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Om overvåkningssystemene og datakildene

Quanto à capacidade instalada de recebimento de leite, observou-se que a grande maioria das indústrias isoladas têm pequeno porte, indicando a necessidade de implementação de processos de evaporação e secagem e processos de membranas no aproveitamento do soro de leite em uma unidade centralizadora que dispõe das referidas instalações para produzir os produtos acima citado, conforme (APV SISTEMS, 2001).

Neste sentido o conceito de PAULI (1996), poderia ser aplicado na formação dos chamados conglomerados industriais, embora individualmente cada laticínio deva buscar alternativas de gerenciamento de seus resíduos e segundo TIMOFIECSYK et al. (2000), as técnicas de prevenção da poluição e minimização de resíduos devam ser analisadas como alternativas importantes à redução da poluição.

Como citado por MAIMON (1996) e KIPERSTOK (1999), a prevenção da poluição e minimização de resíduos revelam uma atitude pró-ativa ao longo de todo o processo deixando de lado as tecnologias de controle da poluição, proporcionando a minimização do volume e carga poluidora dos efluentes de laticínios sendo ponto fundamental para a redução dos custos de um sistema de tratamento de efluentes. Para BRAILE (1971), por esta razão, todo soro produzido deve ser conduzido para a central e/ou unidade que faça parte do processo.

Como apresentado por AMANTE (1997), o conceito de valorização de resíduos deve explorar o potencial dos mesmos e ser aplicado na obtenção de soro e derivados em pó. Os processos de evaporação, secagem e processos de membranas conduzirão à sua minimização, devendo ser considerada na elaboração de políticas industriais por órgãos governamentais e/ou pela iniciativa privada.

Para a indústria de laticínios o aproveitamento do soro de leite pode vir a atender às necessidades das demais indústrias de alimentos, pois conforme relatado por LAGRANGE e DALLAS (1998) e DALLAS (1999), o uso do soro e derivados em pó proporciona um aumento de rendimentos de produção e redução de custos quando comparado a outras

alternativas existentes e neste caso a obtenção do soro em pó e derivados pelas indústrias de laticínios nacionais deve ser pensado enquanto alternativa de fonte de renda adicional.

Ainda no contexto de aplicação de alternativas no gerenciamento de resíduos, a implementação do Sistema de Gestão Ambiental tem um papel importante para pequenos laticínios de uma mesma região, pois pode propiciar a sua união, reduzindo significativamente os custos de implantação, relata GESTÃO AMBIENTAL (1998).

De acordo com os dados de PRIMO (2001), o Brasil é um grande importador de lácteos e a importação de soro de leite em pó tem tido uma evolução crescente entre os anos de 1995 e 2000. Porém, como demonstrado neste trabalho, os laticínios do Estado de Minas Gerais, considerados, podem contribuir e/ou suprir a necessidade de importação de soro e seus componentes.

JANK et al. (1998) e DE NEGRI et al. (1998), relatam que os produtos lácteos são internalizados basicamente pelos chamados “importadores sem fábricas” a preços competitivos, seja graças aos subsídios praticados na origem do produto (caso da União Européia), seja pelos baixos custos de produção (países da Oceania) e, principalmente devido aos preços dilatados de pagamentos a menores taxas de juros obtidos pelos importadores.

SALEJ (2000), afirma que a inviabilização do beneficiamento do soro de leite no Brasil é ocasionado pelos elevados subsídios praticados na Comunidade Européia, e que esta falta de beneficiamento representa uma perda de renda para o setor. Caso ocorresse, haveria significativa melhoria das condições ambientais e sociais nos locais de forte produção de leite e seus derivados como mostrado nos mapas digitalizados as concentrações dos municípios que contém unidades que processam queijos nas regiões onde nascem os rios das principais bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais.

Quanto aos subsídios praticados pela Comunidade Européia, PRIMO (2001), relata que houve compromisso a partir do acordo agrícola da rodada do Uruguai em reduzi-los, porém não se pode esperar que apenas essas medidas proporcionem a viabilização do aproveitamento do soro de leite.

GESTÃO AMBIENTAL (1998), relata que o objetivo principal do aproveitamento tecnológico/racional do resíduo do laticínio é a redução dos custos de funcionamento de uma estação de tratamento de efluentes e agregar valor a um derivado lácteo, que pelas suas características nutricionais pode representar uma fonte a mais de receitas financeiras, confirmadas através da analise de viabilidade técnica-econômica neste trabalho.

Os resultados fornecidos pelo estudo da avaliação técnico-econômica comprovam a viabilidade de instalar uma unidade com capacidade de processar 500.000 litros de soro/dia, tendo em vista a grande disponibilidade de matéria-prima não aproveitada e indicadores financeiros TIR e VPL plenamente compatíveis com retorno esperado por possíveis empreendedores.

