5. ANALYSES AND DISCUSSION
5.2 D ISTRIBUTION COST ANALYSIS
5.2.3 Optimization results
“[...] o caráter social é o caráter universal de todo o movimento; assim como a sociedade mesma produz o homem enquanto homem, assim ela é produzida por meio dele.” Karl Marx
A atividade social nasce sempre da associação entre homens, que em colaboração e munidos de conhecimentos, instrumentos e meios de realização, planejam e antecipam os resultados que estão direcionados à resolução de alguma problemática da vida concreta. Tal problemática, apesar de referir-se à sua existência em comum, indica, ainda, que se relaciona com as atividades particulares dos sujeitos individuais, haja vista, que a vinculação a um grupo só se justifica, ou pela dominação ou pelo interesse produzido em outras esferas da vida particular.
Assim, na atividade social de um indivíduo, encontramos uma situação complexa. Além das exigências da atividade atual, ocorre a influência de outras atividades particulares do sujeito, que estão na periferia do surgimento de uma necessidade em comum e, também,
ϴϵ
um objetivo posto, que se sobrepõe aos interesses das atividades particulares. Toda atividade exige do sujeito os meios adequados que possibilitam uma coerente resposta às ações e operações que efetivamente levem a um determinado objetivo correspondente.
Na escolha dos meios para alcançar os objetivos da atividade encontram-se, no entanto, duas situações diferentes: aquela que se refere às finalidades específicas de cada ação e que define as operações segundo os instrumentos e meios disponíveis, e outra que se refere ao objetivo geral da atividade que obriga os meios a conterem em si mesmos a possibilidade de efetivação do objetivo geral posto desde o início, como antecipação dos resultados da atividade. A relação entre o objetivo geral, posto, as finalidades parciais de cada ação, mais a adequação dos meios e instrumentos exigidos cria um conjunto de necessidades particulares a cada ação, que imprime à necessidade da atividade um caráter dinâmico e sistêmico variável, quanto ao conteúdo e sua forma final.10
Daqui, pode-se concluir que uma necessidade não é em si mesma homogênea, nem um conjunto de elementos isolados cuja apreciação possa ser feita claramente ou delimitada com precisão. Ao contrário, uma necessidade é sempre composta por uma rede complexa de outras necessidades, circunstâncias, meios secundários, interesses diversos ou mesmo sem ligação direta com o resultado final da atividade, porque o resultado final pode, ainda, ser para o sujeito um meio para alcançar outros objetivos.
A atividade social de um indivíduo é sempre composta por necessidades que incluem as da personalidade (como sujeito representante de si mesmo) e as da individualidade (como sujeito social). Como exemplo, Marx (2004, p. 107) afirma: “[...] o que faço a partir de mim, faço a partir de mim para a sociedade, e com a consciência de mim como um ser social”. A existência da necessidade humana reflete a existência humana, mas como esta foi posta ou coube aos homens escolherem segundo a situação e suas próprias possibilidades.
Na causalidade da atividade e na forma como ela se desenvolve, encontramos esta multiplicidade de necessidades, meios e interesses diversos que se fundem com o objetivo da atividade e com as finalidades das ações.11
Os meios necessários à objetivação (concretização) da atividade são representados pelos instrumentos materiais ou ideacionais, conhecimentos, representações e capacidades psicológicas desenvolvidas socialmente, etc. Estes, no entanto, sempre sofrem a ação das exigências das circunstâncias transformando-se ou adquirindo novas qualidades segundo as
10 Vide em Apêndice A: figura esquemática da Estrutura Dinâmica da Atividade Humana. 11 Vide em Apêndice A: figura esquemática da Estrutura Dinâmica da Atividade Humana.
ϵϬ
características da necessidade. É assim que a necessidade não somente cria novas atividades, mas altera os meios disponíveis ou cria outros para possibilitar a sua finalidade.
