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Oppsummering og konklusjon

O nascimento do Mestre Gabriel é descrito por Brissac assim: ―no dia 10 de fevereiro de 1922, no município de Coração de Maria, próximo a Feira de Santana, Bahia, nasce José Gabriel da Costa. Filho de Manuel Gabriel da Costa e Prima Feliciana da Costa, José nasce em uma numerosa família‖ (BRISSAC, 2004, p. 572). A respeito dos nomes dos lugares de

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seu nascimento, é importante destacar que Santana era mãe de Maria. Assim, há uma clara referência, para os membros da UDV, de que o Mestre Gabriel veio com uma missão de ser um mensageiro de Jesus, filho de Maria19

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Esse autor conta que, ―segundo seus parentes‖, José já se destacava como alguém especial desde criança. Conta-se, por exemplo, que havia uma mulher com dificuldades no parto: ―o bebê se encontrava mal posicionado e a parteira temia que morressem mãe e filho. José entra no quarto, manda todos saírem, tranca a porta e logo em seguida a destranca. Quando o menino abre a porta, simultaneamente nasce a criança‖ (BRISSAC, 2004, p. 573).

José cresceu ―em um meio rural fortemente marcado pelo catolicismo popular‖. Recordam que o ―garoto ia aos domingos à igreja de sua cidade e levava com ele um barbante. Durante a missa, amarrava as pessoas umas às outras, pelos passantes das roupas, sem que elas percebessem‖20 (Ib.) Na UDV ―há referências constantes a Jesus e a vários santos católicos: a Virgem da Conceição, São João Batista, a Senhora Santana, São Cosme e São Damião‖ (Ib.). Brissac (2004) verifica essas referências nas ―chamadas, hinos entoados durante o ritual‖ religioso, mas isso também pode ser observado, por exemplo, nos nomes (que muitas vezes são nomes de chamadas ou palavras delas) das Unidades Administrativas da UDV: Menino Deus, São João Batista, São Cosmo21 e São Damião, Inmaculada Concepción, Menino Rei, Menino Galante, Salvador, Natal, Reis Magos, Gaspar, Senhora Santana, São Joaquim, Luz de Maria, Flor de Maria, Coração de Maria, Sagrada Família, São Miguel, San Miguel, San Francisco, Santa Luzia, entre outros. Além desses nomes, há uma referência judaico-cristã: Arco-Íris, Rei Davi, Rei Rabino, Templo de Salomão, Rei Salomão. Em um artigo, Edson Lodi explana:

Infância e mocidade permeada de brincadeiras simples com as coisas simples que o sertão e a família ofereciam. A música estava presente neste universo seja em formas de Cantos de Trabalho (batas de feijão, de milho etc.), dos cantos de lazer (sambas de rodas, batuques etc.) e nos cantos religiosos, conhecidos como benditos (LODI, 2009, p. 1).

Em 1935, com 13 anos de idade, José emprega-se num estabelecimento comercial; com 18 anos, presta serviço militar voluntariamente na Polícia Militar da Bahia, chegando em

19 Explicito mais a esse respeito no quarto capítulo no item ―4.16 Mestre Gabriel, o pai de todos‖.

20 ―Departamento de Estudos Médicos da UDV. Texto do Programa Oficial do II Congresso em Saúde. Hoasca e

desenvolvimento integral do ser humano. Campinas, 1993, p. 1. O texto continua: ‗José Gabriel da Costa — Mestre Gabriel — era esse menino. Fundou a União do Vegetal para continuar unindo as pessoas‘.‖ (Ib.)

poucos meses à patente de cabo de esquadra. Segundo depoimento de seu irmão, Antônio da Costa, atualmente também mestre na UDV, José Gabriel ―conheceu todas as religiões, conheceu os terreiros de Salvador, andou por todas as religiões procurando a realidade‖ (BRISSAC, 2004, p. 573). José iniciou-se na ―ciência espírita‖ com apenas 14 anos segundo outro mestre. ―Provavelmente, esta informação refere-se à participação de José em terreiros de candomblé, e não em centros kardecistas, com os quais entrou em contato, só que posteriormente, em Salvador‖ (BRISSAC, 2004, p. 573-4). Já, de acordo com ―Afrânio Patrocínio de Andrade, José Gabriel frequentou sessões espíritas kardecistas na Bahia‖ (ANDRADE, 1995, p. 170 apud BRISSAC, 2004, p. 573-4).

