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H1: Existem diferenças significativas ao nível da intensidade da dor em indivíduos com osteoartrose do joelho, antes e após exposição a um programa de intervenção em fisioterapia. Após a intervenção em fisioterapia haverá uma redução significativa do nível de intensidade da dor.

O estudo das diferenças dos níveis de intensidade da dor em função de uma intervenção em fisioterapia aplicada a estes indivíduos com OA do joelho reflete a primeira hipótese de investigação. Devido à ausência de uma distribuição normal das

variáveis que impediu o recurso ao teste paramétrico e no sentido de verificar se existiam diferenças significativas na redução da intensidade da dor, nos diferentes momentos de recolha de dados, recorreu-se ao teste de Friedman. Os resultados obtidos revelam um valor de p=0,0005, o que confirma que as alterações ocorridas nas pontuações nos vários momentos de avaliação, são estatisticamente significativas e evoluíram de forma positiva (tabela 15).

Assim, a intensidade da dor reportada pelos participantes neste grupo é estatisticamente diferente, e de forma significativa nos diferentes momentos de recolha de dados, durante a após o tratamento (X2 (2)= 122,891, p< 0,0005 (Tabela 15) de acordo com a hipótese de estudo H1.

Intensidade da Dor Estatística de teste Valor p Pré-Intervenção (T0)* Pós-Intervenção (T1)* 3 Meses após intervenção (T2)* 122,891 0,000 6,00 2,00 2,00 Legenda: * Mediana

Tabela 15 - Resultados do teste de Friedman para os diferentes momentos de avaliação da variável

Intensidade da Dor.

4.6.1. INTENSIDADE DA DOR

A análise post-hoc realizada com a correcção de Bonferroni revelou diferenças estatisticamente significativas na intensidade da dor, entre a avaliação pré-intervenção (T0) (Mdn= 6,0) e pós intervenção (T1) (Mdn= 2,0) (p=0,001), entre a avaliação pré- intervenção (T0) (Mdn= 6,0) e após 3 meses do início do tratamento (T2) (Mdn= 2,0) (p=0,001), e entre a avaliação pós-intervenção (T1) (Mdn= 2,0) e avaliação aos 3 meses após início do tratamento (T2) (Mdn= 2,0), (p=0,005) (Tabela 16).

Momentos de avaliação Estatística do Teste Z Erro Padrão Valor p Valor p (Ajustado) Pós-intervenção (T1) - Pré-intervenção (T0) 1,188 0,161 0,000 0,000

Após 3 meses (T2) - Pré-intervenção (T0) 1,636 0,161 0,000 0,000

Após 3 meses (T2) - Pós-intervenção (T1) 0,448 0,161 0,005 0,016

Tabela 16 - Resultados do Teste de Friedman para a análise post-hoc com correção de Bonferroni para a

variável intensidade da dor.

Deste modo, os resultados obtidos para a variável intensidade da dor permitem suportar a hipótese de investigação, inicialmente colocada, ou seja que o nível de intensidade da dor evoluio positivamente após a intervenção da fisioterapia.

H2: Existem diferenças significativas ao nível da incapacidade funcional em indivíduos com osteoartrose do joelho, antes e após exposição a um programa de intervenção em fisioterapia. Após a intervenção em fisioterapia haverá uma redução significativa do nível de incapacidade funcional.

O estudo das diferenças dos níveis de incapacidade funcional em função da intervenção em fisioterapia aplicada a este tipo de indivíduos reflete a segunda hipótese de investigação, igualmente testada através do teste de friedman. Foi testada a seguinte hipótese de estudo, H2 e obtiveram-se os resultados apresentados na Tabela 17.

Incapacidade Funcional

Estatística de teste

Valor p KOOS SINTOMAS

Pré-Intervenção (T0)*

KOOS SINTOMAS Pós-Intervenção (T1)*

KOOS SINTOMAS 3 Meses após intervenção

(T2)* 136,417 0,000 39,29 75,00 85,71 KOOS DOR Pré-Intervenção (T0)* KOOS DOR Pós-Intervenção (T1)* KOOS DOR 3 Meses após intervenção

(T2)* 125,481 0,000 47,22 75,00 86,11 KOOS AVD Pré-Intervenção (T0)* KOOS AVD Pós-Intervenção (T1)* KOOS AVD 3 Meses após intervenção

(T2)* 138,494 0,000 38,24 69,12 77,94 KOOS ADL Pré-Intervenção (T0)* KOOS ADL Pós-Intervenção (T1)* KOOS ADL 3 Meses após intervenção

(T2)* 136,591 0,000 25,00 50,00 65,00 KOOS QV Pré-Intervenção (T0)* KOOS QV Pós-Intervenção (T1)* KOOS QV 3 Meses após intervenção

(T2)*

136,053 0,000 25,00 62,50 81,25

Legenda: * Mediana

Tabela 17 - Resultados do teste de Friedman para os diferentes momentos de avaliação da variável

Incapacidade Funcional.

