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Ovttaoasat bivdobáikenamat

5 Bivdobáikkiid namaid guorahallan – álbmotlaš nammabidjan

5.3 Ovttaoasat bivdobáikenamat

Os dados da caracterização da amostra foram obtidos a partir da 1ª parte da pesquisa (anexo 5), com as informações sociodemográficas.

Dos 62 engenheiros civis que participaram da pesquisa na primeira fase, 63,26% deles têm idades entre 23 e 50 anos, no entanto 77% têm idades entre 26 e 40 anos, conforme gráfico 6, o que pressupõe tratar-se de profissionais jovens, porém no período de plena ascensão e estabilização profissional. Dutra (2010) argumenta que os profissionais que optam por carreiras gerenciais chegam ao nível tático entre 30 e 40 anos e ao nível estratégico por volta de 35 a 45 anos, variando de pessoa para pessoa para cima ou para baixo. Schein (2009) considera esta fase da carreira como a da estabilização no emprego.

Gráfico 6: Frequência e percentual de idade.

Com relação ao gênero (gráfico 7), 87% dos pesquisados são homens, o que sugere ser o segmento de construção civil no Brasil uma profissão predominantemente masculina. Dados indicando o número de formandos na engenharia civil em 2010 (gráfico 5) apontam que, dos 6375 graduados, 1545 são do sexo feminino, ou seja 24%, o que reforça a predominância de homens no segmento.

Analisando o estado civil (gráfico 8) e constituição familiar (gráfico 9), 56% são casados e 69% não têm filhos.

Gráfico 8: Frequência e percentual estado civil.

Gráfico 9: Frequência e percentual número de filhos.

No tocante ao tempo de experiência profissional (gráfico 10), 82% da amostra têm mais de cinco anos de experiência, o que pode indicar maturidade profissional e desta forma favorecer os resultados da pesquisa. Trabalhos desenvolvidos por Schein (1978) mostram que as pessoas levam de três a cinco anos para consolidar uma identidade profissional.

Gráfico 10: Frequência e percentual do tempo de trabalho na profissão.

Ao se apurar o tempo de permanência no emprego atual (gráfico 11), 63% dos engenheiros trabalham na empresa vigente há no máximo dois anos, enquanto 9% mantêm vínculo com a mesma empresa há mais de cinco anos. Estes dados indicam uma característica das mudanças nas relações de trabalho ocorridas a partir da década de 1980, com contratos de trabalho de menor duração, bem como um alinhamento com as novas abordagens de carreira proteana e sem fronteiras. Ao

cruzar a variável tempo de vínculo à empresa atual com a variável idade não houve interferência nos resultados.

Gráfico 11: Frequência e percentual do tempo de vínculo à empresa atual.

Analisando o regime de contratação (gráfico 12), verifica-se que 76% mantêm contratos de trabalho pelo regime CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, enquanto 23% como “pessoa jurídica”. Ao cruzar a variável regime de contratação com tempo de vínculo à empresa atual não houve interferência nos resultados.

Gráfico 12: Frequência e percentual do regime de contratação atual.

Quanto ao porte da empresa em que os engenheiros trabalham (gráfico 13), 52% são de grande porte, 26% de médio porte e 21% de pequeno porte. Ao cruzar a variável porte de empresa com regime de contratação, não foi identificado nenhum profissional exercendo suas atividades como pessoa jurídica em empresa de grande porte. Este fato pode ser explicado em função de estas empresas terem seu capital aberto na Bolsa de Valores o que torna uma exigência terem seu quadro de profissionais contratados pelo regime CLT. Por outro lado, 62% dos profissionais que exercem suas atividades em empresas de pequeno porte têm contratos como pessoa jurídica, enquanto que nas empresas de médio porte 62,5% têm contratos pelo regime CLT e 37,5% como pessoa jurídica.

Gráfico 13: Frequência e percentual porte da empresa atual.

Na variável nível hierárquico (gráfico 14), 77% dos pesquisados exercem função de liderança, sendo 48% coordenadores, 24% gerência e 5% direção, enquanto que 21% ocupam funções técnicas.

Ao cruzar esta variável com a variável idade, observou-se que para o cargo de coordenação e gerência as idades mínimas foram de 24 e 25 anos respectivamente, tendo maior concentração entre as idades de 26 a 35 anos, ou seja, 67% dos gerentes e 73% dos coordenadores, enquanto que para a posição de direção a idade mínima foi de 35 anos. Estes dados coincidem com as idades apontadas por Dutra (2010) em que os profissionais de nível tático, coordenação e gerência chegam nesta posição por volta dos 30 a 40 anos e os de nível estratégico por volta dos 35 e 45 anos, alguns antes e outros depois, mas a maior parte nesta faixa de idade.

Quando se cruzou a variável nível hierárquico atual com a variável tempo de vínculo na empresa atual, notou-se que para o cargo de direção os três profissionais identificados encontravam-se na empresa atual há mais de dois anos, sendo um entre cinco e dez anos e o outro acima de dez anos, o que pressupõe que posições estratégicas são ocupadas por profissionais da própria empresa e com relativo “tempo de casa”. Já para os cargos técnicos não houve ocorrência de profissionais nas empresas atuais por mais de cinco anos. Para os cargos de coordenação e gerência não houve nenhuma concentração em um período de tempo específico.

A renda mensal identificada na amostra pesquisada (gráfico 15), foi de 53% entre cinco e 10 mil reais, 21% entre 10 e 15 mil reais, 16% acima de 15 mil reais e 8% com renda até cinco mil reais.

Esta variável foi cruzada com as variáveis, idade, nível hierárquico, tempo de vínculo na empresa atual, porte da empresa e regime de contratação, onde foram observados como destaque os seguintes percentuais:

Renda até 5 mil reais: 80% com menos de 30 anos de idade, todos ocupando posição técnica, nenhum profissional há mais de 5 anos na empresa atual; 80% trabalhando em empresas de porte pequeno ou médio e 60% com contratos CLT;

Renda entre 5 e 10 mil reais: 70% com idades entre 26 e 35 anos, 70% coordenadores e 27% nível técnico, 42% com menos de um ano de empresa e 55% entre 1 e 5 anos de empresa, 54% atuando em empresa de grande porte, 82% contratados pelo regime CLT;

Renda entre 10 e 15 mil reais: 54% com idades entre 31 e 35 anos, 100% em posições táticas, sendo 70% em cargo de gerência e 30% em nível de coordenação, o tempo de empresa não interfere nos resultados, 54% atuando em empresa de grande porte e 77% contratados pela CLT.

Renda acima de 15 mil reais: Todos os pesquisados têm acima de 32 anos de idade, sendo que 60% têm mais de 40 anos, 40% ocupam posição gerencial e 30% de direção, o tempo de empresa também não interfere nos resultados, pois 50% encontram-se na empresa atual há menos de um ano, 60% atuam em empresa de grande porte e 70% têm contratos de trabalho pelo regime CLT.

Um resumo abrangente da amostra apresenta os seguintes indicadores: 77% têm idades entre 26 e 40 anos; 87% são homens; 56% são casados; 69% não têm filhos; 82% trabalham com engenharia há mais de cinco anos; 63% estão na empresa atual há menos de dois anos; 76% são contratados pelo regime CLT; 78% atuam em empresas de grande e médio porte, 77% ocupam posição de liderança e 74% têm renda mensal entre 5 e 15 mil reais.

A seguir serão apresentados os resultados na segunda parte da pesquisa.