Certos temas recorrentes na União do Vegetal, de acordo com Patrocínio de Andrade, podem ter sido colhidos do espiritismo kardecista: o reencarnacionismo, um dos eixos fundamentais da visão de mundo da UDV; o lema ―Luz, Paz e Amor‖, denominado o ―símbolo da União‖, pode provir dos temas espíritas da ―luz interior‖, da ―paz de espírito‖ e do ―amor ao próximo‖ (ou caridade); e a própria ênfase na ―União‖ é frequente entre os espíritas no Brasil (Id., p. 574).

O jovem José foi considerado pelos prosadores populares, segundo declarações de familiares, um dos melhores da região. ―Como cantador repentista teve sucesso inclusive em Alagoas e Sergipe. Também se destacou na capoeira, chegando a ser considerado um dos melhores do Nordeste‖ (BRISSAC, 2004, p. 574). Esse autor aponta que na capoeira os homens andavam e corriam ―em sentido contrário aos ponteiros do relógio, um atrás do outro, o campeão à frente com os braços levantados‖ (LANDES, 1967, p. 117 apud BRISSAC, 2004, p. 574). E que ―no ritual da UDV a circulação das pessoas no salão se faz também no sentido anti-horário, pois este é o sentido da força22‖ (BRISSAC, 2004, p. 575). Este continua: ―na capoeira, José cultiva uma série de habilidades postas em prática posteriormente, em suas experiências de incorporação nos toques de caboclo como Sultão das Matas. Do mesmo modo, tais habilidades também foram exercitadas como Mestre da UDV‖ (BRISSAC, 2004, p. 575). Outro aspecto importante da capoeira é explicada por Brissac: ―No mundo da capoeiragem na época, a ética dos grupos sublinhava a importância da solidariedade e fidelidade entre os camaradas‖ (BRISSAC, 2004, p. 576).

Em 1943, José Gabriel integra a massa de trabalhadores nordestinos como soldado da borracha, ―que se lançam como ‗brabos‘ nos seringais amazônicos. ‗Brabo é gente que nunca

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cortou seringa, nunca andou na floresta. Sofremos muito, como brabo‘ — declara Pequenina, esposa de José Gabriel‖ (Entrevista de Mestre Pequenina e Mestre Jair, in Alto-Falante, agosto-outubro 1995, p. 6 apud BRISSAC, 2004, p. 577). Segundo este, ficou bem marcado na memória dos sobreviventes da ―batalha da borracha‖ o seu sofrimento, pois foram ―submetidos a condições de vida e trabalho extremamente penosas, em um ambiente desconhecido, sem o auxílio governamental prometido pela propaganda oficial‖ (BRISSAC, 2004, p. 577). E, segundo Morales (1999), ―aqueles que conseguiram sobreviver a condições tão adversas foram homens de significativa inteligência e iniciativa, que conseguiram adaptar seus esquemas de percepção e recursos cognitivos à nova realidade em que se encontravam‖ (apud BRISSAC, 2004, p. 578).

Foto 2 – A Saga dos Arigós - A História dos Soldados da Borracha (Fonte: www.udv.org.br)

Assim, ―José Gabriel foi um desses homens de aguda inteligência e destreza, que não somente conseguiu sobreviver como chegou a ser considerado pelos seus companheiros como o ‗Tuxáua‘, o seringueiro que coletava maior quantidade de seringa na região‖ (Ib.). Contudo, Brissac destaca que, segundo a Entrevista de Mestre Pequenina e Mestre Jair, ―tais êxitos eram acompanhados de dureza e sofrimento, como quando José Gabriel pisou em uma arraia, e teve de passar ‗um ano e dez meses sem poder andar, de muleta‘‖ (BRISSAC, 2004, p. 578). Assim ―A União do Vegetal tem sua origem social ligada aos brasileiros que migraram para trabalhar como seringueiros na Amazônia em meados do século XX‖ (www.udv.org.br).