4.6.2. KOOS SINTOMAS

Os resultados obtidos, após a intervenção para a dimensão da KOOS- sintomas, revelam um valor de p=0,001 (para uma estatística de teste X²=136,417) o que nos permite concluir que as alterações verificadas na avaliação às 8 semanas e aos 3 meses após o inicio da intervenção, são estatisticamente significativas.

A análise post-hoc realizada com a correcção de Bonferroni revelou diferenças estatisticamente significativas na dimensão KOOS-dor, entre a avaliação pré-intervenção (T0) (Mdn= 39,29) e pós intervenção (T1) (Mdn= 75,00) (p=0,001), entre a avaliação pré- intervenção (T0) (Mdn= 39,29) e após 3 meses do início do tratamento (T2) (Mdn= 85,71) (p=0,001), e entre a avaliação pós-intervenção (T1) (Mdn= 75,00) e avaliação aos 3 meses após início do tratamento (T2) (Mdn= 85,71), (p=0,001) (Tabela 18).

Momentos de avaliação Estatística do Teste Z Erro Padrão Valor p Valor p (Ajustado) Pré-intervenção (T0)- Pós-intervenção (T1) -0,961 0,161 0,000 0,000

Pré-intervenção (T0)- Após 3 meses (T2) -1,864 0,161 0,000 0,000

Pós-intervenção (T1) – Pré-intervenção (T2) -0,903 0,161 0,000 0,000

Tabela 18 - Resultados do Teste de Friedman para a análise post-hoc com correcção de Bonferroni da

variável KOOS Sintomas.

4.6.3. KOOS DOR

Os resultados obtidos, após a intervenção, para a dimensão da KOOS- dor, revelam um valor de p=0,001 (para uma estatística de teste X²=138,494) o que nos permite concluir que as alterações verificadas na avaliação às 8 semanas e aos 3 meses após o inicio da intervenção, são estatisticamente significativas.

A análise post-hoc realizada com a correcção de Bonferroni revelou diferenças estatisticamente significativas na dimensão KOOS-sintomas, entre a avaliação pré- intervenção (T0) (Mdn= 47,22) e pós intervenção (T1) (Mdn= 75,00) (p=0,001), entre a avaliação pré-intervenção (T0) (Mdn= 47,22) e após 3 meses do início do tratamento (T2) (Mdn= 86,11) (p=0,001), e entre a avaliação pós-intervenção (T1) (Mdn= 75,00) e avaliação aos 3 meses após início do tratamento (T2) (Mdn= 86,11), (p=0,001) (Tabela 19).

Momentos de avaliação Estatística do Teste Z Erro Padrão Valor p Valor p (Ajustado) Pré-intervenção (T0)- Pós-intervenção (T1) -0,922 0,161 0,000 0,000

Pré-intervenção (T0)- Após 3 meses (T2) -1,805 0,161 0,000 0,000

Pós-intervenção (T1) – Pré-intervenção (T2) -0,883 0,161 0,000 0,000

Tabela 19 - Resultados do Teste de Friedman para a análise post-hoc com correcção de Bonferroni para a

variável KOOS DOR.

4.6.4. KOOS AVD

Os resultados obtidos, após a intervenção, para a dimensão da KOOS - actividades da vida diária, revelam um valor de p=0,001 (para uma estatística de teste X²=138,494) o que nos permite concluir que as alterações verificadas na avaliação às 8 semanas e aos 3 meses após o inicio da intervenção, são estatisticamente significativas.

A análise post-hoc realizada com a correcção de Bonferroni revelou diferenças estatisticamente significativas na dimensão KOOS avd, entre a avaliação pré-intervenção (T0) (Mdn= 38,24) e pós intervenção (T1) (Mdn= 69,12) (p=0,001), entre a avaliação pré- intervenção (T0) (Mdn= 38,24) e após 3 meses do início do tratamento (T2) (Mdn= 77,94) (p=0,001), e entre a avaliação pós-intervenção (T1) (Mdn= 69,12) e avaliação aos 3 meses após início do tratamento (T2) (Mdn= 77,94), (p=0,001) (Tabela 20).

