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4.4 Opplevd «arbeidsmiljø»

Da população total de profissionais de enfermagem do Departamento de Atenção Básica à Saúde da Secretaria Municipal, foram entrevistados 37 sujeitos, sendo 10 enfermeiras, quatro enfermeiras obstetras, cinco técnicas de enfermagem e 18 auxiliares de enfermagem.

Entre os 37 profissionais entrevistados a maioria (97,3%) era do sexo feminino, sendo somente um auxiliar de enfermagem do sexo masculino. A idade média foi de 35,11 anos, variando a idade de 23 a 50 anos; 23 (62,2%) eram casados, 10 (27%) eram solteiros e 04 (10,8%) divorciados e 24 (64,8%) referiram ter de 1 a 4 filhos, com idade entre 10 meses a 30 anos (Tabela 1).

Tabela 1. Distribuição dos profissionais de enfermagem que prestam assistência no pré-natal, segundo

a categoria profissional, a idade, estado conjugal e o número de filhos. São Carlos, 2008.

Profissionais de Enfermagem

Enfermeira Téc.Enf Aux. Enf TOTAL

Variáveis Categorias F % F % F % F %

Idade/anos 20-30 08 57,2 02 40,0 02 11,1 12 32,4

31-40 05 35,7 02 40,0 09 50,0 16 43,3

41-50 01 7,1 01 20,0 07 38,9 09 24,3

Estado conjugal Casada 07 50,0 02 40,0 14 77,8 23 62,2

Mora junto -- -- -- -- -- -- -- --

Solteira 06 42,9 01 20,0 03 16,7 10 27,0

Separada -- -- -- -- -- -- -- --

Divorciada 01 7,1 02 40,0 01 5,5 04 10,8

Viúva -- -- -- -- --

Número Filhos Nenhum 08 57,2 01 20,0 05 27,8 14 37,8

Um 03 21,4 01 20,0 01 5,5 05 13,5

Dois 03 21,4 02 40,0 07 38,9 12 32,4

Três -- -- 01 20,0 03 16,7 04 10,8

Quatro -- -- 02 11,1 02 5,4

A renda familiar da população estudada (Tabela 2) variou entre R$ 800,00 a R$ 18000,00, com a média de R$ 3548,25. Entre as enfermeiras a renda familiar variou entre R$ 2000,00 a R$ 10000,00, com a média de R$ 4003,35. Nenhuma das 14 enfermeiras tinha outro emprego.

No grupo das técnicas e auxiliares de enfermagem, das 23 profissionais, somente três tinham outro emprego, e a renda familiar variou entre R$ 800,00 e R$ 18000,00, com média de R$3258,63.

Vale ressaltar que o salário mínimo no período da coleta de dados era de R$ 420,00.

Tabela 2. Distribuição dos profissionais de enfermagem que prestam assistência no pré-natal na rede

básica de saúde, segundo a renda familiar. São Carlos, 2008.

Profissionais de Enfermagem

RENDA FAMILIAR (R$) Enfermeira Téc.Enf. Aux. Enf. TOTAL

500,00 A 1500,00 -- 01 04 05 1600,00 A 2500,00 05 01 10 16 2600,00 a 3500,00 03 01 01 05 3600,00 a 4500,00 02 -- 01 03 Acima 4500,00 04 02 01 07 TOTAL 14 05 17* 36*

Conforme o informado pelos profissionais, o salário recebido da instituição (Tabela 3) estava na faixa entre R$ 800,00 e R$ 4500,00. De acordo com as enfermeiras os salários eram R$ 1600,00 a R$ 4500,00. No grupo das técnicas e auxiliares de enfermagem a faixa esteve entre R$ 800,00 e R$ 1450,00.

Tabela 3. Distribuição dos profissionais de enfermagem que prestam assistência no pré-natal na rede

básica de saúde, segundo a remuneração na instituição pesquisada. São Carlos, 2008.

Profissionais de Enfermagem REMUNERAÇÃO NA

INSTITUIÇÃO (R$)

Enfermeira Téc.Enf. Aux. Enf. TOTAL

500,00 A 1000,00 -- 01 16 17 1100,00 A 1500,00 -- 04 01 05 1600,00 a 2000,00 09 -- -- 09 2100,00 a 2500,00 01 -- -- 01 Acima de 2500,00 04 -- -- 04 TOTAL 14 05 17* 36*

* uma auxiliar de enfermagem não informou a renda familiar.

A carga horária média semanal de trabalho destes profissionais é de 41,6 horas, variando de 40 a 100 horas semanais. Três (8,1%) destes profissionais tinham mais de um emprego, assim apresentaram carga horária acima de 40 horas semanais.

Com relação aos profissionais de enfermagem que trabalham em outra instituição, uma trabalha em serviços particulares, como cuidadora de saúde e duas auxiliares de enfermagem trabalham em hospital.

Quanto ao nível educacional dos profissionais de enfermagem, todas as enfermeiras cursaram ou estão cursando pós-graduação em programas lato sensu, sendo que oito fizeram especialização em saúde da família, três em enfermagem obstétrica, uma em saúde da família e enfermagem obstétrica, uma em saúde da família e saúde mental e somente uma está cursando especialização em administração hospitalar.