José Gabriel mudou-se, depois de trabalhar um tempo no seringal, para Porto Velho, onde ficou ―trabalhando como servidor público, enfermeiro23 no Hospital São José‖, conhecendo, em 1946, Raimunda Pereira, chamada Pequenina, com quem se casou no ano seguinte. ―Em Porto Velho, ‗Seu‘ Gabriel atendia pessoas em sua casa, pois jogava búzios‖ (BRISSAC, 2004, p. 579). E, segundo o Conselheiro Paixão24, tornou-se ―Ogã e Pai do Terreiro de São Benedito, de Mãe Chica Macaxeira‖ (Entrevista do Conselheiro Paixão, in Alto-Falante, abril-junho 1995, p. 8-9, ib.). E ―é significativo que nos anos 1960 ou 1970 haja a presença do Sultão das Matas na lista das entidades do terreiro, já que, como se verá adiante, José Gabriel ‗recebia‘25

esse caboclo quando trabalhava num terreiro que armou no seringal, nos anos 1950‖ (Ib.)

José Gabriel morou com Pequenina em Porto Velho até 1950, já tendo dois filhos: Getúlio e Jair. E além de trabalhar como enfermeiro, também tinha uma taberna de bebidas e gostava de política. Porém, seu candidato perdeu, e José teve de se afastar de seu trabalho, pois foi perseguido em seu emprego público no hospital, então resolveu voltar para o seringal. Segundo Mestre Pequenina, ―ele disse: ‗É porque eu vou atrás de um tesouro.‘ Mas eu era uma pessoa de cabeça cheia de muitas coisas e achei que era riqueza material que ele ia achar, e nós ia enricar, ter uma vida de rosa. Então, quando ele disse que ia, eu disse: ‗Então, vamos‘‖ (Entrevista de Mestre Pequenina e Mestre Jair, in Alto-Falante, agosto-outubro 1995, p. 7 apud BRISSAC, 2004, p. 580).

Assim, continua a viúva, ―então eu digo que esse tesouro que ele encontrou junto comigo e os dois filhos, pra mim, é um tesouro tão maravilhoso que dinheiro nenhum não paga essa felicidade (...), esse tesouro, que é a União do Vegetal‖ (ib.). E, segundo Gentil e Gentil (2004), ―José Gabriel da Costa dizia para sua companheira26 que o objetivo de sua ida para o seringal era buscar um tesouro. Este ‗tesouro‘ veio a ser encontrado em 1959 quando, através de outros seringueiros, teve contato com a ayahuasca‖ (GENTIL; GENTIL, 2004, p. 560).

23 Já, segundo Romero Menezes (2011, parte 2, 28/02) em ―Cordel do Mestre Gabriel‖, este teria sido auxiliar de

enfermeiro.

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Estivera afastado do Quadro de Mestres e do Corpo do Conselho e, na época da entrevista, tinha sido reconduzido ao Corpo do Conselho; hoje já está novamente no Quadro de Mestres e no Conselho da Recordação dos Ensinos do Mestre Gabriel.

25 Está entre aspas, pois, como ele mesmo revelou a seus discípulos, ―Sultão das Matas era ele mesmo‖, segundo

escutei de diversas pessoas, incluindo o seu filho, Mestre Carmiro.

―No seringal Orion, José Gabriel abriu o terreiro no qual ‗recebia‘ o Caboclo Sultão das Matas. Como recorda Mestre Pequenina, ‗vinha gente de tudo quanto era seringal‘‖ (Entrevista de Mestre Pequenina e Mestre Jair, ibid. p. 7 apud BRISSAC, 2004, p. 581). O Sultão das Matas ―curava as pessoas, assim como indicava o lugar certo onde se encontrava caça. Adaptando-se a um novo contexto sócio-ecológico-cultural, José Gabriel dirige um rito sincrético afro-indígena‖ em que fica evidente o valor simbólico da floresta ―que perpassa toda a vida dos seringueiros‖ (ib.).

