O estudo comparativo foi implementado em três partes. Na primeira parte foi feito um levantamento das melhores universidades a nível mundial de acordo com o ranking Webometrics Info 34 .
De seguida, verificou-se a existência de um canal próprio das IES online (canal oficial). Verificou-se também a existência do mesmo no YouTube .
Numa terceira fase foi aplicada uma grelha de análise quantitativa e qualitativa (ver anexos) aos vídeos seleccionados, de forma a caracterizar vídeos de divulgação científica das IES de acordo com os aspectos estruturais e de conteúdo definidos no nosso modelo de análise.
Caracterização da amostra
A amostra compreende cinco vídeos pertencentes às cinco melhores universidades do mundo de acordo com o ranking já mencionado e que se refere a Junho de 2010. O objectivo inicial do projecto foi o de incluir e analisar também vídeos de IES portuguesas, no entanto não foi possível constituir uma amostra consistente uma vez que, infelizmente, ainda não existe uma presença de IES com este tipo de conteúdo que seja significativa ou concertada. Podemos até afirmar que, a nível mundial, e dentro das categorias que pretendíamos analisar, é quase irrelevante a presença deste tipo de conteúdos (como os definidos para este estudo) com origem nas IES, mesmo quando falamos das melhores instituições a nível mundial.
Assim, por uma questão de rigor, ficou estabelecido que seriam analisados 5 vídeos das universidades de Harvard - 1ª no ranking mundial), MIT - Massachussets Institute of Technology 2ª no ranking), Stanford (3ª), Berkeley (4ª) e Michigan (5ª).
Na tabela seguinte encontramos o top 5 das IES:
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Instituição Lugar no ranking mundial
Harvard University 1
Massachussets Institute of Technology 2
Stanford University 3
University of California Berkeley 4
University of Michigan 5
Tabela 1 – Ranking das IES ( Fonte : Webometrics Info )
Foram aqui consideradas as IES que apresentam vídeos com as características definidas anteriormente no enquadramento teórico, ou seja, que apresentam essencialmente resultados de investigações e pesquisas desenvolvidas em meio académico que estejam em curso.
Refira-se que todos os vídeos analisados se podem encontrar em canal próprio das IES e no YouTube, bem como noutras plataformas de partilha de vídeos.
3.1.3 Análise de dados
A análise quantitativa baseada no modelo de análise indicado anteriormente (página 9 ) , no que diz respeito à estrutura audiovisual do conceito de vídeo científico académico, contemplou as seguintes características:
- Duração
- Publicação (título, descrição, língua)
- Planos (tipos de planos, movimentos e ângulos de câmara) - Cenas (nº de cenas)
- Áudio (música, voz, presença de narrador, sons) - Imagens (motion graphics, informação escrita)
No que diz respeito ao conteúdo AV, analisou-se também quantitativamente de acordo com a grelha de análise:
- Tipos de imagens (formais e não formais)
- Comunicação científica (acessibilidade, dinâmica, proximidade apresentador / espectador, estilo de apresentação, efectividade da mensagem, ruído)
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- Informações (informações sobre o tema, contextualização, interligações) - Tipo de áudio (música e sons)
O ano da publicação foi um dos factores tidos em conta para que se possa situar a comunicação do conteúdo de acordo com a época em que foi publicado. A quantidade de cenas contabilizou-se para aferir se o vídeo se desenrola em vários locais, sendo assim possível averiguar a multiplicidade de assuntos mostrados.
O número de planos permite também perceber se se trata de um filme mais ou menos dinâmico, ao haver mudanças de enquadramento, de ângulo, movimentação da câmara.
As imagens formais foram definidas como sendo aquelas que apresentam, por exemplo, o investigador em trabalho, a fazer uma demonstração ou experiência ou a dar uma explicação, sendo que este tipo de imagens domina quase por completo os vídeos. No caso das não formais, teremos um grupo de trabalho à conversa, ou uma pausa no trabalho, como poderemos verificar mais adiante.
A grelha de análise contém os sites oficiais das IES analisadas, assim como uma ligação para os próprios vídeos analisados. A data da análise é também incluída no documento.
Foi criado, adicionalmente, um guião técnico (com informações relativas ao número de cenas, de sequências, de planos, duração e tipo de plano, acção, som e observações adicionais) auxiliar, de forma a fazer uma contabilização dos elementos estruturais do conteúdo AV, que pode ser consultada no anexo 7.
A análise qualitativa baseou-se igualmente na dimensão do conteúdo AV do conceito do vídeo de investigação académica, sendo que contempla as características referidas anteriormente:
- Acessibilidade em termos de transmissão de mensagem ( a linguagem é acessível?, as imagens ilustram correctamente os assuntos?)
- Proximidade apresentador/ entrevistado e o espectador ( o investigador surge de forma distante ou empática?)
- Estilo de apresentação (a apresentação do conteúdo é feita de forma dinâmica ou estática, o apresentador movimenta-se, por exemplo?
- A presença ou ausência de informação sobre o tema, através de contextualização ou interligações com outros assuntos
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- Música e sons (o tipo de som é adequado? O tipo e o ritmo da música é coerente com o estilo do vídeo e contribui para a sua efectividade?)
Estas categorias analisadas contemplam os elementos presentes num vídeo de comunicação de investigação académica. O facto de o vídeo conter mais imagens formais do que informais pode influenciar o desenvolvimento do mesmo. Isso também pode acontecer se não se verificar a contextualização das imagens, por exemplo.
Quanto ao áudio, é possível classificar a captação de som de forma a aferir se, pelo facto de ser directo, sugerir uma proximidade maior com o assunto e o protagonista, ou se a voz que narra o vídeo é jovem ou madura confere uma maior credibilidade ao filme.
De seguida apresenta-se o resultado das análises, numa primeira fase das próprias IES, posteriormente são apresentados resultados globais das mesmas por categoria de análise.