Das quatro enfermeiras que fizeram especialização em enfermagem obstétrica, duas participaram de um curso oferecido pela Universidade Federal de São Carlos, com financiamento da Área Técnica da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde. Com relação às outras duas, uma fez um curso particular ligado a uma universidade pública e a outra ainda está cursando em instituição particular. No que se refere à especialização em saúde da família,

somente uma das enfermeiras que ainda está cursando, freqüenta um curso particular, o restante participou de cursos financiados pelo Ministério da Saúde.

Entre as técnicas de enfermagem (05), quatro possuíam ensino médio completo e uma ensino superior (direito). Das auxiliares de enfermagem, três referiram ter ensino superior completo (01 graduada em enfermagem), quatro referiram ter ensino superior incompleto e 11 referiram ter concluído o ensino médio.

Segundo as profissionais, o tempo de formada variou de 6 meses a 21 anos. Entre as enfermeiras este tempo foi de 1 ano a 19 anos (Tabela 4).

Tabela 4. Distribuição dos profissionais de enfermagem que prestam assistência no pré-natal na rede

básica de saúde, segundo os anos de formação. São Carlos, 2008.

Profissionais de Enfermagem

ANOS DE FORMAÇÃO Enfermeira Téc.Enf. Aux. Enf.

Menos de 1 ano -- -- 01 1 a 2 anos 04 -- -- 3 a 4 anos 02 01 02 5 a 6 anos 03 02 03 7 a 8 anos 01 -- 06 9 a 10 anos 01 -- -- Acima de 10 anos 03 02 06 TOTAL 14 05 18

Ao serem questionadas sobre participação em eventos, 31 (83,78%) entrevistadas referiram ter participado de eventos científicos nos últimos cinco anos, o restante referiu não ter participado. Dentre os eventos citados, 09 enfermeiras haviam feito o Curso de Manejo ao Aleitamento Materno e o Curso de Atualização em Saúde da Mulher ministrado pela Secretaria Municipal de Saúde do município, e 01 só participou do Curso de Atualização em Saúde da Mulher. Com relação às técnicas e auxiliares de enfermagem, 08 não participaram de eventos, 15 participaram do Curso de Manejo ao Aleitamento Materno e 04 também participaram de palestras ministradas pela Secretaria Municipal de Saúde (DST e Teste do Pezinho). Ainda uma das enfermeiras referiu ter participado de um treinamento para coleta de colpocitologia oncótica.

Das 14 enfermeiras entrevistadas, cinco referiram ter aprendido obstetrícia na graduação, duas referiram ter aprendido durante a especialização em obstetrícia e com médicos na prática, duas referiram terem aprendido na graduação e na especialização e uma referiu ter aprendido com parteiras antigas e médicos já na prática assistencial, e duas na

prática assistencial com médicos. O tempo de atuação na área variou de variou de 1 mês a 12 anos entre as enfermeiras.

Com relação às técnicas e auxiliares de enfermagem, o tempo de atuação na área variou de 3 meses a 20 anos, com média de 7 anos.

Segundo informações das profissionais de enfermagem, suas funções na assistência à mulher no pré-natal e pós-parto são:

9 Enfermeira: realiza acolhimento, atende a gestante na pré-consulta (verifica pressão arterial, peso e altura), solicita o “Teste de Gravidez”, solicita a primeira rotina de exames, faz o preenchimento dos formulários (prontuário, ficha do SISPRENATAL, cartão da gestante), agendamento das consultas subseqüentes com médico obstetra ,orientações individuais, organização do grupo de gestantes, consulta puerperal com 7 a 10 dias pós-parto. Algumas referiram realizar a consulta de pré-natal (anamnese e exame físico) e cálculo da idade gestacional (IG).

9 Auxiliares e técnicas de enfermagem: prestam assistência às gestantes na pré- consulta (verificam pressão arterial, peso e altura) e pós-consulta (encaminhamentos e agendamentos), realizam “Teste de Gravidez” e “teste do Pezinho”, avaliam amamentação, aplicam vacina nas gestantes e nos RNs .

Com relação às dificuldades no atendimento à gestante, 50% (07) das enfermeiras apontaram dificuldades como a falta de protocolo assistencial, o nível de instrução da comunidade, e o fato do pré-natal ainda seguir um modelo médico centrado.

Das técnicas e auxiliares de enfermagem, 21,74% (05) referiram sentir dificuldades relacionadas à estrutura física, à presença do acompanhante, ao acolhimento (queixas de sangramento), à condução das reuniões com as gestantes e até à falta de afinidade com a área.

Todas as enfermeiras referiram que, havendo necessidade, as gestantes são encaminhadas para a Maternidade ligada à Santa Casa de Misericórdia de São Carlos, e que na maioria das vezes este encaminhamento se dá por escrito.

Na assistência à puérpera, todas as enfermeiras fizeram referência ao protocolo de atendimento, em que a maternidade deveria agendar a primeira consulta nas unidades. Porém foi unânime a queixa de ausência de comunicação entre os serviços, dificultando o atendimento pós-parto.

Por fim, todas as 37 entrevistadas referiram prestar um cuidado humanizado, referindo a este chamá-la pelo nome, orientá-la, atender suas necessidades, permitir vínculo, e respeitá-la.

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