9. ANALYSE AV AKTIVITETSMÅL OG SOF-RESULTAT 2020
9.1 T OTAL OMSETNING
O modelo BIBFRAM E é represent ado por meio da sint axe RDF. O Vocabulário BIBFRAM E é volt ado especificament e para a descrição dos recursos. Assim como o format o M ARC define um conjunt o de elem ent os e at ribut os, o Vocabulário BIBFRAM E define um conjunt o de classes e propriedades. Uma classe ident ifica um t ipo de recurso BIBFRAM E, muit o parecido com o que seriam os campos no M ARC, e as propriedades servem para descrever um recurso BIBFRAM E, como os subcampos M ARC, mas mais especificament e para ident ificação de aspect os volt ados aos conceit os.
As principais diferenças ent re o format o M ARC e o BIBFRAM E é que o format o M ARC, sendo um padrão para descrição bibliográfica, é focado em regist ros cat alográficos que são compreensíveis de maneira independent e. O M ARC agrega informações sobre obras conceit uais e seus suport es físicos e usa cadeias de caract eres para seus ident ificadores, como nomes pessoais, ent idades colet ivas, assunt os, dent re out ros que possuem valor fora do próprio regist ro.
O BIBFRAM E é bast ant e focado em mapear os campos do format o M ARC. Isso se deve ao fat o de que milhões dos regist ros que serão t ransformados em recursos BIBFRAM E est ão at ualment e no format o M ARC. Cont udo, como " format o" , o BIBFRAM E é muit o diferent e do M ARC e isso fica claro nas dificuldades que exist em nesse mapeament o. O novo código de cat alogação, o RDA, é uma import ant e font e de element os no Vocabulário BIBFRAM E, apesar do m odelo ser independent e de qualquer conjunt o em part icular de regras de cat alogação. Um fat or que une os dados é o RDA, pois o format o M ARC est á sendo adapt ado para comport ar dados do RDA e o BIBFRAM E est á sendo desenvolvido t endo por base dados do RDA. (LIBRARY OF CONGRESS, 2012)
O BIBFRAM E pode ser serializado, ou seja, armazenado e t ransmit ido, de diversas maneiras. A serialização que segue é um exemplo de uma represent ação em XM L do seguint e regist ro da LC (LIBRARY OF CONGRESS, 2012):
Figura 14 – Regist ro de exemplo da Library of Congress (Font e: ht t p:/ / lccn.loc.gov/ 2001433363)
A obra em quest ão é o relat ório final dos FRBR, publicado pela IFLA (Funct ional
Requirement s for Bibliographic Records: Final Report). O exemplo é ut ilizado pelo relat ório do BIBFRAM E e t raz o mesmo recurso represent ado em t rês Inst âncias (livro impresso, arquivo em PDF e w ebsit e HTM L), associadas com Aut oridades (assunt os, aut ores, edit ores). Int eressant e ressalt ar que essa represent ação não reflet e um mapeament o complet o do regist ro M ARC para BIBFRAM E e t odos os links são ilust rat ivos, não sendo, port ant o, URLs reais. Esse regist ro em uma serialização XM L, ut ilizando o vocabulário BIBFRAM E, pode ser apresent ado da seguint e forma (LIBRARY OF CONGRESS, 2012, p. 16):
<!-- Work -->
<Report id = "http://bibframe/work/frbr-report">
<title>Functional requirements for bibliographic records :</title> <titleRemainder>final report / IFLA Study Group on the Functional Requirements for Bibliographic Records ; approved by the Standing Committee of the IFLA Section on Cataloguing.</titleRemainder> <creator resource = "http://bibframe/auth/org/ifla" />
<subject resource = "http://bibframe/auth/topic/cataloging" /> <subject resource = "http://bibframe/auth/topic/bibliography" /> <subject resource = "http://bibframe/auth/topic/frbr" />
<abstract>The purpose of this study is to delineate in clearly defined terms the functions performed by the bibliographic record with respect to various media, various applications, and various user needs. The study is to cover the full range of functions for the bibliographic record in its widest sense- i.e., a record that encompasses not only descriptive
elements, but access points (name, title, subject, etc.),other 'organizing' elements (classification, etc.), and annotations.
