• No results found

Matematisk modellering av covid-19 i Norge

O ponto de nivelamento ou ponto de equilíbrio representa a situação em que os custos totais se igualam à receita total. É calculado pela fórmula:

Em valores monetários isto significa dizer que a empresa tem que faturar no mínimo R$ 14.550.466,37 anuais para poder sobreviver no mercado. Ou ainda ter venda de no mínimo 4.201 toneladas de produtos para cobrir todos os seus custos fixos e variáveis, necessitando de trabalhar 36,1% da capacidade de operação. Este valor confere ao projeto uma certa margem de segurança em relação aos produtos importados.

Custo Fixo PN =

Porém, fatores ligados à renda da população e a demanda por produtos em pó oriundos do soro de queijo que compõe o mercado interno.

Para apurar o Ponto de Nivelamento, foram atribuídos neste estudo o montante das despesas tributária e Contribuições na composição do item Custos Fixos (salários e encargos), em razão de que aqueles dependem de uma melhor classificação contábil quando em pleno funcionamento da unidade e estão sujeitos ao Plano Operacional Estratégico, a exemplo de verbas de publicidade, seguros, etc.

Graficamente o ponto de nivelamento pode ser visto na Figura 38. Ele está representado no encontro da linha da receita com a linha dos custos totais. A região do gráfico entre as linhas de custo total e receita total, abaixo do ponto de nivelamento, refere-se a prejuízos; e a região acima refere-se aos lucros.

- 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000 35.000 40.000 45.000 em Vendas: 14.550.466,37 .

RECEITA TOTAL CUSTO FIXO CUSTO VARIAVEL TOTAL

Figura 38 – Ponto de nivelamento da unidade produtora.

4.3.9. Análise de sensibilidade

Para melhor avaliar o impacto das variações dos parâmetros mais sujeitos a incertezas, uma Análise de Sensibilidade foi realizada nos itens relevantes do projeto: Receita, Custos Totais, Insumos e Investimento.

Desse modo, foram alterados individualmente os valores de cada parâmetro, que sofreram a variação de uma escala entre -100%, -90%, -50%, ... -10%, -6%, -3% e

assim sucessivamente até o limite de + 100%. A cada variação obtinha-se um novo valor para a TIR que, plotados em um gráfico, geraram as Figuras 39, 40 e 41.

Foram propostas três situações (cenários) diferentes: otimista, provável e pessimista, para os quais se manteve fixos os preços pagos pela matéria-prima e promovendo variações nos demais parâmetros.

O cenário otimista, em que a Unidade Processadora determina a aquisição do soro sem qualquer remuneração, pressupõe amplas condições de negociação e a disponibilidade de estrutura de captação da matéria-prima nas instalações das empresas que a produzem. De outro lado, havendo a disponibilidade de soro no próprio local de implantação do Projeto, está se assumindo que ao custo zero não há remuneração para um subproduto que, até então, apenas representa gastos na implantação e manutenção de sistemas de tratamento de efluentes. Para a situação Provável, considerada mais provável no presente trabalho, mantém-se fixado o preço da matéria-prima em R$ 0,05 por litro, alterando os demais parâmetros.

Para o cenário pessimista, com preço do soro fixado em R$ 0,10 por litro, não há atratividade na implantação da Unidade Processadora, que, sob o ponto de vista de retorno dos investimentos, apresenta indicadores que não recomendam a realização do empreendimento.

A comparação entre os três cenários propostos é mostrada nas Figuras 39, 40 e 41 que apresentam os efeitos simulados. A inclinação das linhas indica o grau de sensibilidade de cada variável, dentro da faixa de variações considerada. Desse modo, gráficos em que as linhas apresentam baixa inclinação representam investimentos menos sensíveis às alterações nos parâmetros considerados e vice-versa.

0,18% 12,84% 23,23% 37,17% 41,58% 50,23% 58,70% 82,55% 18,33% 19,48% 40,79% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00% 90,00% -120% -80% -40% 0% 40% 80% 120% Variação (%) TIR Receitas Investimento Custos

Figura 39 – Gráfico da sensibilidade para a unidade com capacidade operacional de 500.000 litros de soro/dia – Cenário Otimista (R$ 0,00).

