Segundo Matarazzo (2008, p. 175) “Os índices desse grupo mostram qual a rentabilidade dos capitais investidos, isto é, quantos renderam os investimentos, evidenciando
o grau de êxito econômico da empresa”. Para melhor compreensão estes índices necessitam de comparações, como por exemplo, comparar o lucro com o ativo e com patrimônio líquido.
I - Rentabilidade do Ativo (RA)
Conhecido no meio acadêmico como ROI – Return on Investiment.
Este índice apresenta a relação entre os lucros ou prejuízos líquidos gerados em um ano e os ativos totais disponíveis na empresa. Esta rentabilidade indica a eficiência dos ativos aplicados, ou seja, quanto lucro eles estão gerando. Também mede em porcentagem a eficiência da administração na geração de lucros com seus ativos totais.
As contas que compõem este índice são: resultado líquido do exercício (RLE) e ativo total (AT).
A fórmula para chegar ao resultado do índice é: 100 AT RLE
Este índice é útil para comparação com outras empresas do setor ou para visualizar a evolução ao longo do tempo. Quanto maior for, melhor. Por fim, permite verificar quanto à empresa obteve de resultado para cada cem reais de ativos a disposição (BRINCKMANN, 2009).
II - Rentabilidade do Patrimônio Líquido (RPL)
Apresentado aos estudantes de ciências contábeis como ROE.
O papel deste índice é mostrar a taxa de rendimento do capital próprio investido. Para uma melhor conclusão ele deve ser comparado com outros investimentos do mercado, pois somente com a possibilidade de lucro é que o investidor irá aplicar seus recursos (MATARAZZO, 2008).
As variáveis que compõem este índice são: resultado líquido do exercício (RLE) e patrimônio líquido (PL). No entanto cabe destacar que foi utilizado como metodologia o valor do PL final.
A fórmula para chegar ao resultado do índice é: 100 PL RLE
A rentabilidade do patrimônio líquido procura saber a parcela do lucro que sobraria para os acionistas após o pagamento do capital de terceiros. Permite que se perceba se o lucro (resultado econômico) gerado pelo capital próprio a disposição da empresa estava adequado.
Além disso, possibilita verificar quanto à empresa obteve de resultado para cada cem reais de capital próprio investido, evidenciando o retorno sobre investimentos (PLATT NETO, 2009).
III - Giro do Ativo (GA)
O sucesso de uma empresa gira em torno do volume de vendas da mesma. O giro do ativo permite verificar quantas unidades monetárias foram efetivamente vendidas para cada unidade monetária investida. Resumidamente representa a produtividade da empresa e por isso quanto maior este índice, melhor (BRINCKMANN, 2009).
Compõem este índice: receita operacional líquida (ROL) e ativo total (AT).
A fórmula para chegar ao resultado deste índice é: GA = AT ROL
O giro do ativo informa quanto foi vendido com o valor investido no ativo, demonstrando se o faturamento de um período foi suficiente para cobrir o investimento total. Assim o resultado desejado tem que ser superior a um, pois igual ou menor representa que o capital investido não esta sendo produtivo e uma possível solução seria sua reaplicação em outra atividade (REIS, 2009).
Esse índice mostra o quanto à empresa vendeu para cada real do investimento total, ou seja, quanto à empresa gerou de vendas líquidas para cada cem reais de ativos a disposição, na porcentagem. Evidencia a eficiência ou capacidade da empresa em gerar receitas diante dos ativos disponíveis. Permite saber quantas vezes a empresa girou seu ativo com vendas (PLATT NETO, 2009).
IV - Margem Líquida (ML)
Este índice apresenta a relação entre o resultado econômico gerado, seja lucro ou prejuízo líquido e as receitas líquidas de vendas. A análise deve ser feita ao longo do tempo permitindo assim traçar ou não a evolução da empresa em relação a sua lucratividade.
As variáveis que compõem este índice são: resultado líquido do exercício (RLE) e receita operacional líquida (ROL).
A fórmula para chegar ao resultado deste índice é: 100 ROL RLE
A margem líquida serve para medir a eficiência e viabilidade do negócio. Demonstra o retorno líquido da empresa sobre seu faturamento e a eficiência em converter receitas em lucros (PLATT NETO, 2009). Possibilita conhecer quanto à empresa gerou de resultado para cada cem reais de vendas líquidas realizadas (BRINCKMANN, 2009).
Neste índice vale destacar que uma pequena margem de lucro pode ser compensada por uma grande rotatividade de vendas ou prestações de serviços para obtenção da rentabilidade do investimento (REIS, 2009).
V - Margem Bruta (MB)
Conforme o autor Assaf Neto (2007) este indicador representa a eficiência da atividade da empresa. É preciso levar em consideração que são utilizados custos orçados e não custos incorridos quando for utilizado qualquer outro indicador de execução da obra. Em outras palavras, este índice indica o percentual das vendas que fica na empresa para cobertura de suas despesas operacionais (ASSAF NETO, 2007).
Outra forma de entendê-lo é através da definição “é o que sobra de uma venda”, pois mensura a percentagem de cada venda em unidade monetária que sobra após a empresa ter quitado seus produtos (Matarazzo, 2008). Conforme Neves; Viceconti (2002) quanto maior este índice, melhor.
Compõem este índice: lucro bruto (LB) e receita líquida de vendas (RLV) A fórmula para chegar ao resultado do índice é: 100
RLV LB
VI - Eficiência operacional
A eficiência operacional equivale a fazer as atividades de maneira permanentemente mais inteligente e racional possível.
Este índice objetiva mostrar o nível de atividade da empresa (ASSAF NETO, 2007). Em suma, irá mostrar a relação de recursos consumidos versus produtos gerados, considerando que tais recursos e produtos possuem valores econômicos que poderão afetar a resultado econômico da empresa. Assim, uma empresa é considerada eficiente quando consegue produzir grandes quantidades de produtos com menor dispêndio de recursos possível.
A fórmula para chegar ao resultado deste índice é: DO MB
A eficiência operacional também pode ser obtida através da rentabilidade do ativo, já que este último considera que o lucro operacional (antes das despesas financeiras e dos impostos) dividido pelo ativo total, representando o retorno gerado pelos ativos durante um período.