LIVROS DE ARTISTAS PATROCINADO PELA FUNARTE EM PARCERIA COM A EDITORA UFPB
LIVROS DE ARTISTAS PRODUZIDOS POR EDITORAS NACIONAIS LIVROS DE ARTISTAS PATROCINADO PELA FUNARTE LIVROS DE ARTISTAS PRODUZIDOS POR EDITORAS INTERNACIONAIS CATALOGOS DE EXPOSIÇÃO PATROCINADO PELA FUNARTE E
PRODUZIDO PELA EDITORA UFPB
LIVROS SOBRE EXPOSIÇÕES NO NAC PATROCINADO PELA FUNARTE E PRODUZIDO PELA EDITORA UFPB
Gráfico 02: Mostra a produtibilidade das ações do NAC frente à Editora da UFPB, bem como, a origem das produções dos livros de artistas, que o acervo do NAC possui. Evidenciamos também, outras produções que o NAC realizou em parceria com a FUNARTE e Editora UFPB, tais como catálogos de exposições (BANZUS, LUNDUNS E OUTROS AFROERÓTICOS, exposição fotográfica de Luiz Bronzeado) e Livros (ALMANAC e OS ANOS 60).
Para esclarecer, nas artes visuais segundo Silveira (2008), os livros de artistas são encarados assim, como um campo de atuação, ao mesmo tempo, que são produtos dele. A especificidade dessa produção artística está, segundo o autor, na violação da ordem, da quebra das normas, na sensação de estranhamento em relação ao que se entende como um livro tradicional/convencional. E nesse campo da arte, além da variedade temática e da apropriação dos elementos gráficos da leitura, os artistas produzem não só individualmente como, estabelecem parcerias.
A terminologia “livro de artista” pode variar, em alguns casos, essas produções recebem diferentes nomenclaturas, tais como; livro-obra, livro-objeto, arte do livro, até,
obras escultóricas e matéricas desprovidas de elementos bibliográficos. Diante da
diversidade de possibilidades conceituais para os livros de artistas, optamos por tratar e classificar, essas produções apenas como “livros de artistas”, ou seja, livros produzidos/concebidos pelo(s) próprio(s) artista(s) (SILVEIRA, 2001). Uma vez que, alguns desses livros são trabalhos de colaboração entre artistas e poetas, ou trabalhos coletivos, no qual, vários artistas unem seus trabalhos e o formatam como livro.
Dessa maneira, durante a pesquisa, fomos encontrando esses documentos artísticos espalhados pelas caixas, e estantes de todo o acervo. Analisamos e tratamos cada uma dessas obras, higienizando, organizando e classificando nos modelos organizacionais, visando à preservação e conservação desse material tão delicado e raro de se encontrar em instituições de arte no Nordeste. Desse modo, compreendendo a concepção do livro de artista, e sua possibilidade em ser criado tanto individualmente, quanto em colaboração, detectamos as seguintes informações a respeito dos livros de artistas encontrados no acervo do NAC;
Gráfico 03: Mostra a relação de livros de artistas do acervo do NAC, produzidos individualmente (63 livros de artista) e produzidos em colaboração com outros artistas, ou escritores, ilustradores, poetas, etc. (26 livros de artista).
Vale salientar que esse número de produções individuais de livros de artistas pode apresentar equívocos, pois apesar da concepção da obra ser de apenas um artista, alguns desses trabalhos, indicam a participação em segundo plano de outros profissionais, como fotógrafos e poetas, o que sob outra perspectiva, poderia ser considerado e interpretado como um livro de artista em colaboração. Mas para esta pesquisa, consideramos apenas, o artista como produtor principal, abrangendo também a autoria quando evidenciada como trabalho coletivo.
Deixando os livros de artistas, passamos a analisar o NAC ao longo de sua trajetória, e como vimos no capítulo 2, é possível constatar uma queda anual nas atividades e eventos realizados pelo Núcleo e essa diminuição em sua produtibilidade refletiu evidentemente nas publicações sobre o Núcleo nos meios de comunicação, em específico, nos jornais. Dessa forma, podemos ver no gráfico abaixo, que entre 1979 a 1982 temos uma significativa repercussão do Núcleo de Arte Contemporânea, nas manchetes locais, e por vezes em outros Estados Brasileiros, e posteriormente aos anos de 1982 uma aparição mais discreta e em menor volume.
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 Jornais locais
Jornais de outros Estados Brasileiros
Jornais Não Identificados
GRÁFICO 04: Publicações sobre o Núcleo de Arte Contemporânea da Paraíba em meios de comunicação, especificamente os Jornais entre 1978 a 1985. Fonte: Inventário dos Recortes de Jornais (2011); Relatório de Atividades do NAC (1978 a 1985); Gomes (2004). Gráfico realizado em outubro de 2011.
Esse alto índice de divulgação das atividades do NAC nos jornais entre 1979 a 1982 também reflete, os tipos de eventos realizados no Núcleo. Neste período em questão, o NAC trouxe para seu interior, artistas e profissionais da arte, a maioria já consagrada nacional ou internacionalmente, o que potencializava os eventos e as manchetes locais e nacionais.
Nesse sentido, apresentamos no gráfico abaixo, a participação de artistas reconhecidos nacionalmente durante os sete anos da pesquisa, refletindo uma maior atuação no primeiro ano do Núcleo, salientamos também a participação de artistas locais, que manteve durante todos os anos um número estável, e finalmente os artistas estrangeiros que tiveram sua presença apenas nos três primeiros anos do NAC.
0 2 4 6 8 10 12 14 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 Exposições/Atividades com a participação de Artistas/Profissionais da Arte de outros Estados Brasileiros Exposições/Atividades com a participação de Artistas Locais da Paraíba
Exposições/Atividades com a participação de Artistas Estrangeiros
GRÁFICO 05: Exposições e Atividades entre 1979 a 1985 do Núcleo de Arte Contemporânea da Paraíba que tiveram a participação de artistas e profissionais da arte, locais, de outros Estados Brasileiros e outros países. Fonte: Inventário das Exposições e Atividades (1978 a 1985); Relatório de Atividades do NAC (1978 a 1985); Gomes (2004). Gráfico realizado em outubro de 2011.
Cada um desses eventos realizados pelo Núcleo ao longo de seus sete anos iniciais pode ter suas informações localizadas nos modelos organizacionais, com os resumos dessas ações, os participantes envolvidos, e outras informações sobre esses eventos. Outro ponto que facilita a recuperação das informações além dos modelos organizacionais e dos inventários, é que foi possível digitalizar, uma parte considerável desses materiais, tais como livros de artistas, recortes de jornais, fotografias, trabalhos artísticos (arte-xerox, arte-postal), sendo essas informações imagéticas inseridas nos modelos organizacionais.
Para tanto, compreendendo as perspectivas políticas do período em que o NAC se estabeleceu, sua dinâmica e proposta conceitual, e a partir da análise das informações alcançadas a partir de seu tratamento, vimos que o Núcleo obteve seu auge como Instituição Cultural e Artística, e como espaço de experimentalismo nas artes plásticas nos seus primeiros anos de vida. E com a mesma velocidade que conseguiu se destacar por seu diferencial conceitual para a arte contemporânea foi perdendo seu espaço e se tornando um local silenciado e esquecido, seja por culpa de seus dirigentes, seja pela política cultural da UFPB, como também por sua sociedade, que não continuo a reconhecer seu espaço e seu acervo como parte de seu patrimônio cultural.