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Oppsummering

In document TILTAK OG VIRKEMIDLER MOT 2030 (sider 92-96)

Kapittel 15 i del A av denne rapporten bygger videre på analysen i kapittel 2, og gir vurderinger av ulike typer usikkerhet. I kapittel 16 oppsummeres vurderinger på tvers av de ulike sektorene

4 Veitransport

4.1 Oppsummering

composto sobretudo por retículo liso, não associado a ribossomas. Foram descritos três componentes distintos: o retículo sarcoplásmico livre, funcional e funcional alargado (9). O retículo livre forma uma rede extensa que se anastomosa ao longo de todo o sarcómero, o não apenas a nível da linha M (10). O retículo funcional é composto do dilatações saculares, as cisternas terminais, que possuem um conteúdo granular electrono-denso. O retículo funcional relaciona-se intimamente com o sarcolema, quer a nível da superfície celular quer ao nível dos túbulos T. A associação destes últimos túbulos com uma cisterna terminal constitui as chamadas „díades”. O retículo funcional alargado é constituído por estruturas que embora possuam as características do retículo funcional não estão em contacto com o sarcolema ou os seus prolongamentos.

O músculo auricular apresenta as mesmas características gerais do músculo ventricular, descrito anteriormente. No entanto as células auriculares possuem menor diâmetro, contendo maior número do mitocôndrias. Os túbulos T a nível auricular são raros, e podem mesmo não existir, sendo nestas células preponderante o retículo funcional alargado. Nas células auriculares há ainda grânulos de elevada densidade, dispersos no citoplasma em número variável, contendo a chamada hormona auricular natriurética.

As células musculares cardíacas estão unidas entre si por junções intercelulares particulares, denominadas discos intercalares. Nestes locais existem especializações quer da membrana quer do sarcoplasma adjacente. Os discos dispõem-se entre duas fibras segundo um padrão em degrau, com porções transversais e longitudinais sucessivas. Nas zonas transversais, a membrana apresenta um aspecto ondulado, e o sarcoplasma adjacente contém zonas densas do material filamentoso, semelhante às linhas Z, onde se vão inserir as porções terminais das miofibrilhas (11). As junções intercelulares a este nível são do tipo “macula adhaerens” ou desmossomas, e quando mais extensas constituem as “fascia adhaerens”. No seu conjunto estas junções são responsáveis pela firme coesão intercelular do músculo cardíaco. As porções longitudinais dos discos intercalares apresentam junções intercelulares do tipo "zónula occludens” ou "macula occludens”. Estes dois tipos de junções constituem os chamados nexus, ou „gap junctions”, por apresentarem um estreito espaço intercelular, do 18 a 40 Å (12). Possuem resistência eléctrica muito baixa, e constituem a base estrutural de transmissão eléctrica intercelular.

Entre as células musculares existe um tecido conjuntivo rico do fibras reticulares e de colagéneo, e que corresponde ao endomísio do músculo esquelético, embora mais irregular, dado o padrão complexo de anastomoses intercelulares. Envolvendo feixes de células musculares há tecido conjuntivo com fibras elásticas, formando o equivalente ao perimísio esquelético. Estes tecidos apresentam um extenso plexo dos capilares sanguíneos, além dos ramos das artérias coronárias e veias cardíacas. Aí existem também pequenos ramos nervosos, provenientes do sistema vegetativo. Ao nível da junção atrioventricular o tecido conjuntivo é particularmente denso, formando o chamado esqueleto fibroso do coração.

As células do tecido cardio-nector são células cardíacas com características particulares (13). As células nodais são pequenas, mas as do feixe atrioventricular possuem habitualmente grandes dimensões. Estas últimas, também designadas células de Purkinje, não possuem túbulos T o têm grandes quantidades do glicogénio no seu sarcoplasma. As miofibrilhas dispõem-se à periferia da célula o são pouco numerosas (14).

MICROSCOPIA DO MÚSCULO CARDÍACO Actas Bioq. 1989; 1:173-177

177 BIBLIOGRAFIA

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3. GOLDSTEIN MA, SCHROETER JP and SASS RL. Optical diffraction of the Z lattice in canine cardiac muscle. J Cell Biol, 75, 818, 1977.

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7. FERRANS,VJ. Intermyofibrillar and nuclear-myofibrillar connections in human and camyne myocardium. An ultrastructural study. J Mol. Cell Cardiol, 5: 247, 1973.

