4 Oppsummering og konklusjon
4.1 Oppsummering og vurdering av resultatene
Esta etapa da análise de conteúdo selecionou termos-chave em torno do qual as referências positivas ou negativas das revistas revelam posicionamentos. Trata-se da análise quantitativa dos termos presentes das matérias e da forma como eles aparecem. Diferente da etapa anterior, não serão analisados apenas os termos em destaque, mas todas as incidências deles ao longo das matérias.
A análise identificou a quantidade de incidências dos termos Estado, Empresas estatais, Privatização, Governo federal (com contagens diferentes para o governo Fernando Henrique e o governo Lula), Candidato Alckmin e Candidato Lula38, assim como os respectivos posicionamentos presentes nas matérias, como indica a tabela 9, a seguir.
38 Como a questão das privatizações diz respeito à venda de empresas estatais, o posicionamento dos veículos em relação ao
lugar do Estado na democracia apresenta-se como um elemento importante nesta análise. Da mesma forma, o próprio posicionamento acerca das empresas estatais e das privatizações em si pareceram fundamentais. Como as privatizações em questão neste trabalho ocorreram dentro de uma dada conjuntura, o posicionamento dos veículos a respeito dos governos vigentes e dos candidatos à presidência contribuem para contextualizar o posicionamento político geral de cada veículo sobre as principais questões relacionadas às privatizações.
Tabela 9 – Incidência de referências positivas, negativas e outras referências a termos que
indicam posicionamentos da revista Veja
Termo
Tipo de referência feita a cada termo (ou similares)
Positiva Negativa referências Outras TOTAL
Estado* 0 12 2 14 Empresas estatais** 14 67 14 95 Privatização*** 84 18 19 121 Governo federal (FHC)**** 36 08 16 60 Governo federal (Lula) 0 2 0 2 Candidato Alckmin 3 2 1 6 Candidato Lula 0 9 1 10
Fonte: Tabela elaborada a partir dos dados colhidos para esta pesquisa em Veja e Carta Capital. *Termo similar encontrado: estatismo. **Termos similares encontrados: CSN, Embratel, Telebrás, Rede Ferroviária Federal, empresas recém-privatizadas, empresa pública, Embraer, Cosipa, Vale do Rio Doce, CSN, CST, Light, Correios. ***Termos similares encontrados: desestatização, venda/vendeu/vender, empresas privatizadas. ****Termo similar encontrado: Brasília.
Considerando que ausência de informação também é uma informação, é possível concluir pela leitura dos dados que há termos que a revista Veja evitou vincular ao tema das privatizações, sendo o primeiro deles – ou seja, o menos citado – o governo federal (Lula), ao qual há apenas duas referências. O veículo tomou o cuidado, ainda, de citar pouco os candidatos Alckmin (aparece seis vezes) e Lula (10 incidências) quando tratou do tema. As referências ao Estado aparecem (14 vezes), mas em quantidade bem menor que os três principais protagonistas das matérias analisadas em Veja: privatizações (121 incidências), empresas estatais (aparecem 95 vezes) e governo federal (FHC), que foi impresso 60 vezes nas páginas analisadas, como ilustra o gráfico 11, a seguir.
Gráfico 11 – Incidência de termos-chave nas matérias de Veja
Fonte: Gráfico elaborado a partir de dados colhidos em Veja e Carta Capital.
Identificados os termos-chave mais citados nas páginas de Veja, cabe perceber como a revista se posicionou em relação a esses três termos. Embora tal informação esteja presente na tabela 9, ela ganha novo relevo ao ser ilustrada pelo gráfico 12, a seguir.
Gráfico 12 – Referências da revista Veja aos termos-chave mais citados
Fonte: Gráfico elaborado a partir de dados colhidos em Veja e Carta Capital.
Considerando a análise quantitativa da presença dos termos-chave na revista Veja, a tendência observada na análise de ênfase se confirma: o veículo repete as referências positivas
às privatizações e negativas às estatais majoritariamente – e com uma diferença significativa em relação aos posicionamentos contrários à tendência, embora eles apareçam. Nesta análise, foi identificado também um posicionamento amplamente aprovador do governo FHC – 60% de citações positivas e 27% de outras citações, contra apenas 13% citações negativas. Tais resultados permitem presumir que há pouca pluralidade nas matérias analisadas. Mas o detalhamento dessas posições será melhor explorado na análise qualitativa, quando tal presunção pode ser confirmada ou não.