-8,07% 12,62% 17,88% 28,42% 5,22% 0,62% 15,51% -5,12% -9,65% -15,00% -10,00% -5,00% 0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% 25,00% 30,00% 35,00% -120% -80% -40% 0% 40% 80% 120% Variação (%) TIR Receitas Investimento Custos

Figura 40 – Gráfico da Sensibilidade para a Unidade com Capacidade Operacional de 500.000 litros de soro/dia – Cenário Pessimista (R$ 0,10)

-14,06% 9,90% 30,08% 55,57% 9,67% 5,62% 29,15% -20,00% -10,00% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% -120% -80% -40% 0% 40% 80% 120% Variação (%) TIR Receitas Investimento Custos

Figura 41 – Gráfico da Sensibilidade para a Unidade com Capacidade Operacional de 500.000 litros de soro/dia – Cenário Provável (R$ 0,05)

Na avaliação dos riscos e incertezas de tomada de decisão pela realização dos investimentos, observa-se que o projeto apresenta maior sensibilidade à variação do investimento, dado ser em valores elevados, sugerindo que este fator concentra maior suscetibilidade à sobrevivência do empreendimento.

Evidencia-se na análise que a capacidade de realização das receitas aliada a manutenção das premissas de preços das aquisições de matéria-prima podem conduzir o negócio ao sucesso. Assim, a gestão do negócio exigirá que se promova forte atuação no marketing para realização das receitas, o que conduzirá a taxa interna de retomo a um patamar bastante atrativo, do ponto de vista do potencial investidor.

No item de contas operacionais, ainda que a amplitude de variação utilizada tenha sido grande (76%), não se observou significativa mudança nas TIR´s, demonstrando que o projeto é pouco sensível a este item. Mantidas as premissas de preços da matéria-prima, demonstrando que a sobrevivência do projeto ficará ameaçada por pequenas alterações no custo da matéria-prima (soro de queijo) ou no montante investido.

As comparações entre os cenários extremos estão sumarizadas nos itens a seguir (Tabelas 24 e 25):

Tabela 23 – Resumo de Viabilidade Econômico-financeira para Implantação de Unidade Processadora de Soro de Queijo – Cenário Otimista

DADOS GERAIS INVERSÃO DE CAPITAL

Volume de Vendas (kg/ano) 11.648.000 Equipamento $ 54.814.700,00 Preço Médio Unitário (R$/kg) $ 3,46 Capital de Giro $ 2.086.237,39 Imposto de Renda e CSLL (%) 34,00% Investimento Total $ 56.900.937,39

Custo do Capital (%) 17,50%

Períodos de Projeção (anos) 10 CÁLCULO DO VPL E DA TIR

Custo de Capital 17,50%

CUSTOS VARIÁVEIS E FIXOS TMA 15,00%

Custos Variáveis $ 11.826.312,45 VPLR$ 28.056.432,50 Custos Fixos $ 7.197.549,23 Pay-back (anos) 2 Custos Totais $ 19.023.861,68 TIR 32,66%

UNIDADE PROCESSADORA

Capacidade Operacional 500 mil l/dia

Tabela 24 – Resumo de Viabilidade Econômico-financeira para Implantação de Unidade Processadora de Soro de Queijo – Cenário Pessimista

DADOS GERAIS INVERSÃO DE CAPITAL

Volume de Vendas (kg/ano) 11.648.000 Equipamento $ 54.814.700,00 Preço Médio Unitário (R$/kg) $ 3,46 Capital de Giro $ 3.881.222,50 Imposto de Renda e CSLL (%) 34,00% Investimento Total $ 58.695.922,50

Custo do Capital (%) 17,50%

Períodos de Projeção (anos) 10 CÁLCULO DO VPL E DA TIR

Custo de Capital 17,50%

CUSTOS VARIÁVEIS E FIXOS TMA 15,00%

Custos Variáveis $ 28.945.232,45 VPL(R$ 17.236.919,79) Custos Fixos $ 7.197.549,23 Pay-back (anos) 7 Custos Totais $ 36.142.781,68 TIR 6,88%

UNIDADE PROCESSADORA