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Oppsummering: sjøfugl, fiskeredskaper og metodebruk

5   Litteraturgjennomgang – bifangst av sjøfugl

5.4   Oppsummering: sjøfugl, fiskeredskaper og metodebruk

Outra concepção de formação da Geografia está sob a influência da corrente Estética. Essa tendência passa por um viés teórico do estudo da paisagem, sua dinâmica e funcionamento. Dentro desta corrente, a ciência seria imbuída do estudo sobre a diferenciação de áreas, individualizando-as e comparando-as umas às outras, dando à definição do espaço um sentido vago e genérico. Para Vitte (2011), a Geografia moderna nasce a partir da relação entre a teleologia da natureza formulada por Kant, e a estética moderna20 na obra de Alexander Von Humboldt (1769-1859).

No processo de sistematização da Geografia, Humboldt, foi um dos principais responsável pelo desenvolvimento de uma Geografia moderna. Para Horácio Capel (2007):

20 A respeito da teleologia kantiana e as origem da Geografia moderna Vitte (2006, p. 47) analisa “Às

reflexões de Kant, associadas às grandes viagens e ao trabalho artístico, permitiram a construção dos fatos geográficos como hoje são compreendidos. O fazer Geografia envolveu um caldo cultural para o qual os ingredientes necessários eram a filosofia, a sensibilidade, a técnica e a ciência. Neste contexto cultural, deve-se destacar a metafísica como sendo o grande motor da discussão geográfica. É a partir de uma trajetória de discussão metafísica, que inicialmente envolveu aspectos puramente físicos e matemáticos e, posteriormente, aspectos da Naturphilosophie, mais comumente chamado de movimento romântico, que podemos situar o nascimento das categorias geográficas como espaço, lugar, região, natureza e paisagem. É no contexto da Naturphilosophie que se insere Alexander Von Humboldt (1769-1859), considerado um dos fundadores da Geografia Moderna”.

Quase todos os estudiosos da história da Geografia concordam em considerar Alexander Von Humboldt como o pai da moderna ciência geográfica. Sua obra, sem dúvida, foi decisiva para a configuração de muitas das idéias geográficas, particularmente no campo da Geografia física [...] (CAPEL, 2007, p. 13 apud COSTA E ROCHA, 2010).

Com a finalidade de realizar um estudo sistemático da natureza, Von Humboldt fez várias expedições científicas na Europa e posteriormente nas terras não europeias (América Latina – inclusive Brasil, África, entre outros). O intuito de suas expedições, como analisa Capel, era uma complexa e rica problemática das relações entre os diferentes fenômenos do planeta. As inúmeras viagens de Humboldt ao redor do mundo entre o final do séc. XVIII e início do séc. XIX contribuíram para a formulação seus conceitos fundamentais.

Suas obras evidenciam uma busca de fusão dos dois caminhos perceptivos da realidade, o científico e o artístico, acentuando a integração de diversos conhecimentos. Seguramente entre a convergência de três correntes de pensamento: a botânica à Geognosia, e o realismo e romantismo alemão. Para Capel:

O projeto científico de Humboldt se dispunha em demonstrar empiricamente esta concepção idealista da harmonia universal da natureza concebida como um todo de partes intimamente relacionadas um todo harmonioso movido por forças internas, como ele mesmo diria em algum momento. Este foi o grandioso projeto científico que Humboldt acariciou durante toda sua vida, e que o conduziu em seu empreendimento a fundar a ‘Física do Globo’ e que culminaria mais tarde, nessa obra de maturidade que é o Cosmos (CAPEL, 2007, P. 15-16).

A partir da utilização de um método comparativo e por meio de uma perspectiva histórica, Von Humboldt pode traçar uma perspectiva geográfica. Através do método comparativo obteve teve importantes resultados, precisamente nas comparações universais, sistematicamente entre as paisagens do setor que estudava com outras partes da terra.

Para Andrade (1978 apud COSTA E ROCHA, 2010, p. 23) as ideias de Von Humboldt foram influenciadas pelo racionalismo francês, idealismo alemão e pelo positivismo. Resultando nas intenções de estabelecer leis gerais que explicava o mundo em que vivia.

Outro importante estudioso da área da Geografia foi Karl Ritter. Suas investigações também contribuíram para o desenvolvimento desse campo do conhecimento.

Se a discussão sobre o caráter geográfico da obra de Humboldt pode ter algum sentido, no caso de Karl Ritter isto é desnecessário, pois se trata, sem

dúvida, de um geógrafo, que chegou a ser catedrático de Geografia na Universidade de Berlim. Diferentemente de Humboldt, sua obra propõe de uma maneira direta e fundamental o estudo das relações entre a superfície terrestre e a atividade humana. A atenção centra-se agora no homem, e a Terra passa a ser objeto de uma atenção secundária que, sobretudo, aparece como o cenário da vida humana. As diferenças de formação de um e outro autor, a educação mais filosófica e histórica de Ritter e, sobretudo, sua dedicação profissional ao ensino, explicam muito das diferenças do caráter da obra de cada um deles (COSTA E ROCHA, 2010, p. 25).

Para Ritter, a superfície terrestre é considerada o palco das relações entre os fatos físicos e humanos; a partir das atividades praticadas pelos homens. Desta forma, entende as relações, os fenômenos e formas da natureza, não desvinculando as relações espaciais das temporais, pois para Ritter a Geografia não pode ser desvinculada da história: uma necessita da investigação da outra (COSTA E ROCHA, 2010, p. 29).

Segundo Capel (2007, p. 42 apud COSTA E ROCHA, 2010, p. 29), para Ritter os aspectos naturais da superfície terrestre podem ser estudados em si mesmos, em suas próprias leis independentes do homem, e ser objeto de investigação particular. Isso ocorre porquanto o estudo da natureza em si mesma e as suas relações são precisamente o objeto de estudo da Geografia física, que Humboldt, como vimos, distinguia cuidadosamente da “Geografia propriamente dita” e da “Geografia comparada”. Ritter aceitava essa perspectiva, mas considerava que a Geografia é bem mais do que a descrição da terra.

Em vez de permanecer na pura descrição, Ritter propunha a utilização de figuras geométricas, com um uso semelhante ao que havia sido usado na terminologia botânica e - ele deveria ter acrescentado - como no ensinamento pestalozziano21. Pensa que a superfície do globo poderia ser dividido horizontalmente “em um certo número de figuras geométricas, não arbitrárias, [...] conforme a natureza de sua extensão, ou seja, do maior ao menor tamanho” (COSTA E ROCHA, 2010, p. 30). Sua combinação facilitaria o avanço da ciência geográfica em direção à reflexão verdadeiramente científica e daria precisão à terminologia, evitando o caráter escolástico e estéril da Geografia. Como exemplos desta utilização, o quadrado poderia representar a Espanha ou o Peloponeso, o retângulo a Anatólia, o losango a Tessália, o triângulo a África ou a América do Sul; podendo-se indicar sobre as figuras com símbolos + ou -, o excesso ou a falta de espaço representado em relação ao real.

21 Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827), pioneiro pedagogo suíço, educador de crianças órfãs, teve

grandes influencias da escola naturalista, Para Borges(?) “Como cristão reformado, Pestalozzi defendia a idéia de que Deus criou o ser humano sua própria imagem e por causa disso, cada ser humanos é digno de ser amado e de possuir as condições necessárias para desenvolver seu potencial e cada educador deve providenciar, não apenas um bom meio, mas sempre o melhor meio para realizar seu trabalho.”

Humboldt e Ritter foram decisivos e abriram as portas do esclarecimento da Geografia como ciência.