José Gabriel recebe pela primeira vez o chá de um seringueiro chamado Chico Lourenço, no dia 10 de abril de 1959, no seringal Guarapari, numa colocação chamada Capinzal, na região da fronteira boliviana. ―Chico Lourenço representa uma tradição indígena-mestiça de uso xamânico da ayahuasca que se espalha por uma ampla região da Amazônia ocidental. (...). Aí se inicia nova etapa na trajetória de José Gabriel‖ (BRISSAC, 2004, p. 582). Ele bebeu apenas três vezes o chá com Chico Lourenço e logo em seguida, viajou por um mês para levar um filho doente a Vila Plácido, no Acre; ―e quando retorna traz um balde com o cipó mariri e as folhas de chacrona que colheu no caminho. Diz à mulher: ‗Sou Mestre, Pequenina, e vou preparar o mariri‘‖ (Entrevista de Mestre Pequenina e Mestre Jair, in Alto-Falante, agosto-outubro 1995, p. 8 apud BRISSAC, 2004, p. 582). Segundo Gentil e Gentil, conforme ―depoimentos de seus familiares e amigos, desde as primeiras vezes em que bebeu o chá, demonstrou ter domínio sobre o seu uso‖ (GENTIL; GENTIL, 2004, p. 561). Esses autores destacam que, ―diferentemente de outros fundadores de seitas que também se utilizam da ayahuasca em seus rituais, José Gabriel da Costa, ingerindo o chá, não teve experiências que marcadamente modificassem seu comportamento‖ (Ibid.). Entretanto, é importante observar que, na UDV, distingue-se claramente José Gabriel da Costa (antes de se (re)encontrar com o chá Hoasca) do Mestre Gabriel (depois de recordar-se de sua missão através do chá). No documento lido nas sessões de escala27 chamado ―A Convicção do Mestre‖, que havia sido publicado no Jornal Alto Madeira, há uma clara referência ao passado, onde ele havia bebido cachaça e andado pelo baixo meretrício e que desconhecia

seu Grande Deus enquanto José, transformando-se em Mestre Gabriel pela recordação

proporcionada pelo chá.

E, de acordo com seu filho Jair, ―nesse período o Mestre Gabriel não deixou a macumba não. Ele fazia uma Sessão de Vegetal e uma de umbanda‖ (Entrevista de Mestre

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Pequenina e Mestre Jair, in Alto-Falante, agosto-outubro 1995, p. 7 apud BRISSAC, 2004, p. 582). Somente em 1961 ele teria revelado que não incorporava o Sultão das Matas (Ibid.). Segundo Brissac, ―Este é um dos momentos mais importantes de ruptura de José Gabriel com a tradição religiosa à qual estava ligado anteriormente‖ (BRISSAC, 2004, p. 582). Pois,

agora Mestre Gabriel nega a incorporação dos cultos de caboclo e configura o transe que será típico da União do Vegetal: a burracheira. A burracheira, que segundo Mestre Gabriel significa ―força estranha‖, é a presença da força e da luz do Vegetal na consciência daquele que bebeu o chá. Assim, trata-se de um transe diverso, no qual não há perda da consciência, mas sim iluminação e percepção de uma força desconhecida. Há uma potencialização28 dos sentimentos, das percepções e da consciência do indivíduo (BRISSAC, 2004, p. 583).

Já, de forma diversa, segundo um mestre do CREMG (em 21-03-2011), que entrevistei,

O Mestre Gabriel, depois que bebeu o Vegetal, (...) adentrou o processo de recordação e viu que o Sultão das Matas era ele próprio, em destacamento anterior e que a sua missão estava muito além da missão do Sultão das Matas. (...) Foi uma encarnação dele que ele estava interpretando, mas sem se dar conta que ele próprio era o Sultão das Matas e essa consciência veio no momento que ele começou a recordar, após beber a Hoasca.