A finalidade a ser alcançada pode, no curso de uma atividade, ser alterada de acordo com as possibilidades geradas pelos meios e as possíveis alterações na sua configuração; com os conhecimentos das características e da funcionalidade desses meios; com as consequências que o processo produzirá; com a alteração dos meios segundo a situação e com os conhecimentos produzidos em outras esferas de produção ativa. Por outro lado, a proposição de uma finalidade pode exigir a alteração da realidade concreta. A própria determinação de um fim pode criar novas necessidades, como exemplo, pode ocorrer a necessidade de busca ou pesquisa de informações e materiais, ou produção de meios e instrumentos.
Conhecer as condições de uma nova situação, pesquisar e buscar meios e fins correlacionados, controlar a efetivação da atividade, articular ações e operações hierarquizando-as é um movimento constante da atividade humana. Essas ações estão sempre presentes na necessidade, são elas que dão forma à necessidade. No entanto, não só o que é conhecido desencadeia uma atividade. O desenvolvimento da atividade social se constitui, também, pela produção de situações novas, e estas podem se transformar em elemento motivador que põe em andamento a aquisição de novos conhecimentos e habilidades. Por exemplo, passar da situação de pré-escolar à escolar cria novas necessidades cognitivas, afetivas, emocionais, instrumentais e de meios psicológicos.
O novo como base da necessidade representa uma constante na atividade humana. Mas ele na vida humana não é unicamente casual, e nem teleologicamente existente a priori por uma força imanente da natureza. O novo pode ocorrer na multiplicidade da atividade humana, pelas transformações da própria natureza – que se movimenta por suas próprias leis, independentemente da existência dos homens -, mas também pode ser criado intencionalmente. A atividade pensante e teórica pode antecipar uma possível realidade ainda não existente e imaginá-la a determinados fins, inclusive aqueles cujas necessidades não foram ainda criadas. No entanto, para que tal realidade se concretize, ela carece ainda da formação de uma necessidade e de um sentido para os sujeitos da sua atividade (LEONTIEV 1998, p. 72).
O sentido, por sua vez, é representado na consciência por meio de ideias, pensamentos, motivos e imagens da vida concreta que fazem a mediação entre a necessidade e as providências exigidas para a sua resolução. Ao fazerem a mediação na resolução da necessidade, essas bases da formação do sentido devem condicionar-se às finalidades das ações em particular e ao fim último da atividade exigida para alcançar o objeto da
ϵϭ
necessidade. As ações do pensamento serão aqui produzidas com as características da finalidade da atividade em relação a uma dada realidade. No entanto, ainda na representação do sentido pessoal, o próprio sujeito se põe como possibilidade diante da atividade e suas finalidades.
Nessa situação de se pôr diante do seu mundo, surge para o sujeito da necessidade a alternativa como condição. A escolha ou o ato eletivo durante a resolução de uma necessidade colocam o sujeito em uma situação complexa, que envolve as esferas cognitivas, afetivas e emocionais da personalidade. A escolha deve ser realizada com base na realidade e por meio do seu reflexo consciente. As características da situação podem determinar o campo da escolha e fazer emergir uma representação específica que é a orientadora da eleição dos meios ou instrumentos para a efetivação das ações necessárias. Contudo, que se eleja este ou aquele objeto mediador depende das condições materiais objetivas e da mesma forma das condições subjetivas, ou seja, das esferas da existência psicológica como forma de orientação e controle das relações. Assim, constituintes objetivos da realidade agem sobre o sujeito por meio dos constituintes subjetivos de uma necessidade, ou seja, aquilo que é exigido pela afetividade e pelos sentidos pessoais. Isso põe em evidência a unidade ineliminável entre objetividade e subjetividade na determinação da necessidade e do comportamento na atividade (VIGOTSKI, 2004, p. 148).
