntamente com seu esposo, que também já foi professor, palestras em eventos religiosos.

Eugênia Maria de Castro e Silva Moura (professora Eugênia) é natural de

Fortaleza, mas desde tenra idade reside na sede do município de Aracoiaba. Tem 72 anos, é professora aposentada da rede estadual de ensino e trabalhou no Ginásio Escola Normal Virgílio Távora e na Escola de Ensino Médio Almir Pinto. Ocupou o cargo de vice-diretora na EEM Almir Pinto. Foi professora de Didática, Estágio Supervisionado, Estrutura e Funcionamento do 1º e 2º graus, Prática de Ensino e Sociologia. Fez o Curso Normal no INSA e Estudos Adicionais no GVT; cursou Administração Escolar na UECE e fez os Cursos de OSPB e EMC oferecidos pela Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário (CADES) na UFC. Atualmente é líder religiosa da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Aracoiaba e membro do Apostolado da Oração. Era a esposa do Dr. Salomão, por isso, o seu envolvimento com o GVT sempre foi bastante intenso, fato que perdura até a atualidade.

Francisca Gomes Brito (professora Francinete) tem 59 anos e nasceu na localidade

de Encosta, zona rural de Aracoiaba, onde atuou como professora na escola de lá. Atualmente reside na sede, mas vai semanalmente ao seu local de origem para estar mais perto da família. É aposentada da rede municipal de ensino, mas continua com suas atividades na secretaria escolar do GVT. Cursou o Normal e Estudos Adicionais no GVT. Fez Licenciatura Específica para professores de 1ª a 8ª séries através do convênio celebrado entre a UECE e a Prefeitura Municipal de Aracoiaba.

Maria Conceição Soares (professora Conceição) nasceu em Aracoiaba, onde reside

atualmente. Tem 41 anos e atua como professora temporária na rede municipal de ensino, lecionando principalmente a disciplina de Inglês no ensino fundamental da Escola de Ensino Fundamental Dra. Maria Nágila Pontes de Paz Passos. Fez Licenciatura em Letras/Inglês através do Instituto Dom José (IDJ), vinculado à Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e atualmente está cursando Especialização em Inglês na Faculdade de Tecnologia Antonio Propício Aguiar Franco (FAPARF) através da modalidade à distância.

Maria de Cleofas Silva Souza (professora Cleofas) nasceu em Baturité, mas

atualmente reside na sede de Aracoiaba. Tem 42 anos e começou a lecionar no ano de 1992, tendo 24 anos de experiência docente. Faz parte da rede estadual de ensino, atuando como Coordenadora Pedagógica da EEM Almir Pinto. Ensinou nas escolas Ginásio Escola Normal Virgílio Távora, EEF Adolfo Guedes Alcoforado e EEM Almir Pinto. Fez o Curso Normal e

Estudos Adicionais no GVT; Licenciatura em Letras no IMBA ligado à UECE e atualmente faz o curso de Mestrado em Humanidade na UNILAB.

Maria dos Santos Lima da Silva (professora Dos Santos) nasceu em Aracoiaba,

onde reside até hoje. Tem 70 anos e começou as atividades docentes no ano de 1968. Contudo, ocupou durante algum tempo, o cargo de gestora escolar, sendo diretora da EEM Almir Pinto, pois fazia parte da rede estadual de ensino, estando atualmente aposentada. Porém, também é funcionária efetiva da rede municipal de ensino, ocupando o cargo de Supervisora Escolar na Secretaria Municipal de Educação. Suas atividades de docente perfazem um total de 20 anos e lecionou nas seguintes escolas: EEF Antonio Joaquim no distrito de Vazantes, EEM Almir Pinto e CNEC de Aracoiaba. Fez o Curso Normal e Estudos Adicionais no GVT e Pedagogia na UECE.

Maria Helena Regis Rocha (professora Helena) nasceu e ainda reside na cidade de

Aracoiaba, tem 70 anos e atualmente é professora aposentada da rede estadual de ensino. Começou a ensinar quando tinha apenas 14 anos de idade, no ano de 1963. Lecionou na CNEC de Aracoiaba, no GVT e na EEM Almir Pinto. Cursou até os Estudos Adicionais no GVT e não fez faculdade devido às dificuldades de acesso ao ensino superior na região à época em que exerceu suas atividades docentes.

Maria Meiryvan de Oliveira (professora Meiryvan) nasceu no Encosta, zona rural

de Aracoiaba, distante em média 03 (três) quilômetros da sede. Tem 51 anos e reside na sede do município. Ainda está na ativa e, à época da entrevista, ocupava o cargo de diretora da Escola de Ensino Médio Almir Pinto, pertencente à rede estadual de ensino, mas também faz parte da rede municipal. Atualmente está na 8ª CREDE. Começou as atividades de docente no ano de 1983 e está com 33 anos na profissão. Lecionou nas seguintes escolas: EEF Osvino de Freitas, EEF Antonio Paulo, EEM Almir Pinto e EEM João Alves Moreira. Fez o Curso Normal e Estudos Adicionais no GVT e cursou Licenciatura em Letras no IMBA.

Roberto Lopes da Silva (professor Roberto) nasceu em Baturité, mas reside

atualmente em Aracoiaba. Tem 58 anos e começou suas atividades docentes em 1996, tendo 16 anos de experiências como professor. Faz parte da rede municipal de ensino. Por ocasião da entrevista ocupava o cargo de diretor da EEIEF Joaquim Bento da localidade de Caninhas, zona rural do município. Foi diretor da EIEF Otília Alves do Nascimento, onde também foi professor. Cursou o Normal no GVT e fez Licenciatura em História através do IDJ, ligado à UVA.

Os perfis docentes revelam as várias dimensões da vida de cada professor, sua origem social, as experiências profissionais e a trajetória formativa. Eles atestam as semelhanças das

realidades vivenciadas por todos os professores entrevistados, o que pode explicitar as características de um grupo. Esses professores vivenciaram praticamente a mesma realidade do contexto no qual estudaram e trabalharam. Para Ghedin; Franco (2011, p.149),

a realidade é um todo, uma totalidade articulada, e não apenas a expressão de uma particularidade manifesta pelo ‘olhar empírico’ de quem a investiga. O real é um todo que se mostra nas partes, do mesmo modo que as partes se mostram no todo, mais do que nos limites do conhecer. Na verdade, o conhecimento nunca capta o todo, mas sua manifestação expressa na singularidade das coisas.

Dessa assertiva, compreende-se a complexidade e a interligação de todas as coisas num conjunto de situações que formam o todo, nesse caso, o real. Assim, as características dos perfis docentes demonstraram o quanto as vidas dos sujeitos são carregadas dos sentidos que as suas experiências em comum os tornavam próximos e partícipes dos acontecimentos próprios de cada época histórica. Talvez por isso em suas narrativas haja uma hegemonia das coisas que são ditas, sinalizando a semelhança dos processos por eles vivenciados, como se vê no item abaixo:

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