4 Passive Hybrid System
5.2 Optimization of the low-pass filter
Umainspeçãonãodestrutivaporultrassom onsistebasi amenteemenviarere ebersinais
deultrassomatravésde uma peça,eanalisando-seosinal re ebido, tirar on lusõessobre
o estado da mesma. No aso de inspeções de paredes de oleodutos, utilizam-se pulsos
a ústi os gerados por transdutores de ultrassom, que se reetem nas paredes internas
do duto e são re ebidos omo sinais de e o, pelo mesmo ou por outros transdutores.
Conhe endo-seavelo idadede propagaçãodaonda nomeio,emedindo-seo tempoentre
oenviodaonda eore ebimento doseu e o ( onhe ido omoTOA)épossíveldeterminar
adistân iaentreotransdutoreaparede. Determinando-seestas distân iasseguidamente
aolongode um orpopode-sere onstruirorelevodomesmo. Alémdisso, épossívelmedir
aespessura daparede, peladiferença de tempo entre o primeiroeo segundo e o.
OTOAéestimadoanalisando-seosinalde e ore ebido. Porexemplo,pode-seadotar
oinstantede maioramplitude dosinal omo estimativadoTOA. Agura 3.3mostra um
exemplode envio ere ebimentodos e os geradospelas paredes, eseus respe tivos TOAs
(adotando-seum ritériodemaioramplitude omosendooTOA).Apropagaçãodeondas
Figura 3.3: Envio ere ebimentodos e os dosinal de ultrassom, e seus respe tivos
TOAs
é prati amente espe ular, gerando sinais de e o intensos e bem omportados. Porém,
quando tenta-se re ebersinais de e o gerados por superfí ies orroídas e rugosas,em um
meio om alta atenuação, a relação S/R do e o re ebido é fortemente prejudi ada. A
gura 3.4 mostra laramente a diferença de e os obtidos em uma superfí ie plana em
meio limpo, e os e os misturados a ruído em superfí ies orroídas, e meios altamente
atenuantes ( omo opetróleo). Estes e os om baixa taxa S/R(gura 3.4.(b)) setornam
difí eisde ser dete tados orretamente.
(a) (b)
Figura 3.4: Sinaisde e o obtidos emágua, (a)geradoporuma pla ade alumínioplana
epolida; e(b) gerado emregião orroídada pla a
onda longitudinal se onverte em uma longitudinal, mais uma omponente transversal.
Estasondastransversaisa abamtambémvoltandoaotransdutor,gerandomaisin ertezas
nadete ção dos e os. Essas ondas são en aradas omo ruído adi ional aos que já foram
itados.
Veri a-se portanto a ne essidade do desenvolvimento de novas te nologias, que me-
lhoremessa relaçãoS/Rnos e osre ebidos, paraqueaestimativadoTOA possa serfeita
om maiorpre isão, edesta maneirao resultado da inspeção tornar-se mais onável.
Para apli ações em tubulações, pode-se al ular qual será a atenuação esperada do
primeiro e do segundo e o, utilizando os índi es de reexão e transmissão denidos na
equação3.1. Para aamplitudedoprimeiroe o,apli a-seapenasaequaçãodereexão. Já
parao segundo e o, apli a-seade transmissão (do meioemque seen ontrao transdutor
paraaprimeiraparede), ade reexão(nasegunda parede),enovamenteade transmissão
(da primeiraparedede voltapara o meio).
Para a impedân ia a ústi ado óleo pode-se utilizar uma aproximação om o mesmo
valordaimpedân iaa ústi adaágua,queéde
1.48 MRayl
,e paraaparededooleodutousa-sea do aço queé de
40 MRayl
(KINSLER;FREY, 1950).Dessa forma,a amplitudedoprimeiroe o será 93%daamplitude ini ialemitida,ea
dosegundo e o será 13%.
Porúltimo,éimportanteressaltarquedevidoàinversãodefasequeo orrenosegundo
e o, deve se ter em mente que se pro ura-se um pi o positivo no primeiro e o, deve-se
pro urarum pi o negativo nosegundo.
3.1.4 Transdutores de Ultrassom
Para melhor entender todo o on eito da inspeção porultrassom, é interessante ompre-
ender omo fun iona o transdutor ultrassni o, que é a peça responsável pelo envio e
re ebimento dos sinais de ultrassom.
Os transdutores são feitos de material piezoelétri o (material que onverte tensão
me âni aempoten ialelétri o,ouvi e-versa) epodem terdiferentes formatos,tamanhos
e frequên ias. A gura 3.5 mostra omo seria a onguração mais simples possível para
d
V
T
T
+
-
Figura 3.5: Modelo simpli adode um transdutor de ultrassom
Utilizando asequações onstitutivas piezoelétri as (SZABO,2004), hega-se a on lu-
sãode quequando umatensãoelétri aéapli adanos terminaisdotransdutor, umaforça
apare e no orpo, eseu valoré,
F (t) = (hC0V /2)[−δ(t) + δ(t − d/c)],
(3.2)onde
h
é a onstante piezoelétri a,C0
é a apa itân ia,V
é a tensão apli ada,d
é adistân ia entre os terminais, e
c
a velo idade do som entre os eletrodos (dada porc =
pCD/ρ
, onde
C
D
é onstante de rigidez e
ρ
é a densidade do material. Tomando atransformadade Fourier daequação 3.2temos,
F (f ) = −i(hC0V )e−iπf d/csin[π(2n + 1)f /2f0].
