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Overføring til andre statsregnskap 58

In document medregnet folketrygden (sider 58-61)

Não podemos ignorar que este ciclo coincide com uma fase extremamente importante do crescimento da criança – a adolescência -, com todas as transformações que a caracterizam: cognitivas, físicas, afectivo-emocionais, socioculturais …

Recordando Piaget e os seus estádios de desenvolvimento cognitivo, na faixa etária correspondente a este ciclo, a criança, para além das operações concretas (fase muito importante para aquisição da noção de “conceito”), já consegue realizar operações formais, usando o pensamento abstracto e o raciocínio hipotético-dedutivo, identificando e compreendendo diferentes formas de perspectivar a realidade. A criança percebe que existem pontos de vista diferentes do seu sobre a mesma situação.

Será necessário ter em atenção e compreender todas estas mudanças bem como fazer uma articulação com as práticas sociais da linguagem, enquanto contributo para a formação do indivíduo e do exercício da cidadania.

Assim, nesta fase da aprendizagem, deve ser feita uma análise criteriosa das experiências do 2º ciclo, partindo das representações, conhecimentos, estratégias e atitudes pessoais para dar continuidade ao trabalho anterior. Também devem ser desenvolvidas “as capacidades de pesquisa, de levantamento de hipóteses, de abstracção, de análise e de síntese, em direcção a um pensamento cada vez mais formal”. Pretende-se, deste modo, “o alargamento e a complexificação de formas de raciocínio, de organização e de comunicação de representações, saberes e pontos de vista pessoais”60.

Neste ciclo são consolidadas e sistematizadas aprendizagens que assegurem o domínio da comunicação oral e escrita em situações formais e informais. O recurso a categorias de carácter metalinguístico, metatextual e metadiscursivo permite descrever e explicar o uso do português no modo oral e no modo escrito. Ampliam-se e firmam-se aprendizagens que proporcionem desempenhos mais proficientes em cada um desses modos. Potencia-se o acesso a textos e a padrões linguísticos mais complexos, que pretendam desenvolver uma educação cultural e literária com um olhar crítico sobre o real.

No que concerne à produção escrita, deve aprofundar-se o trabalho iniciado na observação, produção, revisão e aperfeiçoamento de textos de múltiplos formatos, com características e funções específicas, levando o aluno a apropriar-se de mecanismos textuais mais complexos, utilizando o modo escrito para pensar, comunicar e aprender.

Quanto ao conhecimento explícito da língua, esta fase de aprendizagem, centra-se em duas vertentes fundamentais: “o conhecimento sobre os factos da língua associado ao domínio da terminologia que os designa” e “a sua mobilização em situações de uso”, visando melhorar as outras competências. O aluno deverá partir do conhecimento intuitivo e implícito que tem da língua e através do treino e do confronto fazer uma reflexão sistemática e consciente que lhe permita explicitar e sistematizar aspectos do sistema linguístico e do seu funcionamento, no plano gramatical e no plano textual, melhorando os seus desempenhos e adquirindo uma consciência (meta)linguística. A consolidação deste saber far-se-á não só em articulação com as outras competências

(oralidade, leitura e escrita) enquanto potenciadoras de uma reflexão sobre os usos da língua, mas também de forma autónoma. O professor deverá ser o regulador de todo o trabalho e proporcionar “oportunidades de aprendizagem variadas”, tais como: actividades de carácter oficinal, actividades de uso instrumental e de reflexão sobre a língua e os textos, sistematização de conceitos através da metalinguagem, mobilização de saberes e construção de utensílios de sistematização e registo com recurso a ferramentas tecnológicas (os aspectos de CEL serão retomados mais à frente).

Resultados esperados no 3º ciclo

Tal como nos ciclos anteriores também neste ciclo os resultados esperados são apresentados nas diferentes competências, respeitando o princípio da progressão e da complexificação dos mesmos, esperando-se que o aluno seja capaz de realizar tarefas cada vez mais complexas, reveladoras de autonomia e de visão crítica.

Neste ciclo a Compreensão e a Expressão do Oral surgem associadas e destacando-se o: -“saber escutar, visando diferentes finalidades, discursos formais em diferentes variedades do Português, cuja complexidade e duração exijam atenção por períodos prolongados”; - “compreender o essencial da mensagem, apreendendo o fio condutor da intervenção e retendo dados que permitam intervir construtivamente em situações de diálogo ou realizar tarefas específicas”; - “interagir com confiança e fluência sobre assuntos do quotidiano, de interesse pessoal, social ou escolar, expondo e justificando pontos de vista de forma lógica”; - “produzir discursos orais correctos em português padrão, recorrendo a vocabulário e estruturas gramaticais diversificados e manifestando o domínio de mecanismos de organização e de coesão discursiva”.

No que respeita à Leitura, para além do esperado nos ciclos anteriores, o aluno deverá: - “ler, de forma fluente, textos de diferentes tipos e em suportes variados para obter informação, organizar o conhecimento ou para aceder a universos no plano do imaginário, adequando as estratégias de leitura às finalidades visadas”; - “posicionar-se enquanto leitor de obras literárias, situando-as em função de grandes marcos temporais e geográfico-culturais, reconhecendo aspectos relevantes da linguagem literária”; - “apreciar textos de diferentes tipos, analisando o modo como a utilização intencional de recursos verbais e não verbais permite alcançar efeitos específicos”; - “estabelecer relações entre a experiência pessoal e textos de diferentes épocas e culturas, tomando consciência do modo como as ideias, as experiências e os valores são diferentemente

representados e aprofundando a construção de referentes culturais”. Na competência de Escrita acresce ao que já foi apresentado para os ciclos anteriores “escrever com autonomia e fluência diferentes tipos de texto (recorrendo a técnicas e processos de planificação, textualização e revisão) adequados ao contexto, às finalidades, aos destinatários e aos suportes de comunicação, adoptando as convenções próprias do género seleccionado” e “produzir textos em português padrão, recorrendo a vocabulário diversificado, a estruturas gramaticais complexas, a mecanismos de organização, de articulação e de coesão textuais, sem esquecer as regras de correcção ortográfica e de pontuação”. No que respeita ao CEL destaca-se o enfoque dado ao carácter reflexivo desta competência, permitindo a explicitação e sistematização de conhecimentos. No final do 3º ciclo o aluno será capaz de: - “reflectir sobre o funcionamento da língua para analisar e questionar os sentidos dos textos”, - “explicitar aspectos fundamentais da estrutura e do uso do português padrão nos diferentes planos do CEL, usando termos próprios”; -“mobilizar o conhecimento reflexivo e sistematizado para utilização correcta

da linguagem oral e escrita, visando o aperfeiçoamento do desempenho pessoal”; - “respeitar e valorizar as diferentes variedades do português, usando o português

padrão como a norma”61.

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