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10. SOMMER JR and WANGH RA. The ultrascture of the mammalian cardiac muscle - with special emphasis on the tubular membrane systems. Am J Pathol 82: 191-232, 1976.

11. FAWCETT DW and McNUTT NS. The ultrastructure of the cat myocardium. I ventricular papillary muscle. J Cell Biol, 42:1, 1969.

12. Mc NUTT NS. Ultrastructure of intercellular junctions in adult and developing cardiac muscle. Am J Cardiol, 25:169, 1970.

13. SOMMER JR, et al. Geometry of cell and bundle appositions in cardiac muscle: light microscopy. Am J Physiol 248:792-803, 1985.

14. JAMES TN, SHERI L and URTHALER F. Fine structure of the bundle -branches. Br. Heart J 36:1-18, 1974.

Actas Bioq. 1989; 1:179-187 179 PERIODOS REFRACTÁRIOS

A. LONGO

Unidade de Tratamento Intensivo para Coronários (UTIC Arsénio Cordeiro), Hospital de Santa Maria, 1600 Lisboa, Portugal

SUMÁRIO

Definem-se os períodos refractários cardíacos em electrofisiologia celular e clínica e as suas variações nas várias estruturas do coração. Descrevem-se as causas que determinam o seu aumento ou diminuição nomeadamente a frequência cardíaca, o potássio e os fármacos.

Quando estimulamos electricamente uma célula cardíaca obtemos um potencial de acção (PA) semelhante ao que esquematicamente está representado na figura 1 em cima (A) e à esquerda. Em cima e à direita estão representados os PA obtidos por estímulos de prematuridade crescente. A amplitude e a Vmax das respostas estão relacionadas com o valor do potencial de membrana na altura da estimulação. As respostas aos estímulos mais prematuros (a e b) tem origem a baixos potenciais de membrana e tem uma amplitude tão pequena e uma subida tão lenta que não se propagam as células vizinhas. A resposta propagada mais precoce (c) define o fim do período refractário efectivo (PRE).

Na figura 1 em baixo (B) e à esquerda estão representadas as intensidades mínimas do estímulo necessário para obter respostas. Essa intensidade é constante durante a fase de repouso. Perto do final da fase 3 do PA existe um curto período em que a membrana responde a estímulos mais baixos e se denomina período super-normal (PSN). Este período é antecedido por outro em que para se obter respostas são precisos estímulos de intensidade crescente, e se denomina período refractário relativo (PRR).

Segue-se o período refractário absoluto (PRA), durante o qual a membrana não responde qualquer que seja a intensidade do estímulo (2).

Os PA e os períodos refractários (PR) são diferentes nas várias estruturas cardíacas. Na figura 2 estão esquematizados sequencialmente os vários PA que se podem registar do nó sinusal ao miocárdio ventricular. (2).

LONGO A.

180 FIGURA 1

A - Intensidade das respostas; B - Intensidade dos estímulos; PSN - Período super normal; PRP Período refractário relativo; PRA - Período refractário absoluto; PRE - Período refractário efectivo; PRT - Período refractário total; TRT Tempo de recuperação total; PL - Potencial limiar; PR - Potencial de repouso.

Os PA de major duração registam-se a nível dos ramos e das ramificações de Purkinje. Os períodos refractários variam no mesmo sentido.

Em electrofisiologia clínica os períodos refractários são determinados de maneira diferente (1). Por um lado, não se utilizam habitualmente estímulos limiares, o que poderia levar a resultados aleatórios e, por outro, não se pesquisa o PRA pois para isso era necessário empregar estímulos com energia que podia ser perigosa.

Se colocarmos electrocateteres em sítios determinados no coração, podemos decompor a condução em vários níveis e estudar as propriedades das várias estruturas que compõem o tecido excito-conductor.

Na figura 3 está representada a recolha em simultâneo dos potenciais do ECG periférico, dum electrocateter colocado na parte alta da aurícula direita e doutro na transição aurículo- ventricular. Com este último recolhem-se os potenciais da parte baixa da aurícula, do feixe de His e do ventrículo. Da conjugação dos vários traçados podemos decompor o tempo de condução A-V (intervalo P-R), neste caso de 175 ms, nos tempos de condução intra-auricular (intervalo P- A), nodal aurículo-ventricular (intervalo A-H), e His-Purkinje (intervalo H-V).

PERÍODOS REFRACTÁRIOS

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