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F ORDELING AV RISIKO

KAPITTEL 3: MODELLEN VÅR

3.8 F ORDELING AV RISIKO

Diante do avanço e do crescimento em importância da atividade apícola na região Nordeste do Brasil, atribuída em grande parte aos programas governamentais dirigidos à atividade apícola. Fez-se necessário à realização de uma abordagem sobre os programas governamentais dirigidos à atividade apícola da região central do Ceará e mais especificamente dos grupos de apicultores que compõem este estudo, analisando-se os aspectos referentes aos benefícios gerados por esses incentivos.

Segundo o IBGE (2008), a importância da produção de mel na Região Nordeste é atribuída a projetos de geração de emprego e renda e melhoria da qualidade do produto. Foi a partir de projetos como o FECOP apicultura, Dom Helder Câmara/FISP, PRONAF infraestrutura e financiamentos bancários que o estado do Ceará obteve grande salto na produção de mel.

Conforme dados visualizados no gráfico da Figura 1, fica claro a influencia que teve esses incentivos governamentais no crescimento na produção de mel no estado do Ceará e especificamente na região central do Ceará, onde a produção dobrou no período de 2004 a 2008. A seguir são mostrados os programas que mais influenciaram no aumento da produção de mel de abelhas desta região.

2.9.1 FECOP Apicultura

O Programa FECOP foi criado pelo governo do estado do Ceará com a finalidade de geração de ocupação e renda para os municípios de menor IDM e a melhoria da qualidade de vida, através de atividades agropecuárias e ações de qualificação profissional para famílias residentes em 68 municípios cearenses, conforme mostrado no Quadro 3.

Quadro 3 – Caraterísticas do projeto FECOP Apicultura

ITENS CARACTERÍSTICAS

Objetivos  Promover a apicultura visando o fortalecimento desta atividade como agronegócio, com vistas à geração de ocupação e renda, para famílias em situação de pobreza e indigência.

A que se destina  Programas de transferência de renda e ativos e programas estruturantes nas áreas que apresentam graves indicadores sociais e famílias em condições de vulnerabilidade.

Natureza dos recursos  Não reembolsáveis.

Fonte dos recursos  O Fundo Estadual de Combate à Pobreza – FECOP, que foi instituído pela Lei complementar Nº 37, de 26 de novembro de 2003 e regulamentado pelo Decreto Nº 27.379 de 1º de março de 2004.

Publico alvo  Os grupos de apicultores dos municípios de menor IDM (índice de desenvolvimento municipal). Área de atuação  Os 68 (sessenta e oito) municípios priorizados pelo FECOP.

Total de produtores treinados

 3.562 apicultores receberam treinamento em: manejo de apicultura, associativismo, gestão da empresa rural, gestão ambiental e boas práticas de fabricação.

Material distribuído (Nov/2004 a Mar/ 2007)

 17.810 colméias;

 08 casas de mel (construídas);

 Um kit para extração e beneficiamento do mel (um kit para 20 apicultores);  Um “Kit Apicultor” (05 Colméias completas, cera alveolada, tela excluidora de

rainha, indumentária, fumigador, formão, vassourinha espanador de favos, alimentador, carro de mão, bandeja inox e coletor de própolis).

Atuação na região central do Ceará

Foram selecionados os municípios que se enquadraram entre os 68 de menor IDM: Banabuiú, Boa Viagem, Canindé, Caridade, Choró, Ibaretama, Itapiúna, Itatira, Jaguaretama, Madalena, Paramoti, Pedra Branca. E mais especificamente em 27 associações de apicultores. Num total de 540 apicultores beneficiados nesta região. Fonte: Arquivo CENTEC, 2007

O projeto FECOP que no início de sua vigência tinha suas ações direcionadas para a apicultura com a mudança de governo, ocorrida no ano de 2007, teve suas ações direcionadas para outras atividades, sem um foco mais preciso.

2.9.2 O programa Dom Helder Câmara (PDHC)

Trata-se de um Projeto do Ministério do Desenvolvimento Agrário/Secretaria de Desenvolvimento Territorial (MDA/SDT), a partir de um acordo de empréstimo com o Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (Fida), cuja missão é a de criar referenciais para as políticas públicas de combate à pobreza em áreas de agricultura familiar e reforma agrária na região semiárida nordestina. E tem no Fundo de Investimento Social e Produtivo (FISP) um fundo de financiamento dos projetos administrados pelo projeto Dom Helder (PDHC, 2011).

Através das informações mostradas no Quadro 4 pode-se conhecer melhor sobre as finalidades do projeto Dom Elder Câmara/FISP.

Quadro 4 – Caraterísticas do projeto PDHC

ITENS CARACTERÍSTICAS

Objetivos

 Fortalecer processos locais, participativos e solidários, de construção social do desenvolvimento humano sustentável das famílias agricultoras e melhorar as condições de vida das famílias atendidas pelo PDHC;

 Elevar o nível de segurança hídrica e alimentar;

 Ampliar a capacidade tecnológica e de gestão, a ocupação produtiva o emprego e a renda;

 Dinamizar conhecimentos e práticas sobre as alternativas de convivência com o semiárido.

A que se destina

 Investimentos de pequena monta de infraestrutura social e produtiva focados no aprendizado de elaboração e gestão participativa de projetos. Tais como: unidade de beneficiamento de diversos produtos como (leite, polpa e mel). Compra de matrizes e equipamentos para produção e principalmente assistência técnica.

Natureza dos

recursos  Não reembolsáveis. Fonte dos

recursos  Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (Fida). Publico alvo  Agricultores e suas associações localizadas na região semiárida nordestina.

