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Reflexão Individual XII – 2, 3 e 4 de junho 2014

A presente reflexão refere-se à décima segunda semana de estágio, em intervi de forma individual. Deste modo, relembrando o que aconteceu no decorrer destes três dias, em que que me coube a mim a gestão do grupo e as propostas educativas, os referentes baseiam-se em aspetos que foram significativos para mim como: o Dia Mundial da Criança e a continuação do projeto.

Na segunda-feira, dia 2, em conjunto com as restantes mestrandas, na instituição, levámos a cabo uma planificação conjunta, com o intuito de comemorar o Dia Mundial da Criança que tinha ocorrido no dia anterior. Assim, em conjunto organizámos diversas atividades para todas as crianças da instituição, com o objetivo de interagirem umas com as outras através de diferentes momentos lúdicos. Segundo Negrine (1994, p. 41) “As actividades lúdicas possibilitam o desenvolvimento integral da criança, já que é através destas actividades que a criança se desenvolve afectivamente, convive socialmente e opera mentalmente.” As propostas educativas consistiram numa apresentação de um teatro “A importância de ser útil”, em diferentes estações: Jogo das sacas, “Mão na farinha”, jogo das latas, jogo com baldes de água, decoração da prenda do Dia Mundial da Criança, modelagem de massa de sal com cor e jogo das sensações. Foi ainda realizada em conjunto com o grupo de crianças uma dança conjunta ao som da música “Chu Chuá”. Considero que a organização destas atividades foi sem dúvida uma mais-valia quer para mim enquanto mestranda quer para as crianças, na medida em que em conjunto com as restantes colegas tivemos oportunidade de dinamizar diferentes atividades. O facto de estarmos distribuídas pelos diferentes jogos permitiu-me estar em contacto com crianças das outras salas com as quais tinha tido pouco ou nenhum contacto. Julgo que o facto de as crianças estarem todas juntas no espaço exterior, também foi importante para elas a nível das interações, assim como no contacto com novas propostas educativas. É de salientar que Negrine (1994, p. 41) considera que

Brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das actividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona ideias, estabelece relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça habilidades sociais reduz a agressividade, integra-se na sociedade e constrói o seu próprio conhecimento.

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No decorrer da semana, dando continuação ao projeto, em conjunto com as crianças decidimos construir um ovo gigante, após a minha questão “Que materiais podemos usar?” a AB respondeu “Revistas redondas.”, registei no meu bloco – revistas - de seguida a Ana aborda-me e diz “Pergunta-lhe o que são revistas redondas.” e qual não foi o meu espanto quando questionei a criança e ao dar-lhe folhas de revista, a AB amarrota primeiro uma folha, e de seguida pega numa segunda embrulhando-a à volta da primeira. Fiquei estupefacta com a ideia da criança, quando referiu “Revistas redondas.” pressupus que fossem revistas com um formato redondo nunca coloquei a hipótese que criança demonstrou. Assim, é importante que o educador questione a criança de modo a compreender as suas intenções, visto que

a capacidade do educador escutar cada criança, de valorizar a sua contribuição para o grupo, de comunicar com cada criança e com o grupo, de modo a dar espaço a que cada um fale, fomentando o diálogo entre crianças, facilita a expressão das crianças e o seu desejo de comunicar (DEB, 1997, pp. 66-67). No decorrer da construção do ovo gigante, enquanto algumas crianças amarrotavam papel e o colocavam no saco de plástico, este rompeu-se, era necessário encontrar soluções. Deste modo, as crianças foram questionadas sobre o que poderíamos fazer para solucionar o problema, ao qual uma das crianças sugeriu que se utilizasse cola, após se verificar que esta não era uma boa opção, decidiu-se utilizar fita-cola. De seguida, após terem cortado a fita-cola, duas das crianças tentavam tapar o buraco, uma segurava na fita-cola com as duas mãos e a outra ajeitava o saco da melhor forma para que a outra criança conseguisse colocar a fita, quando intervi para as ajudar, a Ana sugeriu que os deixasse tentar resolver. De facto as crianças resolveram o problema sozinhas, e eu ao ajudá-las estava a limitar-lhes a sua ação. É essencial que o educador apõe as crianças na resolução de problemas, para que elas próprias procurem soluções, se o adulto o ajudar constantemente será difícil que elas consigam construir estratégias para ultrapassarem os seus obstáculos. Refletindo sobre esta situação será importante que o educador acredite nas crianças e nas suas capacidades.

Em conversa com algumas crianças, estas mostraram interesse em construir um ovo maior, para tal era preciso procurar soluções deste modo, ao conversar com uma das crianças esta olhou para um saco maior que estava na sala e sugeriu que trocássemos por um daquele tamanho. No momento de grande grupo, ao final do dia, a criança propôs às restantes a troca do papel amarrotado para um saco maior, mostrando-lhe o saco que seria o mais adequado, tendo o grupo aprovado a sua sugestão. No dia

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seguinte, algumas crianças procederam à troca do saco e à continuação da colocação do papel amarrotando.

Aquando a conversa dos materiais para a construção do ovo gigante, uma das crianças sugeriu que modelássemos ovos. Deste modo, pegando na ideia da criança, planificámos com o grupo a realização da proposta educativa, sugerida, para o dia seguinte. Após questionar as crianças sobre a massa a utilizar, pensando nos pós e contras, decidiu-mos em conjunto, com elas, optar pela massa DAS. Ao contrário do que pensava, tendo em conta a idade das crianças, tivemos oportunidade de planificar com o grupo de crianças bem como pensar nos materiais que se poderiam usar.

Em suma, considero que esta semana foi muito proveitosa, tendo em conta que me permitiu aperceber de alguns aspetos que devem ser previstos e valorizados pelo educador, proporcionando aprendizagens significativas às crianças através da resolução dos seus problemas sem o constante apoio do adulto. Assim, enquanto futura educadora importa valorizar e investir quer na capacidade de observar quer na capacidade de questionar as crianças, de modo a potenciar nelas o gosto pela descoberta. É importante que improvise de modo a construir estratégias que me permitam compreender o que está por detrás do que as crianças dizem, e motivá-las de forma a que se envolvam nas propostas educativas que resultem em aprendizagens significativas. Acima tudo, é fulcral que me coloque no papel das crianças para que assim consiga adequar as propostas educativas.

Referências bibliográficas

DEB (1997). Orientações curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Ministério da Educação.

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ANEXO 19 – CRONOGRAMA DE EXPERIÊNCIAS EDUCATIVAS REALIZADAS COM

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