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Overordnet vurdering av styring og kontroll

In document Årsrapport 2015 - Forskningsrådet (sider 58-84)

3.7 O PPFØLGNING AV L ANGTIDSPLANEN

4.1.4 Overordnet vurdering av styring og kontroll

A discussão do contexto da pesquisa se inicia na descrição das habilidades médias do desempenho dos alunos das escolas do SESI-SP, segundo a Teoria Clássica de Testes, em Língua Portuguesa do 1º ano do ciclo III (5ª série) avaliados no período de 1999 a 2008, conforme a tabela 1.

Tabela 1- Médias de habilidades em Língua Portuguesa - 1º ano do ciclo III (5ª série)

Ano de avaliação 2000 2001 2002 2003

N º de alunos considerados 15680 15016 14429 13464

Habilidade média 36,9 46,5 41,9 46,1

Desvio padrão 12,5 12,4 15,2 9,2

A observação dos dados da tabela revela porque os resultados da avaliação de 2000 causaram um desconforto nos educadores da rede de ensino. Numa escala de 0 à 100, os estudantes obtiveram uma média de habilidades igual a 36,9 pontos e nos anos subsequentes não atingiram 50, 0 pontos. Uma das hipóteses levantadas para justificar esses resultados do primeiro ano de avaliação foi que os alunos não sabiam preencher corretamente as folhas de respostas, no entanto, no terceiro ano de avaliação, verifica-se um declínio na média.

No ano seguinte, em 2001, ocorreu uma progressão considerável, ou seja, um crescimento de 9,6 pontos. Como os resultados se referem a um sistema de ensino com aproximadamente 180 escolas, algumas proposições podem ser elencadas na tentativa de explicar o progresso observado entre a primeira e a segunda avaliação. Dentre elas destacam-se: preparação dos estudantes dessa faixa etária para o preenchimento de gabaritos (folha de respostas); realização de simulados nas aulas; trabalho nas aulas de Língua Portuguesa, utilizando os conteúdos em que os alunos obtiveram menor desempenho; maior conscientização dos alunos, pais, professores e equipe pedagógica em relação à importância da avaliação em larga escala. Ressalta-se que a avaliação de 2001 ocorreu no mês de novembro e que, em fevereiro desse mesmo ano, iniciou-se no SESI-SP o projeto de formação continuada dos professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental de todos os componentes curriculares.

Surpreendentemente, em 2002, os resultados das habilidades médias dos alunos demonstram uma queda de 4,6 pontos. Naquele ano da avaliação foram priorizadas nas provas, questões que exigiam do estudante habilidades mais complexas de leitura e interpretação de diferentes gêneros textuais. Os resultados indicaram que os alunos possuíam apenas a capacidade de localizar informações explicitas nos textos, porém, ainda era bastante precária a interpretação de textos utilizando-se das informações implícitas.

O último ano desse ciclo de avaliações foi 2003, quando os alunos da 5ª série foram avaliados em Língua Portuguesa. Os resultados indicam um crescimento no desempenho dos estudantes em relação a 2002, porém, ainda não se chegou a

alcançar a média obtida em 2001. Com base nessa análise, observa-se que os resultados dos desempenhos dos alunos do 1º ano do ciclo III (5ª série) em Língua Portuguesa do SESI-SP, fornecidos pela avaliação em larga escala no período de 2001 a 2003, indicam poucos avanços em relação à melhoria da aprendizagem.

Em 2005 e 2008, os alunos matriculados no ciclo III (5ª série) não foram avaliados em Língua Portuguesa e Matemática. A avaliação passou a verificar a aprendizagem dos estudantes do 1º ano do ciclo II (3ª série) em 2005 e do 2º ano do ciclo II (4ª série) em 2008. Dadas circunstâncias, não é possível realizar comparações que possibilitem uma análise na perspectiva proposta neste trabalho, sendo assim, esses resultados não serão considerados na pesquisa. Salienta-se que esse tipo de alteração no processo de avaliação de larga escala é um fator negativo quando se pretende, por meio dessa dimensão avaliativa, identificar aspectos a serem aprimorados no sistema educacional e encaminhar a tomada de decisões, tanto na dimensão da escola, quanto por parte da gestão.

A análise dos desempenhos dos alunos do 1º ano do ciclo III (5ª série) em Língua Portuguesa num período de quatro anos (2000, 2001, 2002 e 2003) de avaliação em larga escala, permitiu observar que, embora tenham ocorrido oscilações nas médias de habilidades, houve um crescimento de 9,2 pontos.

As provas de Língua Portuguesa também foram aplicadas aos alunos do 2º ano do ciclo V (8ª série) no período de 1999 a 2008. A seguir, na tabela 2, são apresentadas as médias de habilidades obtidas por esses estudantes. Os resultados de 2008 não serão analisados, pois houve uma mudança na forma como as habilidades médias foram calculadas e apresentadas pelos avaliadores à instituição, o que não possibilitou uma análise comparativa. Mesmo assim, optou-se por manter essas informações na tabela, pois, posteriormente, outras informações fornecidas pela avaliação de 2008 serão objetos de estudo nesta pesquisa.

Tabela 2 - Médias de habilidades em Língua Portuguesa - 2º ano do ciclo IV (8ª série) Anos de avaliação 1999 2000 2001 2002 2003 2005 2008 N º de alunos considerados 14156 14506 14728 13774 12839 13172 12467 Habilidade média 50,0 55,0 54,2 54,7 57,5 58,2 7,5

Desvio padrão 16,0 13,8 11,2 13,6 11,0 11,4 Não

consta Fonte: relatórios finais dos resultados das avaliações externas do SESI-SP de 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2005 e 2008.

Observa-se que as médias das habilidades progrediram em 8,2 pontos no período de 1999 à 2005, no entanto, os dados dos desempenhos dos estudantes mostram novamente que a maior elevação das médias de habilidades ocorreu no segundo ano de avaliação, passando de 50,0 para 55,0 pontos. Tal observação sugere-nos questionar: porque os desempenhos praticamente estacionaram nos próximos anos de avaliação?

Os resultados indicam que em 2001 também houve uma redução de aproximadamente 1,0 nas médias, voltando a crescer nos anos subsequentes, diferentemente do que ocorreu com os resultados de desempenho apresentados pelos estudantes do 1º ano do ciclo III (5ª série). Uma hipótese para tal crescimento, segundo educadores da rede, pode ser a influência da formação continuada oferecida em serviço aos professores de 5ª à 8ª séries de Língua Portuguesa com especialistas da área, enquanto os educadores das séries iniciais do ensino fundamental tiveram formação continuada com técnicos polivalentes que abordavam conteúdos de todos os componentes curriculares, sem condições de aprofundar os estudos em Língua Portuguesa.

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