Contudo, esse componente anterior, que permanece, pode ser observado em nomes de Unidades Administrativas (UAs): Rainha das Águas, Senhora das Águas, Janaína, Princesa Mariana.

Mestre Gabriel e sua família logo se mudam para o seringal Sunta, onde, no dia 22 de julho de 1961, reúne as pessoas para um preparo de Vegetal. Nesse dia, o Mestre Gabriel declara recriada a União do Vegetal, ―já que ela teria existido no passado, quando ele mesmo teria vivido em outra encarnação‖ (BRISSAC, 2004, p. 583). Assim explica o casal Gentil: ―durante três anos José Gabriel, já então Mestre Gabriel, bebeu o chá com sua família no seringal Sunta, próximo à fronteira com a Bolívia, vivenciando um processo de recordação de sua missão de (re)criar a União do Vegetal (CEBUDV 1989, p. 22)‖ (GENTIL; GENTIL, 2004, p. 561). Ela ―é uma obra milenar, que tem no Rei Salomão o seu criador‖ e que ―não teve uma história de continuidade temporal no planeta, permanecendo desconhecida por muitos séculos. Por esta razão, Mestre Gabriel apresenta-se como seu recriador‖ (Ibid.).

Foto 3 – O Mestre da União, José Gabriel da Costa (Fonte: www.udv.org.br)

E, no ano seguinte, no dia 6 de janeiro se reúne com doze Mestres de Curiosidade no Acre, em Vila Plácido, em uma sessão, na qual reconhecem Gabriel como o Mestre Superior. (GENTIL; GENTIL, 2004). Isto é confirmado pelo meu DC 07-01-2010: ―Ontem, sessão de Reis. Contada a História da Hoasca e a do reconhecimento pelos mestres de Curiosidade de que o Mestre Gabriel é um mestre superior a eles‖. O termo ―Mestres de Curiosidade‖ é usado na UDV em relação a Mestres que não usam o Vegetal para fazer só o bem. A palavra ―curiosidade‖ é concebida na UDV, em contraste com a acepção do dicionário ―vontade de aprender, saber, pesquisar (assunto, conhecimento, saber); interesse intelectual‖ (HOUAISS, 2001), como algo pejorativo, diferente do ―interesse em aprender‖; é concebida como algo da ―Força Negativa‖ e não da ―Positiva‖29. É importante destacar que esse ―de‖ tem a pronúncia ―di‖, diferenciando-se, portanto, do verbo conjugado ―dê‖, que teria o sentido de ―dar‖.

E, ―Finalmente, no dia 1° de novembro de 1964 é realizada uma sessão na qual o Mestre Gabriel afirma que fez a Confirmação da União do Vegetal no Astral Superior. Logo depois, em 1965, ele se muda para Porto Velho, para lá consolidar a nascente instituição‖, tendo falecido ―no dia 24 de setembro de 1971‖ (BRISSAC, 2004, p. 583).

28 Por isso é considerada uma ―planta de poder‖ (ver Labate e Goulart, O uso ritual das plantas de poder). 29Explicito a respeito de como a UDV concebe essas Forças no quarto capítulo, item ―4.1 Livre arbítrio‖.

Na Foto 4a, visualiza-se o Templo do Núcleo Coração de Maria, erguido no mesmo lugar em que havia a casa onde nasceu o Mestre Gabriel e na Foto 4b, a Mestre Pequenina, companheira do Mestre Gabriel, que com ele deu início à União do Vegetal.

Aqui fiz uma exposição panorâmica, mais com base em pesquisa em pesquisa bibliográfica, a respeito do recriador da UDV; ao longo dos demais capítulos, exponho dados a respeito dele, colhidos com a etnografia que realizei, principalmente no item ―4.16 Mestre

Gabriel, o pai de todos‖.

Foto 4a – Templo do Núcleo Coração de Maria (Fonte: www.udv.org.br)

Foto 4b –Mestre Pequenina (Fonte: www.udv.org.br)