7.4 K OSTNADER VED ET MINIMUMS - SCENARIO
8.2.3 Oppsummering Kjellerreaktoren
Da análise das falas das professoras orientadoras pertencentes às IES de grande, médio e pequeno porte, no que se refere à motivação para participar do Projeto Bolsa Alfabetização, emergiram os seguintes aspectos: a possibilidade de articulação entre universidade e escola; conhecimento da legislação que rege o Projeto; conhecimento da concepção do Projeto.
A professora orientadora 1, da IES de grande porte, explica que é um excelente Projeto para a formação dos alunos.
[...] é um excelente Projeto, importante para a formação de nossos alunos, com um diferencial. Eu vou começar com uma cena que eu gostaria de ter fotografado e até para um trabalho de pesquisa acho que... Nós iniciamos o Bolsa esse ano (2014), agora 1º de março, então praticamente as alunas do primeiro semestre foram para a escola, o primeiro movimento, na segunda-feira minha aula de didática, conversamos sobre a questão da criança, falamos de autores do passado, Comenius, Rousseau, e as quatro alunas participantes do Projeto, as quatro levantaram a mão e começaram a falar de questões da sala de aula e foram falando... falei “Nossa... dando exemplos em
tão pouco tempo”... Eu sei que alguns exemplos até de uma fala
equivocada de uma delas, falei “Nossa tenho muita coisa pra trabalhar agora na formação”... mas só o fato de elas terem ido pra escola, de
olharem a sala de aula de pensarem esse aluno e de começarem construir pelo menos uma ideia do processo, eu acho isso foi um ganho excepcional... e ficou claro pra mim... Olha o diferencial ... elas já participando, se envolvendo e começando a gostar de falar da sala de aula, do aluno... Deveria tirar uma foto e ter gravado aquela cena... lembrei disso... (PO1 grande porte).
Para essa professora o Projeto possibilita ao aluno pesquisador refletir a respeito das discussões realizadas na sala de aula na IES. Essa professora deixa clara a importância de que, na formação inicial, o futuro professor possa ressignificar seus conhecimentos, articulando-os com sua vivência no dia a dia da sala de aula. Para Vaillant e Marcelo (2012), o período de inserção profissional configura-se como um momento importante na trajetória do futuro docente, porque realizará a transição de estudante a professor e, nesse sentido, poderá adquirir a competência profissional e o conhecimento adequado para lidar com as situações que a docência exige.
De acordo com Marcelo (2010), quando se reflete sobre as relações entre conhecimento e prática na formação de professores, deve-se levar em conta o ato de aprender a ensinar, ou “o conhecimento na prática”, o conhecimento na ação, que é adquirido por meio da experiência, de refletir a respeito do que se faz, do conhecimento específico do contexto.
