5 Videre arbeid – anbefalinger
5.1 Oppsummerte anbefalinger:
A atuação no mercado exportador compreende as informações sobre o tempo em que a empresa atua no mercado externo, o número de países de destino de seus produtos, o percentual das exportações sobre as vendas totais e os principais destinos das exportações.
Para as três variáveis quantitativas: (tempo de atuação, número de países e percentual das exportações sobre vendas totais), as distribuições apresentam assimetria positiva e outliers,
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O método agrega os casos de uma variável contínua, em dois grupos extremos, por meio do estabelecimento de dois valores que limitam esses grupos. Os valores de corte dos grupos são determinados levando em consideração tanto a simetria da distribuição quanto a presença de outliers. Detalhes ver em Pestana e Gageiro (2005).
portanto para a análise dessas variáveis foram empregadas medidas robustas, como média aparada a 5%, mediana, quartil e amplitude interquartil (Tabela 4).
Tabela 4 – Estatísticas de localização e de dispersão para as variáveis relacionadas à exportação Estatísticas Tempo atuação
(anos)
% Exportação sobre
vendas Número países
Média aparada a 5% 12,0 32,4% 12,8
Amplitude interquartil 10,0 55,0% 16,0
Mediana 10,0 20,5% 8,0
1° Quartil (25) 6,0 5,0% 4,0
3° Quartil (75) 16,0 60,0% 20,0
Fonte: Resultados da pesquisa.
Quanto ao tempo de atuação no mercado exportador, verifica-se que 75% das empresas amostradas têm até 16 anos de atuação, sugerindo que atividade exportadora dessas empresas é relativamente nova e se desenvolveu a partir da década de noventa. Pinheiro e Moreira (2000) argumentam que, principalmente na primeira metade dos anos noventa, ocorreu aumento substancial no número de empresas exportadoras. Outro ponto a ser destacado é que a partir dessa década muitas empresas foram criadas com foco no mercado internacional. Das empresas com mais de 17 anos, ou seja, criadas antes da década de noventa apenas 4,0% possuem idade igual ao tempo de atuação na atividade exportadora. Por outro lado, entre as empresas fundadas após a década de noventa, 50,0% possuem idade igual ao tempo de atuação no mercado exportador. Para Pinheiro e Moreira (2000), a abertura comercial proporcionou às empresas brasileiras melhores condições de penetração nos mercados internacionais, uma vez que a redução de tarifas permitiu aos exportadores acesso a bens de capital modernos e a insumos a preços internacionais, além disso o aumento da concorrência levou a maior produtividade e especialização das empresas.
Quanto ao número de países de destino os dados revelam que 50% das empresas exportam para oito ou menos países e 75% exportam para 20 ou menos países. Gomes e Ellery Júnior (2007) apresentaram números mais baixos quando analisaram empresas brasileiras de vários setores. Segundo os autores, 81% das firmas brasileiras que realizaram exportações em 1999 as direcionaram para cinco ou menos mercados.
Quanto à intensidade de exportação, observa-se que em média as exportações correspondem a 32,4% da receita total. Nota-se também, pela amplitude interquartil alta dispersão dos valores desta variável. A amostra é constituída por empresas cujas exportações variam de 0,03% do faturamento total até 100%. Novamente empregando o Método dos Grupos Extremos Revistos, as empresas foram divididas em três grupos com o objetivo de facilitar a interpretação e discussão das análises. Os pontos de cortes foram 11 e 38,6 e, portanto, arredondados para 10 e 40. Portanto, no primeiro grupo estão empresas cujo valor das exportações corresponde a até 10% do faturamento, no segundo aquelas cujo valor das exportações está entre 11 e 40% do faturamento e no terceiro grupo empresas em que mais de 40% do faturamento advém das exportações.
Para 36,6% das empresas amostradas, as exportações correspondem a 10% ou menos do faturamento. No entanto, o mesmo percentual de empresas 36,6% apresenta mais de 40% do faturamento advindo de exportações. Os resultados encontrados são semelhantes aos de Gomes e Ellery Júnior (2007) em que 46,2% das empresas do setor alimentação e produtos do fumo exportam até 10% da produção total. Para as firmas brasileiras em geral foi encontrado, pelos autores, que mais de 60% das empresas exportam até 10% da produção total, o que indica maior intensidade de exportação da indústria da alimentação relativamente ao conjunto de setores da economia brasileira (vide Figura 11).
0 5 10 15 20 25 30 35 40 Até 10% De 11 a 40% Acim a de 40% Percentual das exportações sobre as vendas totais
P e rc e n tu al d e em p resas
Figura 11 - Intensidade das exportações Fonte: Resultados da pesquisa.
Um resultado verificado é a relação positiva entre tamanho da empresa e número de países para os quais essas exportam. Enquanto apenas 3,5% das Micro e Pequenas Empresas exportam para mais de 20 países, 48,6% das Grandes Empresas exportam para mais de 20 mercados diferentes. Essa relação também foi encontrada por Gomes e Ellery Júnior (2007) quando analisaram 16 setores da economia brasileira.
A Divisão de Estatística das Nações Unidas divide as regiões do mundo em grupos econômicos de países e apresenta uma lista onde esses são divididos em desenvolvidos e em desenvolvimento. Com essa relação foi possível classificar os dois principais destinos das exportações das empresas em: países desenvolvidos (os dois principais países para os quais a empresa exporta são desenvolvidos), países em desenvolvimento (os dois principais países para os quais a empresa exporta são aqueles em desenvolvimento) e ambos (um país desenvolvido e outro em desenvolvimento). A Figura 12 mostra que 48% das empresas têm como os dois principais destinos de suas exportações os países desenvolvidos. Apenas 25% têm os países em desenvolvimento como os dois principais destinos. A literatura tem mostrado que as exigências técnicas variam significativamente entre os países, sendo que os mais desenvolvidos são, em geral, mais restritivos.
Am bos 25% Em Desenvolvim ento 27% Desenvolvdio 48%
Figura 12 – Principais destinos das exportações das empresas respondentes Fonte: Resultados da pesquisa.