• No results found

2.3 Teoretisk forankring

2.3.4 Orvik anser kompetanse som noe kollektivt fagpersoner har sammen

Objetivando preservar a identidade dos sujeitos envolvidos nesta pesquisa, chamaremos o professor do 3º e 4º bloco da escola das turmas do grupo controle de PC.

O PC ministra aulas no 3º e 4º blocos investigados. A docente possui duas graduações: licenciatura plena em Letras e bacharelado em Direito, cujos términos foram em 1975 e 2003, respectivamente. Concluiu dois cursos de pós-graduação lato sensu: Planejamento

Educacional e Direito do Trabalho. A professora ensina língua portuguesa há vinte anos, mas trabalha na EJA há doze. Exerce também o magistério numa escola de ensino médio da rede privada e numa Faculdade de Direito.

A respeito do ensino da escrita, o PC afirma que trabalha todas as propostas de produção de texto presentes do livro didático (doravante LD), embora considere que a abordagem do LD não seja adequada ao nível dos alunos. O PC afirma que trabalha a produção de outros textos, além daqueles presentes no LD, como, por exemplo, cartas, bilhetes, requerimentos, recibos, convites e receitas culinárias. Ressalta que não solicita a produção de textos argumentativos e de poesias, pois são textos fora da realidade dos alunos.

O PC afirma que suas maiores dificuldades no trabalho com a produção de texto são referentes à falta de interesse dos alunos, pois estes não apreciam atividades de leitura e de escrita.

Em relação ao trabalho com a produção de cartas, o PC relatou já ter trabalhado carta pessoal com os alunos. Conforme relato, para esta atividade de produção de texto, houve um preparo prévio com a leitura de um exemplar de carta, momento em que foram explorados os elementos estruturais deste gênero. Quando indagado em relação à reação dos alunos ao trabalho com a carta, o PC foi um tanto vago em sua resposta: “alguns alunos reagiram com

simplicidade outros, com rejeição, mas por exigir deles o raciocínio”. O PC declarou, ainda,

que partindo dos conhecimentos demonstrados pelos alunos na produção das cartas, trabalhou com outros gêneros textuais, como convite e cartão de felicitações.

Sobre os aspectos que podem favorecer uma boa aprendizagem da escrita, a opinião do PC é a de que a disposição para querer aprender, a persistência, a observação e as repetidas tentativas são essenciais para se chegar ao “ponto ideal”.

Em relação aos critérios utilizados para corrigir e avaliar os textos dos alunos, o PC afirmou que considera o esforço e o interesse dos alunos em desenvolver a atividade proposta. A docente justifica seus critérios: “alguns alunos não sabem, mas tentam e acatam as

orientações; outros se fecham e se retiram da sala quando o assunto da aula é produção de texto. Essa grande rejeição dos alunos pelas atividades de produção de textos foi confirmada

no momento das atividades de escrita – produção inicial e produção final, que compõem o

Por fim, o PC fez um desabafo sobre as dificuldades para trabalhar com os alunos da EJA. Afirma que o material didático é ruim, mas é o único material escrito de que os alunos dispõem; tentando suprir esta carência, o PC elaborou, no ano de 2006, uma espécie de apostila para subsidiar o trabalho com produção textual, entretanto os alunos alegaram não ter condições financeiras para mandar fazer uma cópia do material.

Conforme justificamos no início da seção, preservamos a identidade dos sujeitos envolvidos nesta pesquisa. Assim, o professor dos 3º e 4º blocos das turmas do grupo experimental foi denominado de PE.

O PE concluiu licenciatura plena em Letras em 2005 e no primeiro semestre de 2007 estava escrevendo a monografia de conclusão de um curso de pós-graduação lato sensu em Linguística Aplicada ao Ensino da Língua. O docente trabalha na EJA há um (01) ano, mas já trabalhou no ensino fundamental diurno por dois anos.

Em relação à prática com o ensino da escrita, o PE afirma não trabalhar todas as atividades de produção de texto presentes no LD, selecionando somente aquelas que não se repetem quanto ao gênero textual solicitado. Além das atividades presentes no LD, o docente sugere a produção de cartas, bilhetes e relatos, afirmando que estabelece como critério, ao propor outras atividades de produção de texto, os gêneros mais comuns no ensino escolar e sua funcionalidade.

As práticas de produção de texto do PE ocorrem sempre com leituras de textos ‘motivadores’ e discussão sobre o assunto do texto a ser escrito. Acrescenta que sua maior dificuldade nas atividades de produção de texto é a falta de um material didático mais apropriado aos alunos da EJA e o pouco tempo destinado às aulas de produção de texto.

O PE considera uma falha que o LD, ao propor a escrita de textos, não considere os eventos de letramento dos alunos e suas rotinas comunicativas.

Sobre os aspectos que podem favorecer uma boa aprendizagem da escrita, o PE acredita que o mais importante é o aluno ter informação acerca do assunto, necessidade de escrever e conhecimentos sobre o gênero textual a ser escrito.

Em relação aos critérios utilizados para corrigir e avaliar os textos dos alunos, o PE estabelece critérios que contemplam a coerência, coesão, pontuação, progressão e ortografia.

Quando indagado sobre o trabalho com a escrita de cartas, o PE afirmou que ainda não havia trabalhado cartas, mas que trabalharia no decorrer do ano letivo.

Tanto o PC quanto o PE consideram que o número de aulas de língua portuguesa é insuficiente para que se façam atividades de produção de texto de forma mais sistemática. Conforme a carga horária das escolas pesquisadas, são destinadas à disciplina língua portuguesa quatro aulas semanais, de quarenta minutos cada uma.