Kapittel 3. Regjeringens argumenter og debatten om dem
3. Oppsummering
A sala onde realizamos a prática educativa possui uma área de 42 m², de forma hexagonal e dividida por diferentes áreas de trabalho. De referir que apesar de as instalações terem sido construídas em 1980, a área da sala está dentro da área exigida pela legislação atual de funcionamento de uma sala de Jardim-de-infância que é entre os 40 e os 50 m2, e com mais de 2m2 por crianças (ME, 1997, p.93). Estava organizada com um espaço central que permitia a reunião em grande grupo de todas as crianças, bem como a sua movimentação e o acesso fácil às áreas que se encontravam em volta. As áreas sustentavam as diferentes formas de expressão (motora, dramática, plástica, musical, simbólica artística, oral/escrita, matemática entre outras). O espaço central de partilha comum constituía um alargamento do espaço individual e do próprio grupo complementado pelo uso do espaço do salão polivalente, que sustentava uma dinâmica interativa entre crianças/adultos e vice- versa, com características, especificidades, regras e saberes, que aí eram discutidas e debatidas por todos. Gradativamente as crianças tornaram-se responsáveis pela sua interligação e pela sua transversalidade, alteração/modificação, ao longo do ano, conforme projetos/situações e ou desafios.
Para um melhor entendimento, podemos visualizar a planta da sala: 1
1 Área implementada ao longo da intervenção
Legenda: A- Área da pintura B- Armário de documentação C- Armário de apoio D- Área da casa E- Lago artificial1 F- Área do computador G- Área da biblioteca H- Área dos jogos/puzzles I- Área das construções J- Porta de entrada/saída
K- Local para acolhimento, reflexões e atividades em grande grupo
L- Mesas de apoio a trabalhos manuais/área da pintura
Placares Aquecimento Janelas Área: 42m²
A sala estava organizada em seis áreas principais: a da casa que continha o quarto e a cozinha, a dos jogos/puzzles, a biblioteca, as construções, a área da pintura e o computador. A área da casa (D) tinha vários brinquedos, na parte da cozinha havia uma mesa no centro com quatro cadeiras, um fogão, um lava loiças, armários, uma cesta com frutas e outros alimentos de faz de conta. No quarto havia uma cama de bebé e uma cómoda com alguns utensílios de beleza. A área da casa revelou-se essencial na realização de atividades de ED livres ou orientadas ao longo do tempo da nossa PES. Na área dos jogos (H) permanecia um armário com alguns puzzles, jogos relacionados com a matemática, com as horas, e outros, bem como, uma mesa servindo de suporte para a execução dos mesmos. A área da biblioteca (G) era constituída por uma estante com livros diversificados, uns que davam resposta ao Plano Nacional de Leitura, outros que as crianças escolheram livremente na biblioteca do jardim-de-infância, bem como outros que continuamente introduzimos. Esta área possuía também dois sofás que se revelaram muito importantes para as crianças consultarem os livros. A localização da área da biblioteca sugere a existência de um ambiente calmo, tal como referem Hohmann & Weikart (2009) “é importante que esta área fique situada numa zona longe das brincadeiras vigorosas” (p. 203). De facto, esta encontrava-se entre a área dos jogos e a área do computador, ambas são áreas que desenvolvem bastante agitação por parte das crianças, logo não podemos considerar que seja o local ideal para a localização de uma biblioteca. Foram introduzidos, ao longo das intervenções, alguns fantoches relacionados com atividades realizadas sobre a ED nesta área, o que levou ao aumento da sua frequência. A sala continha um computador e impressora (F) que eram utilizados pelas crianças e também pela educadora. A área das construções (I) continha dois cestos onde existiam vários legos com cores, tamanhos e feitios diferentes. Na área da pintura (A) as crianças podiam usufruir de um suporte com tintas de várias cores e um leque de pincéis de vários tamanhos. Outra componente da sala era a existência de mesas (L) onde as crianças executavam determinados trabalhos e atividades manuais, de aprendizagem e jogos coletivos. Relativamente aos momentos de reflexão/atividades em grande grupo, eram executados no centro da sala como podemos verificar na letra (K) da figura 1.As áreas encontravam-se identificadas, trabalho que foi co- construído com as crianças bem como o número de elementos por área. No entanto, consideramos que, para se proporcionar às crianças um crescimento global, é necessário, uma reorganização constante nas áreas de aprendizagem, e foi o que fizemos sempre ao longo do tempo da PES. Como refere Silva (1997), “a reflexão permanente sobre a funcionalidade e adequação do espaço e as potencialidades educativas dos materiais permite que a sua organização vá sendo modificada de acordo com as necessidades e evolução do grupo” (p.38). Como podemos observar na planta da sala (Vide fig. 1) não existia uma área específica para a expressão dramática, esta foi introduzida envolvendo os pais e as crianças
na sua construção contribuindo com diferentes materiais e acessórios para a criação da mesma.
