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4.6 En oversatt retorikk

Eagly (1994) define a atitude como uma tendência psicológica que é

manifestada pela avaliação de uma questão particular com certo grau de aprovação

ou desaprovação. A tendência psicológica refere ao estado interno da pessoa e a

avaliação refere a todas as classes de repostas, evidentes ou não, podendo estar

divididas em comportamentais (as ações), cognitivos (pensamentos) e afetivos

(sentimentos e emoções).

De acordo com Allport (1973), as atitudes exprimem o que a pessoa sente em

relação a certas situações e avaliam a questão em particular com um certo grau de

aprovação ou desaprovação.

Nunnally (1970) refere que as atitudes dizem respeito aos sentimentos sobre

determinados objetos sociais – objetos físicos, tipos de indivíduos, determinadas

pessoas (geralmente personalidades), instituições sociais, políticas e outros. Coloca

também que existem diferenças entre interesses e valores das atitudes.

Segundo esse autor, as atitudes são sempre relativas a um determinado

“alvo” ou objeto, diferentemente dos interesses e valores que, por sua vez, se

referem a numerosas atividades.

Também, em relação às atitudes, Guilford (1954) destaca que a atitude seria

uma disposição pessoal, presente em todos os indivíduos, podendo variar em

diferentes graus, assim, o indivíduo reage de maneira positiva ou negativa a objetos,

situações, fatos, indivíduos, proposições, etc.

Quanto às atitudes e percepções com relação ao usuário de álcool e outras

enfermeiros com relação ao alcoolismo, realizado na Universidade Federal de São

Paulo com estudantes, enfermeiros assistenciais e docentes do curso de

Enfermagem, verificou que os enfermeiros reconhecem o alcoolismo como doença

que deve ser tratada, e não punida; porém que poucas são as satisfações pessoais

e profissionais em trabalhar com esta população.

Reyes e Luis (2004) ao estudarem as atitudes de enfermeiras de um

complexo hospitalar na Bolívia, em relação ao paciente alcoólico, através de uma

escala de atitudes composta por cinco sub-escalas, verificaram que as enfermeiras

concordam que a vida do alcoólatra é desagradável, porém não são os pacientes de

sua preferência e declaram indiferença quanto a se sentir confortáveis na oferta da

assistência oferecida a esses pacientes. O estudo mostrou, também, que

conceituam o alcoólatra como paciente grave e irrecuperável.

Segundo as autoras, as atitudes das enfermeiras refletem as influências do

seu meio pessoal, profissional e provavelmente da formação de enfermagem sobre

esse tema.

Um estudo realizado por Vargas (2001) a respeito das atitudes dos

enfermeiros em relação ao alcoolismo num hospital geral, conclui que há um forte

valor moralista, onde, apesar dos enfermeiros reconhecerem que o alcoolismo seja

uma doença, preferem não trabalhar com esta clientela.

Ferreira e Luis (2000) verificaram em uma pesquisa realizada em instituições

psiquiátricas sobre a opinião de uma equipe de enfermagem a respeito do uso e do

usuário de drogas, que tais pessoas eram vistas como instáveis emocionalmente e

sem força de vontade.

Martins e Corrêa (2004) buscaram compreender o significado do trabalhar

geral, revelaram que esse manejo se mostra aos trabalhadores em sua essência, um

trabalho “como outro qualquer”, sendo significativa a ênfase dada ao fazer em

detrimento da prática reflexiva; revelou também um receio de falar sobre o “proibido”,

o que “compromete”, sendo a droga enfocada como uma possibilidade real de uso

no cotidiano dessa equipe.

Campos (2000), estudando também os conceitos, sentimentos e práxis da

equipe de enfermagem de um pronto-socorro geral sobre alcoolistas, encontrou que

os sentimentos atribuídos a estes era de medo, pena e raiva, e que a assistência

prestada era baseada na abordagem biologicista.

De acordo com Rassol (2000) e Samet (1997), a maioria dos problemas

relacionados ao uso de drogas pouco é detectada quando esses pacientes procuram

os profissionais da atenção primária, ou quando o fazem, estes relutam em dar

continuidade ao tratamento.

Tal situação também se reflete em hospitais psiquiátricos. Em um estudo

sobre o cuidado de enfermagem ao dependente de substancias psicoativas,

realizado por Farias (2000), observou que este se resume à vigilância, punição e

encaminhamento para outros profissionais, principalmente o médico.

Na tentativa de identificar as dificuldades que os profissionais da atenção

primária à saúde apresentam ao manejarem com pessoas usuárias de drogas; em

uma pesquisa,realizada Aalto e Seppä (2002) com 1000 pacientes, concluíram que

o uso de álcool ou outras drogas é raramente abordado pelos profissionais.

Em relação à opinião dos enfermeiros que atuam na atenção primária através

das Unidades Básicas de Saúde, sobre os usuários de drogas, Sprígico e Alencastre

(2004), através de análises das falas, mostraram que as opiniões concentram-se na

com pouca clareza, poderiam indicar que as transformações sociais da atualidade

contribuem para a “desregulamentação” do uso de drogas, aproximando-se da

abordagem Crítico-Holístico de Saúde Internacional.

Através da análise dos estudos, pode-se perceber que atitudes neutras e

negativas dos enfermeiros podem ser conseqüências de um ensino ainda pouco

estruturado nesse tema na formação de diferentes profissões contribuindo para o

comprometimento da oferta de cuidados a essa população. A educação formal sobre

o uso de álcool e suas conseqüências apresenta limitações, principalmente no

âmbito da assistência, nos cuidados adequados e no manejo dos pacientes com

problemas ou dependentes de álcool.

Apesar dessas pesquisas serem destinadas particularmente aos profissionais

enfermeiros, pode-se, possivelmente, inferir que a mesma situação se estenda aos

demais profissionais que atuam na atenção primária.

Possivelmente existem dificuldades significativas nos profissionais e não

profissionais que atuam na atenção primária, quanto ao manejo dos pacientes

usuários de drogas na prática cotidiana. Tais dificuldades podem estar relacionadas

a diversos fatores, além da formação educacional, devido à complexidade do próprio

tema, as representações sociais (por muitas vezes negativa) dos usuários de

drogas. Não tendo a intenção de esgotar o assunto, a presente investigação se

Identificar as atitudes dos profissionais do Programa Saúde da Família frente ao uso,

uso nocivo e dependência de drogas.

Comparar as atitudes entre os profissionais de saúde do Programa Saúde da

Família quanto a escolaridade (nível superior e não superior) frente ao uso, uso