Oslo sykehusservice
4. Videre utvikling 2022 til 2025
4.4 Oppsummering og diskusjon
Marcelo Rebelo de Sousa, atual Presidente da República Portuguesa, em 2015, no 26º Digital Business Congress afirmou que Portugal está a viver uma revolução silenciosa no domínio do digital, bem como, no da inovação empresarial (APDC, 2015b).
A administração pública encontra-se dividida em níveis organizacionais (Vitvar et al., 2010) e em setores, como Serviços de Saúde, Agricultura, Justiça, Educação, Emprego e Segurança (Denhardt, Denhardt, & Blanc, 2013). Um dos seus problemas é o envolvimento com diversos stakeholders, representados através de serviços públicos autónomos com orçamentos independentes (Janssen & Cresswell, 2006).
A comunicação e a partilha de informação neste setor é cada vez mais uma necessidade assente, pois, geralmente, os serviços públicos envolvem a troca de informações e documentos entre organismos independentes (Ntaliani, Costopoulou, Karetsos, Tambouris, & Tarabanis, 2010). No setor público, os cidadãos para receberem um determinado serviço, têm de recorrer a diferentes instituições públicas que requerem uma determinada quantidade de informação, muitas vezes igual entre elas (Keretho & Wonggate, 2014). Isto faz com que os cidadãos tenham a informação duplicada, tornando-se um processo repetitivo e maçador (Keretho & Wonggate, 2014).
Existem processos na administração pública que ainda são suportados por papel e, mesmo que sejam realizados pedidos online, existem organizações públicas que utilizam o papel para enviar notificações obrigatórias aos seus cidadãos, tornando a sua desmaterialização mais lenta (Schaller & Obermeier, 2016). Um exemplo disso é o da contratação pública que, em Portugal, é realizado por via eletrónica, afirma Luís Marques Mendes no 26º Digital Business Congress, mas, quando se vai completar todo o processo e assinar, existem, aproximadamente, 300 páginas em papel que terão de ser rubricadas, sendo isso a antítese do digital (APDC, 2015a).
Estas interações em papel resultam na produção de um vasto conjunto de documentos públicos, quer administrativos quer informativos para os cidadãos (Savvas & Bassiliades, 2009). Para a produção desses documentos, a administração pública deve ter em conta um conjunto de leis e regulamentos que, apesar de complexos, garantem a satisfação dos cidadãos e dos pedidos das organizações (Corradini et al., 2015; Walser & Schaffroth, 2011). Uma vez que estes documentos estão ao dispor de todos os cidadãos, qualquer um pode lê-los e interpretá-los de forma diferente (Savvas & Bassiliades, 2009), tornando o processo de uniformização mais complexo.
sendo a administração pública um setor enorme, efetuar a mudança tecnológica e reestruturar os processos de negócio torna-se uma tarefa complexa e de grande dimensão, devido à existência de estruturas hierárquicas e sistemas burocráticos que refletem um compromisso de valores culturais e aversão ao risco, valorizando os silos organizacionais (Janssen & Cresswell, 2006). Em 2013, Maria Leitão Marques, no 24º Digital Business Congress, afirmou que os silos que existem dentro da administração pública são a grande barreira para mudar os métodos de trabalho e a própria organização (APDC, 2013). Existem organismos públicos que são mal definidos e utilizados de maneiras diferentes resultando em diferentes interpretações (Vitvar et al., 2010). Assim, para efetuar mudanças na administração pública, é preciso tomar decisões em toda a cadeia administrativa. Contudo, existe um conjunto de políticas que conduzem a administração pública e que devem ser tidas em conta na tomada de decisão. Qualquer que seja o processo envolvido, terá de passar por sucessivos pontos de controlo, verificando se está dentro das políticas da administração ou não (Vitvar et al., 2010), tornando este processo lento.
De modo a contornar estes problemas, é necessário introduzir plataformas interoperáveis capazes de envolver diferentes organismos para que possam operar como um todo, facilitando o papel do cidadão. No entanto, e apesar do conhecimento sobre a importância de ter bons níveis de interoperabilidade entre os serviços públicos, ainda existem problemas e dificuldades causadas pela falta de interoperabilidade entre esses serviços. A incapacidade na resposta, os atrasos nos procedimentos envolvidos, a falta de transparência sobre o processo, a dificuldade em obter informações sobre o seu estado e a necessidade de repetir a mesma informação sobre o pedido, são problemas relacionados com a falta de interoperabilidade na administração pública (Soares & Amaral, 2011).
Segundo afirma Maria Leitão Marques, no 24º Digital Business Congress, a resposta a estes desafios está na capacidade de inovação, no redesign das soluções e no investimento das competências digitais, tanto ao nível dos utilizadores como de prestadores de serviços da administração pública (APDC, 2013).
3.3.1 Cruzamento com o projeto de mestrado
Refletindo sobre o Projeto de Inventariação e Racionalização de Processos Organizacionais nas DRAPs, verifica-se que estamos perante cinco organismos públicos que prestam serviços aos cidadãos com procedimentos diferentes. A necessidade de rearranjar os seus processos garantindo uma uniformização entre as cinco DRAPs é evidente. A pressão iminente da transformação digital nestes organismos, trouxe consigo a preocupação de criar um portal único das DRAPs, onde fosse possível encontrar esses processos uniformizados e desmaterializados. Com o arranque deste Projeto de
Inventariação e Racionalização de Processos Organizacionais nas DRAPs, verifica-se que existe aqui uma oportunidade de melhoria dos processos destes organismos. Este projeto de mestrado encontra-se inserido nesse Projeto de Inventariação e Racionalização de Processos Organizacionais nas DRAPs e servirá para o descrever e analisar o impacto do mesmo nas DRAPs, divulgando os resultados neste projeto de dissertação para a comunidade científica.
Para uniformizar os seus processos, é essencial que haja um consenso na própria organização no que toca aos serviços que oferecem e em que processos é que estão envolvidos. Desse modo, o Projeto de Inventariação e Racionalização de Processos Organizacionais nas DRAPs seguirá uma abordagem de gestão por processos de negócio, ou mais conhecido por Business Process Management (BPM), sendo essa a próxima secção deste projeto de dissertação.