(3.3)A equação 3.3mostra que a força é máxima nas harmni as ímpares(
n = 1, 2, 3, ...
)dafrequên iafundamental(ou de ressonân ia)
f0
= c/2d
. Daí vema grandeimportân iadeex itarostransdutoresemsua frequên iaderessonân ia(esuasharmni as),demodo
a transmitira maior energia possível. Fora destas frequên ias, pouquíssima energia será
transmitida,impossibilitando ageração eenvio de sinais de ultrassom.
No entanto, sinais om banda base de baixa frequên ia também podem ser usados
omo ex itação utilizando-se uma onda portadora na frequên ia de ressonân ia. Esta
3.1.4.1 Frequên ia do transdutor
Para es olher a frequên iabase dotransdutor, deve-se levarem onsideração dois fatores
prin ipais:
•
Espessuraasermedida-Quantomenoraespessuraqueseesperamedir,menordeve ser o omprimento de onda do sinal ultrassni o (e onsequentemente, maior suafrequên ia),demodoqueose osprovenientesdainspeçãonãosesobreponham. Isto
é onhe ido omo a resolução axial do transdutor, ou seja, qual a medida mínima
de espessura quepode-se distinguirutilizandoo mesmo.
•
Atenuação do sinal - A diferença de impedân ias a ústi as dos meios, somada a atenuaçõespor ruído,dispersão, rugosidade e orrosão tornam a dete ção dos e osdi ultosas por amuar os e os muito atenuados. De modogeral, quanto maior a
frequên ia,maior a atenuação.
Nas apli ações de inspeções de dutos, espera-se medir espessuras de até
5 mm
. Anorma SAE AMS 2632 re omenda que para espessuras menores de
13 mm
utilize-sefrequên iasentre
2 e 10 MHz
(SAE AMS2632, 1974).Emrelaçãoaoitematenuação,sabe-se queparamaiores frequên ias,asondasultras-
sni as sofrem maior atenuação quanto maior o espaço per orrido. Além disso, o estudo
da rugosidade super ial feito por Higuti (1994) on luiu que a rugosidade da peça que
estásendo inspe ionada tambémage de formadiferentepara diferentes omprimentosde
onda(ou seja, para diferentes frequên ias). A rugosidade age prin ipalmente diminuindo
a amplitude do sinal re ebido (espalhando a energia), e essa atenuação é maior quanto
maior for a frequên ia do sinal. Como também já foi itado (SIMON, 1993), o mesmo
a onte e para materiais om granulação emsua estrutura.
Destamaneiratem-seumarelaçãode ompromissoparaes olher umafrequên ia alta
( om um omprimento de onda baixo), que resulta em uma resolução axial maior (para
dete ção de paredes menos espessas), porém que tem uma atenuação maior devido à
rugosidade, orrosão eper ursoda onda.
3.1.4.2 Transdutores fo ais
Também existe a possibilidade de utilizar transdutores fo alizados. A gura 3.6 mostra
exemplosde um transdutor normale um fo alizado.
(a)
Foco
(b)
Figura 3.6: Em(a) um transdutor não-fo alizado,eem (b) um transdutor fo alizado
Otransdutorfo alizado on entraofeixea ústi oemitido,o quepoderiabene iar a
lo alizaçãoexata de pontos orroídos. Porém, omo as superfí ies orroídas apresentam
pers irregulares e ligeiramente in linados, pode o orrer o espalhamento na reexão do
sinal. Desta maneiranão é indi adoo uso de transdutores fo alizados, poisesse espalha-
mentopode reetiroe o parauma regiãonão oberta pelotransdutor. Mesmoperdendo
um pou o de resolução lateral om o feixe não diretivo, a han e de re eber energia re-
etida se torna maior om um transdutor não fo alizado. A gura 3.7 demonstra omo
o espalhamento do sinal é prejudi ial no aso do transdutor fo al. Por este motivo foi
(a) (b)
Figura 3.7: Em (a) o transdutornão fo al está dentro do ampode ondasreetidas
poruma superfí ieirregular,o que não a onte e em(b) om o transdutor fo alizado
3.2 Pro essamento digital de sinais
Nesta seção serão des ritas as razões do uso do pro essamento digital de sinais. O pro-
essamento de sinais onsiste na análise e/ou modi ação de sinais de forma a extrair
informações dos mesmos e/ou torná-los mais apropriados para alguma apli ação espe-
í a. Este pro essamento pode ser feito tanto analogi amente omo digitalmente. A
grande vantagem de um pro essamento digital de sinais (DSP - Digital Signal Pro es-
sing) é que se pode empregar algoritmos muito mais omplexos e e ientes que em um
pro essamento analógi o. O DSP omeçou em meados dos anos 70, quando os ompu-
tadores omeçaram a ar disponíveis, porém eram extremamentelimitados aapli ações
espe í as devido aos altos ustos envolvidos. A partir destes primórdios, avanços enor-
mesforam onseguidos,tornandoo DSPumaferramentaindispensávelemtodas asáreas
queenvolvem qualquer tipo de aquisição de sinais (SMITH, 1997).
Basi amentequalqueralgoritmopode ser implementadodigitalmente, jáquesão inú-
merasaspossibilidadesdedesenvolvimentodeum ir uitodigital. Elepodeserimplemen-
tadode diversas maneiras: viasoftware om pro essadores dedi ados, om pro essadores
normais,ou até om ir uitos digitais eletrni os totalmente dedi ados. Isso expli a sua