O mesmo processo de análise foi aplicado à revista Carta Capital, para contabilizar a incidência dos termos Estado, Empresas estatais, Privatização, Governo federal (com contagens diferentes para o governo Fernando Henrique e o governo Lula), Candidato Alckmin e Candidato Lula, assim como os respectivos posicionamentos presentes nas matérias, como indica a tabela 10, a seguir.
Tabela 10 – Incidência de referências positivas, negativas e outras referências a termos que
indicam posicionamentos da revista Carta Capital
Termo
Tipo de referência feita a cada termo (ou similares)
Positiva Negativa referências Outras TOTAL
Estado* 7 5 8 20 Empresas estatais** 41 23 33 97 Privatização*** 14 99 37 150 Governo federal (FHC)**** 10 90 25 125 Governo federal (Lula)***** 5 3 4 12 Candidato Alckmin 0 0 0 0 Candidato Lula 0 0 0 0
Fonte: Tabela elaborada a partir dos dados colhidos para esta pesquisa em Veja e Carta Capital. *Termos similares encontrados: Tesouro, Tesouro Nacional, regime Vargas, Brasil, regulamentações nacionais, governo, Nação, Estado de Direito. **Termos similares encontrados: Telebrás, CRT, empresas municipais, Companhia Vale do Rio Doce, CVRD, Vale do Rio Doce, Vale, empresa, Eletrobrás, CESP, Petrobrás, patrimônio, Eletropaulo, Enarsa, PetroAmerica, Infraero. ***Termos similares encontrados: venda, licitação, empresas privatizáveis, desestatizar, privatizado/a, compra. ****Termos similares encontrados: Ministério das Comunicações, BNDES, União, Tesouro, presidente Fernando Henrique, propaganda governista, Anatel, Ministro Mendonça de Barros (Comunicações). *****Termo similar encontrado: Ministro Waldir Pires (Defesa).
Mais radical que a revista Veja a esse respeito, a revista Carta Capital simplesmente não cita os candidatos à presidência da República das eleições 2006 em suas matérias que
apresentam posicionamentos ou avaliações das privatizações. Assim como no veículo, o governo Lula é pouco citado, embora nesta revista apareça mais vezes (12) que na outra (o termo aparece apenas duas vezes em Veja). A incidência do termo Estado (19) nas matérias analisadas da Carta Capital também é maior que em Veja (14), mas também pouco significativa perto dos três termos mais citados, que são os mesmos preferidos pela semanal da editora Abril. Na Carta Capital o termo privatizações foi digno de 142 citações, governo federal (FHC) aparece 120 vezes e as empresas estatais receberam 96 referências, como ilustra o gráfico 13, a seguir.
Gráfico 13 – Incidência de termos-chave nas matérias de Carta Capital
Fonte: Gráfico elaborado a partir dos dados colhidos para esta pesquisa em Veja e Carta Capital.
Como os termos-chave da análise mais citados nas páginas de Veja e Carta Capital coincidem, torna-se ainda mais importante perceber como a segunda revista se posicionou em relação aos mesmos. Embora tal informação esteja presente na tabela 10, a ilustração feita pelo gráfico 14, a seguir, torna a informação mais legível.
Gráfico 14 – Referências da revista Carta Capital aos termos-chave mais citados
Fonte: Gráfico elaborado a partir dos dados colhidos para esta pesquisa em Veja e Carta Capital.
Assim como na análise anterior, do semanário Veja, também na revista da editora Confiança a tendência observada na análise de ênfase se confirma com a análise quantitativa do texto das matérias. No caso da Carta Capital, as referências positivas são às empresas estatais e as privatizações aparecem em geral de forma negativa. No caso das privatizações, as porcentagens são inversas às da outra revista, demonstrando que o posicionamento é exatamente o oposto, mas com intensidade muito similar. Em relação às empresas estatais o quadro novamente aponta um posicionamento exatamente inverso ao do outro veículo analisado. Em Carta Capital, apenas no caso das referências a diferença entre as citações positivas (41, ou 42%) e negativas (22 ou 24%) às empresas estatais é bastante significativa. Nesta análise, foi identificado também um posicionamento amplamente desabonador do governo FHC – em 73% das citações, contra 8% de referências positivas. Tais resultados permitem presumir que há pouca pluralidade também nas matérias analisadas da revista Carta Capital. Mas, novamente, o detalhamento dessas posições será melhor explorado na análise qualitativa, para confirmar ou não esta observação inicial.
Quantificada a incidência dos termos-chave, faz-se necessário apresentar a que outros termos eles aparecem vinculados nas páginas dos veículos pesquisados. Passa-se, então à análise de contingência ou associativa.