</abstract> <language>English</language> <hasInstance resource="http://bibframe/inst/frbr-1997-09-01:0" /> <hasInstance resource="http://bibframe/inst/frbr-1997-09-01:1" /> <hasInstance resource="http://bibframe/inst/frbr-1997-09-01:2" /> </Report> <!-- Instance --> <HardcoverBook id="http://bibframe/inst/frbr-1997-09-01:0"> <date>1998</date> <place resource=”http://bibframe/auth/geo/münchen” /> <publisher resource="http://bibframe/auth/org/k.g.saur" /> <isbn>359811382X</isbn> </HardcoverBook> <!-- Instance --> <DigitalResource id="http://bibframe/inst/frbr-1997-09-01:1">
<link>http://www.ifla.org/files/cataloguing/frbr/frbr_2008.pdf</link> <format>application/pdf</format> <date>1997-09-01</date> <publisher resource="http://bibframe/auth/org/ifla" /> </DigitalResource> <!-- Instance --> <DigitalResource id="http://bibframe/inst/frbr-1997-09-01:2"> <link>http://archive.ifla.org/VII/s13/frbr/frbr_current_toc.htm</link> <format>text/html</format> <date>2007-12-26</date> <publisher resource="http://bibframe/auth/org/ifla" /> </DigitalResource> <!-- BIBFRAME Topic --> <Topic id="http://bibframe/auth/topic/frbr"> <label>FRBR (Conceptual model)</label>
<hasIDLink resource="http://id.loc.gov/authorities/subjects/ sh2007002541" /> </Topic> <!-- BIBFRAME Topic --> <Topic id="http://bibframe/auth/topic/bibliography"> <label>Bibliography</label> <generalSubdivision>Methodology</generalSubdivision> <hasIDLink resource=”http://id.loc.gov/authorities/subjects/ sh85013838” /> </Topic> <!-- BIBFRAME Topic --> <Topic id="http://bibframe/auth/topic/cataloging"> <label>Cataloging</label> <hasIDLink resource=”http://id.loc.gov/authorities/subjects/
sh85020816” /> </Topic>
<!-- BIBFRAME Organization -->
<Organization id="http://bibframe/auth/org/ifla">
<label>IFLA Study Group on the Functional Requirements for Bibliographic Records</label> <link>http://www.ifla.org/</link> <hasIDLink resource="http://id.loc.gov/authorities/names/nr98013265” /> </Organization> <!-- BIBFRAME Organization --> <Organization id="http://bibframe/auth/org/k.g.saur"> <label>K.G. Saur</label> <link>http://www.degruyter.com/</link> <hasIDLink resource="http://id.loc.gov/authorities/names/nr91037301” /> </Organization> <!-- BIBFRAME Place --> <Place id=“http://bibframe/auth/geo/münchen”> <label>Munich (Germany)</label> <hasIDLink resource=”http://id.loc.gov/authorities/names/n79059670” /> </Place>
Quadro 3 – Serialização XM L ut ilizando vocabulário BIBFRAM E
Os relacionament os exist ent es nesse regist ro de exemplo em XM L podem ser visualizados graficament e na figura 15.
Figura 15 - M odelo RDF associado a serialização XM L. (Font e: LIBRARY OF CONGRESS, 2012, p. 19, adapt ado)
Nessa represent ação (figura 15), as relações do regist ro ficam claras: o regist ro se refere a um it em cujo aut or é o Grupo de Est udos da IFLA; t em como assunt o o t ema Cat alogação; e possui t rês inst âncias, que est ão associadas a dois publicadores diferent es.
Uma list a at ualizada com o vocabulário complet o do BIBFRAM E, cont endo os ident ificadores (URIs) e seus rót ulos, pode ser visualizada no Anexo A dest a dissert ação (últ ima at ualização feit a em Julho/ 2013).
Além da experiência de ut ilização de modelos que seguem as t ecnologias do Linked
Dat a no cerne da própria LC, algumas out ras bibliot ecas e cent ros de document ação do mundo t iveram iniciat ivas de implement ação: a Bibliot eca Nacional Brit ância (Brit ish
Library), a Bibliot eca Nacional Alemã (Deut sche Nat ionalbibliot hek), a OCLC (Online
Comput er Library Cent er), dent re out ras.
O BIBFRAM E é o pont o de ent rada formal da comunidade bibliot ecária para se t ornar part e da Web. Ao invés de agrupar t udo com o um único regist ro e de pot encialment e duplicar informações exist ent es em diversos regist ros, o modelo BIBFRAM E se det ém essencialment e nas relações exist ent es ent re os recursos (relações obra-obra; relações obra- inst ância; relações obra-aut oridade), ut ilizando ident ificadores cont rolados para coisas (pessoas, lugares, idiomas et c.). O format o M ARC emprega algumas dessas ideias, cont udo o BIBFRAM E busca fazer isso como regra e não exceção. Regist ros M ARC podem ser t ransformados em recursos BIBFRAM E, por meio de ferrament as que fazem essa conversão.
