Kapittel 3 Samspill mellom industri og kultur - Beredskapspro-
3.8 Oppsummering
Chegando ao fim deste Trabalho de Conclusão de Curso, podemos verificar que muito ainda deve ser feito para a garantia e efetivação dos direitos dos idosos.
E ainda, muito deverá ser feito para que os direitos sociais sejam realmente garantidos de maneira universal e em sua totalidade aos indivíduos sociais, pois persistem entraves que merecem atenção e um acompanhamento contínuo.
O envelhecimento da população, embora seja reflexo de progresso social, implica em problemas na medida em que os hábitos e atitudes da sociedade não evoluíram paralelamente à distribuição da população segundo a idade.
É reconhecido que esse processo de envelhecimento populacional traz novos desafios. Um deles diz respeito às pressões políticas e sociais para a transferência de recursos na sociedade. Por exemplo, as demandas de saúde se modificam com maior peso nas doenças crônico-degenerativas, o que implica maior custo de internamento e tratamento, equipamentos e medicamentos mais dispendiosos. A pressão sobre o sistema previdenciário aumenta significativamente.
Nessa perspectiva, o alcance das políticas sociais em contexto de desigualdade e exclusão deve alargar-se para dar conta das condições efetivas de vida de seus usuários. O campo das necessidades se amplia. Diante dessas adversidades, o assistente social deve resgatar a reconstrução da relação entre poder público e sociedade civil.
Diante das adversidades que vivemos em nosso país, que tem apresentado esse quadro de crescimento acelerado da população idosa, precisamos unir esforços com outros profissionais que tenham um compromisso com a causa do idoso em termos de melhorias nas suas condições de vida, para que o idoso brasileiro não seja visto como mais um “problema social”, mas sim como um sujeito que tem capacidade produtiva, a fim de que, através da solidariedade entre as gerações, tenha garantia de acesso aos seus direitos sociais e poder de decisão sobre as questões que lhe dizem respeito.
Como cita Iamamoto, devemos ter os olhos abertos para o mundo contemporâneo para decifrá-lo e participar da sua recriação.
Merece ainda destaque às políticas sociais, que quando são executadas e distribuídas, são feitas de maneira paliativa, não atingindo a universalidade. O cuidado com idoso está cada vez mais sob responsabilidade exclusiva da família, havendo um distanciamento do Estado em suas obrigações previstas em lei.
É preciso construir modelos de políticas sociais para o terceiro milênio que ao invés de praticar o reducionismo ou o focalismo operem a intersetorialidade, a territorialidade e a equidade.
A primeira exigência é a necessidade de colocação dos interesses e necessidades de fundo dos usuários dos serviços no centro não só das preocupações dos assistentes sociais, mas, principalmente, de suas ações.
Nessa perspectiva, os idosos são sujeitos ativos que, de posse de informações, reivindicam, exigem, questionam e fazem escolhas, a partir dos seus interesses e necessidades; enfim influem nos rumos da implementação e materialização das políticas.
O Assistente Social deve, assessorar órgãos governamentais na formulação de políticas específicas para esse segmento, particularmente no que se refere a serviços públicos de qualidade e socialização ampla de informações.
Desse modo, mais do que a discussão e orientação em relação às políticas públicas que buscam a ampliação dos direitos dos idosos, cabe ao Serviço Social tematizar, publicizar e ampliar o direito à cidadania, com controle social, possibilitando a inclusão do idoso no atendimento aos serviços públicos que são direitos sociais e obrigação do Estado, embora parte da própria população ainda os desconhece.
Como afirma IAMAMOTO ( 1998: p. 78)
O que se busca é construir uma cultura pública democrática, em que a sociedade tenha um papel questionador, propositivo, por meio do qual se possa partilhar poder e dividir responsabilidades. O assistente social é tido como profissional da participação, entendida como partilhamento de decisões, de poder, permitindo ampliar as possibilidades de ingerência na coisa pública.
Como profissionais críticos e propositivos, devemos pensar em políticas sociais que proporcionem melhoria na qualidade de vida para os idosos, pois o crescente aumento do número de leis e portarias na luta em favor dos direitos dessa população não corresponde necessariamente a um atendimento das demandas reais desse segmento, mas a um crescimento de sua visibilidade enquanto grupo social específico e a criação de uma imagem do que deve ser o idoso.
Cabe ainda, ao assistente social repensar e discutir esteriótipos e mitos da velhice, estabelecendo com a sociedade uma relação pedagógica de respeito e valorização do conhecimento do idoso.
Nessa perspectiva, como profissional em processo de formação defendo a idéia de que o assistente social deve lutar pela construção de um Estado em novas bases que possibilite a inclusão, a politização e a participação do idoso na sociedade. O momento atual em que vive a sociedade brasileira requer a construção de novas alternativas face a problemática do idoso.
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