A professora orientadora vinculada à IES de médio porte considerou que conhecer os documentos do Projeto foi de grande importância para o professor que assume o papel de orientador no Projeto Bolsa Alfabetização. Explicou que:
[...] Então, praticamente, eu comecei assumir os encontros no final de outubro de 2013, tem pouco tempo... Esse ano nós começamos apresentando os documentos, qual é o papel do bolsista na sala de aula, o que cabe ao bolsista e o que não cabe, quais são as atribuições do aluno pesquisador, então nós estamos nesse ponto. Agora, terminando isso, as meninas... nós vamos pras pesquisas, porque elas estão identificando o tema que elas vão focar... então... a partir daí, pra eu poder trazer as contribuições que possa ajudar nesta pesquisa que elas vão realizar na sala de aula...[...]. (PO médio porte)
A professora orientadora vinculada à IES de pequeno porte assim se manifestou sobre conhecer a legislação que rege o Projeto:
Os conhecimentos que julgo importantes referem-se a conhecimentos a respeito, em primeiro lugar, da legislação do Projeto Bolsa Alfabetização. É muito importante conhecer o Regulamento e também o Decreto que instituiu o Projeto em 2007 e ter claro que trabalharemos com a concepção construtivista. Conhecer o Regulamento implica saber quais são as atribuições de cada pessoa que faz parte do Projeto. Saber o papel do professor regente, do professor orientador, do aluno pesquisador, por exemplo, é fundamental para o estabelecimento da parceria entre IES, FDE e escola. O professor orientador, para conduzir as orientações semanais com as alunas pesquisadoras, precisa ter muito claro qual é o papel da IES e qual é o papel do aluno pesquisador na escola. Isso fica muito claro no Regulamento. (PO pequeno porte)
A orientadora vinculada à IES de pequeno porte falou ainda sobre a importância de ter conhecimento da concepção do Projeto. Ela disse que:
[...] Eu entendo que o papel do professor orientador é fundamental para o bom andamento do Projeto... O professor orientador precisa conhecer e bem a concepção do Projeto, saber como desenvolver os temas propostos pelo Projeto, apoiar o aluno pesquisador fornecendo referencial teórico adequado, no caso de material em espanhol, ajudar na compreensão... proporcionar atividades nos encontros semanais que ajudem o aluno pesquisador a refletir sobre a alfabetização... Eu tenho sorte em poder selecionar alunas do último ano do curso e mais sorte ainda em ter no máximo 10 alunas pesquisadoras; é um número interessante para que as discussões possam fluir... (PO pequeno porte)
Para a professora orientadora pertencente à IES de pequeno porte, conhecer a concepção do Projeto, conhecer os temas para a realização da investigação didática e refletir sobre alfabetização construtivista são importantes para sua participação no Projeto. Referiu-se ainda à quantidade de bolsistas que a IES tem e que isso facilita seu trabalho como orientadora.
A professora orientadora pertencente à IES de médio porte considerou que seu trabalho é de grande responsabilidade e que ter o apoio da instituição é fundamental para o bom andamento da sua atuação como professora orientadora. Ela disse que:
[...] Então eu tenho visto que, enquanto orientadora, a gente vê que tem muito por fazer ainda... tem muito por fazer [...]. Porque essa aprendizagem é contínua, tanto pra elas, quanto pra nós, orientadoras, porque a gente não para de ir em busca de algo que falta pra trazer contribuições... Quando eu vejo essas meninas angustiadas com algo eu procuro trazer alguma coisa pra tirar essa angústia e eu digo
“Calma, é assim mesmo...” E como eu já tinha dito, esse trabalho com
a professora F. tem sido muito bom, porque ela é dessa mesma linha, a gente tem um entrosamento muito grande, então isso favorece e muito... Eu tenho grande apoio da instituição. A instituição abraçou o Bolsa Alfabetização e agora, voltando pro outro lado, que eu falo como
a gente gostaria que todas as outras abraçassem, aquela vontade que aconteça, que forme o professor realmente, que saiam daqui preparadas pra prática docente... Então isso tem trazido grandes contribuições e ao mesmo tempo que são grandes os desafios o tempo inteiro... (PO médio porte)
Em linhas gerais, pode-se dizer que as professoras orientadoras pertencentes às IES de grande, médio e pequeno porte apontaram como motivo para participar do Projeto a possibilidade de, na formação inicial do professor, articular efetivamente a teoria com a prática pedagógica, o que cria envolvimento por parte das alunas pesquisadoras.
De acordo com Marcelo (2010), tornar-se professor é um longo processo. Os futuros professores, em seu processo de aprendizagem, passam por diferentes etapas e uma delas se inicia com os primeiros contatos com a realidade da escola, da sala de aula. As professoras explicitaram que ser orientadora no Projeto Bolsa Alfabetização significa levar em consideração que as alunas pesquisadoras devem ser estimuladas a refletir sobre o ensino.
6. A AVALIAÇÃO DO PROJETO BOLSA ALFABETIZAÇÃO: OS PONTOS