Leontiev (1998, p. 81; 82), explicitando o desenvolvimento da atividade guia, nos dá um bom exemplo para compreender o que foi dito acima sobre as novas situações, a tomada de consciência e a escolha como constituinte de uma nova necessidade. Ele afirma que,
O desenvolvimento da atividade principal que caracteriza um certo estágio e de outras formas da atividade infantil com ela relacionadas determina a escolha de novos alvos em sua consciência e a formação de novas ações que respondem a eles. Uma vez que o desenvolvimento subsequente destas ações é limitado pelas operações já dominadas pela criança e pelo nível já existente de desenvolvimento de suas funções psicofisiológicas, uma certa discrepância surge entre os dois, a qual é resolvida por um “constrangimento” das operações e funções até o nível exigido pelo desenvolvimento das novas ações. [...] A atividade que costumava desempenhar o papel principal começa a se desprender e a passar para um segundo plano. Uma nova atividade principal surge, e com ela começa também um novo estágio de desenvolvimento. Essas transições, em contraste com as mudanças intra-estágios, vão além, isto é, de mudanças em ações, operações e funções para mudanças de atividades como um todo.
A própria escolha de uma alternativa na resolução da necessidade pode implicar ela mesma o surgimento de novas necessidades, tendo em vista que os caminhos para alcançar a finalidade ocorrem por meio dos mediadores, que, por si mesmos, têm qualidades, que
ϵϮ
limitam as possibilidades dos atos e operações exigidas; sendo insuficientes ou inadequados, criarão uma motivação específica.
Outra questão relacionada à atividade é que a correção das ações é condicionada pelos seus efeitos, o que sugere a contínua produção de necessidades (motoras, instrumentais, cognitivas e afetivas) nos atos e no controle da atividade. Em uma atividade, pode ocorrer a necessidade para discriminar as características da concretude da situação da ação e seus elementos, por exemplo, exigir um projeto que antecipe as possibilidades, meios e alternativas existentes. Mas, por outro lado, a própria racionalidade da escolha depende das características intrínsecas da necessidade, da sua motivação. Qual pode ser, por exemplo, o valor da ação para o sujeito?
Nesse contexto, pode-se inferir que, quando uma necessidade se forma, configurando- se como uma situação concreta (que é sempre formada na atividade), os elementos objetivos dessa situação não são por si sós suficientes para determinar o comportamento para a sua resolução. A assunção e as escolhas para a resolução da necessidade dependem das condições internas suficientes para o encaminhamento da situação problemática que a origina. Assim, trava-se uma constante luta entre as exigências da realidade (a necessidade como condição de uma atividade) e as exigências afetivas, cognitivas e emocionais da personalidade (aquelas cuja flexibilidade possibilita uma eleição de valor no ato das escolhas).
Vigotski (1996, p. 383), ao analisar o desenvolvimento da criança, faz uma referência ao fato de que a ação do meio por si só é insuficiente para explicar os motivos do desenvolvimento da criança. Afirma, portanto, que o sentido pessoal dado pela avaliação individual da experiência com o meio entra de igual maneira no processo de formação da orientação psicológica que expressa, de certa forma, o desenvolvimento. Ele afirma que,
Se tivéssemos que formular uma tese formal, um tanto generalizada, seria correto dizer que o meio determina o desenvolvimento da criança por meio da vivência deste meio. Assim pois, o mais essencial é renunciar aos índices absolutos do meio. A criança é uma parte da situação social, sua relação com o entorno e deste com ela se realiza por meio da vivência e da atividade da própria criança; as forças do meio adquirem significado orientador graças às vivências da criança. (tradução nossa)
A atividade social realizada por um sujeito significa o campo dessa luta entre as exigências da vida concreta e as necessidades de orientação psicológica. A análise da necessidade só pode ser realizada, então, compreendendo-se qual é o lugar que ela ocupa nas inter-relações entre os componentes estruturais e sistêmicos da atividade.
