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O modelo contém seis variáveis – Alianças estratégicas (AE), Orientação para o mercado (OM), Orientação para a aprendizagem (OA), Orientação para a Inovação (OI), Vantagens competitivas (VC) e Performance (P).

A relevância teórica e de gestão das capacidades dinâmicas prevêem modelos de relacionamento através da sustentabilidade das vantagens competitivas, quer em ambientes considerados como rápidos e turbulentos (Zahra, Sapienza e Davidsson, 2006; Teece, Pisano, e Shuen, 1997), bem como em contextos mais moderados (Eisenhardt e Martin, 2000), por influência de menores ritmos de mudanças associados (Zollo e Winter, 2002).

Em termos de relações, existem propostas distintas, as que defendem ligações directas entre variáveis (por exemplo, Teece et al, 1997; Zollo e Winter, 2002), no entanto outros, defendem que as vantagens competitivas sustentáveis dependem de relações obtidas por via indirecta sobre as capacidades dinâmicas, sendo que as configurações de recursos criadas nas relações de longo prazo, promovem a sustentabilidade das vantagens competitivas (Eisenhardt e Martin, 2000; Zott, 2003).

O modelo proposto pretende analisar a influência da OM nas VC, bem como, averiguar o efeito mediador das variáveis OA e OI na citada relação, e complementarmente ajuizar os efeitos na performance.

A presente investigação pretende igualmente identificar, qual a tipologia de intervenção predominante na FHFO (Individualista / Alianças Estratégicas), bem como as relações que são estabelecidas entre os diversos constructos, por cada uma das tipologias de actuação.

Como forma de se analisar os efeitos em estudo, vamos fazer uso do modelo de equações estruturais (Structural Equation Modeling – SEM), onde conceitualmente e de forma prática se utilizam técnicas estatísticas multivariadas para análise dos dados, temática desenvolvida no Capítulo IV da presente tese.

Os modelos SEM, num sentido amplo, representam a interpretação de um conjunto de relações hipotéticas de causa-efeito entre variáveis, sendo que os relacionamentos são descritos pela magnitude do efeito (directo ou indirecto) que as variáveis independentes (observada ou latentes) têm nas variáveis dependentes (observada ou latentes) (Hershberger, Marcoulides e Parramore, 2003).

Segundo Hair Jr e Tatham (2005), a SEM é caracterizada por dois componentes básicos: o modelo estrutural e o modelo de mensuração, pelo primeiro obtém-se as relações causais entre as variáveis, pela segundo obtém-se a especificação de cada variável, de forma a atestar a confiabilidade de cada construto estimando-se as relações causais que nele ocorrem (Geffen, Straub e Boudreau, 2000; Hershberger, et al, 2003).

A SEM permite obter respostas sobre um conjunto de várias questões inter- relacionadas de forma sistemática e abrangente, por via da modulação em simultâneo de relações entre variáveis, denominadas moderadoras e mediadoras.

Segundo Baron e Kenny (1986), as variáveis mediadoras implicam suposições de relacionamentos causais entre as variáveis envolvidas num modelo e explicam em parte ou totalmente a relação entre o predictor (variável antecedente) e o critério (variável dependente), enquanto as variáveis moderadoras, implicam influência entre variáveis e não suposições de causalidade, são entendidas como qualitativas ou quantitativas, e afectam a direcção e/ou a força da relação entre as variáveis independentes e as variáveis dependentes no modelo.

O objectivo deste trabalho é testar empiricamente um conjunto de hipóteses de pesquisa, que contempla relações de influência directas e indirectas, sendo que no modelo conceptual proposto a cor vermelha das hipóteses estão exclusivamente relacionadas com a Hipótese 4, ou seja pelo efeito moderador das Alianças Estratégicas no modelo:

Hipótese 1: A Orientação para o Mercado tem influência nas Vantagens Competitivas:

A Orientação para o Mercado tem uma influência directa nas Vantagens Competitivas:

H1A1 – A Orientação para o Mercado tem influencia positiva nas Vantagens Competitivas.

H1A2 – A Orientação para o Mercado Externo tem influência positiva nas Vantagens Competitivas.

- A Orientação para o Mercado tem uma influência indirecta nas Vantagens Competitivas:

H1A3 – A Orientação para o Mercado tem influência positiva nas Vantagens Competitivas através da Orientação para a Aprendizagem.

Hipótese 2: A Orientação para o Mercado tem influência positiva nas Vantagens competitivas através da Orientação para a Inovação.

Hipótese 3: A Orientação para a Aprendizagem tem influência nas Vantagens Competitivas:

A Orientação para a Aprendizagem tem uma influência directa nas Vantagens Competitivas:

H3A1 – A Orientação para a Aprendizagem tem influência positiva nas Vantagens Competitivas.

- A Orientação para a Aprendizagem tem uma influência indirecta nas Vantagens Competitivas:

H3A2 – A Orientação para a Aprendizagem tem influência positiva nas Vantagens Competitivas através da Orientação para a Inovação.

Hipótese 4: Existe efeito moderador das Alianças Estratégicas nas Vantagem Competitivas.

- Pelo efeito moderador das Alianças Estratégicas a Orientação para o mercado tem uma influência directa nas Vantagens competitivas:

H4A1 – Pelo efeito moderador das Alianças Estratégicas a Orientação para o Mercado tem influencia positiva nas Vantagens Competitivas.

H4A2 – Pelo efeito moderador das Alianças Estratégicas a Orientação para o Mercado Externo tem influencia positiva nas Vantagens Competitivas.

- Pelo efeito moderador das Alianças Estratégicas a Orientação para o mercado tem uma influência indirecta nas Vantagens Competitivas:

H4A3 – Pelo efeito moderador das Alianças Estratégicas a Orientação para o Mercado tem influência positiva nas Vantagens Competitivas através da Orientação para a Aprendizagem.

H4A4 – Pelo efeito moderador das Alianças Estratégicas a Orientação para o Mercado tem influência positiva nas Vantagens Competitivas através da Orientação para a Inovação.

- Pelo efeito moderador das Alianças Estratégicas a Orientação para a Aprendizagem tem uma influência directa nas Vantagens Competitivas:

H4A5 – Pelo efeito moderador das Alianças Estratégicas a Orientação para a Aprendizagem tem influencia positiva nas Vantagens Competitivas.

- Pelo efeito moderador das Alianças Estratégicas a Orientação para a Aprendizagem tem uma influência indirecta nas Vantagens Competitivas:

H4A6 – Pelo efeito moderador das Alianças Estratégicas a Orientação para a Aprendizagem tem influência positiva nas Vantagens Competitivas através da Orientação para a Inovação.

Hipótese 5: As Vantagens Competitivas têm influência na Performance.

H5A1 - As Vantagens Competitivas têm influência positiva na Performance

H5A2 – Pelo efeito moderador das Alianças Estratégicas as Vantagens Competitivas têm influência positiva na Performance

Figura 1 - Modelo conceptual de investigação proposto

AE OM OI VC P OA

MODELO DE RELAÇÕES

H2 H4A4 H3A2 H4A6 H1A2 H4A2 H1A1 H4A1 H3A1 H4A5 H1A3 H4A3 H5A1 H5A2 9