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Oppsummering av resultater fra analyser av eksisterendesystem

4 Analyse og optimalisering

4.1 Nåværende system

4.1.4 Oppsummering av resultater fra analyser av eksisterendesystem

No dia 25 de outubro, o grupo retornou ao tema da entrevista coletiva. As questões que foram levantadas se relacionavam, principalmente, com a questão da atitude violenta do aluno, com a questão da sexualidade e o envolvimento da família, sem limites, na vida estudantil dos filhos.

Solicitei que as alunas revisitassem as situações descritas e refletissem acerca dos componentes presentes nestas, indagando-se sobre as características que poderiam desenvolver melhor para lidar com as situações. Intencionava trazer para a discussão a questão do diálogo que se apresenta na formação do professor, diálogo com a situação, com as pessoas, com as preocupações próprias do período de estágio, etc.

As alunas reafirmaram que o que mais as preocupavam era a agressividade, algumas vezes de pais na relação com a professora. Aliás, a relação que os pais dos alunos mantém com a estagiária transforma-se, por vezes, em uma grande questão a ser resolvida, definidora de posturas por parte da aluna.

Voltando à avaliação da entrevista coletiva, as características que as mesmas consideram precisar desenvolver para estarem mais preparadas para lidar com estas situações foram:

a) estudar mais os assuntos envolvendo crianças e conversar com os alunos de uma

forma singela e não constrangedora;

b) desenvolver a estabilidade emocional, a fim de estar mais calma para buscar a

resposta dos casos que possam ocorrer; c) manter a ética e ser forte;

d) respeito pela profissão;

e) paciência, tranqüilidade, pedir ajuda de pessoas mais experientes;

f) estar presente, ser amiga para ver os problemas sofridos pelas crianças em casa;

g) diálogo, saber ouvir;

h) perseverança, segurança, confiança;

j) ser menos autoritária;

k) amadurecimento;

l) ser afetiva;

m) abertura e prontidão para encarar os desafios;

n) saber integrar a turma;

o) estar em constante aprendizagem.

O perfil do profissional, segundo as alunas, que estaria mais preparado para atuar na incerteza e no desafio, está circunscrito nas questões ligadas ao amadurecimento pessoal, no investimento em própria formação, segurança emocional e percepção do outro com envolvimento e implicação. Construção de uma dimensão ética valorizada, através da profissão.

A questão da ética apareceu em vários questionários do grupo e se percebeu um resgate da importância do trabalho do professor. A partir da atitude do professor, há necessidade da intervenção da Escola, muitas vezes, com relação aos problemas enfrentados pelos alunos em suas casas. Além disto, o estabelecimento de limite quando os costumes enraizados nas famílias acabam por serem trazidos pelos alunos para a escola, intervindo na organização do ambiente escolar. Para isto as alunas citaram a importância da calma, do saber ouvir, do controle pessoal, da abertura e da prontidão para encarar da melhor maneira possível estas situações, em especial a agressividade que, vinda de fora da escola, sempre acaba por prejudicar enormemente o ambiente escolar.

Além da ética e do controle pessoal, o envolvimento com a sua própria aprendizagem foi um elemento amplamente valorizado no inventário de características apontadas. A formação continuada, segundo o grupo, fornece ao profissional mais segurança para lidar com situações desafiadoras, pois o conhecimento acaba por ser um elemento que auxilia na tranqüilidade para tratar diversos assuntos e lidar com situações, em especial de agressividade. Não obstante, em certos momentos, o inusitado acontece em sala de aula e o conhecimento construído no Curso não é o suficiente; isto é reconhecido por elas. Aí estarão as condições propícias para o desenvolvimento da habilidade de improvisar?

E, na improvisação, podemos resgatar a noção de autonomia trabalhada por Contreras (2002). O autor procura, neste conceito, uma possibilidade ampliada de agir na situação

desafiadora. Ampliando a questão desenvolvida por Schön (2000), abarca a reflexão-na-ação e a amplia, analisando os diálogos que estabelecemos com as outras pessoas, alunos colegas e agentes sociais, que são participantes na situação, presentes ou não. Para Contreras (2002,

209), os diálogos são a “única forma de aproximar-se da compreensão compartilhada sem colocar em crise o respeito por esta pluralidade”, concebendo assim a questão da intra e

intersubjetividade.

Conforme salienta Contreras (2002), a autonomia parte de um entrelaçamento pessoal, na relação com as tentativas de compreensão e de equilíbrio social e estas com a defesa profissional de valores educativos e a independência de juízo com participação social. Encontramos nestes itens trabalhados pelo autor, as preocupações das alunas apresentando a dimensão pessoal, a dimensão social e a dimensão política da profissão. Resgatam estas dimensões no pensar sobre o agir. Nesta reflexão sobre a reflexão e no distanciamento de si, encontramos as possibilidades da construção humana. Contreras (2002, p. 209) irá nos chamar atenção de que este é um processo cognitivo de descoberta da sensibilidade interior em um auto-conhecimento:

Manter os valores educativos e os utópicos como inspiração e como buscas abertas e inconclusas, é dirigi-los também para nós, buscando dessa maneira não só a teorização, ou sua tradução em práticas, mas aquela abertura pessoal que amplia a sensibilidade moral para captar quando nossas teorizações e práticas são incapazes de dar conta da profunda realidade humana que encontramos em outras pessoas, outras necessidades, outras insatisfações, outros desejos, alheios aos nossos e a nossas compreensões.

No pensar das alunas, a partir das situações por elas presenciadas e intuídas, vez ou outra, encontramos um quefazer26 aliado a um questionamento do como ser e porque ser. A procura do sentido de fazer e estar em determinadas situações. Este raciocínio também nos aproxima da noção de autonomia proposta por Contreras, porque leva em consideração o entorno e os diversos personagens que se presentificam ou não neste entorno, visto que a presença de algo e alguém é, também, a ausência de outro algo e alguém. Neste diálogo que se estabelece, intra e intersubjetivo, constrói-se o Ser Professor. A formação profissional não está nem sobreposta nem separada do sujeito, mas estabelecida na relação consigo, com o outro e com o ambiente.

26 Freire (2003) utiliza-se deste neologismo para explicar o sentido da tematização no método freireano, no qual o quefazer torna-se instrutivo porque culturalmente construído. A ação tem a intencionalidade e não é perdida no universo temático. Utilizei este neologismo para evidenciar que o fazer pedagógico passa por uma intencionalidade e, portanto, é um fazer construído e refletido cultura e socialmente.