ϵϯ
Pode-se localizar a necessidade como ponto intermédio entre a atividade vital (considerada aqui como nível mais inicial da atividade viva) e a objetivação produzida por essa atividade. Porém, considerando-se a estrutura da atividade como conjunto de ações e operações direcionadas a um fim, ver-se-á que a necessidade interpõe-se em todos os momentos da realização da atividade, até dar lugar, alcançando-se sua finalidade, a outra ou nova necessidade. Além disso, pode-se notar que o motivo geral da necessidade de uma atividade permanece como sua base orientadora, porém, no desenvolvimento das ações, complexifica-se o papel do motivo geral da atividade: é este que passa a gerar necessidades operacionais específicas para cada ação.12
Essas múltiplas necessidades formam entre si inter-relações que não têm linearidade fixa e invariável, isto é, uma hierarquia a priori, mas, dependem das condições objetivas e subjetivas, e das suas alterações. Assim, por exemplo, uma necessidade pode dar lugar à outra e gerar novas ações ou atividades por força das mudanças das condições objetivas (por exemplo, carência instrumental) ou subjetivas (por exemplo, falta de um conhecimento específico), antes mesmo que a atividade se conclua. Isso quer dizer, ainda, que, no interior de uma atividade, novas necessidades podem ser criadas pelo controle heterônomo, produzindo- se alterações objetivas ou ideológicas.
Tal fato remete-nos a considerar que, na condição social, as necessidades estão, também, sujeitas a interesses heterônomos. Sob relações de poder e dominação, os indivíduos alteram o espaço/tempo da sua posição e a dos objetos de sua relação, porquanto os seus interesses e objetivos perdem ou adquirem valores diversos em função da multiplicidade de inter-relações entre atividades, que fazem parte da esfera das suas relações. Desse ponto de vista, as mais contraditórias necessidades surgem sempre das relações do poder de dominação no âmbito da multiplicidade de atividades de um indivíduo.
Portanto, o ser social da necessidade só poderá ser compreendido a partir da própria atividade social, como intrínseco aos processos causais do surgimento da atividade como uma posição teleológica, como atividade direcionada a um fim que exige, por sua vez, que o sujeito tenha os recursos materiais, ideacionais e conscientes, ou capacidades psicológicas pertinentes à execução da atividade à qual se propôs ou na qual foi posto.
Outra questão de importância, então, para a compreensão da posição que a condição de necessidade cria para o indivíduo é a sua transformação em sujeito de uma atividade na qual foi incluído. A percepção da exigência do momento em uma dada situação, motivada
ϵϰ
pelas condições materiais objetivas, afetivas e simbólicas, tanto exerce uma força sobre o indivíduo como provoca uma força nele próprio, isto é, a tomada de consciência cobra um posicionamento ativo (vivo) e o indivíduo produz ações direcionadas a uma finalidade requerida pelo momento. Na necessidade, um indivíduo encontra-se sujeito às condições objetivas e às subjetivas, isto é, às determinações heterônomas e às motivações da vontade.13
A clara compreensão dos objetivos da atividade pelo sujeito, bem como o fato de ele haver posto, de forma consciente, a série de ações exigidas para o cumprimento da atividade, define sua qualidade de sujeito agente da atividade. Nesse sentido, como sujeito, o indivíduo tem sob sua responsabilidade o que deve ocorrer para a objetivação dos produtos da atividade. Aqui, se pode notar que um dos determinantes das atitudes e escolhas do sujeito é que elas são orientadas pelas qualidades do fim determinado como objetivo da atividade. Desse modo, as qualidades ou estímulos do mundo presente são percebidos junto com as qualidades do resultado futuro esperado, o que deixa claro que a estimulação age sobre o sujeito a partir das condições internas da consciência, mas por meio dela, e não como diretamente determinante, como explica Leontiev (1998, p.72),
Para que uma ação surja, é necessário que seu objetivo (seu propósito direto) seja percebido em sua relação com o motivo da atividade da qual ele faz parte. Este é um ponto extremamente importante. Segue-se daí que o propósito de um mesmo ato pode ser percebido diferentemente, dependendo de qual é o motivo que surge precisamente em conexão com ele. Assim, o sentido da ação também muda para o sujeito.
