2. Teoretisk og empirisk grunnlag for oppgaven
2.2 Ordforrådets betydning for leseforståelse
Identificaram-se quatro categorias de alta concordância entre características dos cursos mais importantes para se observarem impactos na carreira: (1) troca de experiências; (2) aplicação prática do conhecimento e (3) desenvolvimento da capacidade analítica e crítica; e (4) obtenção de credencial e marca no currículo. O Quadro 3 apresenta algumas das citações que levaram a essa categorização.
Quadro 3. Categorização dos aspectos dos cursos mais citados pelos entrevistados
Fonte: Elaborado pela autora
Citações representativas Categorias
"(...) tem gente da área de vendas, de controladoria, tem até pastor e padre. Mais amplo impossível. É enriquecedor, mais por troca de experiências do que por networking, troca de currículo. (...) criou um intercâmbio de conhecimentos bem rico." (aluno MBA)
"Olhando as histórias dos seus colegas você pensa ´se as pessoas fizeram, eu também posso fazer´." (ex-aluno MBA)
"(...) eu aprendi bastante coisa com as outras pessoas e eu perguntava também muito ´como é que você faz na sua empresa?´." (aluno MPA)
Troca de experiências
"Quando você consegue transpor esse limite entre a teoria e a prática (...). Quando eu comecei a perceber que eu conseguia aplicar na prática aquele conhecimento que eu aprendia na teoria, isso começou a me dar segurança." (ex-aluno MBA)
"(...) depende também de quem está sentado aqui nessa cadeira, do aluno. A pessoa tem que ficar atenta no seu dia a dia para falar ´nossa, isso que aprendi na aula, deixa eu ver se consigo aplicar.´."(aluno MBA)
"A aplicação prática do conhecimento é o que leva ao ganho de confiança/segurança." (ex-aluno MBA)
Aplicação prática do conhecimento
"Eu aprendi a analisar e a criticar. Aumenta muito a capacidade crítica." (aluno MBA)
"Está fazendo a diferença no sentido de eu ser mais crítico. Senso crítico ficou mais apurado." (aluno CEAG)
"Capacidade crítica, de enxergar as coisas de uma forma mais ampla,
Desenvolvimento da capacidade analítica e crítica
"A empresa valoriza a marca ´GV´ no currículo. É um pedigree, uma marca no currículo." (ex-aluno CEAG)
"MBA pode ser um diferencial para mudança de área, se se está em uma área específica (jurídico)." (aluno MBA)"
"Quando você fala que faz MBA na GV as pessoas te olham ´Ah! É na GV´. Dá prestígio, as pessoas tem alguma noção de quem você é, tiram um raio-X de você (...). Dá um status assim." (aluno MBA)
Obtenção de credencial e marca no currículo
5.1.1 Troca de experiências
Em todos os grupos, a troca de experiências foi apontada como principal benefício decorrente da interação com colegas. Ela surgiu espontaneamente ou quando os respondentes eram questionados sobre a importância do networking, e deriva de duas características dos cursos tidas como essenciais: a experiência prévia dos alunos e a diversidade de perfis. Com relação à primeira, os respondentes do MBA e MPA mostraram-se satisfeitos, mas os ex-alunos do CEAG apontaram dois pontos importantes: a entrada de alunos com pouca experiência no curso, o que percebem que não ocorre mais, por mudanças recentes nos critérios de seleção, e a dificuldade de se criarem vínculos, devido à grade flexível.
[...] não fazia o menor sentido eu chegar recém-formado, entrar em um curso e participar da mesma discussão de uma pessoa que tinha seis, sete anos de formado e que estava se preparando para virar gestor. E eu lá com o objetivo de ingressar no mercado de trabalho [...]. (ex-aluno CEAG)
É, eu senti que o networking você criou com as pessoas que você estudou mais vezes. [...] essa coisa de estudar um semestre com cada um [...] O networking fica muito delicado... (ex-aluna CEAG)
Na realidade, o networking como alavanca para mudança de emprego apareceu apenas no MPA. Nos demais, ele aparece como uma troca de cartões superficial e sem consequências relevantes para a carreira.
[...] se não se sustentar em um emprego você tem a quem recorrer, você tem uma rede de contatos. Pessoas que te conhecem, que ficaram ali dois anos estudando com você. (ex-aluno MPA)
[...] lógico que você vai ter troca de cartões. [...] mas na minha turma mesmo eu não vi nada muito além disso [...] (aluno MBA)
5.1.2 Aplicação prática do conhecimento
A utilização de casos é vista como a principal ferramenta dos cursos para aproximar a teoria da prática. Alguns participantes citaram a possibilidade de se fazerem mais trabalhos aplicados a empresas, mas o argumento de maior concordância é o de que essa aplicação deve ser uma iniciativa dos alunos.