6 CONCLUSÕES
Para que os cat álogos bibliográficos possam fornecer uma int erface mais amigável e buscas mais eficient es, são necessários maiores esforços conceit uais e t ecnológicos em suas bases e const rução. Em out ras palavras, é preciso que os cat álogos sejam const ruídos de forma mais complexa na sua camada int angível (de est rut uras, dados e met adados), para que possam ser cada vez m ais sim ples e de fácil ut ilização na cam ada de apresent ação. Nest e sent ido, o uso dos FRBR t raria melhorias relevant es a essas bases de dados, levando em cont a, principalment e, que seus conceit os foram est abelecidos t endo por base não só o cat álogo e a descrição dos recursos, mas t ambém fat ores que envolvem a relação ent re o humano e a t ecnologia, na qual a preocupação com o usuário fica evident e.
O modelo conceit ual FRBR t raz component es import ant es para que se possa visualizar a relação ent re a represent ação descrit iva e a propost a de organização de recursos da Web Semânt ica. Para t ornar os dados bibliográficos visíveis na Web, seria necessário, primeirament e, que eles possuíssem ident ificadores na forma de URIs. Algumas iniciat ivas permeiam as at ividades do Dublin Core M et adat a Init iat ive (DCM I), cujo t rabalho envolve a manut enção e desenvolviment o de met adados para a descrição de recursos Web, sendo considerado a base para a int eroperabilidade no ambient e digit al. A DCM I possui um conjunt o de element os pré-definidos para a descrição de recursos e at ribuição de ident ificadores URI aos seus met adados. Out ra iniciat iva da DCM I é o DCAM - Dublin Core
Abst ract M odel, que t em por objet ivo expressar os met adados Dublin Core em RDF. (CATARINO; SOUZA, 2012)
Os códigos de cat alogação, vocabulários, t esauros e demais ferrament as bibliográficas deverão ser adequadas aos padrões propost os para a Web Semânt ica pelo W3C, mais especificament e em RDF, incluindo os pont os de acessos e element os de descrição. Isso most ra a necessidade da comunidade bibliot ecária e, mais ainda, os cursos de Bibliot economia e Ciência da Informação, de possuir e de fornecer o conheciment o básico sobre as est rut uras t ecnológicas que serão a base de prat icament e t odas as aplicações volt adas a bases de dados, à represent ação e à recuperação da informação, como t ecnologias XM L, RDF, dent re out ras. Nesse aspect o, Cat arino e Souza (2012, p. 89) afirmam que:
As prát icas da represent ação descrit iva est ão relacionadas com a propost a de organização dos recursos da Web, no cont ext o da Web Semânt ica. Est a const at ação se deve ao fat o de que, para que os dados bibliográficos cont idos nos cat álogos possam ser t ransformados em dados lincados da Web, é necessário que os cat alogadores at uem na implement ação do modelo de descrição RDF nos códigos e normas de cat alogação vigent es at ualm ent e.
Para que seja possível inserir os cat álogos bibliográficos no ambient e da Web Semânt ica, de modo a t ransformar os dados bibliográficos em dados int erligados, é preciso modelar os dados já exist ent es que se ut ilizam dos mais variados padrões de descrição (como M ARC e Dublin Core) nos moldes do RDF. Da mesma forma, devem -se adequar o modelo conceit ual FRBR e o código RDA à est rut ura do RDF, além de represent ar vocabulários cont rolados em linguagens propost as pelo W3C (CATARINO; SOUZA, 2012, p. 86), como a OWL.
Out ro pont o posit ivo em relação a incorporar t ecnologias semânt icas aos regist ros bibliográficos est á na recuperação dest es na Web. As buscas informacionais nesse ambient e são predominant ement e realizadas em mecanismos de busca do t ipo “ Google” , logo, exist e uma necessidade de t ornar as informações cont idas nos cat álogos online das bibliot ecas visíveis nos mecanismos de busca que são mais ut ilizados. Cat arino e Souza (2012, p. 89) afirmam essa const at ação no seguint e parágrafo:
Os cat álogos poderão est ar com seus met adados disponíveis por meio dos mecanismos de busca, e est e seria o caminho cont rário, ou seja, os usuários que est ão realizando suas pesquisas nos m ecanismos de busca seriam direcionados aos dados lincados das bibliot ecas. Est a é uma ação essencial, pois é fat o que a maioria dos usuários t êm dado prioridade às buscas na W eb, acessando cada vez menos os t radicionais cat álogos para suprir suas necessidades inform acionais.