Relativamente ao mobiliário, a sala possui um armário para arrumação do material de apoio ao adulto (B) e uma estante que servia para arrumar trabalhos efetuados pelas crianças, tais como portefólios, pastas de trabalhos, arquivos e ainda outro tipo de materiais por elas utilizados, para uso pessoal, (garrafas de água, lenços, entre outros). Para além deste material referido, disponibilizava também material de livre acesso às crianças, que servia de apoio ao desenho e pintura (lápis de cor, marcadores, folhas brancas, folhas de cor, etc.). As paredes da sala eram brancas e possuíam duas enormes janelas exteriores que proporcionavam uma iluminação natural tornando-a num espaço arejado e luminoso. Continha grandes placares expositores os quais estavam distribuídos pelas paredes por toda a sala, facilitadores da exposição/afixação das produções das crianças que ao longo do ano davam um feedback do trabalho realizado. A sala possuía uma porta principal, que dava acesso aos outros espaços da instituição. Tal como refere Hohmann & Weikart (2009), esta visualização pode ser considerada uma mais-valia pois proporciona “uma melhor percepção das crianças relativamente às variações diárias e sazonais do ambiente em que vivem” (p. 167), ajudando-as a construir uma visão mais precisa sobre o mundo que a rodeia. A porta interior é de madeira e o mobiliário (armários, estante, mesas e cadeiras) estão adequadas ao tamanho das crianças. O chão de cor clara é de corticite, material confortável, resistente, lavável, antiderrapante e pouco precursor do som, o que abona em favor de atividades ditas mais barulhentas.
A organização do espaço e materiais da sala de atividades era flexível e fez-se de acordo com as necessidades e evolução do grupo e dos projetos que foram surgindo e se foram desenvolvendo ao longo do ano, pelo que decorreram algumas modificações. Por isso, introduzimos a área da Expressão Dramática e foi aquela onde essas modificações tiveram mais visibilidade, visto que os únicos materiais existentes limitavam-se à área da casa (algumas roupas e acessórios, para que a criança brincasse ao faz-de-conta). Procedemos ao seu constante melhoramento ao longo de toda a PES, envolvendo os pais e as crianças em vários projetos, acrescentando novos recursos a esta área desde pórticos, um baú com disfarces, máscaras, sombras chinesas e fantoches. Houve também a implementação de uma área nova, nomeadamente a construção de um lago artificial que permitiu à criança explorar o seu lado mais responsável sendo que a cada dia, uma das crianças encontrava-se responsável pela alimentação do peixe que ali fora colocado. Foram feitas também algumas alterações relativamente à localização das áreas, procurando desta forma dar total liberdade às crianças de experimentarem determinada área em outros locais. A decoração dos expositores da sala era feita praticamente todas as semanas dando assim a possibilidade de expor os vários trabalhos executados pelas crianças.