De outro lado à demanda interna por produtos derivados do soro de queijo, apontadas nas crescentes importações desses produtos (+ 30% ao ano, em média) justificam por se só a implantação de uma unidade no Brasil, que contribuiria para uma redução no déficit da balança comercial de US$ 24,904 milhões (EMBRAPA, 2002).

O estudo locacional realizado neste trabalho mostrou que as unidades estudadas estão localizadas principalmente nas mesorregiões Sul/Sudoeste de Minas, Zona da Mata, Triângulo/Alto Paranaíba, Vale do Rio Doce e Metropolitana Belo Horizonte. Nas doze mesorregiões contém unidades consideradas neste estudo, no total de 371 e juntas geram o volume de 4.670.120 (quatro milhões seiscentos setenta mil e cento e vinte litros de soro/dia) conforme mostrado na Tabela 12.

Como não há o valor de comercialização para a matéria-prima (soro de queijo) no mercado (publicado) a ser utilizado como referência neste trabalho, sendo que o valor praticado por algumas empresas nos Estados de Minas Gerais e Paraná é de três centavos por litro, decidiu-se verificar o seu impacto sobre o investimento, através dos três cenários propostos.

Os três cenários (Otimista, Provável e Pessimista) mostraram que o projeto de investimento para a unidade processadora é dependente do preço a ser atribuída a matéria- prima (soro de queijo), pois o percentual dos componentes (produtos) de interesse contido no soro, somam 6,5%, sendo necessário grande volume, no caso, 500.000 litros de soro/dia.

O Cenário Provável é o mais realista, apresentou TIR igual a 20,56%, o VLP foi de R$ 5.409.756,36 e o Tempo de Retorno do Investimento foi de 4 (quatro) anos. A maior parte do volume de soro produzido, atualmente não está sendo aproveitado, seria pouco provável que as empresas o entregaria a unidade processadora por um valor nulo que corresponde ao cenário Otimista, a não ser se elas obtiverem algum incentivo por parte dos órgãos governamentais ou por algum benefício que a unidade processadora oferecesse. Este cenário apresentou a TIR de 32,66% o VLP foi de R$ 28.056.432,50 e o Tempo de Retorno do Investimento de dois anos. Quanto ao cenário Pessimista (valor do soro R$ 0,10), os resultado para a TIR 6,88% foi menor que a TMA (Taxa Mínima de Atratividade) 15%, o Valor

Líquido Presente foi negativo (R$ -17.236.919,79), não sendo, portanto, visto com bons olhos por organismos financiadores, mesmo apresentando o Tempo de Retorno do investimento igual a 7 anos.

O gráfico da análise de sensibilidade sumarizou as simulações de impacto nas variações dos parâmetros, sujeitos a influências na tomada de decisão do investimento.

Pode-se observar que o parâmetro que mais influenciou na TIR foi o custo atribuído à matéria-prima, em função da escala de variações definida na metodologia utilizada.

Através da utilização dos softwares MapInfo Profissional e LogWare foi possível digitalizar e localizar as unidades nos respectivos municípios, assim como, fazer a localização dos possíveis locais de implantação da unidade processadora, unidade concentradora e armazenadora. Os municípios candidatos que atendem a disponibilidade do soro (500.000 litros) a ser utilizado foram: Três Corações (Sul/Sudoeste de Minas), Ibiá (Triângulo/Alto Paranaíba), Resplendor (Vale do Rio Doce), Muriaé (Zona da Mata), Contagem (Metropolitana Belo Horizonte), conforme estão mostradas nos mapas.

O Quadro 27 exibe os municípios, volumes disponível em suas redes de captação de soro e as suas respectivas taxas de transporte.

Quadro 27 – Municípios candidatos para instalação da unidade processadora

Municípios Volume Disponível na Rede Captação (l) Taxa de Transporte

1 - Contagem 520.905,00 0,91664

2 – Ibiá 707.280,00 1,04428

3 – Muriaé 529.585,00 0,77529

4 – Resplendor 694.785,00 1,04428

5 – Três Corações 609.700,00 1,04664

Verifica-se no Quadro 27 que dentre os cinco municípios, o que apresenta maior possibilidade de receber a unidade processadora de soro de queijo é o Município de Ibiá, situado na mesorregião Triângulo/Alto Paranaíba foi escolhido por possuir maior volume de soro disponível na rede de captação e a segunda maior taxa de transporte, conforme mostra a Figura 46.

O Estados Unidos são o maior produtor mundial de produtos de soro, fabricando mais de 800.000 toneladas anualmente de derivados de soro em pó (USDEC, 1998). Parte deste soro está vindo para o nosso país, conforme dados já citados. Caso não houvesse uma vantagem que seja, eles estariam, ainda processando o soro oriundo da industrialização do