A iniciat iva mais recent e nessa área, e que foi est udada nest a pesquisa, é o BIBFRAM E: um framew ork bibliográfico que incorpora t ecnologias at uais e Linked Dat a com o propósit o de servir como uma nova fundament ação à descrição bibliográfica e sub st it uir o t radicional format o M ARC 21. Considerando que o modelo BIBFRAM E surgiu com a int enção de int egrar padrões da Web no cont ext o do domínio bibliográfico, o seu est udo e sua divulgação se fazem muit o relevant es para a com unidade bibliot ecária, t ant o no que diz respeit o ao seu conheciment o por profissionais da área at uant es no mercado, como no âm bit o da universidade e, sobret udo, da pesquisa. É necessário que, como profissionais da
informação, os bibliot ecários, os docent es, os pesquisadores e os est udant es das áreas da Bibliot economia e da Ciência da Informação possuam conheciment os sobre as iniciat ivas, sobret udo as t ecnológicas, que vem sendo desenvolvidas e divulgadas nacional e int ernacionalment e.
A área da cat alogação é vist a por muit os soment e como t écnica, ut ilizada e difundida por comunidades de prát icas, que se baseiam soment e em códigos exist ent es. Cont udo, cada vez mais, as pesquisas e desenvolviment os na área da cat alogação t em t razido um a abordagem mais conceit ual e reflexiva sobre as t arefas e funções que a compet em. A const rução de modelos conceit uais para o universo bibliográfico e framew orks que represent am t al universo são exemplos de que a área est á ganhando out ro t ipo de olhar, que não som ent e o t radicional, volt ado soment e às suas prát icas.
O result ado dos est udos realizados nest a pesquisa permit em afirmar que as principais t ecnologias ut ilizadas para a modelagem de cat álogos são as recomendadas efet ivament e pelo W3C. Isso se t orna evident e na const ant e ut ilização do RDF nas iniciat ivas mais recent es da área da Bibliot economia, como no BIBFRAM E e t ambém nos FRBRoo. Ret oma-se, ent ão, o problema cent ral da pesquisa, afirmando que as t ecnologias propost as para a Web Semânt ica podem sim cont ribuir posit ivament e para melhorias efet ivas na const rução de ambient es e sist emas informacionais de recuperação de informações, no cont ext o das bibliot ecas, cent ros de document ação e demais unidades informacionais.
O objet ivo geral da pesquisa foi alcançado, vist o que ao longo dos est udos puderam ser ident ificadas as cont ribuições mais recent es que os conceit os e t ecnologias ut ilizados pela Web Semânt ica podem oferecer à área da Ciência da Informação, especialment e ao desenvolviment o, modelagem e arquit et ura de met adados em cat álogos online, t endo por base os conceit os definidos nos Funct ional Requirement s for Bibliographic Records (FRBR) e o framew ork bibliográfico BIBFRAM E.
Percebeu-se que há uma necessidade const ant e de ut ilizar modelos cada vez mais conceit uais para a ot imização de sint axes e de represent ações, visando t ornar os sist emas de informação mais eficient es. Quant o maior o esforço no desenvolviment o de
conceit ualizações, modelos conceit uais, ont ologias e afins, melhores serão os result ados obt idos nas buscas desses sist emas e melhor será t ambém a qualidade desses result ados.
Pesquisas na área da cat alogação devem ser est im uladas, principalm ent e no cont ext o nacional, pois quest ões t eóricas e conceit uais são muit o pouco discut idas. Tais pesquisas possibilit arão a realização de mais est udos e projet os de implement ação, de modo que seus conceit os possam efet ivament e ser colocados em prát ica, de modo a t ornar os cat álogos de bibliot ecas mais eficient es e út eis aos seus usuários finais.
Os est udos aqui abordados abrem port as para a realização de novas pesquisas t eóricas ou de cunho prát ico, que podem ser desenvolvidas t endo como base os modelos conceit uais da área da cat alogação (FRBR e FRAD) e quest ões volt adas às novas prát icas de cat alogação, como pesquisas envolvendo o RDA e o BIBFRAM E, que cert ament e será muit o discut ido, em âmbit o nacional e, principalment e, int ernacional.
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