Momentos de avaliação Estatística do Teste Z Erro Padrão Valor p Valor p (Ajustado) Pré-intervenção (T0)- Pós-intervenção (T1) -0,987 0,161 0,000 0,000

Pré-intervenção (T0)- Após 3 meses (T2) -1,896 0,161 0,000 0,000

Pós-intervenção (T1) – Pré-intervenção (T2) -0,909 0,161 0,000 0,000 Tabela 20 - Resultados do Teste de Friedman para a análise post-hoc com correcção de Bonferroni para a

4.6.5. KOOS ADL

Os resultados obtidos, após a intervenção, para a dimensão da KOOS- actividades desportivas e lazer, revelam um valor de p=0,001 (para uma estatística de teste X²=136,591) o que nos permite concluir que as alterações verificadas na avaliação às 8 semanas e aos 3 meses após o inicio da intervenção, são estatisticamente significativas.

A análise post-hoc realizada com a correcção de Bonferroni revelou diferenças estatisticamente significativas na dimensão KOOS adl, entre a avaliação pré-intervenção (T0) (Mdn= 25,00) e pós intervenção (T1) (Mdn= 50,00) (p=0,001), entre a avaliação pré- intervenção (T0) (Mdn= 25,00) e após 3 meses do início do tratamento (T2) (Mdn= 65,00) (p=0,001), e entre a avaliação pós-intervenção (T1) (Mdn= 50,00) e avaliação aos 3 meses após início do tratamento (T2) (Mdn= 65,00), (p=0,001) (Tabela 21).

Momentos de avaliação Estatística do Teste Z Erro Padrão Valor p Valor p (Ajustado) Pré-intervenção (T0)- Pós-intervenção (T1) -1,045 0,161 0,000 0,000

Pré-intervenção (T0)- Após 3 meses (T2) -1,857 0,161 0,000 0,000

Pós-intervenção (T1) – Pré-intervenção (T2) -0,812 0,161 0,000 0,000 Tabela 21 - Resultados do Teste de Friedman para a análise post-hoc com correcção de Bonferroni para a

variável KOOS ADL.

4.6.6. KOOS QV

Por último, Os resultados obtidos, após a intervenção, para a dimensão da KOOS- qualidade de vida, revelam um valor de p=0,001 (para uma estatística de teste X²=136,053) o que nos permite concluir que as alterações verificadas na avaliação às 8 semanas e aos 3 meses após o inicio da intervenção, são estatisticamente significativas.

A análise post-hoc realizada com a correcção de Bonferroni revelou diferenças estatisticamente significativas na dimensão KOOS adl, entre a avaliação pré-intervenção

(T0) (Mdn= 25,00) e pós intervenção (T1) (Mdn= 50,00) (p=0,001), entre a avaliação pré- intervenção (T0) (Mdn= 25,00) e após 3 meses do início do tratamento (T2) (Mdn= 65,00) (p=0,001), e entre a avaliação pós-intervenção (T1) (Mdn= 50,00) e avaliação aos 3 meses após início do tratamento (T2) (Mdn= 65,00), (p=0,001) (Tabela 22).

Momentos de avaliação Estatística do Teste Z Erro Padrão Valor p Valor p (Ajustado) Pré-intervenção (T0)- Pós-intervenção (T1) -0,987 0,161 0,000 0,000

Pré-intervenção (T0)- Após 3 meses (T2) -1,857 0,161 0,000 0,000

Pós-intervenção (T1) – Pré-intervenção (T2) -0,870 0,161 0,000 0,000

Tabela 22 - Resultados do Teste de Friedman para a análise post-hoc com correcção de Bonferroni para a

variável KOOS Qualidade de Vida.

Deste modo, os resultados obtidos para a variável incapacidade funcional (medidos pelas diferentes dimensões da KOOS) permitem suportar a hipótese de investigação inicialmente colocada, ou seja, que o nível de incapacidade funcional, evoluio positivamente após a intervenção da fisioterapia em indivíduos com OA do joelho.

Uma vez verificadas as diferenças entre os diferentes momentos de avaliação, procedeu-se de seguida ao estudo dos factores de prognóstico para os “resultados de sucesso da Fisioterapia.