Com relação aos conhecimentos acumulados, os respondentes citaram tanto disciplinas hard
skills (habilidades computacionais, por exemplo) como soft skills (gestão de pessoas, equipes
de alta performance, entre outras) como relevantes. Quanto ao balanceamento entre hard e
soft skills, observa-se um peso maior em hard skills, mas isso não é visto como um problema.
Alguns respondentes afirmaram não acreditar que o curso seja o espaço adequado para se desenvolverem competências, mas, sim, a vivência profissional.
Ele te obriga na técnica e te deixa a competência como optativa. (ex-aluna CEAG)
Para algumas coisas não me parece que o MBA seja o espaço mesmo, mas talvez pudesse ter mais peso em disciplinas que desenvolvem liderança, gestão de pessoas. (ex-aluno MBA)
Especificamente nos grupos do MPA, os participantes atribuem parte importante do seu desenvolvimento à dinâmica do curso. Por dinâmica do curso, lê-se o nível de esforço exigido, o grau de interação entre alunos, a competitividade imposta pela avaliação comparativa (curva forçada) e o rigor acadêmico do processo de elaboração da dissertação. O desenvolvimento emerge do processo como um todo, não do conteúdo aprendido.
Quanto mais você suar aqui (GV), menos você vai sangrar lá (empresa). (aluno MPA).
[...] eu acho que a própria dinâmica do curso te obriga a uma hora ser ouvinte, uma hora ser líder. Te joga na fogueira para isso. Indiretamente, a dinâmica do curso também te leva a exercer alguns papéis [...]. (aluna MPA)
5.1.3 Desenvolvimento da capacidade analítica e crítica
O terceiro aspecto do curso é o desenvolvimento de capacidade analítica e crítica muito associado ao impacto de ampliação da visão, descrito adiante. Não fica claro por meio de que ferramentas ele ocorre, mas observa-se que, no caso do CEAG e MBA, associa-se ao embasamento teórico adquirido por meio do acúmulo de conhecimentos. No MPA, associa-se à prática de análise de casos e à dinâmica do curso, mais especificamente, ao processo de desenvolvimento da dissertação e à aprendizagem de métodos científicos.
[...] foi legal a mecânica dos cases, [...] acabou agregando do ponto de vista de fazer análise, propor, ver onde que estão as respostas, que nem sempre tem uma resposta certa. (aluno MPA)
Extrapola esse processo de fazer uma dissertação, defender para uma banca, para a qualidade do trabalho que você apresenta no dia a dia. (ex-aluno MPA)
5.1.4 Obtenção de credencial e marca no currículo
O fato de o curso gerar uma nova credencial para o currículo, associada a uma marca específica, é tido como importante para o impacto dos cursos na carreira. Entretanto, diferentes grupos observaram diferentes credenciais ou marcas como relevantes.
Em geral, a marca GV é associada à melhoria do currículo dos alunos, especialmente para os participantes dos cursos de MBA GEEN e GEMP. Quando associado à marca GV, o título MBA torna-se mais relevante.
E uma das coisas que eu tenho falado para quem quer fazer MBA [...] é que a faculdade você pode até fazer uma que não tenha tanto nome, mas o MBA não. (aluno MBA)
Para alunos do CEAG, a marca GV perde impacto se não acompanhada da marca CEAG, pois o curso tem tradição no mercado e agrega a formação “administrador” ao currículo daqueles oriundos de diferentes cursos de graduação.
É, FGV virou uma marca, mas o CEAG mesmo, igual ao CEAG não tem. [...] no currículo tem que colocar GV, CEAG, EAESP e tal, porque a gente sabe a diferença [...]. (ex-aluna CEAG)
Nos grupos do MPA, acredita-se que MPA não tem valor no mercado, pois o curso não é conhecido nas empresas. O que, de fato, faz a diferença no currículo é o título de mestre.
[...] o título de mestre é que vale na hora que a gente vai para o mercado. [...] é um selo que te qualifica acima de uma grande maioria. (aluna MPA)
[...] ser stricto sensu é um diferencial, principalmente no Brasil, onde a gente tem a banalização total da sigla MBA [...]. (ex-aluno MPA)