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Oppsummerende drøfting i relasjon til Kunnskapsløftet

4. PRESENTASJON OG DRØFTING AV RESULTATER

4.3 E RFARINGER MED SOSIAL IOP VED TILBAKEFØRING

4.3.5 Oppsummerende drøfting i relasjon til Kunnskapsløftet

A temática do burnout, nos últimos anos, tem-se assumido como uma problemática psicossocial, devido á severidade das suas consequências sobre a saúde física e mental dos trabalhadores e a qualidade do seu desempenho quer individual, quer organizacional. Para Zamora, Castejón e Férnandez, (2004) os problemas causados pela síndrome de burnout podem ser categorizados ao nível pessoal, encontrando-se aqui as perturbações psicossomáticas, os problemas psicológicos e os problemas de comportamento que afectam o rendimento no trabalho (como o absentismo, atrasos, diminuição na qualidade do trabalho) e/ou ao nível interpessoal, tendo como exemplo, os problemas familiares e sociais.

Ao nível individual e ao pesquisarmos na literatura sobre a sintomatologia específica associada a esta síndrome ao nível individual, podemos, desde logo dividi-los em sintomas físicos, psíquicos, comportamentais e defensivos (Carlotto, 2010; Freudenberger, 1974; Leiter & Maslach, 1988; Maslach et al., 2001, 2008). De acordo com Schaufeli e Enzmann (1998) ao efectuarem uma revisão sobre este aspecto identificaram e reuniram 132 sintomas, salvaguardando, no entanto, que muitos derivem da observação clínica não controlada e da análise não estruturada de entrevistas. Não sendo nossa pretensão realizar uma análise exaustiva deste conteúdo temático, alertamos para o facto de que, para o diagnóstico clínico, o indivíduo não precisa apresentar, em simultâneo, todos os sintomas e que a sintomatologia defensiva assume uma particular importância por auxiliar na distinção entre burnout e stress.

Ao se considerar a síndrome de burnout como um processo gradual e cumulativo, podemos encontrar diferenças no que diz respeito á sua intensidade e frequência. Assim, Iwanicki e Schwab (1981) referem que a frequência num grau reduzido corresponde ao surgimento de alguns sintomas de forma esporádica e o grau

que um nível baixo é caracterizado pela incidência de sentimentos, tais como irritação, inquietação, frustração, cansaço exagerado e um alto nível pela ocorrência de situações de doença e de somatizações.

De acordo com França (1987), podemos esquematizar a sintomatologia do burnout (Quadro 1).

Quadro 1- Sintomatologia da síndrome de burnout (adaptado de Carlotto, 2010)

Aspectos Sintomatologia

Físicos

Sensação de fadiga constante e progressiva, distúrbios do sono, dores musculares ou ósseas, cefaleias, enxaquecas, perturbações gastrointestinais, imunodeficiência, transtornos cardiovasculares, perturbações do sistema respiratório, disfunções sexuais e alterações menstruais;

Comportamentais

Falta de atenção e de concentração, alterações mnésicas, lentificação do pensamento, sentimentos de alienação, solidão, insuficiência, impaciência, desânimo, depressão, desconfiança;

Psíquicos

Irritabilidade, agressividade, incapacidade em relaxar, dificuldade em aceitar mudanças, perda de iniciativa, aumento do consumo de substâncias, comportamento de alto risco e aumento da probabilidade de suicídio;

Defensivos Tendência ao isolamento, sentimentos de omnipotência, perda do interesse pelo trabalho ou pelo lazer, insónias e cinismo.