Portanto, criando-se uma situação contextual objetivamente determinada pelos seus elementos simbólicos e materialmente objetivos, ela mobilizará no indivíduo todas as suas faculdades psicológicas e motoras com fins a dominar as possibilidades de concretização da sua atividade e objetivação das suas necessidades (VIGOTSKI 2001, p. 60). Nesse momento, duas questões se impõem ao sujeito: primeiro, se os recursos intelectuais e da subjetividade como um todo são suficientes para responder às problemáticas propostas pela tarefa que deve cumprir; segundo, se eles são insuficientes, como deverá proceder para adquiri-los.
Na primeira situação, a autonomia surge como condição própria e suficiente para a resolução de suas necessidades. Na segunda, ocorre a dependência de uma atividade extra para a aquisição dos recursos exigidos, o que demanda uma pesquisa na realidade social para a constituição de um novo conhecimento, ou de uma avaliação afetiva das condições necessárias e da necessidade em si.
ϵϱ
Assim, chega-se a uma questão que se torna importante analisar, o valor das necessidades criadas, e o que elas representam em termos de desenvolvimento e humanização para o indivíduo.
As necessidades postas pelos homens como exigências das atividades sociais trazem consigo a exigência de um conjunto de capacidades que no ato da sua atualização prática demonstram o valor que têm para o indivíduo na sua vida atual e futura. Assim, o surgimento de novas necessidades exige novos modos de agir, pensar e sentir em relação à realidade. O que se desenvolve como forma de nova capacidade na atividade, deve, no ato de sua efetivação, ser considerada segundo o seu valor para a objetivação da atividade e como qualidade para o desenvolvimento do próprio sujeito. O valor, portanto, comporta duas esferas de relações, uma com a realidade na sua concreticidade e outra com a subjetividade, com a formação e transformação do indivíduo.
Em relação à valoração, ocorre que a criação de uma necessidade social coloca o indivíduo em uma situação de ambiguidade diante de seus desejos e vontades. Nem sempre as necessidades sociais correspondem às individuais ou da personalidade e o indivíduo, respeitando uma força impessoal, deve ceder em parte e não raro totalmente a essas condições, tomando uma necessidade estranha como se fosse sua. Por exemplo, alimentar-se com uma colher ou garfo, quando naturalmente se pode fazê-lo com as mãos. Assim, nas necessidades manifestas por um indivíduo, encontram-se não somente as qualidades de sua natureza biológica, mas, principalmente um histórico de formação sucessiva de necessidades estranhas que moldam o seu ser como um indivíduo de uma determinada sociedade em um determinado tempo histórico, como produto, também, de uma força impessoal.
No entanto, essa força impessoal não é absoluta. Na sua singularidade, o indivíduo não somente amolda as suas vontades à imposição social, mas também, imprime de forma sutil modos de realização dos atos exigidos, com formas características que possibilitam, em parte, a existência pessoal na atividade determinada e, com isso, amolda a determinação impessoal e estranha com a vontade pessoal, tornando-a parcialmente aceitável para si mesmo.
O valor, nesse caso, estará presente como um dos conteúdos psicológicos em uma necessidade, como imperativo pessoal ao ato volitivo da escolha e revela obrigatoriamente o seu conteúdo consciente, já que o valor de uma escolha posiciona o indivíduo na concreticidade de sua vida, como personalidade. Por isso, a vontade como orientação consciente da ação e a escolha como possibilidade de realização objetiva da subjetividade podem caracterizar o aspecto conflitivo de toda necessidade. A escolha por este ou aquele caminho a seguir, por esta ou aquela posição na qual o sujeito se colocará em determinada
ϵϲ
atividade social, é fundamental para a definição e superação da necessidade. A escolha sempre aponta para o futuro do sujeito no conjunto de suas relações e da esfera da necessidade dada. A escolha, por isso, é sempre fundamento do posicionamento pessoal diante da problemática da necessidade, como propõe Lukács (2004, p. 151),
A intenção verdadeira, que se tornou objetiva na práxis, decide o valor destas posições; esta intenção pode estar orientada ao essencial ou ao