Área de atuação  O Projeto atua em seis estados da Região Nordeste - Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. Dos 900.000 Km² de semiárido nordestino o projeto busca criar impacto sobre 32,78% da área total.

Atuação na Região Central

do Ceará

 Estão distribuídas em 19 assentamentos e 17 comunidades de agricultura familiar, nos municípios de Banabuiú, Choró, Quixadá, Quixeramobim e Senador Pompeu. Fonte: Projeto Dom Helder Câmara, 2011

O projeto Dom Helder Câmara é um dos projetos de maior significância que tem apoiado atividades agrícolas nas comunidades da região central do Ceará. Mesmo que esse projeto não tenha sido criado com o objetivo único de incentivar a produção apícola, muitos investimentos foram direcionados para esta atividade, principalmente na construção de casas do mel e doação de equipamentos apícolas.

2.9.3 Programa PRONAF Infraestrutura

Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf/Infraestrutura) é um projeto criado pelo Governo Federal destinado ao Financiamento de infraestrutura e serviços municipais: apoio financeiro aos municípios de todas as regiões do país para a realização de obras de infraestrutura e serviços básicos.

Através das informações mostradas no Quadro 5 pode-se conhecer melhor sobre suas finalidades.

Quadro 5 – Caraterísticas do PRONAF Infraestrutura

ITENS CARACTERÍSTICAS

Objetivos  PRONAF Infraestrutura foi criado para apoiar o desenvolvimento rural dos municípios cuja base econômica é a agricultura familiar. A que se

destina

 Destina-se exclusivamente a melhorar as condições de vida dos pronafianos, ou seja, a construção de uma pequena ponte, a instalação de um ponto de energia elétrica, para que os investimentos financiados diretamente aos agricultores possam ter melhor retorno. Natureza dos

recursos  Não reembolsável Fonte dos

recursos  As fontes são: o BNDES, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e os Fundos Constitucionais do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO). Publico alvo  Agricultores familiares e suas associações.

Área de

atuação  O programa prioriza os municípios com índices de desenvolvimento humano (IDH) mais baixo. Atuação na

Região Central do Ceará

 Está distribuída em assentamentos e comunidades de toda a região central do estado. Fonte: Banco do Nordeste - PRONAF Infraestrutura, 2011

2.9.4 Programas de incentivos através de financiamentos bancários

O Pronaf, além dos investimentos não reembolsáveis que são repassados aos municípios, também tem linhas de crédito rural, regulamentadas pelo Banco Central para o financiamento das atividades produtivas dos agricultores familiares. Esse crédito tem como objetivo aumentar a capacidade produtiva, a geração de empregos, a elevação de renda e a melhoria da qualidade de vida dos agricultores.

O banco do Nordeste, através do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste – FNE possui financiamentos destinados à apicultura. E foi através desses financiamentos que muitos produtores da Região de estudo conseguiram ampliar seus apiários. Os incentivos garantidos pelo financiamento a juros baixos permite que os apicultores tenham nesta instituição uma forma de aumentar o número de colmeias. O processo se dar da seguinte forma: as associações que foram beneficiadas com programas tipo PRONAF infraestrutura ou FECOP, já com seus apicultores capacitados para o desenvolvimento da atividade podem obter financiamentos, ampliar e/ou modernizar seus projetos. Os apicultores podem adquirir equipamentos destinados à criação de abelhas, extração e beneficiamento dos produtos apícolas, construir benfeitorias e até fazer a aquisição de enxames de apis.

2.9.5 Projeto APIS/SEBRAE

O projeto Apis Nordeste já realizou muitas ações de incentivo a apicultura na região, principalmente ligadas à capacitação, assistência técnica, bem como na alocação de financiamentos bancários para as comunidades de apicultores.

No Quadro 6 podem ser visualizadas algumas dessas ações.

Quadro 6 – Ações realizadas pelo SEBRAE/APIS NORDESTE

AÇÕES REALIZADAS  Oficinas Regionais de Planejamento em Teresina, Natal e São Luís;

 Oficinas Estaduais com Entidades representativas dos apicultores e públicas visando à formação de parcerias; públicas, visando a formação de parcerias;

 Criação da UNAMEL – União Nordestina dos Apicultores – Articulação de Parcerias, a criação da Agencia de Desenvolvimento da Apicultura do Nordeste;

 Capacitação visando inserir o mel e a cera de abelha na produção de cosméticos e Artesanato e Mel no Piauí, Bahia, Ceará, Alagoas;

 Implantação do PAS MEL Bahia Rio Grande do Norte Ceará Piauí Implantação do PAS MEL Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Pernambuco;

 Implantação de Certificação Orgânica e Comércio Justo Piauí;  Realização de visitas técnicas – Bahia, Pernambuco, Piauí e Alagoas;

 Elaboração de Relatório Situacional sobre a cobrança do ICMS nos Estados do Nordeste, com vistas a se promover uma harmonização.

Fonte: SEBRAE, 2011

Desde o início do projeto apis, em 2003, em articulação com 245 parceiros em âmbitos internacional, nacional, estadual e municipal, o SEBRAE vem apoiando a implantação de 22 projetos de apicultura, abrangendo 418 Municípios, beneficiando diretamente 12.875 apicultores organizados em 283 associações e 42 cooperativas, com uma produção atual de 7.482 toneladas de mel (IBGE 2008).

O Quadro 7 discrimina as ações do projeto apis nas regiões do estado do Ceará.

Quadro 7 - Projeto apis/SEBRAE investimentos realizados de 2006 a 2008

Regiões do Ceará Número de municípios Número de apicultores associações Número de cooperativas Número de

Apis Cariri 22 300 4 1

Apis região

metropolitana 8 300 18 2

Apis Região Norte 8 201 7 0

Apis Sertão Central 22 730 9 1