Campos, Inocente, Alves, Guimarães e Areias (2004), com base numa revisão da literatura, propõem uma classificação para os sintomas físicos e psicológicos associados ao burnout:

- Leve: o profissional pode demonstrar sintomas físicos mais vagos, tais como cefaleias, dorsalgias e contracturas musculares associados a mudanças na forma de estar e na diminuição da produtividade e eficácia;

- Moderado: com base nos sintomas anteriores, podem surgir alterações de sono, dificuldades na concentração e no relacionamento interpessoal, alterações de peso,

anorexia, diminuição do apetite sexual, sentimentos de pessimismo com recurso ao uso de automedicação;

- Grave: surgem nesta fase uma queda mais acentuada da produtividade, absentismo, sensação de insatisfação com o trabalho crescente, acompanhada de uma baixa auto-estima e de alguns comportamentos de adição (álcool, tabaco, psicofármacos);

- Extremo: é a fase mais crítica deste processo, em que o profissional já apresenta e demonstra um distanciamento afectivo, embotamento social, acompanhado de um profundo sofrimento, sentimentos de tristeza, pena de si próprio, sensação de fracasso com a profissão, abandono do trabalho e um risco elevado de suicídio.

Podemos também categorizar, segundo Gil-Monte e Peiró (1997), as consequências do burnout em quatro níveis: emocionais, atitudinais, comportamentais e psicossomáticos. O nível emocional inclui indicadores emocionais como o uso de mecanismos de distanciamento emocional, sentimentos de solidão, de alienação, ansiedade, de impotência ou omnipotência. Nesse sentido, a motivação intrínseca do profissional desaparece (Schaufeli & Buunk, 2003). Ao nível atitudinal, o indivíduo pode revelar dificuldade em verbalizar o que sente, apresentar atitudes de cinismo, apatia, hostilidade e desconfiança, com o desenvolvimento de atitudes negativas. Em termos comportamentais podem observar-se comportamentos de agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade e desagrado. Por último, em relação às consequências psicossomáticas, as mais citadas são as alterações cardiovasculares (palpitações, hipertensão), problemas respiratórios (crises de asma, falta de ar), problemas imunológicos (maior frequência de infecções, alergias), problemas sexuais, digestivos (úlceras, náuseas, diarreias), musculares (dores de costas, fadiga) e alterações no sistema nervoso (enxaquecas, insónias). Truchot (2004) e Queirós (2005) acrescentam ainda o nível interpessoal, uma vez que é possível observarmos em simultâneo as consequências ao nível da relação com os colegas, com superiores e com utentes, assim como uma deterioração da vida familiar e social, em que o burnout “invade” o casamento e a família, levando a um possivel conflito trabalho-familia e família-trabalho.

o seu compromisso para com este. Gil-Monte (2003) identifica indicadores que podem auxiliar as organizações a reconhecerem se os seus colaboradores se encontram a experienciar o burnout. Assim, estes indicadores manifestam-se ao nível da diminuição da qualidade assistencial, da baixa satisfação laboral, do absentismo laboral elevado, da tendência ao abandono do posto de trabalho ou da própria organização, da diminuição do interesse e esforço na realização de tarefas laborais, do aumento de conflitos interpessoais com colegas, utentes e supervisores e, por último, uma diminuição da qualidade de vida profissional dos trabalhadores.

Apresentamos a seguir as consequências da síndrome de burnout, englobando os aspectos físicos, psicológicos e sociais, o ambiente laboral e aspectos mais específicos ao contexto do trabalho (Quadro 2).

Quadro 2- Consequências da síndrome de burnout (adaptado de Carlotto, 2010) Consequências da síndrome de burnout

Físicas, Pessoais e Sociais Organizacionais e Laborais - Fadiga constante e progressiva;

- Distúrbios do sono;

- Dores musculares ou ósseas; - Cefaleias, enxaquecas; -Perturbações gastrointestinais; - Imunodeficiência;

-Transtornos cardiovasculares; -Perturbações do sistema respiratório; -Disfunções sexuais;

- Alterações menstruais; -Redução da auto-estima;

-Falta de atenção e da concentração; -Alterações de memória;

-Sentimentos de alienação e de solidão; -Impaciência;

-Astenia, desânimo, disforia e depressão; -Labilidade emocional;

-Isolamento; -Divórcio.

-Diminuição da qualidade;

-Predisposição a acidentes no trabalho; -Abandono;

-Absentismo; -Rotatividade -Baixa produtividade.